
Observando atentamente as historias incontadas
Vejo todo um universo em uma fugaz bolha
Muros circulares como cercas vivas francesas
Decifráveis apenas pela altitude na perspectiva
Alguns sonhos são tão coletivos e repetitivos
Alguns são tão furtivos e singulares
Mas na totalidade rabiscos e ensaios poéticos
Retocam a pintura dourada das nossas vidas
Antes de adormecer alguém cerra os olhos
Mas a realidade continua desesperadamente
Agora apaguem as luzes e deixem a musica
Verei o céu explodir o telhado limitante
Muito já foi dito sobre a solidão que nos cerca
Algo pueril como o medo do escuro e da noite
Algo pueril que cria cruzes sem respostas
Maniqueísmo impõe uma felicidade coletiva
Posso sentir a organicidade das obvias reações
A mente dança entre os variados sentimentos
Vejo módulos que se movem de pessoa a pessoa
Depois escutar aquelas femininas vozes na noite
Quando possível é melhor sorrir e nunca mentir
Resgatando a ancestralidade das experiências
Atravessar a negra noite de olhos fechado
Exercer o direito divino a ter outros sentidos
Do alto da cela de veludo a passo de galope
O horizonte é mais distante e o mundo mais rápido
Do amanhecer da minha alma a passos lentos
O mundo é mais simples e a vida mais bela
Cavalgadas atravez das diversas "noites" ...
Recife,11 de maio de 2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário