Os anos voaram antes de encontrar as trevas
Ninguém disse que estaríamos vivos para ver
Senti-me no colo de minha mãe novamente
Agora abrigado em uma parede de concreto
Escuto a agitação das naves em delta ao longe
Um piano cheio de esquecimento e sujeira
Tocava suas ultimas notas ainda audíveis
Uma alma cheia de angustia e remorso
Sentia seus últimos tormentos nessa hora
Sem desvios o rio prossegue seu curso
Alheio as construções erguidas ao seu lado
Ora mais lento ora mais ao sabor do mar
Assim como a queda de uma folha
Que dança, acelera e flutua no ar
A temperatura cai novamente no jardim
Entre e feche a janela fortemente
La fora só restou os desafortunados
Fantasmas em suas ultimas aparições
No implacável teatro das horas incertas
Recife,18 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
221> UMA CARTA NÃO ENVIADA
Nunca esperei esses caminhos fossem paralelos
Ao ponto de dos olhares estarem sempre fixos
E todo prazer que pude ter nunca esteve à vista
Escondido num balanço de brinquedo infantil
Ou na leveza do teu corpo sob as ondas do mar
Não importa o que saiu errado no nosso orgulho
Se o peso de toda cobrança veio da infância
Tentando ser o príncipe e a princesa desse reino
Um trono repleto de factóides fieis tão infiéis
Entristece-me ainda sua tristeza sempre velada
E nunca ter lapidado esses dois diamantes
Com a chama que você ascendeu em minhalma
Perdi a minha imagem dentro daqueles olhos
Despertando emoções impossíveis de se lidar
Acredite-me que nada estava previsto
Pelo menos pela minha ignorância
Nada posso dizer a respeito do destino
Nada mais posso fazer neste caminho
Que seu retrato nessa vida traçou
Agora tudo que dissermos virou ontem
Toda tentativa desavisada se converte em dor
E me fizeste crer mais, muito mais em mim
Marcas que resistem aos piores tempos
Marcas que resistirão a essa existência
Recife,16 de julho de 2010
Ao ponto de dos olhares estarem sempre fixos
E todo prazer que pude ter nunca esteve à vista
Escondido num balanço de brinquedo infantil
Ou na leveza do teu corpo sob as ondas do mar
Não importa o que saiu errado no nosso orgulho
Se o peso de toda cobrança veio da infância
Tentando ser o príncipe e a princesa desse reino
Um trono repleto de factóides fieis tão infiéis
Entristece-me ainda sua tristeza sempre velada
E nunca ter lapidado esses dois diamantes
Com a chama que você ascendeu em minhalma
Perdi a minha imagem dentro daqueles olhos
Despertando emoções impossíveis de se lidar
Acredite-me que nada estava previsto
Pelo menos pela minha ignorância
Nada posso dizer a respeito do destino
Nada mais posso fazer neste caminho
Que seu retrato nessa vida traçou
Agora tudo que dissermos virou ontem
Toda tentativa desavisada se converte em dor
E me fizeste crer mais, muito mais em mim
Marcas que resistem aos piores tempos
Marcas que resistirão a essa existência
Recife,16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
220> O DEGRAU

Minhas lagrimas não são mais minhas
Refletem os anos que se perderam
Na nevoa da ignorância humana
Só vindo à tona no leito de morte
Após a vida parecer um sonho
Choro por todos os holocaustos humanos
Com o pesar dos que por ele tombaram
Milênios depois da hedionda hidra
Não rastejar mais nas terras do meio
Rubras manchas nos signos dourados
A tórrida espada do degrau
E a fria lamina dos espectros
Historias de servidão e vazios
Que venha o destino grau em grau
À noite esta por demais escura
Ainda estamos isolados, mas protegidos
Ate onde a única lei determina
Unidos diante da impensada cena
Lagrimas de sangue vertidas
Pelos grandes aos teus pés
Recife,15 de julho de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
terça-feira, 13 de julho de 2010
219> JARDIM DOS VENTOS ELÍSIOS
Gostava de bailar com as vestes ao vento
Um piso de mármore em formato xadrez
Delineava abruptamente a fronteira da relva
E ali se dava os mais serenes encontros
Naquele tabuleiro com pilastras nos cantos
Então se sente e ouça a sinfonia das harpas
Uma gargalhada feminina e uma taça caída
Um néctar escarlate rompeu o bi-cromatico
E na fenda pude ver os rios e vales abaixo
Imediatamente o vento selou a abertura
Um pássaro de luz vibrante se mostrou
Às vezes parecia só um foco incandescente
Seu sonoro canto causou profundo silencio
Eis o bem chegado mensageiro do sol
Gire o mundo que gira ao seu redor
No fim da madrugada tudo esta desfeito
A atmosfera agita os pessegueiros
Nós iremos mais uma vez mergulhar
Na parte mais densa desta existência
Para depois voltar ao Jardim dos Ventos
Recife,13 de julho de 2010
Um piso de mármore em formato xadrez
Delineava abruptamente a fronteira da relva
E ali se dava os mais serenes encontros
Naquele tabuleiro com pilastras nos cantos
Então se sente e ouça a sinfonia das harpas
Uma gargalhada feminina e uma taça caída
Um néctar escarlate rompeu o bi-cromatico
E na fenda pude ver os rios e vales abaixo
Imediatamente o vento selou a abertura
Um pássaro de luz vibrante se mostrou
Às vezes parecia só um foco incandescente
Seu sonoro canto causou profundo silencio
Eis o bem chegado mensageiro do sol
Gire o mundo que gira ao seu redor
No fim da madrugada tudo esta desfeito
A atmosfera agita os pessegueiros
Nós iremos mais uma vez mergulhar
Na parte mais densa desta existência
Para depois voltar ao Jardim dos Ventos
Recife,13 de julho de 2010
218> A LEI
O mar se estendia ate o horizonte visível
Revolto após chuvas quase apocalípticas
Faixas bem definidas de cores saturadas
Entulhos e argila do interior da terra
Campos de ação com um fim purificador
Muitos eram os prantos perante a lei
Ela não se comove com vosso sangue
Ela não gera nem destrói e sim recicla
Uma estrada sem acostamento nem beira
Alem dela tudo são abismo e trevas
Cavaleiros e exércitos os sagazes executores
Um cálice cheio e um crânio vazio
Uma balança que nunca pende ou se dobra
O maestro de uma sinfonia silenciosa
Bem aventurança dos famintos por justiça
Implacável, cruel, e outros falsos nomes
A grande mestra e nós seus escravos
Mistérios, fúrias e a natureza a servi-la
Assim como era no único principio
E assim será por todos os séculos
Recife,13 de julho de 2010
Aplicavel em todo o universo conhecido e desconhecido ...
Revolto após chuvas quase apocalípticas
Faixas bem definidas de cores saturadas
Entulhos e argila do interior da terra
Campos de ação com um fim purificador
Muitos eram os prantos perante a lei
Ela não se comove com vosso sangue
Ela não gera nem destrói e sim recicla
Uma estrada sem acostamento nem beira
Alem dela tudo são abismo e trevas
Cavaleiros e exércitos os sagazes executores
Um cálice cheio e um crânio vazio
Uma balança que nunca pende ou se dobra
O maestro de uma sinfonia silenciosa
Bem aventurança dos famintos por justiça
Implacável, cruel, e outros falsos nomes
A grande mestra e nós seus escravos
Mistérios, fúrias e a natureza a servi-la
Assim como era no único principio
E assim será por todos os séculos
Recife,13 de julho de 2010
Aplicavel em todo o universo conhecido e desconhecido ...
sábado, 10 de julho de 2010
217> HEMISARÊ
E deles ouvi suas historias milenares
Suas glorias e suas ruínas nesta senda
Seus segredos agora são revelados
O sangue que macula e o que liberta
As lágrimas que revoltam e as de luz
Os instintos ora divinos ora bestiais
Um trono à esquerda e seus reis
Um salto para uma nova vida
Tormentos se transformam em força
Os fatos não são o que parecem
Nas memórias de um escolhido
Mas por todos escolhido
O alto preço de toda luxuria
As manchas de sangue humano
Nunca mais, nunca mais
Odiado príncipe e o pesar da lei
Preces veladas para os da luz
Recordações e lições das trevas
Recife,Meu aniversario em 2010
Suas glorias e suas ruínas nesta senda
Seus segredos agora são revelados
O sangue que macula e o que liberta
As lágrimas que revoltam e as de luz
Os instintos ora divinos ora bestiais
Um trono à esquerda e seus reis
Um salto para uma nova vida
Tormentos se transformam em força
Os fatos não são o que parecem
Nas memórias de um escolhido
Mas por todos escolhido
O alto preço de toda luxuria
As manchas de sangue humano
Nunca mais, nunca mais
Odiado príncipe e o pesar da lei
Preces veladas para os da luz
Recordações e lições das trevas
Recife,Meu aniversario em 2010
216> ANIVERSÁRIO NO CAMPO-SANTO
Aquele toque de ternura que todos compartilham
Cheio de mensagens de esperança, fé e gratidão
O mesmo eu que destrói sistemas e padrões
Que sempre viu de longe as formalidades humanas
Agora reconheço o brinde a nossa chegada a vida
Reencontro com aqueles que o tempo tomou
Com aqueles que vento levou
Com aqueles que o espaço nunca afastou
E sobre tudo a tão excelsa visita de um anjo
O libertador de almas a me presentear
Uns comemoram a chegada e choram a partida
E me vejo novamente com os guardiões
E me vejo novamente no campo-santo
Saúdo aqueles que trabalham em silencio
E agora vejo a ordem a todo o momento
Recife,Meu aniversário em 2010
Aos que nunca comemoraram um aniversário em um cemitério nem nunca receberam nesta data um presente do anjo da morte fica o aviso : nada é por acaso ...
Cheio de mensagens de esperança, fé e gratidão
O mesmo eu que destrói sistemas e padrões
Que sempre viu de longe as formalidades humanas
Agora reconheço o brinde a nossa chegada a vida
Reencontro com aqueles que o tempo tomou
Com aqueles que vento levou
Com aqueles que o espaço nunca afastou
E sobre tudo a tão excelsa visita de um anjo
O libertador de almas a me presentear
Uns comemoram a chegada e choram a partida
E me vejo novamente com os guardiões
E me vejo novamente no campo-santo
Saúdo aqueles que trabalham em silencio
E agora vejo a ordem a todo o momento
Recife,Meu aniversário em 2010
Aos que nunca comemoraram um aniversário em um cemitério nem nunca receberam nesta data um presente do anjo da morte fica o aviso : nada é por acaso ...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
215> EM QUALQUER LUGAR
Pensamos não precisar um do outro
Mãos dadas com o novo destino
Fingimos ser tão adultos
Ao ponto de nem falar de amor
No ultimo ato não esperamos aplausos
No tato estamos vendados
Em qualquer lugar na terra
Ainda há tempo para um sorriso
Uma singela reverencia no olhar
E aqueles que deixamos para trás
Na marcha de destinos distintos
Pedaços de nós mesmo que se vão
O coração bate aqueles nomes
Em qualquer lugar que formos
A sombra que deixa a terra
Exatamente com sol poente
O corpo que deixa a alma
Precisamente com a noite
A dor egoísta dos que ficaram
Une os seres como um só
Em qualquer lugar além
Recife,7 de julho de 2010
Reflexões sobre o significado da morte no nosso tempo
Mãos dadas com o novo destino
Fingimos ser tão adultos
Ao ponto de nem falar de amor
No ultimo ato não esperamos aplausos
No tato estamos vendados
Em qualquer lugar na terra
Ainda há tempo para um sorriso
Uma singela reverencia no olhar
E aqueles que deixamos para trás
Na marcha de destinos distintos
Pedaços de nós mesmo que se vão
O coração bate aqueles nomes
Em qualquer lugar que formos
A sombra que deixa a terra
Exatamente com sol poente
O corpo que deixa a alma
Precisamente com a noite
A dor egoísta dos que ficaram
Une os seres como um só
Em qualquer lugar além
Recife,7 de julho de 2010
Reflexões sobre o significado da morte no nosso tempo
214> SEGUNDO ANDAR

