
Onde tudo estava em trevas, me vi cego
Em instantes o chão colapsou sob meus pés
Frio, fétido e solitário era o tempo de La
Mais perto de um enorme distanciamento
A minha desolação foi o odor do abandono
Outra vez a pseudo-certeza da solidão
Andando em círculos de dor em dor
As luzes parecem longínquos fantasmas
E sempre aquelas memórias
Aquelas memórias
Desilusões nascem das ilusões que criamos
Cheguei a julgar-me aprisionado
E foi em um relâmpago preto e branco
Em uma melancólica noite de sexta-feira
Alguém perdido no tempo das brumas
O semblante elevado para ver acima
A brisa quente que cruzou mares gelados
Atirada de uma época perdida nos anos
Simplesmente muitíssimo especifico
E que se faça a luz
E que se faça um universo para ela reinar
E assim foi feito
E tudo foi selado em pura serenidade
Mas aquelas memória
Àquelas memórias
Perdoa-me se nesta vida ou em outra
Ofendi-te ou mesmo aos teus
Perdoa-me por teus atos absurdos
E me perdoa pela sombra da duvida
Por esse profundo mundo de Camus
E que eu possa ver meu farol outra vez
Brilhando como uma rosa branca
Ate onde nunca se soube,
Nem nunca se saberá...
Recife,16 de janeiro de 2010
Bonito! Gostei da referência a Camus.
ResponderExcluir