Do alto podia-se ver a linha do continente
Separando o marrom do azul cristalino
O litoral recortado por varias enseadas
À direita a ilha da base de todas as armas
Voando na asa esquerda daquele pássaro
Inúmeras vezes decemos para socorrer
Tive medo de não mais voar ou da queda
Revejo a dama do manto lilás e o jardim
Desejo o assento ao lado de suas flores
Pois um pai espera muito de seu filho
E tudo que se semeia há de ser colhido
De cima vi suas espadas cruzadas
De baixo vi suas estrelas
Deixe o saber inundar meu ser
Nas praias colhi vidas errantes
Os mortos devolvi as ondas
Na areia colhi puros cristais
Se me perdi foi para me encontrar
Se me encontrei foi para honrar
A grande aquarela que não se podia tocar
Mas que se estende além do nosso olhar
Recife,31 de agosto de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
244> TESTAMENTO

Sempre que tentei esquecer me fizeram crer
Que pouco de fato poderia ter sido feito
Mas as faces que cruzei não foram ao acaso
E na partida promessas vividas no espírito
Ate que a poeira recobra a memória cansada
E o tormento de ser uma fogueira no inverno
Cobre o preço de minhas ações
E nada mais eu possa fazer
Ainda procuro a chave das surreais energias
Suspensas na face intangível da memória
Que escapava do lacre da matéria densa
Clarões em lugares perdidos na infância
Oro fervorosamente nos meus refúgios
Atravesso as letras dos livros ditos estranhos
Cuidadosamente penetrando no sagrado
O mundo não esta alheio ao vibra do meu ser
E meu feitiço é poder sempre me vencer
E se o mal reside em nós ele será vencido
Aos que nessa grande ilusão feita de sal
Cruzaram meu caminho e conheceram meu olhar
Às vezes como um sol outras como sombra
Estarei a buscá-los nas trevas e ergue-los
Estarei a convocá-los na luz ou no meio
Um exercito agora invisível
Meu exercito invencível
Recife,27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
243> NA MAIS LONGA DAS NOITES

Ainda decidindo o que era realmente real
Numa rua deserta condensada de matéria
Em um sonho de águas cristalinas
As ruínas vazias e escuras do Maria Lucinda
Encontrei um novo trono de madeira
O vai e vem de almas de dentro para fora
O vem e vai das energias de fora para dentro
Nas noites amorosamente falo com o vento
Nas noites amorosamente recebo do tempo
A lição do que aqui realmente somos
Ouço as gargalhadas e os ferinos dizeres
Mas os cães não mais rosnam
As serpentes não me ameaçam
E como o universo tudo se distancia
Não se pode mudar tanto em pouco tempo
Mas se pode despertar instantaneamente
E saber o que sempre soube
Ter o que sempre tive
Meu grau, ferramentas e fieis cavaleiros
E enfim retornar a ancestral batalha
Cabelos brancos entre meus dedos
Vidas em estilhaços nos meus domínios
Choro sempre a partida dos luminosos
Entrego os demais aos da morte e da lei
Que gire a mandala e seus divinos raios
Escrito nas paginas sagradas
Escrito no gesso das paredes
Tudo aquilo que desconhecemos
E tudo aquilo que um dia conheceremos
Após a mais longa das noites
Recife,26 de agosto de 2010
242> NA MAIS NEGRA DAS NOITES
Decerto que não esperávamos a feroz reação
As hordas iam materializando-se de uma só vez
A mente iludida e perturbada quase me fazia esquecer
O que se tinha a perder e o que se tinha a ganhar
Gritos dos seres alados e as garras da noite
Sob a crosta um ar sufocava os menos densos
Se agrupem meus leais ainda não tombados
O inimigo multiplicava-se exponencialmente
Seus portões abertos vomitavam seus espectros
Não estamos dispostos a perder o que conseguimos
Não sem antes fazer valer caro nossas gargantas
E se o fazíamos, o fazíamos puramente por amor
Ate o terror ameaçar dividir o que pensei indivisível
Senti o peso dos olhos dos meus fieis quase no fim
Ergam suas espadas agora como uma só
E tudo se rasgou como se o tempo não existisse
Então pude ver o céu e uma coroa estrelada
De joelhos, petrificado em quase desorientação
Nas lagrimas caídas vi um reflexo luminoso
Mas como aquilo se processaria naquele inferno
Enfim os sinais descem do alto, hora de lutar
Pela fé nos lutamos e pelo amor venceremos
As ultimas lanças foram partidas com seus mestres
Por ultimo o clarão que nos cegou a todos
De volta à escuridão fria só o silencio reinava
Só um portão de cristal aguardava seus servidores
Cruzamos trazendo juras de vingança das gárgulas
Mas se por amor fizemos, por amor faremos
Recife,26 de agosto de 2010
Fezei por amor e serás guiado ...
As hordas iam materializando-se de uma só vez
A mente iludida e perturbada quase me fazia esquecer
O que se tinha a perder e o que se tinha a ganhar
Gritos dos seres alados e as garras da noite
Sob a crosta um ar sufocava os menos densos
Se agrupem meus leais ainda não tombados
O inimigo multiplicava-se exponencialmente
Seus portões abertos vomitavam seus espectros
Não estamos dispostos a perder o que conseguimos
Não sem antes fazer valer caro nossas gargantas
E se o fazíamos, o fazíamos puramente por amor
Ate o terror ameaçar dividir o que pensei indivisível
Senti o peso dos olhos dos meus fieis quase no fim
Ergam suas espadas agora como uma só
E tudo se rasgou como se o tempo não existisse
Então pude ver o céu e uma coroa estrelada
De joelhos, petrificado em quase desorientação
Nas lagrimas caídas vi um reflexo luminoso
Mas como aquilo se processaria naquele inferno
Enfim os sinais descem do alto, hora de lutar
Pela fé nos lutamos e pelo amor venceremos
As ultimas lanças foram partidas com seus mestres
Por ultimo o clarão que nos cegou a todos
De volta à escuridão fria só o silencio reinava
Só um portão de cristal aguardava seus servidores
Cruzamos trazendo juras de vingança das gárgulas
Mas se por amor fizemos, por amor faremos
Recife,26 de agosto de 2010
Fezei por amor e serás guiado ...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
241> BEIRA-MAR

Vejo os mares bravios da inquietação humana
Sem entenderem que ondas tanto vem quanto vão
Clarões na noite e o medo no convés
Muitas faces permanecem ocultas ate o choque
Os arrecifes são seus destinos finais
A grave voz que atravessa novamente a neblina
Trás consigo seus cavaleiros do mar
Protetorado dos cristais submersos do saber
Do mar o que é do mar
E assim a vida o é
Esse infinito oceano servindo a justiça
Encontrei sete pedras a beira-mar
Ruínas das criações humanas ditas eternas
Agora partes invisíveis e silenciosos avisos
Como a radiação que não se vê, mas se sente
Procurei, procurei e no fim encontrei
A felicidade a beira-mar.
Recife,24 de agosto de 2010
240> PELA GLORIA DO AMOR
Algo que os milênios não se fazem esquecer
Não importa quantas vezes nos fará cair
A brilhante luz chamada amor
Não deixarei o combate nem nas trevas
Quando os olhos cegarem de ódio
Serei partido e vencido pelo invencível
A mais feliz derrota de minha vida
A mais brilhante vitoria do amor
Por um momento entenderei todas as línguas
Eternamente estarei em graça
Pois enfim encontrei a boa luta
Arma flamejante que a tudo consome
Lembrança eterna da chama criadora
Jovem para sempre e assim sendo
Viverei pela gloria do amor
Recife,24 de agosto de 2010
Não importa quantas vezes nos fará cair
A brilhante luz chamada amor
Não deixarei o combate nem nas trevas
Quando os olhos cegarem de ódio
Serei partido e vencido pelo invencível
A mais feliz derrota de minha vida
A mais brilhante vitoria do amor
Por um momento entenderei todas as línguas
Eternamente estarei em graça
Pois enfim encontrei a boa luta
Arma flamejante que a tudo consome
Lembrança eterna da chama criadora
Jovem para sempre e assim sendo
Viverei pela gloria do amor
Recife,24 de agosto de 2010
239> 250457-1822-177
Contornem o lago de águas cristalinas
Observem a serpente silenciosa
Foi hostilizada não sendo hostil
Assim o ar me contara
Assim eu pensei
Traçando uma diagonal à esquerda e abaixo
Chegaram a Sirius e conheceram Vynn
Nada mal para apenas uma noite
Uma noite especial
Sagitário novamente aponta o risco
Deixo os astros um pouco de lado
O escuro se aproxima de novo
Mais se afasta do meu coração
Um cão abateu um Elemental
Outros dois consumiram-se no fogo
Aos homens pareciam roedores
Mas para natureza eram salvadores
Não os pude salvar
Recife(astral),24 de agosto de 2010
O titulo e o conteudo são recados nos sonhos.
Observem a serpente silenciosa
Foi hostilizada não sendo hostil
Assim o ar me contara
Assim eu pensei
Traçando uma diagonal à esquerda e abaixo
Chegaram a Sirius e conheceram Vynn
Nada mal para apenas uma noite
Uma noite especial
Sagitário novamente aponta o risco
Deixo os astros um pouco de lado
O escuro se aproxima de novo
Mais se afasta do meu coração
Um cão abateu um Elemental
Outros dois consumiram-se no fogo
Aos homens pareciam roedores
Mas para natureza eram salvadores
Não os pude salvar
Recife(astral),24 de agosto de 2010
O titulo e o conteudo são recados nos sonhos.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
238> NO MEIO DO MEIO