Uma cadeira no segundo andar em ruínas
Só o facho de luar e minha sombra
A varanda e seu grande arco dourado
Limite entre o lúdico e o urbano
Podia ver o lugar dos que já se foram
Conclusões e novas definições
Algumas emoções
Noite a fora com os enfermos
De corpo e os de alma também
Assistindo o final de vários filmes
Alguém atravessa a porta
Sei que tenho de entrar
Para assisti-los sair
Por outra porta bem diferente
Mas com o mesmo destino
Recife,7 de julho de 2010
No segundo andar em reforma esta a UTI do H. Maria Lucinda, palco do "fim de varios filmes" mas os personagens permanecem ... ao menos na minha mémoria assim como eu na deles ...
213> MONÇÕES DO NOSSO TEMPO
Olho para trás, mas o passado estava à frente
As sinuosidades sempre serão quase iguais
Espatifado após o grande encontro consigo
Usando o falho tato ao caminhar no escuro
Embriagados em lembranças inexistentes...
Procurou pelo filho, mas ainda era filho
Chorava barganhando sínicos sorrisos
Sempre o equilibrista de mundos fictícios
Mas já era tarde e chuva se aproxima
Entre e venha aquecer nossa dor
E se eu mantivesse a esperança,
Vendo a luz abandonar minha janela?
Mas o sol nem sempre vem no verão
E como um desprevenido na rua
Sou tomado por aqueles ventos
Com a alma varrida e solitária
Nu em pensamentos e idéias
Não me entregarei mais uma vez
Vendo os acontecimentos do meu tempo
Prefiro a chuva em minha face
Recife,7 de julho de 2010 (conclusão)
Tambem postado na Fabrica de Letras
As sinuosidades sempre serão quase iguais
Espatifado após o grande encontro consigo
Usando o falho tato ao caminhar no escuro
Embriagados em lembranças inexistentes...
Procurou pelo filho, mas ainda era filho
Chorava barganhando sínicos sorrisos
Sempre o equilibrista de mundos fictícios
Mas já era tarde e chuva se aproxima
Entre e venha aquecer nossa dor
E se eu mantivesse a esperança,
Vendo a luz abandonar minha janela?
Mas o sol nem sempre vem no verão
E como um desprevenido na rua
Sou tomado por aqueles ventos
Com a alma varrida e solitária
Nu em pensamentos e idéias
Não me entregarei mais uma vez
Vendo os acontecimentos do meu tempo
Prefiro a chuva em minha face
Recife,7 de julho de 2010 (conclusão)
Tambem postado na Fabrica de Letras
terça-feira, 6 de julho de 2010
212> TEORIA DA GÊNESE DIMENSIONAL

Certa manhã acordei em um templo abandonado
Só o som de cordas harmônicas vibrava
E o universo foi reproduzido fielmente
O que era foi e será em todas as possibilidades
Um instrumento sonoro gerava mundos
Manifestações de vibrações que eram integradas
Nada era solido e nem energia possuía
Algo pulsava em intervalos determinados
Antes de existir algo mensurável
Vários horizontes de eventos se cruzavam
Varias dimensões acima se via a ordem
Um átomo não sabe o objeto que esta formando
O objeto não pode ver, saber ou sentir os átomos
Pensamentos e lembranças são codificações
Imprensas em absolutamente nada
Mais existem
E onde então existem?
E por que então existem?
Na quinta dimensão encontrei pescadores
Pesquei também um gigantesco polvo
Uma simples e frágil linha tridimensional
Quase bidimensional
Reteve o titã enquanto era apoiada em anteparos
Dando voltas sobre voltas nos rochedos cônicos
Mas sua cabeça parecia vertebrada
Algo como uma serpente
Acabou por tombar serene e previsivelmente
Mas não era tão simples
A criatura se desfez numas miríades de espirais
Algo inexplicável, incontável e incompreensível
E algo me fez retornar a terceira dimensão
E me fez ver a existência de outras leis
E me fez saber da existência de outros seres
E me fez conhecer outros improváveis mundos
E o infinito separa o improvável do inexistente
E nesse espaço residia todo o segredo
Algo espreitava neste intervalo,
Estava fora da linha, acima do plano e fora do cubo
E também não se movia no tempo
Estava alem da curva
Era um ponto, assim como o universo já o fora
Estava esperando alem da singularidade
Eis porque o caos virá estrelas
Eis porque os vazios parecem sólidos
Eis porque algo esta em tudo e tudo é esse algo
Recife(astral),6 de julho de 2010
Imagem com direitos autorais na mesma.
211> PECADO ORIGINAL
Arde em desejo de nascer e começar
O pulso primordial é o desejo de existir
Esta antes de tudo ser formado
Esta antes e ao mesmo tempo é tudo
Quero ser sempre eu e não o sou
Eu digo
Quero nunca me dividir sendo dividida
Diz a partícula
Somos o desejo de Deus por isso somos puros
Mas nossos desejos não o são
E deuses distorcidos são criados
E então desejamos ser imortais sendo imortais
Frutos de um desejo agora também têm desejos
Mas só a uno pode ter desejos
O erro primário chamado de pecado original
A fonte de todo medo e toda dor
Recife,6 de julho de 2010
O pulso primordial é o desejo de existir
Esta antes de tudo ser formado
Esta antes e ao mesmo tempo é tudo
Quero ser sempre eu e não o sou
Eu digo
Quero nunca me dividir sendo dividida
Diz a partícula
Somos o desejo de Deus por isso somos puros
Mas nossos desejos não o são
E deuses distorcidos são criados
E então desejamos ser imortais sendo imortais
Frutos de um desejo agora também têm desejos
Mas só a uno pode ter desejos
O erro primário chamado de pecado original
A fonte de todo medo e toda dor
Recife,6 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
210> ENSAIOS DA ALMA
Angustia que desequilibra as almas
Escondida onde não se poder ver
Eis porque muitos fogem de si
Palavras não podiam esclarecer
Planos desfeitos nas redes da vida
Afogados no mar de uma existência
Incompreendida
Unidades complexas e tão simples
Partes de universo que se chocam
Em fim o que nos cegou por séculos?
A vida assume uma face terrível
Pois a luz tem seu espectro visível
Os julgamentos tem o espectro humano
Sempre limitado
Frutos das divisões criadas para explicar
Assim toda ordem parece estar desabando
E só o caos salta-nos a percepção
Quando a dualidade é a única lógica
Criando um mar de seres desfigurados
Despencando no profundo abismo da dor
Prontos para serem novamente exilados
Após anos de avisos os sábios se calam
Dias, anos, séculos, agora tanto faz
Pois nosso tempo é ainda unidirecional
Alguns médicos e tantas feridas
Nesta guerra com poucas batalhas vencidas
Separados dos demais por milênios
Estamos nós as perplexas testemunhas
Recife,4 de julho de 2010
Escondida onde não se poder ver
Eis porque muitos fogem de si
Palavras não podiam esclarecer
Planos desfeitos nas redes da vida
Afogados no mar de uma existência
Incompreendida
Unidades complexas e tão simples
Partes de universo que se chocam
Em fim o que nos cegou por séculos?
A vida assume uma face terrível
Pois a luz tem seu espectro visível
Os julgamentos tem o espectro humano
Sempre limitado
Frutos das divisões criadas para explicar
Assim toda ordem parece estar desabando
E só o caos salta-nos a percepção
Quando a dualidade é a única lógica
Criando um mar de seres desfigurados
Despencando no profundo abismo da dor
Prontos para serem novamente exilados
Após anos de avisos os sábios se calam
Dias, anos, séculos, agora tanto faz
Pois nosso tempo é ainda unidirecional
Alguns médicos e tantas feridas
Nesta guerra com poucas batalhas vencidas
Separados dos demais por milênios
Estamos nós as perplexas testemunhas
Recife,4 de julho de 2010
209> PEDAÇOS DE PASSADO
Uma reunião a portas fechadas
Eu e todas as minhas partes
Um único som e uma única luz
Ídolos do passado
Ícones do presente
Todos juntos a meia noite
Procurando por sinais no chão
Fotos velhas e cartas antigas
As maravilhosas historias do meu avô
O livro proibido no quarto fechado
E tudo sobrevive na memória
Deixo tudo como esta
Cantando para a chuva
Tantos anos se passaram
Todos cresceram no seu tempo
E alguns já se foram
Não vejo mais os cães pastores
Mas escuto a cadeira de balanço
Que embalou minha infância
Recife,4 de julho de 2010
Eu e todas as minhas partes
Um único som e uma única luz
Ídolos do passado
Ícones do presente
Todos juntos a meia noite
Procurando por sinais no chão
Fotos velhas e cartas antigas
As maravilhosas historias do meu avô
O livro proibido no quarto fechado
E tudo sobrevive na memória
Deixo tudo como esta
Cantando para a chuva
Tantos anos se passaram
Todos cresceram no seu tempo
E alguns já se foram
Não vejo mais os cães pastores
Mas escuto a cadeira de balanço
Que embalou minha infância
Recife,4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
208> CRÔNICAS DE UR

Foram acesos os faróis do futuro
A suméria nunca teve um mar
Deixe aqueles rios se encontrarem
Seus Deuses pareciam levitar
As mil e varias historias de Ur
Que a poeira teima em apagar
Recordações não vão nos contar
A força em uma nação inteira
Leio e releio as paginas de barro
De um lado o Genesis
Do outro os Vedas
Cidades calcinadas e a brisa do mar
Raios que descem e corpos que sobem
Ouro e servidão seria o pagamento
Ante a suprema engenharia
Mas não divina
Eles não eram deuses
Eles eram os pais
E os pais não são donos dos filhos
E no fim de tamanha heresia
O mesmo destino de Cronos...
Recife,3 de julho de 2010
Foto da web
terça-feira, 29 de junho de 2010
207> MELINA

Chegava cedo para ve-la entrar
Linda como meu mundo
Eu a via sorrir no recreio
Observando as ondas do mar
Cantigas juninas e a timidez
O destino e suas peças
O vestido amarelo,
E os seus cabelos
Dois pedaços do sol
Minha primeira dança
Toda manhã regava minha flor
Toda a noite com ela me casava
Eu acho que ela sabia
Eu só acho que ela hoje não sabe
Que a procuro desde 1981
Nos rostos de todas as mulheres
Nos mais belos sorrisos matinais
Nas varandas de todas as janelas
Em todos os contos de fada
Em tudo que se pode amar
Mesmo devendo a tudo amar
Onde esta minha Melina
Com o cabelo dourado?
De quem será minha Melina
Com o seu sorriso encantado?
Meu mais puro amor
Meu primeiro amor
Recife,29 de junho de 2010
Melina estudou comigo em 1981 em um colegio chamado Souza Leão. Foi o meu mais perfeito molde para o amor e ate hoje esta comigo onde quer que eu esteja...
Linda como meu mundo
Eu a via sorrir no recreio
Observando as ondas do mar
Cantigas juninas e a timidez
O destino e suas peças
O vestido amarelo,
E os seus cabelos
Dois pedaços do sol
Minha primeira dança
Toda manhã regava minha flor
Toda a noite com ela me casava
Eu acho que ela sabia
Eu só acho que ela hoje não sabe
Que a procuro desde 1981
Nos rostos de todas as mulheres
Nos mais belos sorrisos matinais
Nas varandas de todas as janelas
Em todos os contos de fada
Em tudo que se pode amar
Mesmo devendo a tudo amar
Onde esta minha Melina
Com o cabelo dourado?
De quem será minha Melina
Com o seu sorriso encantado?
Meu mais puro amor
Meu primeiro amor
Recife,29 de junho de 2010
Melina estudou comigo em 1981 em um colegio chamado Souza Leão. Foi o meu mais perfeito molde para o amor e ate hoje esta comigo onde quer que eu esteja...
sábado, 26 de junho de 2010
206> O CAMPO DAS NUVENS E O PORTÃO DE FOGO
Imerso em alvas nuvens atemporais
Esta o campo dos bem aventurados
Uma pausa para meditar e planejar
Flautas ecoam no vento etéreo
Lembranças condensam-se em gotas
Esferas que refletem nosso mundo
Lar de nossa prisão e liberdade
Um evento solene de tempos em tempos
Passagens só abertas momentaneamente
Paisagens só perceptíveis para poucos
Bem vindos ao lugar dos que já se foram
Bem vindo ao templo dos que retornaram
Bem aventurados são todos os seres
Guardiões destas lembranças
Clarões irrompem ao longe em fagulhas
Outra carruagem incandescente apresenta-se
Através da anti-materia mundos eram criados
E não estamos mais no mesmo lugar
Os raios gamas e suas novas cores
Todo o receio do portão de fogo
O único fim possível para a alma
Em verdade quem vê é a mente
E como ver o inconcebível?
Um fóton não percebe o raio de luz
Mesmo o raio no qual ele pertence
Somos uma pincelada no imenso quadro
Que nem mesmo podemos ver
Ironicamente o definimos como caos
O artista maior não é impessoal
Sua pessoa transcende para sempre
Nossos traços tão grosseiros
Lembro dos escritos nas paredes
Ainda vejo o distante mosteiro no Laos
Toda fuligem dessa dimensão que cega
Toda a inevitável dor que nos cerca
Recife, 26 de junho de 2010
Esta o campo dos bem aventurados
Uma pausa para meditar e planejar
Flautas ecoam no vento etéreo
Lembranças condensam-se em gotas
Esferas que refletem nosso mundo
Lar de nossa prisão e liberdade
Um evento solene de tempos em tempos
Passagens só abertas momentaneamente
Paisagens só perceptíveis para poucos
Bem vindos ao lugar dos que já se foram
Bem vindo ao templo dos que retornaram
Bem aventurados são todos os seres
Guardiões destas lembranças
Clarões irrompem ao longe em fagulhas
Outra carruagem incandescente apresenta-se
Através da anti-materia mundos eram criados
E não estamos mais no mesmo lugar
Os raios gamas e suas novas cores
Todo o receio do portão de fogo
O único fim possível para a alma
Em verdade quem vê é a mente
E como ver o inconcebível?
Um fóton não percebe o raio de luz
Mesmo o raio no qual ele pertence
Somos uma pincelada no imenso quadro
Que nem mesmo podemos ver
Ironicamente o definimos como caos
O artista maior não é impessoal
Sua pessoa transcende para sempre
Nossos traços tão grosseiros
Lembro dos escritos nas paredes
Ainda vejo o distante mosteiro no Laos
Toda fuligem dessa dimensão que cega
Toda a inevitável dor que nos cerca
Recife, 26 de junho de 2010
205> AURORAS
Quem sabe ondes as estradas se cruzam
Onde os corações batem juntos
Onde a luz do sol é uniforme
Quem dirá o caminho a seguir
O caminho de volta para casa
Agora um novo dia acaba de nascer
Multiplicado por impressões sensoriais
A lógica se torna parte de um jardim
Multicolorido
Mas o inverno acabou de chegar
E agora varre as folhas secas
Percorrendo os campos que sonhei
As florestas que plantei
As flores que reguei
Eu me lembro
Eu me lembro
E como haveria de esquecer
Todas aquelas auroras
Se virem e voltem para a luz
Antes da cegueira e da escuridão
Estas estepes são tão solitárias
Durante toda a noite
Durante toda uma vida
Recife,26 de junho de 2010
Onde os corações batem juntos
Onde a luz do sol é uniforme
Quem dirá o caminho a seguir
O caminho de volta para casa
Agora um novo dia acaba de nascer
Multiplicado por impressões sensoriais
A lógica se torna parte de um jardim
Multicolorido
Mas o inverno acabou de chegar
E agora varre as folhas secas
Percorrendo os campos que sonhei
As florestas que plantei
As flores que reguei
Eu me lembro
Eu me lembro
E como haveria de esquecer
Todas aquelas auroras
Se virem e voltem para a luz
Antes da cegueira e da escuridão
Estas estepes são tão solitárias
Durante toda a noite
Durante toda uma vida
Recife,26 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
204> LEGADO DA ULTIMA QUEDA

Eclipsado dos observadores da via láctea
Estendido em um largo de estrelas
Vinha a lembrança do antigo lar
Humanos no lindo bosque sideral
Alguém cantou aquela canção
Típica dos que não estavam aqui
Conheci-vos a fim de amá-los
Suas paixões de magnitude avassaladora
Eis que são bem conhecidas no universo
Em todos os sinais que deixamos
Na ultima vinda dos astronautas
Agora quem irá me decifrar?
Estenda a mão e abra a mente
Como podemos não amar
Mesmo afogado por esse mal
Se eles foram nos assentar
Corpos não feitos para durar
Depois da ultima das quedas
Algo para sempre se lembrar
Os senhores que me deixaram
As chamas que nunca apagam
Tambores que ainda vibram
No sono me vejo a partir
No espelho vejo uma criança
Nem sempre a sorrir
Os dois filhos da mesma casa
Seus holocaustos e suas grandezas
Suas historias mal contadas
Agora que o fim se aproxima
Regido pela orquestra silenciosa
E nessa nova estrofe
Nós que os veremos partirem
Recife,21 de junho de 2010
DEDICADO a Giselle Itria em conversas de uma natureza não terrena ...
Pintura de Jan Boeckhorst
sábado, 19 de junho de 2010
203> ENTRE VALES
Duas arvores prismavam os raios solares
Equilibravam o ininterrupto vento serrano
Do alto da colina via-se os dois vales
Ouvia-se se um antigo puja indiano
Obviamente alem dos pássaros
A noite era mais profunda
E os dias mais suaves
Os sonhos tão reveladores
O espírito se erguia entre as paisagens
Tudo parecia mais distante
O ar azul a terra verde e o sol ouro
Uma alquimia ainda presente
Eis meu novo portal
Eis o novo lar de minhas lembranças
A leste os homens eram devoradores
A oeste as estradas perdiam-se sem fim
A salvo de tudo e, sobretudo de si
Escreviam-se os novos capítulos
E os mais belos
Planos de um novo mundo
O sentimento floresce como jasmins
Preparado para perfumar a nova era
Estável para vencer a única guerra
Gravatá-PE,19 de junho de 2010
Equilibravam o ininterrupto vento serrano
Do alto da colina via-se os dois vales
Ouvia-se se um antigo puja indiano
Obviamente alem dos pássaros
A noite era mais profunda
E os dias mais suaves
Os sonhos tão reveladores
O espírito se erguia entre as paisagens
Tudo parecia mais distante
O ar azul a terra verde e o sol ouro
Uma alquimia ainda presente
Eis meu novo portal
Eis o novo lar de minhas lembranças
A leste os homens eram devoradores
A oeste as estradas perdiam-se sem fim
A salvo de tudo e, sobretudo de si
Escreviam-se os novos capítulos
E os mais belos
Planos de um novo mundo
O sentimento floresce como jasmins
Preparado para perfumar a nova era
Estável para vencer a única guerra
Gravatá-PE,19 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
202> CASTELOS FALIDOS
Derramem todas lagrimas invisíveis sobre nós
Todos os sinais, profecias e profetas
Todos desprezados e esquecidos
Celebrem o império dos sentidos
Erguidos pelas sombras do ego coletivo
No passar dos séculos a verdade se perdeu
Selada onde nunca ousamos procurar
A pseudo-lógica holográfica do exterior
Vejo o umbral poeirento e frio
Lar das nossas melancólicas consciências
O inverno atinge seu ápice, pois tudo se move
Promessas apocalípticas, ansiedade inrevelada
O aroma da primavera nem todos sorverão
Ocaso das obras humanas e seus castelos falidos
Saltem a janela e venham ver um novo sol
Recife,16 de junho de 2010
Todos os sinais, profecias e profetas
Todos desprezados e esquecidos
Celebrem o império dos sentidos
Erguidos pelas sombras do ego coletivo
No passar dos séculos a verdade se perdeu
Selada onde nunca ousamos procurar
A pseudo-lógica holográfica do exterior
Vejo o umbral poeirento e frio
Lar das nossas melancólicas consciências
O inverno atinge seu ápice, pois tudo se move
Promessas apocalípticas, ansiedade inrevelada
O aroma da primavera nem todos sorverão
Ocaso das obras humanas e seus castelos falidos
Saltem a janela e venham ver um novo sol
Recife,16 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
201> ISHVARA
AQUELES NEUTRONS ERAM O SORRISO DAS ESTRELAS
PULSANDO COM SEUS EIXOS ALINHADOS
A LEMBRANÇA DE UM PASSADO MAJESTOSO
SERES MAIS ANTIGOS QUE O TEMPO
AS TESTEMUNHAS DA CRIAÇÃO DO PRAKRTI
NOSSOS CORAÇÕES REPETEM AQUELA MUSICA
ASSIM COMO TODOS OS ATOMOS
MAIS UM DIA PERFEITO NO UNIVERSO
NO LIMIAR DE NOSSAS IMPERFEIÇÕES
A PARTE SO CONCEBE O TODO COMO PARTE
VEJO A NEBLINA NA ESTRADA DA MONTANHA
E LA VEJO OUTROS SERES DESPERTOS
A SOLIDÃO DERRETEU-SE COMO AS DEMAIS ILUSÕES
E AGORA QUE SOU NADA, SOU TUDO
Recife,16 de junho de 2010
PULSANDO COM SEUS EIXOS ALINHADOS
A LEMBRANÇA DE UM PASSADO MAJESTOSO
SERES MAIS ANTIGOS QUE O TEMPO
AS TESTEMUNHAS DA CRIAÇÃO DO PRAKRTI
NOSSOS CORAÇÕES REPETEM AQUELA MUSICA
ASSIM COMO TODOS OS ATOMOS
MAIS UM DIA PERFEITO NO UNIVERSO
NO LIMIAR DE NOSSAS IMPERFEIÇÕES
A PARTE SO CONCEBE O TODO COMO PARTE
VEJO A NEBLINA NA ESTRADA DA MONTANHA
E LA VEJO OUTROS SERES DESPERTOS
A SOLIDÃO DERRETEU-SE COMO AS DEMAIS ILUSÕES
E AGORA QUE SOU NADA, SOU TUDO
Recife,16 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
200> ALFA
Uma diagonal determinava o canto
E foi assim na primeira vez
Não estou desiludido a esse ponto
Mas tudo parecia inevitável
O semblante que encontrei
Quando não mais procurei
Como Deus foi tão Deus
Ao delinear o que chamamos Amor
Ao abrigá-lo dentro de nós
Os solitários tão bem acompanhados
Como na infância tudo recomeçou
Será que ela brincará comigo?
Ou será que estaremos na ultima valsa?
E os passos seguem bem medidos
Em direção ao desconhecido...
Recife, 13 de junho de 2010
E foi assim na primeira vez
Não estou desiludido a esse ponto
Mas tudo parecia inevitável
O semblante que encontrei
Quando não mais procurei
Como Deus foi tão Deus
Ao delinear o que chamamos Amor
Ao abrigá-lo dentro de nós
Os solitários tão bem acompanhados
Como na infância tudo recomeçou
Será que ela brincará comigo?
Ou será que estaremos na ultima valsa?
E os passos seguem bem medidos
Em direção ao desconhecido...
Recife, 13 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
199> UM TANGO PARA HELENA
ENTÃO AS IMAGENS FLUIAM 102 ANOS DEPOIS
DOS PRIMEIROS SUSPIROS DO SECULO VINTE
SEDADA ELA DORMIA AS NOITES EM CLARO
BAILAVA COM SEUS MEDICOS DIVINOS
ÀS VEZES BAILAVA COMIGO..
GALOPAVA COM O VALENTE MESTRE
CAMPOS FLORIDOS
VIDAS FLORIDAS
FLORES QUE AMPAROU
FLORES QUE AMOU
TODOS VIERAM PARA O ULTIMO ADEUS
TODOS ACREDITARAM QUE SERIA O ULTIMO
E NÃO A VIAM SORRINDO,
NEM GALOPANDO,
NEM BAILANDO
É ASSIM QUE ME RECORDO
DAQUELA LUZ
NAQUELAS NOITES ESCURAS
Recife,13 de junho de 2010
Dedicado a Maria Helena Pereira que deixou esse mundo aos 102 anos sob imenso protesto dos que deixou... Uma porta se fecha para outra se abrir ... Em outro lugar !
DOS PRIMEIROS SUSPIROS DO SECULO VINTE
SEDADA ELA DORMIA AS NOITES EM CLARO
BAILAVA COM SEUS MEDICOS DIVINOS
ÀS VEZES BAILAVA COMIGO..
GALOPAVA COM O VALENTE MESTRE
CAMPOS FLORIDOS
VIDAS FLORIDAS
FLORES QUE AMPAROU
FLORES QUE AMOU
TODOS VIERAM PARA O ULTIMO ADEUS
TODOS ACREDITARAM QUE SERIA O ULTIMO
E NÃO A VIAM SORRINDO,
NEM GALOPANDO,
NEM BAILANDO
É ASSIM QUE ME RECORDO
DAQUELA LUZ
NAQUELAS NOITES ESCURAS
Recife,13 de junho de 2010
Dedicado a Maria Helena Pereira que deixou esse mundo aos 102 anos sob imenso protesto dos que deixou... Uma porta se fecha para outra se abrir ... Em outro lugar !
sexta-feira, 11 de junho de 2010
198> AZUL TURQUESA
PEIXE, IGUANAS E SEPENTES TODOS AZUIS
SEMENTES TURQUESA DAS PLEIADES
UNS MORTOS E OUTROS FUGINDO PARA O MAR
O IMPERDOAVEL LAPSO DO ZELADOR
E ASSIM NADA FICOU NOS REGISTROS
AQUELE BRILHO INDIGO TÃO DESAFIADOR
EMFIM OS FILHOS DO SELO DE SHIVA
CAMINHANDO EM UM OCEANO INTOLERANTE
OLHOS DE AGUIA PARA TUDO VER
OS ESTRANHO ENTRE OS ESTRANHOS
VEJO ESPUMAS NAS PRAIAS DE METANO
QUATRO ESTRELAS AINDA NOVAS
A QUINTA POSSUIA O MAIS BELO CRISTAL
REFLETIU NOSSAS ALMAS IMPERFEITAS
IMERSO NO SEU CAOS A NOVA PROMESSA
Recife,10 de junho de 2010
SEMENTES TURQUESA DAS PLEIADES
UNS MORTOS E OUTROS FUGINDO PARA O MAR
O IMPERDOAVEL LAPSO DO ZELADOR
E ASSIM NADA FICOU NOS REGISTROS
AQUELE BRILHO INDIGO TÃO DESAFIADOR
EMFIM OS FILHOS DO SELO DE SHIVA
CAMINHANDO EM UM OCEANO INTOLERANTE
OLHOS DE AGUIA PARA TUDO VER
OS ESTRANHO ENTRE OS ESTRANHOS
VEJO ESPUMAS NAS PRAIAS DE METANO
QUATRO ESTRELAS AINDA NOVAS
A QUINTA POSSUIA O MAIS BELO CRISTAL
REFLETIU NOSSAS ALMAS IMPERFEITAS
IMERSO NO SEU CAOS A NOVA PROMESSA
Recife,10 de junho de 2010
197> ODE A LAODICÉIA
EIS QUE ELE CHEGOU ATORMENTADO PELO TEMPO
COMO UM RAIO ADENTRA O RECINTO AINDA ESCURO
TROUXE-ME DE VOLTA A SEMENTE QUE PLANTEI
O FIZ TALVEZ POR PRECISAR DE CERTEZAS EXTERNAS
O PESO DE SABER SER IMORTAL NO TEMPO MORTAL
O LIMBO DE NÃO SER PERFEITO E NÃO SER MAU
ALGUNS EXISTEM, PERCEBEM E ALGUNS DIFEREM
QUANTOS DEMONIOS SE ATIRAM NOS CRUZAMENTOS
E OS MERGULHOS NOS INFERNOS DA CONSCIENCIA
AQUI ESTOU, AQUI ESTAMOS E AQUI FICAREMOS
E ONDE ESTA O SUOR E FRUTO DA MISSÃO
E ONDE ESTA A VERDADEIRA CLARIDADE
A PAZ DE DE ESPIRITO QUE NOS FOI ROUBADA
O CONDOR DOS ANDES OBSERVAVA OS SEUS
ESSAS PALAVRAS NÃO IMPORTAM MAIS
ESSES DIZERES JÁ NÃO CONSOLAM MAIS
O MUNDO COMO CONCEBEMOS DEIXOU-NOS
PAREI PARA OLHAR MINHA SOMBRA E ME VI
ALISTAREMO-NOS NOS EXERCITOS INVISIVEIS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR ESPELHOS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR OS OLHOS
A TOCHA QUE QUEIMA SERVIA PARA ILUMINAR
QUEIMAR É APENAS OUTRA ILUSÃO DE PODER
O COPO CHEIO E PESADO JÁ NÃO SERVIA
CHEIO DE NOS MESMOS E DE SABEDORIA
VIVEMOS E DORMIRMOS COM VARIOS EUS
AO INVEZ DE BATALHAR POR UM SO DEUS
Recife,26 de maio de 2010
COMO UM RAIO ADENTRA O RECINTO AINDA ESCURO
TROUXE-ME DE VOLTA A SEMENTE QUE PLANTEI
O FIZ TALVEZ POR PRECISAR DE CERTEZAS EXTERNAS
O PESO DE SABER SER IMORTAL NO TEMPO MORTAL
O LIMBO DE NÃO SER PERFEITO E NÃO SER MAU
ALGUNS EXISTEM, PERCEBEM E ALGUNS DIFEREM
QUANTOS DEMONIOS SE ATIRAM NOS CRUZAMENTOS
E OS MERGULHOS NOS INFERNOS DA CONSCIENCIA
AQUI ESTOU, AQUI ESTAMOS E AQUI FICAREMOS
E ONDE ESTA O SUOR E FRUTO DA MISSÃO
E ONDE ESTA A VERDADEIRA CLARIDADE
A PAZ DE DE ESPIRITO QUE NOS FOI ROUBADA
O CONDOR DOS ANDES OBSERVAVA OS SEUS
ESSAS PALAVRAS NÃO IMPORTAM MAIS
ESSES DIZERES JÁ NÃO CONSOLAM MAIS
O MUNDO COMO CONCEBEMOS DEIXOU-NOS
PAREI PARA OLHAR MINHA SOMBRA E ME VI
ALISTAREMO-NOS NOS EXERCITOS INVISIVEIS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR ESPELHOS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR OS OLHOS
A TOCHA QUE QUEIMA SERVIA PARA ILUMINAR
QUEIMAR É APENAS OUTRA ILUSÃO DE PODER
O COPO CHEIO E PESADO JÁ NÃO SERVIA
CHEIO DE NOS MESMOS E DE SABEDORIA
VIVEMOS E DORMIRMOS COM VARIOS EUS
AO INVEZ DE BATALHAR POR UM SO DEUS
Recife,26 de maio de 2010
196> RIO DA NÉVOA FOSFORESCENTE
Vamos amanhecer meu bruto diamante
Não sei como desertar destas fileiras
Um salto para longe desse inferno
Posso ver sua luz
Desejos de vidas distantes
Estenderei tapetes moveis
Uma rosa cobre as cicatrizes
Falavam em línguas estranhas
Nunca antes vi minha sombra
A pele fria em um corpo inerte
Como saberei se ainda estou vivo
Mas esperarei a hora de partir
Sem mentiras, contos e ilusões
Só ondas em um oceano seco
Daria minha vida de bom grado
Aquela nevoa fosforescentes no rio
Após o lago restrito para os viventes
Minha metáfora e meu Tilmun
Todos os meus mundos iluminados
Emanando pensamentos tangíveis
Agora habitarão todas as morada
Recife(astral),12 de maio de 2010
Não sei como desertar destas fileiras
Um salto para longe desse inferno
Posso ver sua luz
Desejos de vidas distantes
Estenderei tapetes moveis
Uma rosa cobre as cicatrizes
Falavam em línguas estranhas
Nunca antes vi minha sombra
A pele fria em um corpo inerte
Como saberei se ainda estou vivo
Mas esperarei a hora de partir
Sem mentiras, contos e ilusões
Só ondas em um oceano seco
Daria minha vida de bom grado
Aquela nevoa fosforescentes no rio
Após o lago restrito para os viventes
Minha metáfora e meu Tilmun
Todos os meus mundos iluminados
Emanando pensamentos tangíveis
Agora habitarão todas as morada
Recife(astral),12 de maio de 2010
195> CAVALEIRO DA ESTRADA SEM FIM
Observando atentamente as historias incontadas
Vejo todo um universo em uma fugaz bolha
Muros circulares como cercas vivas francesas
Decifráveis apenas pela altitude na perspectiva
Alguns sonhos são tão coletivos e repetitivos
Alguns são tão furtivos e singulares
Mas na totalidade rabiscos e ensaios poéticos
Retocam a pintura dourada das nossas vidas
Antes de adormecer alguém cerra os olhos
Mas a realidade continua desesperadamente
Agora apaguem as luzes e deixem a musica
Verei o céu explodir o telhado limitante
Muito já foi dito sobre a solidão que nos cerca
Algo pueril como o medo do escuro e da noite
Algo pueril que cria cruzes sem respostas
Maniqueísmo impõe uma felicidade coletiva
Posso sentir a organicidade das obvias reações
A mente dança entre os variados sentimentos
Vejo módulos que se movem de pessoa a pessoa
Depois escutar aquelas femininas vozes na noite
Quando possível é melhor sorrir e nunca mentir
Resgatando a ancestralidade das experiências
Atravessar a negra noite de olhos fechado
Exercer o direito divino a ter outros sentidos
Do alto da cela de veludo a passo de galope
O horizonte é mais distante e o mundo mais rápido
Do amanhecer da minha alma a passos lentos
O mundo é mais simples e a vida mais bela
Cavalgadas atravez das diversas "noites" ...
Recife,11 de maio de 2010
194> NOVO MUNDO
Era comparável as grandes descobertas
O peso do entendimento mais elevado
Um clarão irradiava nos umbrais
A auto-vitoria parecia agora possível
Em nome da pureza do coração
Pálpebras cerradas, mas a visão da alma
Um lapso de tempo inesquecível
A historia nunca mais seria perdida
Uma carta ao casal real espanhol
Cálice de ouro em forma de serpente
Alguma anotações vivas incompreendidas
Os tesouros da firmeza da vontade
E seguiram-se os anos e os séculos
Todos teus testemunhos e teus súditos
A luz que irradia um novo mundo
Foi nesse primo dia teu candelabro
Pirâmides de ouro e linhas espaciais
O pólo desloca-se para o sul
E teus ideais de novo viverão
O destino não discute seus propósitos
Deixe que o mundo gire e gire
O epicentro que tremerá as nações
Para em um dia como aquele foi
Ver a chuva lavar nossa lagrimas
Recife,8 de maio de 2010
O peso do entendimento mais elevado
Um clarão irradiava nos umbrais
A auto-vitoria parecia agora possível
Em nome da pureza do coração
Pálpebras cerradas, mas a visão da alma
Um lapso de tempo inesquecível
A historia nunca mais seria perdida
Uma carta ao casal real espanhol
Cálice de ouro em forma de serpente
Alguma anotações vivas incompreendidas
Os tesouros da firmeza da vontade
E seguiram-se os anos e os séculos
Todos teus testemunhos e teus súditos
A luz que irradia um novo mundo
Foi nesse primo dia teu candelabro
Pirâmides de ouro e linhas espaciais
O pólo desloca-se para o sul
E teus ideais de novo viverão
O destino não discute seus propósitos
Deixe que o mundo gire e gire
O epicentro que tremerá as nações
Para em um dia como aquele foi
Ver a chuva lavar nossa lagrimas
Recife,8 de maio de 2010
193> ANDARILHO
Sempre fazemos as perguntas erradas
E perguntas só levam a mais perguntas
Muitos foram os que fugiam da noite
Alguns decidiram pelo veludo escarlate
Com todo aquele sangue na lembrança
Aquelas montanhas que nunca vi
Era tão minhas quanto deles
Braços estendidos nos campos
Embriagado pelo perfume de lavanda
Ligado aos acordes frios do Cáucaso
Do deserto eu amava quando o sol caia
Do pólo norte eu amava as auroras
Das estações adorava a linha indefinida
Entre outono e o inverno
Outro sublime caso de amor
Corria e sempre correrei fugindo
Do tempo que resseca a carne
Imobilizando o que antes era móvel
Tudo somente atingível por um sopro
De pensamento que nunca se apaga
Recife,6 de maio de 2010
E perguntas só levam a mais perguntas
Muitos foram os que fugiam da noite
Alguns decidiram pelo veludo escarlate
Com todo aquele sangue na lembrança
Aquelas montanhas que nunca vi
Era tão minhas quanto deles
Braços estendidos nos campos
Embriagado pelo perfume de lavanda
Ligado aos acordes frios do Cáucaso
Do deserto eu amava quando o sol caia
Do pólo norte eu amava as auroras
Das estações adorava a linha indefinida
Entre outono e o inverno
Outro sublime caso de amor
Corria e sempre correrei fugindo
Do tempo que resseca a carne
Imobilizando o que antes era móvel
Tudo somente atingível por um sopro
De pensamento que nunca se apaga
Recife,6 de maio de 2010
192> COCHEIRO

OUTRO SABADO CHUVOSO NA MINHA VIDA
MAS UM MOMENTO EM OUTRO TEMPO
SEM SAUDADE, MAS TAMBEM SEM NADA
LEMBRO CANÇOES ANTIGAS JAPONESAS
AS PONTES QUE NOS LIGAM A NÓS
A RAREFEITA LUZ NATURAL DO RECINTO
CLAREIA A MENTE COMO TOCHAS
TODOS OS ANEIS DOS PLANETAS DISTANTES
TODAS AS ALIANÇAS QUE NÃO USEI
SORRISOS QUE OS LABIOS NÃO MOSTRAM
LAGRIMAS QUE O OLHAR ESCONDE
MEMORIAS QUE O CEREBRO NÃO ENTENDE
GESTOS QUE AS PALAVRAS NEM CONHECEM
ONDE DEIXEI MINHAS ASAS NESTA CASA?
E QUANDO DELAS DEIXEI DE PRECISAR?
OS PASSAROS CATIVOS AINDA PODEM VOAR?
AGORA OS PES DOEM E CORPO PESA
O SENSORIO SE ENCHE DE DUALIDADE
A CHUVA INICIA A QUEDA DAS ALTURAS
ASSIM COMO OS ANJOS CAIRAM
ASSIM COMO NOS CAIMOS
AGORA OLHOS ATENTOS NOS ASTROS
OLHAR O CÉU EM REVERENCIA SUPREMA
COM O PESAR DE UM SENSO DE JUSTIÇA
QUE NÃO SE PERDEU NAS MIL GERAÇOES
EM NOME DE UMA HISTORIA INCONTADA
EM NOME DA NOBREZA DO CORAÇÃO
Recife,17 de abril de 2010
191> OUTRA ESTAÇÃO
Na mesma linha, mas bem distante
Outro segmento surge do fim da noite
Pessoas dizem e só dizem
Dias solitários no ponto das chamas
Hora de ser para sempre
Sombras que não nos cobrem
Batalhas seguidas de deformação
O vento que se vira e volta
Outra primavera sem flores
Hora de deixar a luz entrar
Quase certo como estou aqui
Exato como sol que brilha
O afastamento não é um sonho
E o ocaso não será multicolorido
Mas o que é um sonho?
Recife,17 de abril de 2010
Outro segmento surge do fim da noite
Pessoas dizem e só dizem
Dias solitários no ponto das chamas
Hora de ser para sempre
Sombras que não nos cobrem
Batalhas seguidas de deformação
O vento que se vira e volta
Outra primavera sem flores
Hora de deixar a luz entrar
Quase certo como estou aqui
Exato como sol que brilha
O afastamento não é um sonho
E o ocaso não será multicolorido
Mas o que é um sonho?
Recife,17 de abril de 2010
190> RODA DA FORTUNA
Referencias que se apagam na linha do tempo
Bases abandonadas em um velho saber
Raios que se cruzam no céu e na terra
Ansiedade e o medo a cada novo giro
Tremores não mais sentidos a beira do leito
Como locomotivas de puro vapor mental
Tudo segue seu fluxo a menor resistência
Levantem-se os opositores das leis
Guias infactíveis no caos e nas revoluções
Teu futuro em sangue e concreto desarmado
Corram como as crianças o fazem
Acreditem como os amantes o fazem
Encontrem-se como os sábios o fazem
Abracem tudo que os braços não alcançam
Em fim o salão nas nuvens onde todos riem
Recife,24 de março de 2010
Bases abandonadas em um velho saber
Raios que se cruzam no céu e na terra
Ansiedade e o medo a cada novo giro
Tremores não mais sentidos a beira do leito
Como locomotivas de puro vapor mental
Tudo segue seu fluxo a menor resistência
Levantem-se os opositores das leis
Guias infactíveis no caos e nas revoluções
Teu futuro em sangue e concreto desarmado
Corram como as crianças o fazem
Acreditem como os amantes o fazem
Encontrem-se como os sábios o fazem
Abracem tudo que os braços não alcançam
Em fim o salão nas nuvens onde todos riem
Recife,24 de março de 2010
189> DAIGORO

Atravessando um raio de luz no meio
Entre o que sobrou da minha infância
Entre as revoltas águas e as labaredas
Das montanhas ate Edo
E de lá ate o inferno
Contos tão falsos naquela zankanjo
Deixe o yomi para minha mãe
Sou do meifumado
Sou do meu pai
E com ele ate o inferno
O código inflexível como a dotanuki
Segredos do berço e do carrinho
Suio ryu técnica Ross posição media
Que venham e que se vão
E sem norte ate o inferno
Eis as lembranças que flertem a lamina
Eis as lagrimas no olhar do guerreiro
Um pai conhece o coração do filho
Como só o filho conhece o do pai
Um estranho não entenderia...
Recife,17 de março
188> TREM DE URANO A NETUNO
Segui vigiado de urano a netuno
Em meio a essas bênçãos eu fui
Outrora uma criatura da noite
Não foi fácil
Não sei dizer
Costumava olhar o passar das horas
Essa era minha vida e minhas pinturas
Ainda ouço aquelas canções solitárias
Ainda vejo aqueles distantes olhos
Tão negros e tão perdidos
Agora que as estações mudaram
Agora que eu as mudei
Eu também amei
Amei
Violinos e a musicalidade do inverno
Ainda estava frio quando sai do sul
Encaro todas essas lembranças
Ainda sinto o pulso mais cheio
Chorei
As estradas estão mais retilíneas
Não se vê mais suas sinuosidades
Os anos levaram aquela fome
Vejo meu reflexo no trem
Sorrindo antes de partir
Recife,10 de março de 2009
Em meio a essas bênçãos eu fui
Outrora uma criatura da noite
Não foi fácil
Não sei dizer
Costumava olhar o passar das horas
Essa era minha vida e minhas pinturas
Ainda ouço aquelas canções solitárias
Ainda vejo aqueles distantes olhos
Tão negros e tão perdidos
Agora que as estações mudaram
Agora que eu as mudei
Eu também amei
Amei
Violinos e a musicalidade do inverno
Ainda estava frio quando sai do sul
Encaro todas essas lembranças
Ainda sinto o pulso mais cheio
Chorei
As estradas estão mais retilíneas
Não se vê mais suas sinuosidades
Os anos levaram aquela fome
Vejo meu reflexo no trem
Sorrindo antes de partir
Recife,10 de março de 2009
segunda-feira, 7 de junho de 2010
187> ALMAS DA NOITE

Do antigo banco na encruzilhada dos caminhos
O velho semi-translucido senhor observava
Toda a celeridade de todas as almas da noite
Vividas como a muito não se tinha noticia
Sentia-se o odor da batalha vindoura
Falava-se no mais unificado código astral
A linguagem dos agentes e almas da noite
Alguns faziam sombras outros chamas
Vejam as múltiplas legiões em colunas
Longe o portal da lua do Nilo esperava
Alguns hieróglifos foram as vozes
Únicos registros do evento magistral
Um templo perdido nas areias do tempo
Onde outrora reis abrigavam-se no vale
Uma egregora ainda tão presente
A lembrança de um ancestral
O calor e ardor do momento
E o imutável passar do tempo
Recife(astral),29 de janeiro de 2010
Foto da web
186> A DANÇA DOS DESEJOS REAIS *
Os reis das mais longínquas nuvens
Seus desejos flutuavam noite a fora
Contavam historias perdidas na vastidão
Perto dali como uma aparição
Um manto negro aveludado
A bainha da espada e o elmo de bronze
Olhos de puro rubi saltavam a nevoa
O ar saturado de saudade
O espírito cheio de vontade
Observava o cavaleiro no vale abaixo
Cavalgando a noite e o coração
A rosa branca indicava o caminho
A rosa branca refletia o luar
O aroma de carvalho e o sabor do sal
Suor e relva unidos ate o céu tombar
Algo estava em suas mãos
Alheio aos poderes que o espreitavam
É claro que ele não olhava para trás
É claro que era quase meia noite
A escuridão camuflava as sombras
Nos encontraremos na próxima encruzilhada
Elas diziam ao mesmo vento norte
Um imenso corcel negro surge
Rasgando em ondas sonoras o ar
Rasgando o plasma das nuvens
Uma espada flamejante no alto da colina
Cortava o espaço entre os dois mundos
Uma a uma as sombras submergiram
Seladas com o lótus real
O cavaleiro na estrada cego em determinação
Ignorava o mundo dentro do mundo
Tudo transcorreu conforme a realeza
O reinado oculto governa
E sempre governará..
Recife(astral),3 de fevereiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
Seus desejos flutuavam noite a fora
Contavam historias perdidas na vastidão
Perto dali como uma aparição
Um manto negro aveludado
A bainha da espada e o elmo de bronze
Olhos de puro rubi saltavam a nevoa
O ar saturado de saudade
O espírito cheio de vontade
Observava o cavaleiro no vale abaixo
Cavalgando a noite e o coração
A rosa branca indicava o caminho
A rosa branca refletia o luar
O aroma de carvalho e o sabor do sal
Suor e relva unidos ate o céu tombar
Algo estava em suas mãos
Alheio aos poderes que o espreitavam
É claro que ele não olhava para trás
É claro que era quase meia noite
A escuridão camuflava as sombras
Nos encontraremos na próxima encruzilhada
Elas diziam ao mesmo vento norte
Um imenso corcel negro surge
Rasgando em ondas sonoras o ar
Rasgando o plasma das nuvens
Uma espada flamejante no alto da colina
Cortava o espaço entre os dois mundos
Uma a uma as sombras submergiram
Seladas com o lótus real
O cavaleiro na estrada cego em determinação
Ignorava o mundo dentro do mundo
Tudo transcorreu conforme a realeza
O reinado oculto governa
E sempre governará..
Recife(astral),3 de fevereiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
185> LAGRIMAS PARA MABUS
A cada vez que procuro por um sonho distante
Vejo lentamente um rio atravessar meu caminho
Sorrisos e faces desfazem-se em longas ondas
Pálido no céu espero por todas as promessas
E cada momento belo nesse berço de morte
Onde jazem as crianças dos nossos corações
Faço uma prece à grande força do céu
Por outra vinda entre estes dois mundos
Pai
Desde que voltei do Hades
Desde os antigos votos
No tempo de Mabus
Pai
Mil e poucas lagrimas dos anjos e estrelas
Lavaram as feridas de uma antiga alma
O capuz negro e braços líquidos
Pai
vi os que despencaram do alto
Mundos bem diante de nos
Os adormecidos do antigo orbe
Pai
Morreria tantas vezes ate saber
O abraço que me levou
A benção que me salvou
Em todos os lugares serei dos primeiros
Pois os degradados serão os segundos
Então no ato final dessa peça espiralada
Olhares dirão o que as palavras escondem
Palavras serão ditas em símbolos
E não serão ditas em vão...
Recife,8 de março de 2010
Vejo lentamente um rio atravessar meu caminho
Sorrisos e faces desfazem-se em longas ondas
Pálido no céu espero por todas as promessas
E cada momento belo nesse berço de morte
Onde jazem as crianças dos nossos corações
Faço uma prece à grande força do céu
Por outra vinda entre estes dois mundos
Pai
Desde que voltei do Hades
Desde os antigos votos
No tempo de Mabus
Pai
Mil e poucas lagrimas dos anjos e estrelas
Lavaram as feridas de uma antiga alma
O capuz negro e braços líquidos
Pai
vi os que despencaram do alto
Mundos bem diante de nos
Os adormecidos do antigo orbe
Pai
Morreria tantas vezes ate saber
O abraço que me levou
A benção que me salvou
Em todos os lugares serei dos primeiros
Pois os degradados serão os segundos
Então no ato final dessa peça espiralada
Olhares dirão o que as palavras escondem
Palavras serão ditas em símbolos
E não serão ditas em vão...
Recife,8 de março de 2010
184> O REINO
Letras em chamas do velho idioma hebreu
Apagarem-se em um novelo de serpentes
Toquei o livro das incontáveis paginas
Como por encanto pude ler o selo do filho
Falava da divina matemática de seu reino
Pequenos intervalos separam 1641 do 1358
As lagrimas jorravam como uma fonte
As águas que formaram um rio
Um rio que corre para o coração
Um coração que pulsa para o sol
Um sol que aquece os desertos
Desertos que nos mostram
A beleza dos teus Oasis
Recife(astral),27 de fevereiro de 2010
Apagarem-se em um novelo de serpentes
Toquei o livro das incontáveis paginas
Como por encanto pude ler o selo do filho
Falava da divina matemática de seu reino
Pequenos intervalos separam 1641 do 1358
As lagrimas jorravam como uma fonte
As águas que formaram um rio
Um rio que corre para o coração
Um coração que pulsa para o sol
Um sol que aquece os desertos
Desertos que nos mostram
A beleza dos teus Oasis
Recife(astral),27 de fevereiro de 2010
183> APARIÇÃO
Lilith, a noite e seu brilho
No alto a lua e seu diadema estrelado
Um laço que gira e envolve
Lendo a conjuração dos quatro
Ainda que se comunique comigo
Quem sois?
Santa Catarina e o fruto maduro!
E ela tão sozinha disse-me:
“Escolha aquela velha casa
Com pétalas no jardim
E com fontes cristalinas”
Recife(astral),21 de fevereiro de 2010
No alto a lua e seu diadema estrelado
Um laço que gira e envolve
Lendo a conjuração dos quatro
Ainda que se comunique comigo
Quem sois?
Santa Catarina e o fruto maduro!
E ela tão sozinha disse-me:
“Escolha aquela velha casa
Com pétalas no jardim
E com fontes cristalinas”
Recife(astral),21 de fevereiro de 2010
182> MARCO POLO
Quis unir todas as estrelas em uma só
Um céu de um único brilho polar
Mares revoltos e mares de Mármara
Reflexos do meu ímpeto e do meu destino
Na sonoridade dos tambores e citaras
Entre o Cáucaso e Takla Makan uma linha
Cavalgo a noite estrelada e imantada
Ligo o destino conhecido ao desconhecido
Tudo começa com um irresistível chamado
O vento sopra minha alma nesta jornada
Todos que deixei na terra dos césares
Todos os sonhos com distantes lugares
Agora são todos meus lares
Tomei da pena e contei historias incontadas
Eis que então eles lembrarão meu nome
Eis que jamais esquecerei seus nomes
Recife,16 de fevereiro de 2010
Um céu de um único brilho polar
Mares revoltos e mares de Mármara
Reflexos do meu ímpeto e do meu destino
Na sonoridade dos tambores e citaras
Entre o Cáucaso e Takla Makan uma linha
Cavalgo a noite estrelada e imantada
Ligo o destino conhecido ao desconhecido
Tudo começa com um irresistível chamado
O vento sopra minha alma nesta jornada
Todos que deixei na terra dos césares
Todos os sonhos com distantes lugares
Agora são todos meus lares
Tomei da pena e contei historias incontadas
Eis que então eles lembrarão meu nome
Eis que jamais esquecerei seus nomes
Recife,16 de fevereiro de 2010
181> ULTIMO CÁLICE
Quase nas asas de março
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
180> OS ULTIMOS DIAS *
Nos meus últimos dias de vida percebo
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
179> PRIVAÇÃO
E um impulso faz calar o iminente soluço
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
178> INFINITO CAMINHO DA ALMA

