
Tempestades de eletricidade sutil e imperceptível
Angustia e medo repentinos no ar cinza cortical
Ciclos de diferentes eus voltam a tomar forma
A deriva nos mares da incerteza momentânea
O tempo parece distorcido no meu referencial
Tudo perde dinâmica e reduz seu compasso
Os sentidos seguem alertas noutra realidade
A mão direita é preparada com o símbolo
Em ondas as percepções são restauradas
A singularidade se desfaz em sombras
Preparem a fogueira para queimar
Tragam as antigas preces e os cânticos
Aqueles acima dos riscos assumidos
Aqueles abaixo dos mundos possuídos
Unidos pela delgada membrana cônica
Separados na densa cortina da matéria
Recife,6 de novembro de 2010
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