E como fui longe com aquelas palavras
Um assovio cruzava o tempo de outrora
Busco quem sou e qual é o meu mistério
Se vejo aquela senhora das águas
Com uma criança e um porquinho da índia
E os Elementais do Ar parecem me falar
Alguns zombam e conspiram dos dois lados
Mal sabem que se perderam no meio do meio
Trovões e relâmpagos algo ameaçadores
Quem ceifara as ultimas colheitas?
A noite na terra cai depressa
Não tão depressa quanto caem os homens
A manhã urge em ergue-se
Assim como as almas excelsas
Entre a dança das horas baila a vida
Entre a vida só existe mais vida
Voltei e o mundo se privava da luz
Voltando suas peçonhas aos incautos
Mas os exemplos foram dados e expostos
Quanto mais me tiram mais ganho
Obrigado por oferecerem-me a dor
Obrigado por ofertarem-me ao criador
Bem alem desse manto de carne
Estão minha espada e minha capa
Assim como meus fieis depositários
Olho para nuvens que encobrem a lua
Mas sei que ela continua La
Assim como as estrelas
Um dia novamente cavalgarei os céus
Pois a vida é um sopro...
Recife,20 de agosto de 2010
Dedicado ao nobre Cavaleiro da Lei Agnaldo Silva
Link imagem
Também postado na Fabrica de Letras
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
237> SOB A LUZ DO FAROL

Boa noite aqueles de consciência tranqüila
Aceno de dentro desta prisão invisível
Crimes inominados impressos nas paredes
Poeira ainda suspensa nos corredores
Um copo estilhaça quebrando o silencio
Havia um mistério naquelas palavras
Fizeram-me jurar uma lealdade desleal
Uma imagem do passado surgiu nas alas
Com um livro escuro tangeu todas as trevas
Sete símbolos me fizeram chorar novamente
Nos braços de uma nova esperança
Enrole todos os pergaminhos e escritos
Testemunhos de uma historia milenar
Levanto-me diante daqueles olhos
Peço a misericórdia que nunca me dei
Sei que eles virão cobrar-me a fidelidade
Todos somos agentes da lei, não é mesmo?
Desconhecem que agora são eles os devedores
Sofro o terror dos pesadelos em terna idade
Mas agora eles sabem que mudei de lado
Ascenderei o farol para que outros o vejam
Recife,18 de agosto de 2010
A jornada de uma alma
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
236> A SEDE QUE NUNCA CEDE
Uma dor que escorria desda essência
Sentença existencial que marca a vida
Pretendo me entregar em troca de liberdade
Aliviar o peso de simplesmente existir
Se o mundo foi tomado pela ignorância
Esta é confundida e chamada de maldade
Se com olhos só se atinge uma ilusão
Esta é limitada e tomada como realidade
Abutres cegam os desviados da estrada
O egoísmo decepa-lhes os membros
A solidão espreita os recém despertos
No mundo desvitalizado dos sonâmbulos
A estática nunca foi uma opção sensata
Onde toda a criação se move
Um manto se estende desdo alto
A baixo só a sinuosa dança das sombras
O magnetismo se encarrega do resto
Uma corrente de mãos me ergueu
Cânticos sagrados abriram meus ouvidos
Hoje as lagrimas não são só de tristeza
Tenho sempre que continuar o projeto
Para poder sorrir quando a morte vier
Pois o medo se afastou do meu semblante
Assim um dia saciar a sede que nunca cede
Recife,16 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
235> O SILÊNCIO QUE PRECEDE A PRECE

Horas são dias e os dias são como séculos
A união dos detentores da luz do único saber
Via-se a mesma verdade em todos os códigos
Pétalas deixadas a mercê dos nossos sentidos
Mistérios mais antigos que as almas iniciadas
Velas acesas e cânticos em uma língua morta
E assim iniciou-se o que nunca teve começo
Fileiras inacabáveis aguardavam a ordem
Que se derrame suas legiões sobre a terra
Trazendo todos os sabres da lei das leis
Porque foram cegos aos avisos antigos
Nas ruínas em todos os lugares e épocas
Uma musica estava em todos os sons
Assim como fora no principio
Vibrações eram a origem do universo
Fótons são a lembrança do grande plano
Pois onde há luz há todo o resto
Ninguém cria, ninguém goza, ninguém finaliza
Nós como partes somos apenas vetores
Não servir ao todo é a fonte dos males
Assim como a célula rebelde canceriza
Então fui ate as mais altas montanhas
Não para vê-las, mas para ver meu reflexo
Refletido em toda criação que faço parte
Sentir a grandeza em um momento efêmero
Como o silencio que precede a prece.
Recife,14 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
234> RETORNO AO VALE SAGRADO
As águas geladas dadas pelas montanhas
O sol mais dourado que o teu ouro
Redemoinhos de areia as pegadas dos deuses
Dóceis os teus filhos tão grandiosos
A verdadeira riqueza molhada de suor
Pois nada a ninguém se pedia
A musica dos riachos e do vento
Pedras bem medidas e bem pesadas
Minha respiração esta acelerada
Meus olhos mudos, minha boca cega
Minhas mãos frias, minha alma fervia
Na presença de espíritos coloridos
Estava quase tudo como antes estivera
Eles sabiam que um dia eu retornaria
Eles habitam o supra mundo do condor
Reflexos tão vivos que se podia tocá-los
Aqui era o presente que pairava
Como uma sombra sobre o passado
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
233> AS NOVAS FLORES DE MAYARA

La estavam todos a olhá-la, mas sem ve-la
Aquele movimento que ela não desejava
E todos então estavam errados
Pois ali só viam seus próprios desejos
Nada ia além de nossas imperfeições
Foi naquela noite em uma ilha fria
Disse-me um de seus muitos sonhos
O céu nublado como os sentimentos
Tentei lhe sorrir, mas me foi impedido
Aquilo la era ate então proibido
Alguns anos antes havia tanta esperança
Um redemoinho na mente ainda jovem
O chão teimava em fugir aos pés
Tento recorda como estávamos confusos
Mas cada estrela tem seu brilho
Sempre sonho com tua nova roupa branca
Após os temporais terem ficado para trás
A cada décimo dia de julho ano após ano
Soube que nela novas flores vicejam
Banhadas na sua luz que nunca se apaga...
Dedicado a Mayara Brant ...
Recife,2 de agosto de 2010
232> A MONTANHA

A historia que espera no cume da montanha
Indecifrável como outras mais distantes
Falam de grandes realizações humanas
Protegidas na espessa neblina do tempo
Algo encantador por avivar nossa grandeza
Muitos já se foram e muitos ainda irão
Mas poucos serão os transportados
Levados a romper aquele véu ancestral
Divagando com o olhar as planícies a baixo
Rasgando as tolices das eras modernas
Resgatando o espírito que paira a cima
Ouvindo um assovio vindo de toda parte
Em silencio caminhando entre terraços
Pisando aquele solo a muito pisado
Sonhando aqueles sonhos a muito sonhados
E vivendo aquelas vidas a muito vividas
Estes serão sempre bem-vindos a montanha
Pois saberão que restou pedra sobre pedra
Recife,2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
231> SOB O SIGNO DA VERDADE
Assim como veio se foi em mil pedaços
Derramou-se no frágil tecido da realidade
Afunilando-se rumo a um foco único
E um anjo foi designado seu regente
E este criou setenta e sete mil obreiros
Milênios são como segundos na eternidade
Segundos são como milênios na obscuridade
A ironia de o absoluto parecer tão relativo
A fantasia de o relativo compreender o absoluto
E foi assim que houve a primeira queda
E todos os espaços deixaram de existir
Pois nunca existiram
Consentimento concedido em outras esferas
E vivificou-se o miraculoso plano da criação
Um leque de freqüências, ondas e símbolos
O que em sonho foi dito eu não recordo
Mas assim era para ser e estava sendo
Pois se eu fosse um anjo como cairia?
E se eu fosse humano como evoluiria?
Mas nem sou o que sou sendo sua parte...
Recife,primeiro de agosto de 2010
Derramou-se no frágil tecido da realidade
Afunilando-se rumo a um foco único
E um anjo foi designado seu regente
E este criou setenta e sete mil obreiros
Milênios são como segundos na eternidade
Segundos são como milênios na obscuridade
A ironia de o absoluto parecer tão relativo
A fantasia de o relativo compreender o absoluto
E foi assim que houve a primeira queda
E todos os espaços deixaram de existir
Pois nunca existiram
Consentimento concedido em outras esferas
E vivificou-se o miraculoso plano da criação
Um leque de freqüências, ondas e símbolos
O que em sonho foi dito eu não recordo
Mas assim era para ser e estava sendo
Pois se eu fosse um anjo como cairia?
E se eu fosse humano como evoluiria?
Mas nem sou o que sou sendo sua parte...
Recife,primeiro de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
230> JORNADA PARA O ALÉM
Monte o cavalo ate escutar os sinos
O sol logo irá se por não se demore
Muitas línguas diferentes ouvirás
Muitos nomes diferentes Deus terá
E tu sempre avançarás sem se deter
Alguém sempre estará a te chamar
As cores da terra mudarão sempre
Muitas historias e a mesma verdade
Às vezes sentirás a sede implacável
Outra quase serás afogado nas águas
Conseguir e bem diferente de manter
Só assim te afastarás do reino animal
Que foge da dor e procura o prazer
Verás que estes ficaram para trás
Honrai então os da tua direita
Respeitai então os da tua esquerda
Encontrando os sábios escuta-os
Mas não usai os ouvidos
Na chuva descansa e usa da noite
A lua estará sempre la a te guiar
Respeita os eclipses, pois somos falhos
Chegando a saudade, aperta o galope
Fazei cada dia teu na jornada ser único
Pois assim teu rastro nunca terá fim
Recife,26 de julho de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
O sol logo irá se por não se demore
Muitas línguas diferentes ouvirás
Muitos nomes diferentes Deus terá
E tu sempre avançarás sem se deter
Alguém sempre estará a te chamar
As cores da terra mudarão sempre
Muitas historias e a mesma verdade
Às vezes sentirás a sede implacável
Outra quase serás afogado nas águas
Conseguir e bem diferente de manter
Só assim te afastarás do reino animal
Que foge da dor e procura o prazer
Verás que estes ficaram para trás
Honrai então os da tua direita
Respeitai então os da tua esquerda
Encontrando os sábios escuta-os
Mas não usai os ouvidos
Na chuva descansa e usa da noite
A lua estará sempre la a te guiar
Respeita os eclipses, pois somos falhos
Chegando a saudade, aperta o galope
Fazei cada dia teu na jornada ser único
Pois assim teu rastro nunca terá fim
Recife,26 de julho de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
domingo, 25 de julho de 2010
229> A ORIGEM
As nuvens avançam no céu como aquarelas moveis
Tambores marciais juntam-se a um piano sublime
Nisso um beija-flor verde apresenta-se no ar
Sete giros eu dei envolta da verdade multifacetada
Sete foram as cores daquele distante prisma
Fui pedra, fui planta e se fui animal hoje sou humano
Tudo impulsionado pela saudade e pelos códigos
Não sei ao certo o que serei depois, mas serei
Aqui vim para sentir a água correr em minha pele
Aqui fui trazido para fazer o caminho de volta
Olho para o céu e vejo bilhões de olhares atentos
Olho para o chão e vejo bilhões de almas sedentas
A inesperada visita de uma alma recuperada
Vejo que tudo se regenera e brilha novamente
As luzes só apagam para as estradas serem desfeitas
E se acedem para serem novamente refeitas
E tudo pulsa nesse compasso ditado na origem
Do ponto mais alto um pássaro cantava
Pesquei em águas escuras um bagre e deste fiz dois
E certa noite pude ver através das cascas das nozes
Recife(astral),25 de julho de 2010
Foi, é e sempre será ...
Também postado na Fabrica de Letras
Tambores marciais juntam-se a um piano sublime
Nisso um beija-flor verde apresenta-se no ar
Sete giros eu dei envolta da verdade multifacetada
Sete foram as cores daquele distante prisma
Fui pedra, fui planta e se fui animal hoje sou humano
Tudo impulsionado pela saudade e pelos códigos
Não sei ao certo o que serei depois, mas serei
Aqui vim para sentir a água correr em minha pele
Aqui fui trazido para fazer o caminho de volta
Olho para o céu e vejo bilhões de olhares atentos
Olho para o chão e vejo bilhões de almas sedentas
A inesperada visita de uma alma recuperada
Vejo que tudo se regenera e brilha novamente
As luzes só apagam para as estradas serem desfeitas
E se acedem para serem novamente refeitas
E tudo pulsa nesse compasso ditado na origem
Do ponto mais alto um pássaro cantava
Pesquei em águas escuras um bagre e deste fiz dois
E certa noite pude ver através das cascas das nozes
Recife(astral),25 de julho de 2010
Foi, é e sempre será ...
Também postado na Fabrica de Letras
228> SONHOS DE INFÂNCIA
Por todos os anéis que deixei nas mãos de minha mãe
Não me diga, por favor, para dormir mais cedo
Era quando eles vinham atravessando as paredes
As ultimas cobranças de um passado remoto
Me acorde, por favor,
Os anos foram passando como os sonhos bélicos
Redes onde não se podia mover-se ou falar
As sirenes silenciaram nos últimos stukas
Os panzers não vibram mais o chão sob meus pés
Aos magos orgulhosos as portas foram fechadas
Subia lentamente com aqueles do mesmo sangue
Os leões esperam ansiosos acima da colina
As grades desprotegidas e a grande resignação
Quem era aquela mulher que a tudo velava?
Vejam a visão de um vale de chamas frias
Recife,25 de julho de 2010
Não me diga, por favor, para dormir mais cedo
Era quando eles vinham atravessando as paredes
As ultimas cobranças de um passado remoto
Me acorde, por favor,
Os anos foram passando como os sonhos bélicos
Redes onde não se podia mover-se ou falar
As sirenes silenciaram nos últimos stukas
Os panzers não vibram mais o chão sob meus pés
Aos magos orgulhosos as portas foram fechadas
Subia lentamente com aqueles do mesmo sangue
Os leões esperam ansiosos acima da colina
As grades desprotegidas e a grande resignação
Quem era aquela mulher que a tudo velava?
Vejam a visão de um vale de chamas frias
Recife,25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
227> MARIANA E AS SANDÁLIAS DE BRILHANTES

Olhos cansados de um tempo que eu não conhecia
Terrível se sentir uma parte de algo desconhecido
Mas assim que eu a vi cheia de coisas singelas
Logo após as encruzilhadas se encontrarem
Contava-me tantos momentos com seu silencio
Falava de uma felicidade que nunca obtive
Os dias se aproximavam e marcha estava iniciada
Meus passos cautelosos ate então foram desafiados
E eu rezava para que na verdade eu estivesse errado
O desejo de estar livre para de fato se expressar
Sons no corredor a lembraram de sua infância
Deus como quis ter vivido tudo aquilo
Olhei seus pés tentando saber seus passos
Mas uma sandália de brilhantes me ofuscou
Olhei-a nos olhos tentando ouvir seus sonhos
E vi na projeção do tempo uma interseção
Agora ainda bloqueada pelas horas limitantes
Um universo se formou em nossos pensamentos
Verbalmente ainda não compartilhado
Mas o que são palavras nestas horas
Diante da grandeza da alma e seus desígnios
Acredito que em tudo há um propósito
E nisso com certeza não estou errado
Recife,24 de julho de 2010
...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
226> A MÁSCARA DOURADA
Alguém cantava algo ao lado das escadarias
La fora relâmpagos de lagrimas caídas
A ventania gritava alto seu tormento
Mas a canção era vigorosa e vibrante
Cristais espalhados e folhas por toda parte
Subi em direção ao sentido da vida
Sem ao menos saber o que era a vida
Vigorosa respiração de um búfalo no inverno
Vencendo o caos e a força da natureza
Assim foi dito pelo ancião Pé de Corvo
Perguntas que jamais devem ser feitas
Sob o perigo de se perder em respostas
Labirintos mortíferos de Minos sem Ariadne
A bela arquitetura das lapides de mármore
Avisos legítimos sobre a temporalidade
Códigos que contam a mesma historia
Religiosos que se dividem por nomes
Espelhos das divisões do ser humano
Olhos que só enxergam letras em papiro
E tolos que os veneram porisso
O sol iluminava indiscriminadamente
O ar preenchia completamente os espaços vazios
Mas a humanidade sufocava nas trevas
A privação induzida talvez já na origem
A existência era infinita porem em capítulos
Como é lindo o guizo das cascavéis
Ultima fronteira entre dois comportamentos
Como é perfeito o semblante das crianças
Ultima lembrança da unidade primordial
Antes da máscara dourada dos ancestrais
Recife,22 de julho de 2010
La fora relâmpagos de lagrimas caídas
A ventania gritava alto seu tormento
Mas a canção era vigorosa e vibrante
Cristais espalhados e folhas por toda parte
Subi em direção ao sentido da vida
Sem ao menos saber o que era a vida
Vigorosa respiração de um búfalo no inverno
Vencendo o caos e a força da natureza
Assim foi dito pelo ancião Pé de Corvo
Perguntas que jamais devem ser feitas
Sob o perigo de se perder em respostas
Labirintos mortíferos de Minos sem Ariadne
A bela arquitetura das lapides de mármore
Avisos legítimos sobre a temporalidade
Códigos que contam a mesma historia
Religiosos que se dividem por nomes
Espelhos das divisões do ser humano
Olhos que só enxergam letras em papiro
E tolos que os veneram porisso
O sol iluminava indiscriminadamente
O ar preenchia completamente os espaços vazios
Mas a humanidade sufocava nas trevas
A privação induzida talvez já na origem
A existência era infinita porem em capítulos
Como é lindo o guizo das cascavéis
Ultima fronteira entre dois comportamentos
Como é perfeito o semblante das crianças
Ultima lembrança da unidade primordial
Antes da máscara dourada dos ancestrais
Recife,22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
225> UMA PRECE PARA INANNA

Os vales secos e pedregulhosos entre rios
Caminhada solitária na noite enluarada
Varias luas moveis e vários caminhos
Aquele rosto celeste com fitas nos cabelos
Pele úmida e fresca como a idade do mundo
Teus contos foram contados nos quatro cantos
Soube-se de tua beleza ate nas terras Incas
Onde as cidades abrem-se para as nuvens
Perto das portas aquáticas do Tilmun
Varias linhas nas encostas do oceano
O faraó escreveu teu nome junto ao disco
Entregou-te as legiões de Anúbis para servi-la
Pois viu uma única vez teu reflexo no Nilo
Quando fugia da fúria áurea de teu primo
Ainda rezamos junto a nosso pai, teu avô
Os ventos não apagaram tua passagem
Ainda se anseia o teu balsâmico retorno
Acredito na luzes que riscam os céus
Sinais incontestáveis da tua presença
Para mais uma vez revogar nossa sentença
Recife,20 de julho de 2010
Gravura by Katlyn Breene
224> LÍRIOS DE FOGO BRANCO *
Meus irmãos os filhos da integração total
Sussurrando historias de tempos de outrora
Viajaram de onde vos dizeis ser longe
Em um tempo que também direis passado
Puros como aquele inseto em minha janela
Os que te ensinarão a ver sem mente
E te dirão como dizer sem palavras
Onde antes tudo parecia solido
Onde antes tudo parecia real
O estar e saber em todos os lugares
Só depende das lentes que escolheis
Vossas mentes projetam vosso mundo
Se passado, presente e futuro se encontram
Então todos os lugares possíveis são ilusórios
Se nas Plêiades é verão, eu sei
Se há dor em meus irmãos, eu saberei
E quando tudo se projetou, eu soube
Nas ondas de uma gota que cai na água
Hora de despir a mascara dourada
Forjada na mais bela Andrômeda
A teia que une e embaraça tua dimensão
Holograma de três raios da realidade
Veja o quinto raio eclodir como lírios
Ainda tímidos como brotos na primavera
Qual será vossa real imagem
Se tudo não é o que parecer ser?
Qual será o nosso destino final
Se tudo flui, se encontra e se uni?
De repente tudo se torna grande
De repente tudo se torna único
Pois esse de repente sempre foi
E também sempre o será
Recife(astral),20 de julho de 2010
Sussurrando historias de tempos de outrora
Viajaram de onde vos dizeis ser longe
Em um tempo que também direis passado
Puros como aquele inseto em minha janela
Os que te ensinarão a ver sem mente
E te dirão como dizer sem palavras
Onde antes tudo parecia solido
Onde antes tudo parecia real
O estar e saber em todos os lugares
Só depende das lentes que escolheis
Vossas mentes projetam vosso mundo
Se passado, presente e futuro se encontram
Então todos os lugares possíveis são ilusórios
Se nas Plêiades é verão, eu sei
Se há dor em meus irmãos, eu saberei
E quando tudo se projetou, eu soube
Nas ondas de uma gota que cai na água
Hora de despir a mascara dourada
Forjada na mais bela Andrômeda
A teia que une e embaraça tua dimensão
Holograma de três raios da realidade
Veja o quinto raio eclodir como lírios
Ainda tímidos como brotos na primavera
Qual será vossa real imagem
Se tudo não é o que parecer ser?
Qual será o nosso destino final
Se tudo flui, se encontra e se uni?
De repente tudo se torna grande
De repente tudo se torna único
Pois esse de repente sempre foi
E também sempre o será
Recife(astral),20 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
223> UMA MANHÃ DE INVERNO

Se todas as manhãs fossem como esta
Cheias de renovadora vitalidade implícita
As arvores se dobram felizmente ao vento
Folhas desprendem-se dando lugar a outras
Um manto seco recobre o chão úmido
Naquele estranho transporte vi a orla
Como uma fita estendida lentamente
Não temo mais a matilha raivosa
E afinal quem estava tocando violino?
Acordo mais cedo e a vida me espera
Observo o ventre daquela mulher
A natureza se espelha em um nascimento
Não deixe seus sonhos mais ternos
Acabarem em uma noite escura
Tantas perguntas e poucas respostas
E tantas respostas para uma só pergunta
Assim seguimos e assim sempre seremos
Sombras dançantes de arvores no inverno
Poeiras varridas nos campos de verão
Recife,18 de julho de 2010
222> TEATRO DAS HORAS INCERTAS
Os anos voaram antes de encontrar as trevas
Ninguém disse que estaríamos vivos para ver
Senti-me no colo de minha mãe novamente
Agora abrigado em uma parede de concreto
Escuto a agitação das naves em delta ao longe
Um piano cheio de esquecimento e sujeira
Tocava suas ultimas notas ainda audíveis
Uma alma cheia de angustia e remorso
Sentia seus últimos tormentos nessa hora
Sem desvios o rio prossegue seu curso
Alheio as construções erguidas ao seu lado
Ora mais lento ora mais ao sabor do mar
Assim como a queda de uma folha
Que dança, acelera e flutua no ar
A temperatura cai novamente no jardim
Entre e feche a janela fortemente
La fora só restou os desafortunados
Fantasmas em suas ultimas aparições
No implacável teatro das horas incertas
Recife,18 de julho de 2010
Ninguém disse que estaríamos vivos para ver
Senti-me no colo de minha mãe novamente
Agora abrigado em uma parede de concreto
Escuto a agitação das naves em delta ao longe
Um piano cheio de esquecimento e sujeira
Tocava suas ultimas notas ainda audíveis
Uma alma cheia de angustia e remorso
Sentia seus últimos tormentos nessa hora
Sem desvios o rio prossegue seu curso
Alheio as construções erguidas ao seu lado
Ora mais lento ora mais ao sabor do mar
Assim como a queda de uma folha
Que dança, acelera e flutua no ar
A temperatura cai novamente no jardim
Entre e feche a janela fortemente
La fora só restou os desafortunados
Fantasmas em suas ultimas aparições
No implacável teatro das horas incertas
Recife,18 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
221> UMA CARTA NÃO ENVIADA
Nunca esperei esses caminhos fossem paralelos
Ao ponto de dos olhares estarem sempre fixos
E todo prazer que pude ter nunca esteve à vista
Escondido num balanço de brinquedo infantil
Ou na leveza do teu corpo sob as ondas do mar
Não importa o que saiu errado no nosso orgulho
Se o peso de toda cobrança veio da infância
Tentando ser o príncipe e a princesa desse reino
Um trono repleto de factóides fieis tão infiéis
Entristece-me ainda sua tristeza sempre velada
E nunca ter lapidado esses dois diamantes
Com a chama que você ascendeu em minhalma
Perdi a minha imagem dentro daqueles olhos
Despertando emoções impossíveis de se lidar
Acredite-me que nada estava previsto
Pelo menos pela minha ignorância
Nada posso dizer a respeito do destino
Nada mais posso fazer neste caminho
Que seu retrato nessa vida traçou
Agora tudo que dissermos virou ontem
Toda tentativa desavisada se converte em dor
E me fizeste crer mais, muito mais em mim
Marcas que resistem aos piores tempos
Marcas que resistirão a essa existência
Recife,16 de julho de 2010
Ao ponto de dos olhares estarem sempre fixos
E todo prazer que pude ter nunca esteve à vista
Escondido num balanço de brinquedo infantil
Ou na leveza do teu corpo sob as ondas do mar
Não importa o que saiu errado no nosso orgulho
Se o peso de toda cobrança veio da infância
Tentando ser o príncipe e a princesa desse reino
Um trono repleto de factóides fieis tão infiéis
Entristece-me ainda sua tristeza sempre velada
E nunca ter lapidado esses dois diamantes
Com a chama que você ascendeu em minhalma
Perdi a minha imagem dentro daqueles olhos
Despertando emoções impossíveis de se lidar
Acredite-me que nada estava previsto
Pelo menos pela minha ignorância
Nada posso dizer a respeito do destino
Nada mais posso fazer neste caminho
Que seu retrato nessa vida traçou
Agora tudo que dissermos virou ontem
Toda tentativa desavisada se converte em dor
E me fizeste crer mais, muito mais em mim
Marcas que resistem aos piores tempos
Marcas que resistirão a essa existência
Recife,16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
220> O DEGRAU

Minhas lagrimas não são mais minhas
Refletem os anos que se perderam
Na nevoa da ignorância humana
Só vindo à tona no leito de morte
Após a vida parecer um sonho
Choro por todos os holocaustos humanos
Com o pesar dos que por ele tombaram
Milênios depois da hedionda hidra
Não rastejar mais nas terras do meio
Rubras manchas nos signos dourados
A tórrida espada do degrau
E a fria lamina dos espectros
Historias de servidão e vazios
Que venha o destino grau em grau
À noite esta por demais escura
Ainda estamos isolados, mas protegidos
Ate onde a única lei determina
Unidos diante da impensada cena
Lagrimas de sangue vertidas
Pelos grandes aos teus pés
Recife,15 de julho de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
terça-feira, 13 de julho de 2010
219> JARDIM DOS VENTOS ELÍSIOS
Gostava de bailar com as vestes ao vento
Um piso de mármore em formato xadrez
Delineava abruptamente a fronteira da relva
E ali se dava os mais serenes encontros
Naquele tabuleiro com pilastras nos cantos
Então se sente e ouça a sinfonia das harpas
Uma gargalhada feminina e uma taça caída
Um néctar escarlate rompeu o bi-cromatico
E na fenda pude ver os rios e vales abaixo
Imediatamente o vento selou a abertura
Um pássaro de luz vibrante se mostrou
Às vezes parecia só um foco incandescente
Seu sonoro canto causou profundo silencio
Eis o bem chegado mensageiro do sol
Gire o mundo que gira ao seu redor
No fim da madrugada tudo esta desfeito
A atmosfera agita os pessegueiros
Nós iremos mais uma vez mergulhar
Na parte mais densa desta existência
Para depois voltar ao Jardim dos Ventos
Recife,13 de julho de 2010
Um piso de mármore em formato xadrez
Delineava abruptamente a fronteira da relva
E ali se dava os mais serenes encontros
Naquele tabuleiro com pilastras nos cantos
Então se sente e ouça a sinfonia das harpas
Uma gargalhada feminina e uma taça caída
Um néctar escarlate rompeu o bi-cromatico
E na fenda pude ver os rios e vales abaixo
Imediatamente o vento selou a abertura
Um pássaro de luz vibrante se mostrou
Às vezes parecia só um foco incandescente
Seu sonoro canto causou profundo silencio
Eis o bem chegado mensageiro do sol
Gire o mundo que gira ao seu redor
No fim da madrugada tudo esta desfeito
A atmosfera agita os pessegueiros
Nós iremos mais uma vez mergulhar
Na parte mais densa desta existência
Para depois voltar ao Jardim dos Ventos
Recife,13 de julho de 2010
218> A LEI
O mar se estendia ate o horizonte visível
Revolto após chuvas quase apocalípticas
Faixas bem definidas de cores saturadas
Entulhos e argila do interior da terra
Campos de ação com um fim purificador
Muitos eram os prantos perante a lei
Ela não se comove com vosso sangue
Ela não gera nem destrói e sim recicla
Uma estrada sem acostamento nem beira
Alem dela tudo são abismo e trevas
Cavaleiros e exércitos os sagazes executores
Um cálice cheio e um crânio vazio
Uma balança que nunca pende ou se dobra
O maestro de uma sinfonia silenciosa
Bem aventurança dos famintos por justiça
Implacável, cruel, e outros falsos nomes
A grande mestra e nós seus escravos
Mistérios, fúrias e a natureza a servi-la
Assim como era no único principio
E assim será por todos os séculos
Recife,13 de julho de 2010
Aplicavel em todo o universo conhecido e desconhecido ...
Revolto após chuvas quase apocalípticas
Faixas bem definidas de cores saturadas
Entulhos e argila do interior da terra
Campos de ação com um fim purificador
Muitos eram os prantos perante a lei
Ela não se comove com vosso sangue
Ela não gera nem destrói e sim recicla
Uma estrada sem acostamento nem beira
Alem dela tudo são abismo e trevas
Cavaleiros e exércitos os sagazes executores
Um cálice cheio e um crânio vazio
Uma balança que nunca pende ou se dobra
O maestro de uma sinfonia silenciosa
Bem aventurança dos famintos por justiça
Implacável, cruel, e outros falsos nomes
A grande mestra e nós seus escravos
Mistérios, fúrias e a natureza a servi-la
Assim como era no único principio
E assim será por todos os séculos
Recife,13 de julho de 2010
Aplicavel em todo o universo conhecido e desconhecido ...
sábado, 10 de julho de 2010
217> HEMISARÊ
E deles ouvi suas historias milenares
Suas glorias e suas ruínas nesta senda
Seus segredos agora são revelados
O sangue que macula e o que liberta
As lágrimas que revoltam e as de luz
Os instintos ora divinos ora bestiais
Um trono à esquerda e seus reis
Um salto para uma nova vida
Tormentos se transformam em força
Os fatos não são o que parecem
Nas memórias de um escolhido
Mas por todos escolhido
O alto preço de toda luxuria
As manchas de sangue humano
Nunca mais, nunca mais
Odiado príncipe e o pesar da lei
Preces veladas para os da luz
Recordações e lições das trevas
Recife,Meu aniversario em 2010
Suas glorias e suas ruínas nesta senda
Seus segredos agora são revelados
O sangue que macula e o que liberta
As lágrimas que revoltam e as de luz
Os instintos ora divinos ora bestiais
Um trono à esquerda e seus reis
Um salto para uma nova vida
Tormentos se transformam em força
Os fatos não são o que parecem
Nas memórias de um escolhido
Mas por todos escolhido
O alto preço de toda luxuria
As manchas de sangue humano
Nunca mais, nunca mais
Odiado príncipe e o pesar da lei
Preces veladas para os da luz
Recordações e lições das trevas
Recife,Meu aniversario em 2010
216> ANIVERSÁRIO NO CAMPO-SANTO
Aquele toque de ternura que todos compartilham
Cheio de mensagens de esperança, fé e gratidão
O mesmo eu que destrói sistemas e padrões
Que sempre viu de longe as formalidades humanas
Agora reconheço o brinde a nossa chegada a vida
Reencontro com aqueles que o tempo tomou
Com aqueles que vento levou
Com aqueles que o espaço nunca afastou
E sobre tudo a tão excelsa visita de um anjo
O libertador de almas a me presentear
Uns comemoram a chegada e choram a partida
E me vejo novamente com os guardiões
E me vejo novamente no campo-santo
Saúdo aqueles que trabalham em silencio
E agora vejo a ordem a todo o momento
Recife,Meu aniversário em 2010
Aos que nunca comemoraram um aniversário em um cemitério nem nunca receberam nesta data um presente do anjo da morte fica o aviso : nada é por acaso ...
Cheio de mensagens de esperança, fé e gratidão
O mesmo eu que destrói sistemas e padrões
Que sempre viu de longe as formalidades humanas
Agora reconheço o brinde a nossa chegada a vida
Reencontro com aqueles que o tempo tomou
Com aqueles que vento levou
Com aqueles que o espaço nunca afastou
E sobre tudo a tão excelsa visita de um anjo
O libertador de almas a me presentear
Uns comemoram a chegada e choram a partida
E me vejo novamente com os guardiões
E me vejo novamente no campo-santo
Saúdo aqueles que trabalham em silencio
E agora vejo a ordem a todo o momento
Recife,Meu aniversário em 2010
Aos que nunca comemoraram um aniversário em um cemitério nem nunca receberam nesta data um presente do anjo da morte fica o aviso : nada é por acaso ...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
215> EM QUALQUER LUGAR
Pensamos não precisar um do outro
Mãos dadas com o novo destino
Fingimos ser tão adultos
Ao ponto de nem falar de amor
No ultimo ato não esperamos aplausos
No tato estamos vendados
Em qualquer lugar na terra
Ainda há tempo para um sorriso
Uma singela reverencia no olhar
E aqueles que deixamos para trás
Na marcha de destinos distintos
Pedaços de nós mesmo que se vão
O coração bate aqueles nomes
Em qualquer lugar que formos
A sombra que deixa a terra
Exatamente com sol poente
O corpo que deixa a alma
Precisamente com a noite
A dor egoísta dos que ficaram
Une os seres como um só
Em qualquer lugar além
Recife,7 de julho de 2010
Reflexões sobre o significado da morte no nosso tempo
Mãos dadas com o novo destino
Fingimos ser tão adultos
Ao ponto de nem falar de amor
No ultimo ato não esperamos aplausos
No tato estamos vendados
Em qualquer lugar na terra
Ainda há tempo para um sorriso
Uma singela reverencia no olhar
E aqueles que deixamos para trás
Na marcha de destinos distintos
Pedaços de nós mesmo que se vão
O coração bate aqueles nomes
Em qualquer lugar que formos
A sombra que deixa a terra
Exatamente com sol poente
O corpo que deixa a alma
Precisamente com a noite
A dor egoísta dos que ficaram
Une os seres como um só
Em qualquer lugar além
Recife,7 de julho de 2010
Reflexões sobre o significado da morte no nosso tempo
214> SEGUNDO ANDAR