O vento soprava macio e continuo quase sussurrando
Murmúrios e lamentos que já não importam mais
Seu frio não mais congela meu coração
Sua força não mais assola meu espírito
A memória daqueles deturpados anos enferruja
Oxidando tudo que agora vive no passado
Imantando tudo que agora chamo de presente
E cada vez mais coeso ante ao iminente futuro
Vozes, faces, imagens, sonhos agonizavam
Num ultimo esforço de manter seus feudos
Como os últimos suspiros de alguém que jaz
Eram desligados um a um das ativas sinapses
O peito vazio como uma taça agora límpida
Refletido os momentos impregnados no livro
Um dia isso tudo fez tanto sentido, e por anos!
Como se o tempo de fato importasse
Como se eu soubesse o que é o hoje...
Do alto dos alicerces que eu mesmo construí
Vislumbro o próximo vale a próxima jornada
Alem dos escombros descartados do meu ser
Difícil entender o que não se precisa entender
Certas leis são mesmo imutáveis e isso basta
O universo apontava os rumos nas estrelas
Aquela maravilhosa dança dinâmica dos astros
Sempre aguardando um novo dançarino
Dar os primeiros passos rumo ao infinito
Recife,13 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
177> FÁBULAS DA TERRA E DO AR *
Morgana
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
176> ALÉM DO SÉTIMO CIRCULO

Eis o grande braço que me sustenta
Impedindo a iminente queda no abismo
Dentro e fora emanava por toda parte
Corria os campos ceifando o que devia
Com furor transformava em sangue
As lagrimas dos últimos lamentos
E dos vales estabilizava o instável
Mantendo fixo o que era então volátil
Assim o suor era mantido por mais suor
Voltava das montanhas tão ameno
Maternalmente retransformava sangue
Nas lagrimas do primeiro choro
Retirava, mantinha e dava vida
Iluminava, clareava e escurecia
A dinâmica, o equilíbrio e a estática
E salve o povo de cima
E salve o povo de baixo
E salvemos nós o povo do meio
Mil séculos depois do ano mais longo
E um milésimo antes do inicio de tudo
Fez das ondas o que chamamos tempo
Recife,7 de janeiro de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
175> MINHA LEMBRANÇAS IMEMORIAIS *
Cruzando as imagens de longicuos campos
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
174> AFÉLIO
Quão longe fui para melhor ver o que estava perto
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
173> FOGO DIVINO *
Encontrando o que não quer ser encontrado
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
172> ENTARDECER *
Por aqueles que ficaram nas estradas da vida
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
171> COISAS SOBRE NOSSO TEMPO
Eles desperdiçavam a vida esperando
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
sexta-feira, 4 de junho de 2010
170> BEM ALÉM DA VISÃO
Respirei o ar carregado a som dos trovoes
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
169> DIA DOS ESPIRITOS *
A águia de duas cabeças cruzava o infravermelho
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
168> CIRANDAS ANTIGAS
Olhei-os com o canto dos olhos
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
167> DOIS SONHOS
O encontro de dois afluentes era admirado
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
166> CONTOS DA GUERRA OCULTA *

No espaço onde toda essa dor se encontra
Na fronteira deste orbe assolado pelo medo
E os insurgentes nas profundezas oceânicas
E nos só tentávamos achar nosso caminho
E se todo esse medo instigado apagasse?
E se víssemos pedaços de deus em todos os olhares
Exatamente no brilho da luz refletida da retina
Ainda haveria motivo para tanto ódio?
Demorei a ver o quanto eram organizados
Envolvido nos revoltos mares da vida
Enfim pude perceber algo alem de meus desejos
E bem acima no prateado lunar também me viam
Ergam os braços e protejam o rosto das fagulhas
E quando o chão afundar roubando o equilíbrio
E na queda o sol se tornar escuro privado da luz
Estarei onde deveria estar e todos saberão
Solidão me assusta mais que a morte indesejada
Futilidade ainda me irrita mais que a maldade
Estas são palavras do mais novo guerreiro secreto
Que sonhava com luzes no bosque das amoras...
Recife,26 de outubro de 2009
165> 4 DE COPAS

Lembrei de você tão linda naquela noite
Toda vestida de lua
Exalando o perfume das mais delicadas flores
Enquanto refletia a aspereza no olhar,
Algo impaciente
Recuei um pouco a fim de vê-la mover-se
Com sua típica e apaixonante altivez
Mas com os passos mais pesados
Traduzindo uma resistência inercial
Ao movimento e as mudanças...
Tive medo do seu olhar se perder no vazio
Mas desta vez só evitavas inconscientemente
A minha leitura da tua alma
Ainda alheia ao novo brinde ofertado,
Ainda...
E se tudo fosse um pesadelo, eu te acordaria!
E se tudo fosse um sonho, você me amaria?
Volte para a parte mais alta da cidade
Vamos para casa,
Vamos para casa...
Recife,21 de outubro de 2009
164> ASAS DE OUTUBRO *
Tempos varridos por ventos que não voltam mais
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
163> NOITE DAS VOZES SILENCIOSAS

Notas cruas naquela harpa invisível aos olhos
Derramavam-se em ondas nos raios da lua
Às vezes cobravam o vigor peculiar da noite
Para voltar ao tom misterioso como a vida
Um sublime maestro com dedos de galáxias
Pendurou no preto fixo aquele sonoro satélite
Obrigado por poder ouvir a musica da luz
Obrigado por poder ver a cor do teu som
E o ritual seguirá toda madrugada a fora
Uma criança surge assoviando em uma visão
Tão sublime quanto a inesperada aparição
Filha do lado bom da noite, minha filha
Faz sorrir teu pai que não teme os outros...
Salta nove dimensões ate o ventre da mãe
E com cautela avançamos cada vez mais
Sempre imprimindo vida em nossas vidas
Ao lado minha arma mística e a luz verde
Lentos passos largos rumo a plenitude
As vezes tudo se enchia de luminosa graça
E ouvia-se as silenciosas vozes chamando
Para o novo amanhecer de nossa existência
Recife,29 de setembro de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
162> HISTORIAS DO TEMPO *
Corria levemente nos vales suaves da face
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
161> O QUE ELA ESCREVIA
Leio e releio as coisas que ela me escrevia
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de junho de 2010
160> NO TOPO DO MUNDO

Por vezes achei-o inatingível em meus planos
Mas o agora sentado no topo do mundo
Meus olhos divagam a miséria nas planícies
Tantos caminhos e estradas entrelaçadas
Como um rio serpenteando eterna e lentamente
As guerras dos homens e meus conflitos
O orgulho e egoísmo chocam minha altivez
E vêm as nuvens alvas e superiores
Sopradas de um novo mundo desconhecido
O luto pelo que ficou e morte simbólica
Impropriamente às vezes acinzenta a mente
Eis que surge a primeira estrela da noite
Quando o vale da matéria se enche de sombras
E o sol procura por novos alvos ávidos de luz
Impelido pela lei mais bela do universo
Num imperativo histórico tenho de continuar
Movendo-se ao longo desse jogo de cores e formas
Idiossincrasica bolha de idéias chamada existência
Recife,12 de setembro de 2009
159> TERRA DAS LUZES DO CÉU
Consigo ver o invisível nesta temporalidade
Afinal os sonhos não eram somente lúdicos
Cubos sobrepostos girando uniformemente
Realidades multiformes vislumbradas na madrugada
Se vi aquela matilha morta no distante jardim
Ou se era eu aquele arqueiro com seu felino
Sobrevivendo na reservada ala entre as dimensões
Os infames eliminados ante os senhores regentes
A onda de fertilidade espalhada nos campos
Um copo fundo de vinho e o vilarejo na rodovia
A ultima cidade se aproximava da agenda
Exatas treze horas predeterminadas noutro sonho
O ritual do beijo causou o choque do divino
Acontecia quando gerações se cruzavam
Mas aquele pulso varrerá as terras do planalto
E acordaremos como que tomados de assalto
Recife(astral),15 de setembro de 2009
"Se tem ouvidos que ouçam"
Afinal os sonhos não eram somente lúdicos
Cubos sobrepostos girando uniformemente
Realidades multiformes vislumbradas na madrugada
Se vi aquela matilha morta no distante jardim
Ou se era eu aquele arqueiro com seu felino
Sobrevivendo na reservada ala entre as dimensões
Os infames eliminados ante os senhores regentes
A onda de fertilidade espalhada nos campos
Um copo fundo de vinho e o vilarejo na rodovia
A ultima cidade se aproximava da agenda
Exatas treze horas predeterminadas noutro sonho
O ritual do beijo causou o choque do divino
Acontecia quando gerações se cruzavam
Mas aquele pulso varrerá as terras do planalto
E acordaremos como que tomados de assalto
Recife(astral),15 de setembro de 2009
"Se tem ouvidos que ouçam"
158> O COMPLEXO (PARTE 1)
Nada além do branco naquele mundo gelado
O obelisco como um marco agora atingido
Estranhos transportes ao longe avistados
Que raios eram lançados ? E por que fugir ?
Um lapso imensurável de tempo ocorreu
Ate a visão daquele imenso complexo na neve
Torres geladas desafiavam a paisagem fria
Insólita, insólita .
Movia-me silenciosamente nos corredores vazios
Mas sentia a sensação da proximidade
Subir, subir no teto do elevador
Dez ou cem ? Não me recordo ao certo !
A saída estava no subsolo do nível n
Assim como a visão daqueles seres grosseiros
Rebelados, lembravam os homens de madeira
retirados cheios de azul do antigo popo-vuh
Agora via sombrias sentinelas do complexo
Fardas bege-caque com detalhes vermelhos
Abaterem-se sobre os prisioneiros-experimentos
Uma dantesca visão só possível para poucos ...
Recife(astral),9 de setembro de 2009
"Quem tem ouvidos que ouça.."
O obelisco como um marco agora atingido
Estranhos transportes ao longe avistados
Que raios eram lançados ? E por que fugir ?
Um lapso imensurável de tempo ocorreu
Ate a visão daquele imenso complexo na neve
Torres geladas desafiavam a paisagem fria
Insólita, insólita .
Movia-me silenciosamente nos corredores vazios
Mas sentia a sensação da proximidade
Subir, subir no teto do elevador
Dez ou cem ? Não me recordo ao certo !
A saída estava no subsolo do nível n
Assim como a visão daqueles seres grosseiros
Rebelados, lembravam os homens de madeira
retirados cheios de azul do antigo popo-vuh
Agora via sombrias sentinelas do complexo
Fardas bege-caque com detalhes vermelhos
Abaterem-se sobre os prisioneiros-experimentos
Uma dantesca visão só possível para poucos ...
Recife(astral),9 de setembro de 2009
"Quem tem ouvidos que ouça.."
157> OCULTO NA BALANÇA
Um raio e outra tentativa dos desagregantes
Mas já não contaram com o elemento surpresa
Despido dessas energias e de antigas reações
Uma força parecia me guiar, então que guie !
Não houve outro ponto riscado nos corredores
Uma serenidade confrontava o inexplicável
Que todos saibam ate onde a luz alcança
Iluminando tudo que era visto como deplorável
O equilíbrio exige um novo peso na balança
Eis o que os senhores vieram revelar e velar
Ando com os imperceptíveis, ignorados mas poderosos
Orgulho e confiança enchem meu semblante
As setas, as retas, os semicírculos na conta de três
Abram os portões com uma luz tão envolvente
Que sempre ajudarei a regar suas sementes.
Recife,3 de setembro de 2009
Mas já não contaram com o elemento surpresa
Despido dessas energias e de antigas reações
Uma força parecia me guiar, então que guie !
Não houve outro ponto riscado nos corredores
Uma serenidade confrontava o inexplicável
Que todos saibam ate onde a luz alcança
Iluminando tudo que era visto como deplorável
O equilíbrio exige um novo peso na balança
Eis o que os senhores vieram revelar e velar
Ando com os imperceptíveis, ignorados mas poderosos
Orgulho e confiança enchem meu semblante
As setas, as retas, os semicírculos na conta de três
Abram os portões com uma luz tão envolvente
Que sempre ajudarei a regar suas sementes.
Recife,3 de setembro de 2009
156> A FINA LINHA DO CÉU *
A passividade e impulsividade das crianças
Atenuava a lei marcial dos jogos da vida
Amados e odiados os seres desse singelo orbe
Algo incomum às legiões de seres astrais
O ar se enche cada vez mais de inevitabilidade
O aroma do destino envolve e desenvolve
Outros trouxeram as palavras e as ações corretas
O que antes se via nas constelações vive em nós
Procurando sentido, mas este estava em tudo
Desejando o divino que também estava em tudo
Ironicamente o véu era tão tênue quanto opaco
Uma oitava separava a harmonia do caos
Ao universo perdão por temos medo da morte
Ao demais seres perdão por sermos preferidos
Ao nosso eu perdão por toda essa cegueira
Que nos impede de ver a fina linha do céu
Recife, 1 de setembro de 2009
Atenuava a lei marcial dos jogos da vida
Amados e odiados os seres desse singelo orbe
Algo incomum às legiões de seres astrais
O ar se enche cada vez mais de inevitabilidade
O aroma do destino envolve e desenvolve
Outros trouxeram as palavras e as ações corretas
O que antes se via nas constelações vive em nós
Procurando sentido, mas este estava em tudo
Desejando o divino que também estava em tudo
Ironicamente o véu era tão tênue quanto opaco
Uma oitava separava a harmonia do caos
Ao universo perdão por temos medo da morte
Ao demais seres perdão por sermos preferidos
Ao nosso eu perdão por toda essa cegueira
Que nos impede de ver a fina linha do céu
Recife, 1 de setembro de 2009
155> CARTA ABERTA A UMA ALMA AMADA

