
Quando sinto um abraço eólico
Suave no corpo
Profundo no espírito
O frio percorre meus poros
Vejo teus singulares sinais
Soprando o medo para longe
Por breves segundos
O tempo passa lento
Uma eternidade
Do alto das catedrais via-se a trilha
A deliciosa ansiedade da chegada
Novamente o brilho na aura
Tudo vibra e dança pela vinda
Que se evaporem as falanges de gárgulas
Com suas redes de energia e pesadelos
Todo o passado já foi pago
Quem vem cavalgando os espaços
Quem chegará movendo as cruzes
Visões vindas da infância
Decisões vindas de bem antes
Clareando a sombra do esquecimento
Nunca realmente vi ou ouvi
Tudo foi sempre sentido
Sempre foi tudo inesquecível
Era assim que tinha de ser
Recife,25 de Maio de 2011
Amei!
ResponderExcluirLi vários textos seus, mas este aqui, tocou-me demais.
ResponderExcluirAbraço poeta.