Uma cadeira no segundo andar em ruínas
Só o facho de luar e minha sombra
A varanda e seu grande arco dourado
Limite entre o lúdico e o urbano
Podia ver o lugar dos que já se foram
Conclusões e novas definições
Algumas emoções
Noite a fora com os enfermos
De corpo e os de alma também
Assistindo o final de vários filmes
Alguém atravessa a porta
Sei que tenho de entrar
Para assisti-los sair
Por outra porta bem diferente
Mas com o mesmo destino
Recife,7 de julho de 2010
No segundo andar em reforma esta a UTI do H. Maria Lucinda, palco do "fim de varios filmes" mas os personagens permanecem ... ao menos na minha mémoria assim como eu na deles ...
213> MONÇÕES DO NOSSO TEMPO
Olho para trás, mas o passado estava à frente
As sinuosidades sempre serão quase iguais
Espatifado após o grande encontro consigo
Usando o falho tato ao caminhar no escuro
Embriagados em lembranças inexistentes...
Procurou pelo filho, mas ainda era filho
Chorava barganhando sínicos sorrisos
Sempre o equilibrista de mundos fictícios
Mas já era tarde e chuva se aproxima
Entre e venha aquecer nossa dor
E se eu mantivesse a esperança,
Vendo a luz abandonar minha janela?
Mas o sol nem sempre vem no verão
E como um desprevenido na rua
Sou tomado por aqueles ventos
Com a alma varrida e solitária
Nu em pensamentos e idéias
Não me entregarei mais uma vez
Vendo os acontecimentos do meu tempo
Prefiro a chuva em minha face
Recife,7 de julho de 2010 (conclusão)
Tambem postado na Fabrica de Letras
As sinuosidades sempre serão quase iguais
Espatifado após o grande encontro consigo
Usando o falho tato ao caminhar no escuro
Embriagados em lembranças inexistentes...
Procurou pelo filho, mas ainda era filho
Chorava barganhando sínicos sorrisos
Sempre o equilibrista de mundos fictícios
Mas já era tarde e chuva se aproxima
Entre e venha aquecer nossa dor
E se eu mantivesse a esperança,
Vendo a luz abandonar minha janela?
Mas o sol nem sempre vem no verão
E como um desprevenido na rua
Sou tomado por aqueles ventos
Com a alma varrida e solitária
Nu em pensamentos e idéias
Não me entregarei mais uma vez
Vendo os acontecimentos do meu tempo
Prefiro a chuva em minha face
Recife,7 de julho de 2010 (conclusão)
Tambem postado na Fabrica de Letras
terça-feira, 6 de julho de 2010
212> TEORIA DA GÊNESE DIMENSIONAL