Hoje quando penso em todo um universo paralelo que iniciou no dia em que percebi algo superior regia nosso encontro nesta vida tão arida e tempestuosa, percebo o quanto o universo tem mecanismos precisos e desconhecidos.
A especificidade do meu ser manifesta na mais terna idade muitas vezes maculada pela assombrosa necessidade de existir como animal, percebo a beleza da alegoria de Adão e Eva no paraíso justamente retratando essa inevitável perda da nossa pureza pueril.
Corri o mundo mas ainda sem saber ao certo o que buscava e muitas vezes encontrando o que não deveria e vários borrões tentando desfigurar a pintura de minha alma, todos os cegos e todos os cadáveres que povoam esse mundo expiatório regido pelo medo chocando-se uns contra os outros, a fim de não verem seus próprios reflexos.
Alguém uma vez apareceu no mais intenso caos, sem saber ou sem acreditar nos reais motivos que regiam sua vida, uma luz acendeu de imediato uma incontrolável seqüência de eventos sincrônicos às vezes mascarados em coincidências que teria o potencial de modificar tudo ao redor .
Eu vi a claridade e também fui testado, então padrões foram mudados e só assim dor existencial foi gradativamente diminuindo, pois me sentia como um exercito sem nação ou uma ferramenta sem uso .
Se te chamei de estrela é por que mesmo sem saberes foste um guia constante em meio às trevas, eu te fiz assim, e se mesmo sem entender tu me chamaste de sol é porque no intimo tua alma sabe o que vim fazer no teu ser que é incendiar essa singularidade que é você, a fim de irradiar luz assim como você pode polarizar a minha luz que brilhava descoordenadamente .
Não importa o que pareça para ti mas realmente acredito que o universo espera algo gigantesco de nós, realmente acredito em uma força maior regendo cada segundo da nossa historia, realmente acredito que seremos cobrados por isso e que no final estaremos juntos e idosos chorando por todos os lugares belos que não fomos, pelos sonhos desfeitos, por todas as palavras não ditas, por tudo que não fomos podendo ter sido, e agora impossibilitados pelo desgaste dos nossos corpos de carne querendo retornar a seu estado primordial que é e sempre será poeira de estrelas ...
Recife,1 de setembro de 2009
Foi muito importante enquanto durou ...
154> O ULTIMO SOPRO
Um pouco antes do final do mundo
Tudo se define em temporalidade
O real sentido a muito buscado
Agora e tão somente agora surgido
Mesmo em uma fração de segundo
Tão efêmera quanto à contagem
Da linha de nossa fugaz vida
Que se passe e se perca no infinito
Que se sinta e se apague a chama
Dentre todos o maior dos ciclos
Dentre tantas a única realidade
Messiânica verdade só impressa
No derradeiro sopro de vida ...
Recife,28 de agosto de 2009
Tudo se define em temporalidade
O real sentido a muito buscado
Agora e tão somente agora surgido
Mesmo em uma fração de segundo
Tão efêmera quanto à contagem
Da linha de nossa fugaz vida
Que se passe e se perca no infinito
Que se sinta e se apague a chama
Dentre todos o maior dos ciclos
Dentre tantas a única realidade
Messiânica verdade só impressa
No derradeiro sopro de vida ...
Recife,28 de agosto de 2009
153> A RAINHA DO MILHO
Uma mão balança e move o berço
Como um pendulo e seu tesouro
Iguais aqueles incontáveis dias
Na meia altura do muro de pedra
Os cães do quintal disputam atenção
A dona da casa só tinha sete anos
Deixe-me mostrar o avião a passar
E como brilhava aquele verão...
E como todos foram subjugados
Sob o antigo olhar de uma criança
Instrumentos de corda eram ouvidos
Patchuli e pólvora eram os aromas
Sempre senti fome daquela alma
E o São João gostoso vai ficar
Com o milho que acaba de chegar...
Recife,25 de agosto de 2009
Como um pendulo e seu tesouro
Iguais aqueles incontáveis dias
Na meia altura do muro de pedra
Os cães do quintal disputam atenção
A dona da casa só tinha sete anos
Deixe-me mostrar o avião a passar
E como brilhava aquele verão...
E como todos foram subjugados
Sob o antigo olhar de uma criança
Instrumentos de corda eram ouvidos
Patchuli e pólvora eram os aromas
Sempre senti fome daquela alma
E o São João gostoso vai ficar
Com o milho que acaba de chegar...
Recife,25 de agosto de 2009
152> SENHORES DE TODAS AS DIREÇÕES
Como eu poderia saber o que aconteceria
Tudo ficou escuro, solitário e frio
Foram noites fugindo de mim mesmo
A batalha se processava em duas frentes
Essa mesma dualidade que nos viola
Não imaginei o tamanho do interesse divino
Pesadelos e madrugadas não edificantes
E quem foi minha Antares e meu Aldebaran ?
E agora pude ver os senhores de todas as direções
A fim de ser reapresentado a mim mesmo ...
Quem fez a mais alta aposta e ficou ate aqui ?
Reivindicado esta tudo que o tempo me roubou
E tudo que eu deixe o tempo me roubar ...
Nunca acreditei mesmo em ser derrotado
Então deixe-me entrar, deixe-me entrar .
Recife,24 de agosto de 2009
Tudo ficou escuro, solitário e frio
Foram noites fugindo de mim mesmo
A batalha se processava em duas frentes
Essa mesma dualidade que nos viola
Não imaginei o tamanho do interesse divino
Pesadelos e madrugadas não edificantes
E quem foi minha Antares e meu Aldebaran ?
E agora pude ver os senhores de todas as direções
A fim de ser reapresentado a mim mesmo ...
Quem fez a mais alta aposta e ficou ate aqui ?
Reivindicado esta tudo que o tempo me roubou
E tudo que eu deixe o tempo me roubar ...
Nunca acreditei mesmo em ser derrotado
Então deixe-me entrar, deixe-me entrar .
Recife,24 de agosto de 2009
151> O INEXPLICAVEL MEDO DO FIM
Chegou como se o tempo fosse seu escravo
E tudo se tornou lentamente estático
Alterações na percepção da realidade exterior
Apenas uma nova forma de ver o mundo interior
Era possível se ver alem das mascaras densas
As espumas fluíam na intermitência das ondas
Universos feitos dos puros cristais do sal da terra
A mesma mão que fixou os astros na abobada do céu
Velou a infância da vida em um berço de estrelas
Tudo esta imerso nessa plenamente grandiosa ligação
Propaguem esse saber ate as marés mais distantes
Onde se teme ainda um fim inexplicável para tudo
Quem se deixou levar pelas correntes do nobre pensar
Palmas e sorrisos infantis esperam no fim desta via
Veja que o escuro so existe para realçar a beleza da luz ...
Recife,23 de agosto de 2009
E tudo se tornou lentamente estático
Alterações na percepção da realidade exterior
Apenas uma nova forma de ver o mundo interior
Era possível se ver alem das mascaras densas
As espumas fluíam na intermitência das ondas
Universos feitos dos puros cristais do sal da terra
A mesma mão que fixou os astros na abobada do céu
Velou a infância da vida em um berço de estrelas
Tudo esta imerso nessa plenamente grandiosa ligação
Propaguem esse saber ate as marés mais distantes
Onde se teme ainda um fim inexplicável para tudo
Quem se deixou levar pelas correntes do nobre pensar
Palmas e sorrisos infantis esperam no fim desta via
Veja que o escuro so existe para realçar a beleza da luz ...
Recife,23 de agosto de 2009
150> O FIO

Naquele mural no recinto surreal da várzea fria
Emerson abriu caminho de volta aos Vedas
Com vidas, fatos, mundos e objetos transpassados
Todos unidos no infinito fio e seus arcos espiralados
Qual a única realidade que nos cerca, envolve e nutre ?
E sobre esse fio ,
Quem o segura ?
De que é feito ?
O que ele liga ?
Com que propósito ?
Quem entrará neste saber secreto e sagrado
Secreto para os que não podem ver
Sagrado para os que podem ver
Eu ou você ? Nós ? Melina ou o irmão dela ?
Veja o fio que nos une em diferentes dimensões.
Recife,14 de agosto de 2009
segunda-feira, 31 de maio de 2010
149> CARNEIROS

