Quando tudo parecia desolação novamente
Os pássaros voavam em silencio voluntario
As estrelas brilhavam para não serem vistas
Eu não precisava de toda essa distancia
Eu não poderia viver esta ausência
De mãos dadas casais felizes na quarta praia
Um corredor de pensamentos noite a fora
Palavras espadadas em ouvidos sem escudos
Fome, desejo, fome de si, desejo de ti
Questão de quem via e quem não via o que já se sabia
Crianças corriam na areia sem medo
Tempo de expor a criança que cresceu
E nos crescemos também
Mas ainda temos medo
No fim da noite mais um sonho para decifrar
No fim da vida alguns sonhos para lamentar
Amanha o sol nasce novamente
E no decorrer do seu sobe e desce
Também viveremos novamente
Cheio de mistérios
Eternamente gratos ao ontem
Que tudo se faça como antes
Como a mulher dos sonhos
Como o homem das cartas
Os pássaros voavam em silencio voluntario
As estrelas brilhavam para não serem vistas
Eu não precisava de toda essa distancia
Eu não poderia viver esta ausência
De mãos dadas casais felizes na quarta praia
Um corredor de pensamentos noite a fora
Palavras espadadas em ouvidos sem escudos
Fome, desejo, fome de si, desejo de ti
Questão de quem via e quem não via o que já se sabia
Crianças corriam na areia sem medo
Tempo de expor a criança que cresceu
E nos crescemos também
Mas ainda temos medo
No fim da noite mais um sonho para decifrar
No fim da vida alguns sonhos para lamentar
Amanha o sol nasce novamente
E no decorrer do seu sobe e desce
Também viveremos novamente
Cheio de mistérios
Eternamente gratos ao ontem
Que tudo se faça como antes
Como a mulher dos sonhos
Como o homem das cartas
Morro de São Paulo, 29 de abril de 2012