Certa manhã acordei em um templo abandonado
Só o som de cordas harmônicas vibrava
E o universo foi reproduzido fielmente
O que era foi e será em todas as possibilidades
Um instrumento sonoro gerava mundos
Manifestações de vibrações que eram integradas
Nada era solido e nem energia possuía
Algo pulsava em intervalos determinados
Antes de existir algo mensurável
Vários horizontes de eventos se cruzavam
Varias dimensões acima se via a ordem
Um átomo não sabe o objeto que esta formando
O objeto não pode ver, saber ou sentir os átomos
Pensamentos e lembranças são codificações
Imprensas em absolutamente nada
Mais existem
E onde então existem?
E por que então existem?
Na quinta dimensão encontrei pescadores
Pesquei também um gigantesco polvo
Uma simples e frágil linha tridimensional
Quase bidimensional
Reteve o titã enquanto era apoiada em anteparos
Dando voltas sobre voltas nos rochedos cônicos
Mas sua cabeça parecia vertebrada
Algo como uma serpente
Acabou por tombar serene e previsivelmente
Mas não era tão simples
A criatura se desfez numas miríades de espirais
Algo inexplicável, incontável e incompreensível
E algo me fez retornar a terceira dimensão
E me fez ver a existência de outras leis
E me fez saber da existência de outros seres
E me fez conhecer outros improváveis mundos
E o infinito separa o improvável do inexistente
E nesse espaço residia todo o segredo
Algo espreitava neste intervalo,
Estava fora da linha, acima do plano e fora do cubo
E também não se movia no tempo
Estava alem da curva
Era um ponto, assim como o universo já o fora
Estava esperando alem da singularidade
Eis porque o caos virá estrelas
Eis porque os vazios parecem sólidos
Eis porque algo esta em tudo e tudo é esse algo
Recife(astral),6 de julho de 2010
Imagem com direitos autorais na mesma.
211> PECADO ORIGINAL
Arde em desejo de nascer e começar
O pulso primordial é o desejo de existir
Esta antes de tudo ser formado
Esta antes e ao mesmo tempo é tudo
Quero ser sempre eu e não o sou
Eu digo
Quero nunca me dividir sendo dividida
Diz a partícula
Somos o desejo de Deus por isso somos puros
Mas nossos desejos não o são
E deuses distorcidos são criados
E então desejamos ser imortais sendo imortais
Frutos de um desejo agora também têm desejos
Mas só a uno pode ter desejos
O erro primário chamado de pecado original
A fonte de todo medo e toda dor
Recife,6 de julho de 2010
O pulso primordial é o desejo de existir
Esta antes de tudo ser formado
Esta antes e ao mesmo tempo é tudo
Quero ser sempre eu e não o sou
Eu digo
Quero nunca me dividir sendo dividida
Diz a partícula
Somos o desejo de Deus por isso somos puros
Mas nossos desejos não o são
E deuses distorcidos são criados
E então desejamos ser imortais sendo imortais
Frutos de um desejo agora também têm desejos
Mas só a uno pode ter desejos
O erro primário chamado de pecado original
A fonte de todo medo e toda dor
Recife,6 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
210> ENSAIOS DA ALMA
Angustia que desequilibra as almas
Escondida onde não se poder ver
Eis porque muitos fogem de si
Palavras não podiam esclarecer
Planos desfeitos nas redes da vida
Afogados no mar de uma existência
Incompreendida
Unidades complexas e tão simples
Partes de universo que se chocam
Em fim o que nos cegou por séculos?
A vida assume uma face terrível
Pois a luz tem seu espectro visível
Os julgamentos tem o espectro humano
Sempre limitado
Frutos das divisões criadas para explicar
Assim toda ordem parece estar desabando
E só o caos salta-nos a percepção
Quando a dualidade é a única lógica
Criando um mar de seres desfigurados
Despencando no profundo abismo da dor
Prontos para serem novamente exilados
Após anos de avisos os sábios se calam
Dias, anos, séculos, agora tanto faz
Pois nosso tempo é ainda unidirecional
Alguns médicos e tantas feridas
Nesta guerra com poucas batalhas vencidas
Separados dos demais por milênios
Estamos nós as perplexas testemunhas
Recife,4 de julho de 2010
Escondida onde não se poder ver
Eis porque muitos fogem de si
Palavras não podiam esclarecer
Planos desfeitos nas redes da vida
Afogados no mar de uma existência
Incompreendida
Unidades complexas e tão simples
Partes de universo que se chocam
Em fim o que nos cegou por séculos?
A vida assume uma face terrível
Pois a luz tem seu espectro visível
Os julgamentos tem o espectro humano
Sempre limitado
Frutos das divisões criadas para explicar
Assim toda ordem parece estar desabando
E só o caos salta-nos a percepção
Quando a dualidade é a única lógica
Criando um mar de seres desfigurados
Despencando no profundo abismo da dor
Prontos para serem novamente exilados
Após anos de avisos os sábios se calam
Dias, anos, séculos, agora tanto faz
Pois nosso tempo é ainda unidirecional
Alguns médicos e tantas feridas
Nesta guerra com poucas batalhas vencidas
Separados dos demais por milênios
Estamos nós as perplexas testemunhas
Recife,4 de julho de 2010
209> PEDAÇOS DE PASSADO
Uma reunião a portas fechadas
Eu e todas as minhas partes
Um único som e uma única luz
Ídolos do passado
Ícones do presente
Todos juntos a meia noite
Procurando por sinais no chão
Fotos velhas e cartas antigas
As maravilhosas historias do meu avô
O livro proibido no quarto fechado
E tudo sobrevive na memória
Deixo tudo como esta
Cantando para a chuva
Tantos anos se passaram
Todos cresceram no seu tempo
E alguns já se foram
Não vejo mais os cães pastores
Mas escuto a cadeira de balanço
Que embalou minha infância
Recife,4 de julho de 2010
Eu e todas as minhas partes
Um único som e uma única luz
Ídolos do passado
Ícones do presente
Todos juntos a meia noite
Procurando por sinais no chão
Fotos velhas e cartas antigas
As maravilhosas historias do meu avô
O livro proibido no quarto fechado
E tudo sobrevive na memória
Deixo tudo como esta
Cantando para a chuva
Tantos anos se passaram
Todos cresceram no seu tempo
E alguns já se foram
Não vejo mais os cães pastores
Mas escuto a cadeira de balanço
Que embalou minha infância
Recife,4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
208> CRÔNICAS DE UR

Foram acesos os faróis do futuro
A suméria nunca teve um mar
Deixe aqueles rios se encontrarem
Seus Deuses pareciam levitar
As mil e varias historias de Ur
Que a poeira teima em apagar
Recordações não vão nos contar
A força em uma nação inteira
Leio e releio as paginas de barro
De um lado o Genesis
Do outro os Vedas
Cidades calcinadas e a brisa do mar
Raios que descem e corpos que sobem
Ouro e servidão seria o pagamento
Ante a suprema engenharia
Mas não divina
Eles não eram deuses
Eles eram os pais
E os pais não são donos dos filhos
E no fim de tamanha heresia
O mesmo destino de Cronos...
Recife,3 de julho de 2010
Foto da web
terça-feira, 29 de junho de 2010
207> MELINA

Chegava cedo para ve-la entrar
Linda como meu mundo
Eu a via sorrir no recreio
Observando as ondas do mar
Cantigas juninas e a timidez
O destino e suas peças
O vestido amarelo,
E os seus cabelos
Dois pedaços do sol
Minha primeira dança
Toda manhã regava minha flor
Toda a noite com ela me casava
Eu acho que ela sabia
Eu só acho que ela hoje não sabe
Que a procuro desde 1981
Nos rostos de todas as mulheres
Nos mais belos sorrisos matinais
Nas varandas de todas as janelas
Em todos os contos de fada
Em tudo que se pode amar
Mesmo devendo a tudo amar
Onde esta minha Melina
Com o cabelo dourado?
De quem será minha Melina
Com o seu sorriso encantado?
Meu mais puro amor
Meu primeiro amor
Recife,29 de junho de 2010
Melina estudou comigo em 1981 em um colegio chamado Souza Leão. Foi o meu mais perfeito molde para o amor e ate hoje esta comigo onde quer que eu esteja...
Linda como meu mundo
Eu a via sorrir no recreio
Observando as ondas do mar
Cantigas juninas e a timidez
O destino e suas peças
O vestido amarelo,
E os seus cabelos
Dois pedaços do sol
Minha primeira dança
Toda manhã regava minha flor
Toda a noite com ela me casava
Eu acho que ela sabia
Eu só acho que ela hoje não sabe
Que a procuro desde 1981
Nos rostos de todas as mulheres
Nos mais belos sorrisos matinais
Nas varandas de todas as janelas
Em todos os contos de fada
Em tudo que se pode amar
Mesmo devendo a tudo amar
Onde esta minha Melina
Com o cabelo dourado?
De quem será minha Melina
Com o seu sorriso encantado?
Meu mais puro amor
Meu primeiro amor
Recife,29 de junho de 2010
Melina estudou comigo em 1981 em um colegio chamado Souza Leão. Foi o meu mais perfeito molde para o amor e ate hoje esta comigo onde quer que eu esteja...
sábado, 26 de junho de 2010
206> O CAMPO DAS NUVENS E O PORTÃO DE FOGO
Imerso em alvas nuvens atemporais
Esta o campo dos bem aventurados
Uma pausa para meditar e planejar
Flautas ecoam no vento etéreo
Lembranças condensam-se em gotas
Esferas que refletem nosso mundo
Lar de nossa prisão e liberdade
Um evento solene de tempos em tempos
Passagens só abertas momentaneamente
Paisagens só perceptíveis para poucos
Bem vindos ao lugar dos que já se foram
Bem vindo ao templo dos que retornaram
Bem aventurados são todos os seres
Guardiões destas lembranças
Clarões irrompem ao longe em fagulhas
Outra carruagem incandescente apresenta-se
Através da anti-materia mundos eram criados
E não estamos mais no mesmo lugar
Os raios gamas e suas novas cores
Todo o receio do portão de fogo
O único fim possível para a alma
Em verdade quem vê é a mente
E como ver o inconcebível?
Um fóton não percebe o raio de luz
Mesmo o raio no qual ele pertence
Somos uma pincelada no imenso quadro
Que nem mesmo podemos ver
Ironicamente o definimos como caos
O artista maior não é impessoal
Sua pessoa transcende para sempre
Nossos traços tão grosseiros
Lembro dos escritos nas paredes
Ainda vejo o distante mosteiro no Laos
Toda fuligem dessa dimensão que cega
Toda a inevitável dor que nos cerca
Recife, 26 de junho de 2010
Esta o campo dos bem aventurados
Uma pausa para meditar e planejar
Flautas ecoam no vento etéreo
Lembranças condensam-se em gotas
Esferas que refletem nosso mundo
Lar de nossa prisão e liberdade
Um evento solene de tempos em tempos
Passagens só abertas momentaneamente
Paisagens só perceptíveis para poucos
Bem vindos ao lugar dos que já se foram
Bem vindo ao templo dos que retornaram
Bem aventurados são todos os seres
Guardiões destas lembranças
Clarões irrompem ao longe em fagulhas
Outra carruagem incandescente apresenta-se
Através da anti-materia mundos eram criados
E não estamos mais no mesmo lugar
Os raios gamas e suas novas cores
Todo o receio do portão de fogo
O único fim possível para a alma
Em verdade quem vê é a mente
E como ver o inconcebível?
Um fóton não percebe o raio de luz
Mesmo o raio no qual ele pertence
Somos uma pincelada no imenso quadro
Que nem mesmo podemos ver
Ironicamente o definimos como caos
O artista maior não é impessoal
Sua pessoa transcende para sempre
Nossos traços tão grosseiros
Lembro dos escritos nas paredes
Ainda vejo o distante mosteiro no Laos
Toda fuligem dessa dimensão que cega
Toda a inevitável dor que nos cerca
Recife, 26 de junho de 2010
205> AURORAS
Quem sabe ondes as estradas se cruzam
Onde os corações batem juntos
Onde a luz do sol é uniforme
Quem dirá o caminho a seguir
O caminho de volta para casa
Agora um novo dia acaba de nascer
Multiplicado por impressões sensoriais
A lógica se torna parte de um jardim
Multicolorido
Mas o inverno acabou de chegar
E agora varre as folhas secas
Percorrendo os campos que sonhei
As florestas que plantei
As flores que reguei
Eu me lembro
Eu me lembro
E como haveria de esquecer
Todas aquelas auroras
Se virem e voltem para a luz
Antes da cegueira e da escuridão
Estas estepes são tão solitárias
Durante toda a noite
Durante toda uma vida
Recife,26 de junho de 2010
Onde os corações batem juntos
Onde a luz do sol é uniforme
Quem dirá o caminho a seguir
O caminho de volta para casa
Agora um novo dia acaba de nascer
Multiplicado por impressões sensoriais
A lógica se torna parte de um jardim
Multicolorido
Mas o inverno acabou de chegar
E agora varre as folhas secas
Percorrendo os campos que sonhei
As florestas que plantei
As flores que reguei
Eu me lembro
Eu me lembro
E como haveria de esquecer
Todas aquelas auroras
Se virem e voltem para a luz
Antes da cegueira e da escuridão
Estas estepes são tão solitárias
Durante toda a noite
Durante toda uma vida
Recife,26 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
204> LEGADO DA ULTIMA QUEDA

