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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

387> ILUSÃO DOS MUNDOS

 


Ergui as mãos aos céus sem usar o corpo
Mudei tudo ao meu redor a parti de dentro
Escrevi tudo que deixe de sentir e acreditar
Mas ainda não disse o que deveria ser dito

Todas as vezes que tento esquecer
Os comportamentos que me afetam
Nessa troca de controle
Nessas estrelas que insistem em cair
Batalhando contra tudo que ficou para trás
Cheias de si mesmas
Brilhos fugazes
Como a vida

Olhei no espelho para ver o que você vê
E nada vi
Olhei-te nos olhos para ver o que não vês
E te vi
Assim fui cultivando reflexos
Jardins de pétalas ruídas
Cercas vivas separam os vivos
Retângulos as separam dos mortos
E o tempo finge ser curto
Na ilusão dos nossos mundos 


Recife, 27 de Setembro de 2012

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