Ocorreu no instável e quase perdido agosto
Algumas vozes dispunham em contrario
Mas foram silenciadas
Alguns pensamentos ecoavam duvidas
Mas foram afastados
A hora de despertar e a temperatura
A forma de acordar e a desenvoltura
Resumo das preocupações onde tudo era lúdico
Então espero no balanço
Então vamos novamente ao zoológico
Sol e chuva, mas sem raposa alguma
Silencio e segredos, mas sem palavra alguma
O sopro do tão falado vento veiculava
A tão cantada chuva da nossa historia
Fértil, fértil .
A roupa de marinheira e passeio de barco
As mãos com pedrinhas e os arrecifes
Disse-me que as coisas ocorrem naturalmente
E que o depois podia não ser tão ruim
Então se deite aqui, eternamente aqui...
Recife,12 de agosto de 2009
148> OS SERES DA CHUVA E DO TEMPO *
Por que a chuva insiste em cantar aos meus ouvidos ?
Sua voz eólica sopra pequenos mundos em gotículas
Quase me perco em tantos sentidos trazidos de fora
O clarão precede o estrondo como um aviso prévio
O medo de morrer e de renascer sem ver os sinais
Sabe aquele frio que percorre a frágil carne jovem ?
Por vezes podem vir e riem-se de nossos temores
Vão enchendo o ar de uma nostalgia elétrica e telúrica
Cada vez que abro as janelas do meu próprio refugio ...
Seus filhos emanam do solo primeiro com seu aroma
Invadem o ciclo gerador que tornou-se em vida
A lembrança tão imaculada das eras mais remotas
Então o calor de outra mão me torna ao mundo visível
Como um samurai que reverencia seu único senhor
Meu elo incorruptível com o outro ver das coisas...
E quem habita na chuva, na areia, na neve e no tempo ?
E quando poderei ve-los novamente cingindo o espaço ?
E para minha jornada um vasto e incessante mundo novo .
Recife,4 de agosto de 2009
Sua voz eólica sopra pequenos mundos em gotículas
Quase me perco em tantos sentidos trazidos de fora
O clarão precede o estrondo como um aviso prévio
O medo de morrer e de renascer sem ver os sinais
Sabe aquele frio que percorre a frágil carne jovem ?
Por vezes podem vir e riem-se de nossos temores
Vão enchendo o ar de uma nostalgia elétrica e telúrica
Cada vez que abro as janelas do meu próprio refugio ...
Seus filhos emanam do solo primeiro com seu aroma
Invadem o ciclo gerador que tornou-se em vida
A lembrança tão imaculada das eras mais remotas
Então o calor de outra mão me torna ao mundo visível
Como um samurai que reverencia seu único senhor
Meu elo incorruptível com o outro ver das coisas...
E quem habita na chuva, na areia, na neve e no tempo ?
E quando poderei ve-los novamente cingindo o espaço ?
E para minha jornada um vasto e incessante mundo novo .
Recife,4 de agosto de 2009
147> SINCRONICIDADE *
Lua crescente no fim do sétimo mês
Mais vivos que em todos os outros
A força gravitacional decomposta
Dois eixos e planos agora harmônicos
As palmas vinham do seres alados
Tão lindos ...
Vamos corre para ver os sinais !
A lua agora regia uma orquestra de estrelas
Às vezes um lapso dimensional era causado
A fenda da ponte entre os dois mundos
Por onde podia-se distorcer o tempo
Que escorria liquido entre a matéria
Acontecia quando eles se encontravam
Saiam de casa para ouvir nossa causa
Algo escondido no destino se mostrava
Simplesmente não podia ser parado
Luz, paz e amor eu já ouvi dos mestres
E tive ...
Ofereço o saber do olho que tudo vê
A serviço do coração que nunca se cansa
Como momentos efêmeros no tempo
Podem ser imensamente grandiosos ?
Como tudo fica claro quando fecho os olhos ?
No sentido contrario todos estão de joelhos
Se somos os verdadeiros filhos de Cain
E de uma infinidade de outros orbes
A ancestralidade permeia nosso olhar...
Recife,28 de julho de 2009
Mais vivos que em todos os outros
A força gravitacional decomposta
Dois eixos e planos agora harmônicos
As palmas vinham do seres alados
Tão lindos ...
Vamos corre para ver os sinais !
A lua agora regia uma orquestra de estrelas
Às vezes um lapso dimensional era causado
A fenda da ponte entre os dois mundos
Por onde podia-se distorcer o tempo
Que escorria liquido entre a matéria
Acontecia quando eles se encontravam
Saiam de casa para ouvir nossa causa
Algo escondido no destino se mostrava
Simplesmente não podia ser parado
Luz, paz e amor eu já ouvi dos mestres
E tive ...
Ofereço o saber do olho que tudo vê
A serviço do coração que nunca se cansa
Como momentos efêmeros no tempo
Podem ser imensamente grandiosos ?
Como tudo fica claro quando fecho os olhos ?
No sentido contrario todos estão de joelhos
Se somos os verdadeiros filhos de Cain
E de uma infinidade de outros orbes
A ancestralidade permeia nosso olhar...
Recife,28 de julho de 2009
146> A CHEGADA
O paraíso não tinha espaço para meu coração
O universo não tinha fim para minha visão
As letras não têm alimento para minha emoção
É porque tudo se agiganta
Diante da energia da vida
O baile sob o os lençóis lunares
Algo que nunca duvidei em sentir
Por isso senti !
E me confirme se foi o vento que te trouxe
E se anuncie se foi a felicidade tua escolha
Olhe bem tuas irmãs todas no céu
Sorrido, brincando e refletindo-se
No mar escuro dos nossos olhos
Meus escritos tentaram te dizer
Dez mil mundos em mil palavras
Ainda não ditas ...
Recife,20 de julho de 2009
O universo não tinha fim para minha visão
As letras não têm alimento para minha emoção
É porque tudo se agiganta
Diante da energia da vida
O baile sob o os lençóis lunares
Algo que nunca duvidei em sentir
Por isso senti !
E me confirme se foi o vento que te trouxe
E se anuncie se foi a felicidade tua escolha
Olhe bem tuas irmãs todas no céu
Sorrido, brincando e refletindo-se
No mar escuro dos nossos olhos
Meus escritos tentaram te dizer
Dez mil mundos em mil palavras
Ainda não ditas ...
Recife,20 de julho de 2009
145> OS DOIS PODERES
A luz enfim rompeu uma longa treva
Um beijo que paralisou os malévolos
Cavaleiros rompem o rio das duas cidades
Onze níveis acima os sentidos em mim
Usando o olhar da mais bela de outubro
Congelaram meus ímpetos corrompidos
Causando terror nos tais sombras
Depois da explosão, o doloroso exílio
Fomos entregues a nos mesmos
Um campo de força isolava o resto
Eu não podia fugir de mim mesmo
Mas o vento trazia os teus fluidos
Atirava-me de joelhos ante as memórias
Agora vejo a obra dos engenheiros alados
A dor e solidão sentida naquelas noites
As capitais tão perto e tão distantes
Ascendeu o fogo e este a tudo transforma
Mas existia a eterna lei da atração
Como a sutil água que corrói a rocha
A semente do destino não mais latente
As cordas cada vez mais harmônicas
Após o fim da auto-obsessão da mente
Prontos enfim para a união dos dois poderes
Decididamente planos surgindo de planos
Um sentimento novo, mas nasceu maduro
Dividimos o mesmo ar que respiramos
Multiplicamos a luz que nos guia
E o céu nos presenteia com a lua cheia
Recife,18 de julho de 2009
Um beijo que paralisou os malévolos
Cavaleiros rompem o rio das duas cidades
Onze níveis acima os sentidos em mim
Usando o olhar da mais bela de outubro
Congelaram meus ímpetos corrompidos
Causando terror nos tais sombras
Depois da explosão, o doloroso exílio
Fomos entregues a nos mesmos
Um campo de força isolava o resto
Eu não podia fugir de mim mesmo
Mas o vento trazia os teus fluidos
Atirava-me de joelhos ante as memórias
Agora vejo a obra dos engenheiros alados
A dor e solidão sentida naquelas noites
As capitais tão perto e tão distantes
Ascendeu o fogo e este a tudo transforma
Mas existia a eterna lei da atração
Como a sutil água que corrói a rocha
A semente do destino não mais latente
As cordas cada vez mais harmônicas
Após o fim da auto-obsessão da mente
Prontos enfim para a união dos dois poderes
Decididamente planos surgindo de planos
Um sentimento novo, mas nasceu maduro
Dividimos o mesmo ar que respiramos
Multiplicamos a luz que nos guia
E o céu nos presenteia com a lua cheia
Recife,18 de julho de 2009
sábado, 29 de maio de 2010
144> CÉU DE UMA ESTRELA

Eu dizia que as coisas podiam ser maravilhosas
Você permanecia em silencio
Você dizia que não conseguiria ir tão longe
Eu te deixei ir para ver-te voltar
Um vento varreu de vez nossos medos
A noite abrandou seu espírito inquieto
O dia aqueceu a alma fria
Trinta e cinco invernos encontraram
Vinte e seis outonos mágicos
Quem deu esse poder aos teus olhos ?
E quem da poder as minhas palavras ?
Ela sentiu uma conspiração do universo
Eu sinto um imenso propósito ...
Viajar sem se mover e amar sem morrer
Não tenho mais as tantas palavras !
Conheço as constelações e suas lendas
Temendo o escuro centro da galáxia
Deixo apenas minha estrela entrar ...
Recife,17 de julho de 2009
iImagem da web
143> A PRAÇA DO CRUZEIRO
A trilha de pedra subia não íngreme
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
142> INTENSO ESPLENDOR DA VIDA
Eles teimam em quebrar a magia
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
141> 12 DE OUTUBRO DE 1942

Toda força da vontade dos exilados
Silenciosamente a aprovação do alto
Focalizada determinação de um homem
A maquina do tempo agora se curva
Onde todos no futuro se curvarão
Os dois olhos nos dois horizontes
Um celeste e outro navegável
Observavam as estrelas dançarem
Enquanto eram observados...
Naus aladas em riscos cintilantes
Umidade doce pesava salgado ar
O silencio do corpo e o grito da alma
Cautelosa manobra a estibordo
Bandeirolas, estandartes ao mar
Presente e futuro agora em terra firme
Quem mais veria o Novo Éden ?
Onde toda maldade foi interrompida
Serão dignos os meus zeladores ?
Em nome da aliança de Aragão & Castela
E no nome do nobre florentino Vespúcio
Que venham os outros filhos de Atlântida
Seus irmãos perdidos e a muito separados
Amor e ódio, sangue e ouro, ambição e sonho
Novamente fundidos em mais um continente
Herdando a grandiosa saga humana na Terra ...
Recife,5 de julho de 2009
140> BOSQUES DA BAVARIA
A farda limpa e bem passada
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
139> A LUZ VELADA

Sagitario aponta o risco
Maya nao via a ameaça
O fim do ciclo do laço
Os generais de Irshu se vão
E com eles o codigo
Tudo precisto e orquestrado
No governo oculto do mundo ...
Mais de cinco milenios depois
Ainda se compra e vende ilusões
Mimetizadas em um arcano a mais
Elitizando as forças naturais
Estilizndo-se em trajes rituais
Caidos no outro lado e despreparados
Para o abismo de horrores
Blasfemia e pretenção desta matematica
Serão varridas dos treze mundos
Pelos filhos da luz velada
Escute a "sublime canção"
Este som que a tudo integra
O reflexo do cone da vida
Nas petalas de uma margarida
Recife(astral),12 de junho de 2009
Não se iludam , essas palavras são para pouquíssimos seres viventes .
138> ANJOS DE UMA ASA SÓ
Som de gotas contra o chão
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
137> QUARTO ANO
A lógica era cruel com os sentimentos
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
136> RECOMEÇAR
Acordou de um sono de tres anos
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
135> PROCULO

REFLETIA O BRILHO NO POÇO INFINITO
A PALIDA AMALGMA TRIDIMENSIONAL
AS PONTES VELADAS POR GUARDIÕES
INABALAVEL FÉ A MUITO INCOMPREENDIDA
E AGORA TÃO LONGE DAS PLEIADES
NUNCA NOS DECEPCIONOU
MESMO DECEPCIONADO
NUNCA NOS ABANDOU
MESMO ABANDONADO
SEMPRE NOS AMOU
MESMO TÃO ODIADO
TROQUE SUAS VESTES CELESTES
ABRA PASSAGEM PARA QUEM SE DEVE
ONDE FACHOS DE LUZ NÃO SE CRUZAM
NA ORBITA ESCURA DESTE ORBE
O REAL EXERCITO DA SALVAÇÃO
PORQUE AS VEZES
NOS ESCURECEMOS NAS LUZES
E NOS CLAREAMOS NAS TREVAS ...
Recife,28 de junho de 2009
134> UM OUTRO PUJA *
DEITADO NO LEITO NO MAR
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
133> REDEMOINHO DE LUZ

A paz retornou naqueles tres dias
Um momentaneo descanço ao anjo
Ja que estas tão longe do diluvio
E o mar silenciosamente avança
Mas esta noite minha calmaria
Cinza-prata, cinza-cinza, cinza-azul
A troca de tons e o vento vem avisar
A tempestade que vai chegar
E nossas vidas definitivamente mudar
Varrer toda a ferrugem da alma
O fim do tempo como nós conheciamos
A grande armação do divino
inevitavel, fatalmente impossivel
So unidos pode-se atravesar
A pior tormenta do seculo
Mas nos é deixado a escolha
Vencer juntos ou cair sozinhos ...
Preparem-se, o circulo será fechado
Recife,22 de junho de 2009
132> CIRCULO DE FOGO
Sempre corriam da luz do sol
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
131> MADRUGADA COM BEETHOVEN E FORMALHAUT *
UM PASSO POR VEZ
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
130> VALSA DO DESESPERO
La fora um novo palco
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
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