Eclipsado dos observadores da via láctea
Estendido em um largo de estrelas
Vinha a lembrança do antigo lar
Humanos no lindo bosque sideral
Alguém cantou aquela canção
Típica dos que não estavam aqui
Conheci-vos a fim de amá-los
Suas paixões de magnitude avassaladora
Eis que são bem conhecidas no universo
Em todos os sinais que deixamos
Na ultima vinda dos astronautas
Agora quem irá me decifrar?
Estenda a mão e abra a mente
Como podemos não amar
Mesmo afogado por esse mal
Se eles foram nos assentar
Corpos não feitos para durar
Depois da ultima das quedas
Algo para sempre se lembrar
Os senhores que me deixaram
As chamas que nunca apagam
Tambores que ainda vibram
No sono me vejo a partir
No espelho vejo uma criança
Nem sempre a sorrir
Os dois filhos da mesma casa
Seus holocaustos e suas grandezas
Suas historias mal contadas
Agora que o fim se aproxima
Regido pela orquestra silenciosa
E nessa nova estrofe
Nós que os veremos partirem
Recife,21 de junho de 2010
DEDICADO a Giselle Itria em conversas de uma natureza não terrena ...
Pintura de Jan Boeckhorst
sábado, 19 de junho de 2010
203> ENTRE VALES
Duas arvores prismavam os raios solares
Equilibravam o ininterrupto vento serrano
Do alto da colina via-se os dois vales
Ouvia-se se um antigo puja indiano
Obviamente alem dos pássaros
A noite era mais profunda
E os dias mais suaves
Os sonhos tão reveladores
O espírito se erguia entre as paisagens
Tudo parecia mais distante
O ar azul a terra verde e o sol ouro
Uma alquimia ainda presente
Eis meu novo portal
Eis o novo lar de minhas lembranças
A leste os homens eram devoradores
A oeste as estradas perdiam-se sem fim
A salvo de tudo e, sobretudo de si
Escreviam-se os novos capítulos
E os mais belos
Planos de um novo mundo
O sentimento floresce como jasmins
Preparado para perfumar a nova era
Estável para vencer a única guerra
Gravatá-PE,19 de junho de 2010
Equilibravam o ininterrupto vento serrano
Do alto da colina via-se os dois vales
Ouvia-se se um antigo puja indiano
Obviamente alem dos pássaros
A noite era mais profunda
E os dias mais suaves
Os sonhos tão reveladores
O espírito se erguia entre as paisagens
Tudo parecia mais distante
O ar azul a terra verde e o sol ouro
Uma alquimia ainda presente
Eis meu novo portal
Eis o novo lar de minhas lembranças
A leste os homens eram devoradores
A oeste as estradas perdiam-se sem fim
A salvo de tudo e, sobretudo de si
Escreviam-se os novos capítulos
E os mais belos
Planos de um novo mundo
O sentimento floresce como jasmins
Preparado para perfumar a nova era
Estável para vencer a única guerra
Gravatá-PE,19 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
202> CASTELOS FALIDOS
Derramem todas lagrimas invisíveis sobre nós
Todos os sinais, profecias e profetas
Todos desprezados e esquecidos
Celebrem o império dos sentidos
Erguidos pelas sombras do ego coletivo
No passar dos séculos a verdade se perdeu
Selada onde nunca ousamos procurar
A pseudo-lógica holográfica do exterior
Vejo o umbral poeirento e frio
Lar das nossas melancólicas consciências
O inverno atinge seu ápice, pois tudo se move
Promessas apocalípticas, ansiedade inrevelada
O aroma da primavera nem todos sorverão
Ocaso das obras humanas e seus castelos falidos
Saltem a janela e venham ver um novo sol
Recife,16 de junho de 2010
Todos os sinais, profecias e profetas
Todos desprezados e esquecidos
Celebrem o império dos sentidos
Erguidos pelas sombras do ego coletivo
No passar dos séculos a verdade se perdeu
Selada onde nunca ousamos procurar
A pseudo-lógica holográfica do exterior
Vejo o umbral poeirento e frio
Lar das nossas melancólicas consciências
O inverno atinge seu ápice, pois tudo se move
Promessas apocalípticas, ansiedade inrevelada
O aroma da primavera nem todos sorverão
Ocaso das obras humanas e seus castelos falidos
Saltem a janela e venham ver um novo sol
Recife,16 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
201> ISHVARA
AQUELES NEUTRONS ERAM O SORRISO DAS ESTRELAS
PULSANDO COM SEUS EIXOS ALINHADOS
A LEMBRANÇA DE UM PASSADO MAJESTOSO
SERES MAIS ANTIGOS QUE O TEMPO
AS TESTEMUNHAS DA CRIAÇÃO DO PRAKRTI
NOSSOS CORAÇÕES REPETEM AQUELA MUSICA
ASSIM COMO TODOS OS ATOMOS
MAIS UM DIA PERFEITO NO UNIVERSO
NO LIMIAR DE NOSSAS IMPERFEIÇÕES
A PARTE SO CONCEBE O TODO COMO PARTE
VEJO A NEBLINA NA ESTRADA DA MONTANHA
E LA VEJO OUTROS SERES DESPERTOS
A SOLIDÃO DERRETEU-SE COMO AS DEMAIS ILUSÕES
E AGORA QUE SOU NADA, SOU TUDO
Recife,16 de junho de 2010
PULSANDO COM SEUS EIXOS ALINHADOS
A LEMBRANÇA DE UM PASSADO MAJESTOSO
SERES MAIS ANTIGOS QUE O TEMPO
AS TESTEMUNHAS DA CRIAÇÃO DO PRAKRTI
NOSSOS CORAÇÕES REPETEM AQUELA MUSICA
ASSIM COMO TODOS OS ATOMOS
MAIS UM DIA PERFEITO NO UNIVERSO
NO LIMIAR DE NOSSAS IMPERFEIÇÕES
A PARTE SO CONCEBE O TODO COMO PARTE
VEJO A NEBLINA NA ESTRADA DA MONTANHA
E LA VEJO OUTROS SERES DESPERTOS
A SOLIDÃO DERRETEU-SE COMO AS DEMAIS ILUSÕES
E AGORA QUE SOU NADA, SOU TUDO
Recife,16 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
200> ALFA
Uma diagonal determinava o canto
E foi assim na primeira vez
Não estou desiludido a esse ponto
Mas tudo parecia inevitável
O semblante que encontrei
Quando não mais procurei
Como Deus foi tão Deus
Ao delinear o que chamamos Amor
Ao abrigá-lo dentro de nós
Os solitários tão bem acompanhados
Como na infância tudo recomeçou
Será que ela brincará comigo?
Ou será que estaremos na ultima valsa?
E os passos seguem bem medidos
Em direção ao desconhecido...
Recife, 13 de junho de 2010
E foi assim na primeira vez
Não estou desiludido a esse ponto
Mas tudo parecia inevitável
O semblante que encontrei
Quando não mais procurei
Como Deus foi tão Deus
Ao delinear o que chamamos Amor
Ao abrigá-lo dentro de nós
Os solitários tão bem acompanhados
Como na infância tudo recomeçou
Será que ela brincará comigo?
Ou será que estaremos na ultima valsa?
E os passos seguem bem medidos
Em direção ao desconhecido...
Recife, 13 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
199> UM TANGO PARA HELENA
ENTÃO AS IMAGENS FLUIAM 102 ANOS DEPOIS
DOS PRIMEIROS SUSPIROS DO SECULO VINTE
SEDADA ELA DORMIA AS NOITES EM CLARO
BAILAVA COM SEUS MEDICOS DIVINOS
ÀS VEZES BAILAVA COMIGO..
GALOPAVA COM O VALENTE MESTRE
CAMPOS FLORIDOS
VIDAS FLORIDAS
FLORES QUE AMPAROU
FLORES QUE AMOU
TODOS VIERAM PARA O ULTIMO ADEUS
TODOS ACREDITARAM QUE SERIA O ULTIMO
E NÃO A VIAM SORRINDO,
NEM GALOPANDO,
NEM BAILANDO
É ASSIM QUE ME RECORDO
DAQUELA LUZ
NAQUELAS NOITES ESCURAS
Recife,13 de junho de 2010
Dedicado a Maria Helena Pereira que deixou esse mundo aos 102 anos sob imenso protesto dos que deixou... Uma porta se fecha para outra se abrir ... Em outro lugar !
DOS PRIMEIROS SUSPIROS DO SECULO VINTE
SEDADA ELA DORMIA AS NOITES EM CLARO
BAILAVA COM SEUS MEDICOS DIVINOS
ÀS VEZES BAILAVA COMIGO..
GALOPAVA COM O VALENTE MESTRE
CAMPOS FLORIDOS
VIDAS FLORIDAS
FLORES QUE AMPAROU
FLORES QUE AMOU
TODOS VIERAM PARA O ULTIMO ADEUS
TODOS ACREDITARAM QUE SERIA O ULTIMO
E NÃO A VIAM SORRINDO,
NEM GALOPANDO,
NEM BAILANDO
É ASSIM QUE ME RECORDO
DAQUELA LUZ
NAQUELAS NOITES ESCURAS
Recife,13 de junho de 2010
Dedicado a Maria Helena Pereira que deixou esse mundo aos 102 anos sob imenso protesto dos que deixou... Uma porta se fecha para outra se abrir ... Em outro lugar !
sexta-feira, 11 de junho de 2010
198> AZUL TURQUESA
PEIXE, IGUANAS E SEPENTES TODOS AZUIS
SEMENTES TURQUESA DAS PLEIADES
UNS MORTOS E OUTROS FUGINDO PARA O MAR
O IMPERDOAVEL LAPSO DO ZELADOR
E ASSIM NADA FICOU NOS REGISTROS
AQUELE BRILHO INDIGO TÃO DESAFIADOR
