Tempos varridos por ventos que não voltam mais
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
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