EMFIM OS FILHOS DO SELO DE SHIVA
CAMINHANDO EM UM OCEANO INTOLERANTE
OLHOS DE AGUIA PARA TUDO VER
OS ESTRANHO ENTRE OS ESTRANHOS
VEJO ESPUMAS NAS PRAIAS DE METANO
QUATRO ESTRELAS AINDA NOVAS
A QUINTA POSSUIA O MAIS BELO CRISTAL
REFLETIU NOSSAS ALMAS IMPERFEITAS
IMERSO NO SEU CAOS A NOVA PROMESSA
Recife,10 de junho de 2010
SEMENTES TURQUESA DAS PLEIADES
UNS MORTOS E OUTROS FUGINDO PARA O MAR
O IMPERDOAVEL LAPSO DO ZELADOR
E ASSIM NADA FICOU NOS REGISTROS
AQUELE BRILHO INDIGO TÃO DESAFIADOR
EMFIM OS FILHOS DO SELO DE SHIVA
CAMINHANDO EM UM OCEANO INTOLERANTE
OLHOS DE AGUIA PARA TUDO VER
OS ESTRANHO ENTRE OS ESTRANHOS
VEJO ESPUMAS NAS PRAIAS DE METANO
QUATRO ESTRELAS AINDA NOVAS
A QUINTA POSSUIA O MAIS BELO CRISTAL
REFLETIU NOSSAS ALMAS IMPERFEITAS
IMERSO NO SEU CAOS A NOVA PROMESSA
Recife,10 de junho de 2010
197> ODE A LAODICÉIA
EIS QUE ELE CHEGOU ATORMENTADO PELO TEMPO
COMO UM RAIO ADENTRA O RECINTO AINDA ESCURO
TROUXE-ME DE VOLTA A SEMENTE QUE PLANTEI
O FIZ TALVEZ POR PRECISAR DE CERTEZAS EXTERNAS
O PESO DE SABER SER IMORTAL NO TEMPO MORTAL
O LIMBO DE NÃO SER PERFEITO E NÃO SER MAU
ALGUNS EXISTEM, PERCEBEM E ALGUNS DIFEREM
QUANTOS DEMONIOS SE ATIRAM NOS CRUZAMENTOS
E OS MERGULHOS NOS INFERNOS DA CONSCIENCIA
AQUI ESTOU, AQUI ESTAMOS E AQUI FICAREMOS
E ONDE ESTA O SUOR E FRUTO DA MISSÃO
E ONDE ESTA A VERDADEIRA CLARIDADE
A PAZ DE DE ESPIRITO QUE NOS FOI ROUBADA
O CONDOR DOS ANDES OBSERVAVA OS SEUS
ESSAS PALAVRAS NÃO IMPORTAM MAIS
ESSES DIZERES JÁ NÃO CONSOLAM MAIS
O MUNDO COMO CONCEBEMOS DEIXOU-NOS
PAREI PARA OLHAR MINHA SOMBRA E ME VI
ALISTAREMO-NOS NOS EXERCITOS INVISIVEIS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR ESPELHOS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR OS OLHOS
A TOCHA QUE QUEIMA SERVIA PARA ILUMINAR
QUEIMAR É APENAS OUTRA ILUSÃO DE PODER
O COPO CHEIO E PESADO JÁ NÃO SERVIA
CHEIO DE NOS MESMOS E DE SABEDORIA
VIVEMOS E DORMIRMOS COM VARIOS EUS
AO INVEZ DE BATALHAR POR UM SO DEUS
Recife,26 de maio de 2010
COMO UM RAIO ADENTRA O RECINTO AINDA ESCURO
TROUXE-ME DE VOLTA A SEMENTE QUE PLANTEI
O FIZ TALVEZ POR PRECISAR DE CERTEZAS EXTERNAS
O PESO DE SABER SER IMORTAL NO TEMPO MORTAL
O LIMBO DE NÃO SER PERFEITO E NÃO SER MAU
ALGUNS EXISTEM, PERCEBEM E ALGUNS DIFEREM
QUANTOS DEMONIOS SE ATIRAM NOS CRUZAMENTOS
E OS MERGULHOS NOS INFERNOS DA CONSCIENCIA
AQUI ESTOU, AQUI ESTAMOS E AQUI FICAREMOS
E ONDE ESTA O SUOR E FRUTO DA MISSÃO
E ONDE ESTA A VERDADEIRA CLARIDADE
A PAZ DE DE ESPIRITO QUE NOS FOI ROUBADA
O CONDOR DOS ANDES OBSERVAVA OS SEUS
ESSAS PALAVRAS NÃO IMPORTAM MAIS
ESSES DIZERES JÁ NÃO CONSOLAM MAIS
O MUNDO COMO CONCEBEMOS DEIXOU-NOS
PAREI PARA OLHAR MINHA SOMBRA E ME VI
ALISTAREMO-NOS NOS EXERCITOS INVISIVEIS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR ESPELHOS
NÃO SERÁ MAIS PERMITIDO USAR OS OLHOS
A TOCHA QUE QUEIMA SERVIA PARA ILUMINAR
QUEIMAR É APENAS OUTRA ILUSÃO DE PODER
O COPO CHEIO E PESADO JÁ NÃO SERVIA
CHEIO DE NOS MESMOS E DE SABEDORIA
VIVEMOS E DORMIRMOS COM VARIOS EUS
AO INVEZ DE BATALHAR POR UM SO DEUS
Recife,26 de maio de 2010
196> RIO DA NÉVOA FOSFORESCENTE
Vamos amanhecer meu bruto diamante
Não sei como desertar destas fileiras
Um salto para longe desse inferno
Posso ver sua luz
Desejos de vidas distantes
Estenderei tapetes moveis
Uma rosa cobre as cicatrizes
Falavam em línguas estranhas
Nunca antes vi minha sombra
A pele fria em um corpo inerte
Como saberei se ainda estou vivo
Mas esperarei a hora de partir
Sem mentiras, contos e ilusões
Só ondas em um oceano seco
Daria minha vida de bom grado
Aquela nevoa fosforescentes no rio
Após o lago restrito para os viventes
Minha metáfora e meu Tilmun
Todos os meus mundos iluminados
Emanando pensamentos tangíveis
Agora habitarão todas as morada
Recife(astral),12 de maio de 2010
Não sei como desertar destas fileiras
Um salto para longe desse inferno
Posso ver sua luz
Desejos de vidas distantes
Estenderei tapetes moveis
Uma rosa cobre as cicatrizes
Falavam em línguas estranhas
Nunca antes vi minha sombra
A pele fria em um corpo inerte
Como saberei se ainda estou vivo
Mas esperarei a hora de partir
Sem mentiras, contos e ilusões
Só ondas em um oceano seco
Daria minha vida de bom grado
Aquela nevoa fosforescentes no rio
Após o lago restrito para os viventes
Minha metáfora e meu Tilmun
Todos os meus mundos iluminados
Emanando pensamentos tangíveis
Agora habitarão todas as morada
Recife(astral),12 de maio de 2010
195> CAVALEIRO DA ESTRADA SEM FIM
Observando atentamente as historias incontadas
Vejo todo um universo em uma fugaz bolha
Muros circulares como cercas vivas francesas
Decifráveis apenas pela altitude na perspectiva
Alguns sonhos são tão coletivos e repetitivos
Alguns são tão furtivos e singulares
Mas na totalidade rabiscos e ensaios poéticos
Retocam a pintura dourada das nossas vidas
Antes de adormecer alguém cerra os olhos
Mas a realidade continua desesperadamente
Agora apaguem as luzes e deixem a musica
Verei o céu explodir o telhado limitante
Muito já foi dito sobre a solidão que nos cerca
Algo pueril como o medo do escuro e da noite
Algo pueril que cria cruzes sem respostas
Maniqueísmo impõe uma felicidade coletiva
Posso sentir a organicidade das obvias reações
A mente dança entre os variados sentimentos
Vejo módulos que se movem de pessoa a pessoa
Depois escutar aquelas femininas vozes na noite
Quando possível é melhor sorrir e nunca mentir
Resgatando a ancestralidade das experiências
Atravessar a negra noite de olhos fechado
Exercer o direito divino a ter outros sentidos
Do alto da cela de veludo a passo de galope
O horizonte é mais distante e o mundo mais rápido
Do amanhecer da minha alma a passos lentos
O mundo é mais simples e a vida mais bela
Cavalgadas atravez das diversas "noites" ...
Recife,11 de maio de 2010
194> NOVO MUNDO
Era comparável as grandes descobertas
O peso do entendimento mais elevado
Um clarão irradiava nos umbrais
A auto-vitoria parecia agora possível
Em nome da pureza do coração
Pálpebras cerradas, mas a visão da alma
Um lapso de tempo inesquecível
A historia nunca mais seria perdida
Uma carta ao casal real espanhol
Cálice de ouro em forma de serpente
Alguma anotações vivas incompreendidas
Os tesouros da firmeza da vontade
E seguiram-se os anos e os séculos
Todos teus testemunhos e teus súditos
A luz que irradia um novo mundo
Foi nesse primo dia teu candelabro
Pirâmides de ouro e linhas espaciais
O pólo desloca-se para o sul
E teus ideais de novo viverão
O destino não discute seus propósitos
Deixe que o mundo gire e gire
O epicentro que tremerá as nações
Para em um dia como aquele foi
Ver a chuva lavar nossa lagrimas
Recife,8 de maio de 2010
O peso do entendimento mais elevado
Um clarão irradiava nos umbrais
A auto-vitoria parecia agora possível
Em nome da pureza do coração
Pálpebras cerradas, mas a visão da alma
Um lapso de tempo inesquecível
A historia nunca mais seria perdida
Uma carta ao casal real espanhol
Cálice de ouro em forma de serpente
Alguma anotações vivas incompreendidas
Os tesouros da firmeza da vontade
E seguiram-se os anos e os séculos
Todos teus testemunhos e teus súditos
A luz que irradia um novo mundo
Foi nesse primo dia teu candelabro
Pirâmides de ouro e linhas espaciais
O pólo desloca-se para o sul
E teus ideais de novo viverão
O destino não discute seus propósitos
Deixe que o mundo gire e gire
O epicentro que tremerá as nações
Para em um dia como aquele foi
Ver a chuva lavar nossa lagrimas
Recife,8 de maio de 2010
193> ANDARILHO
Sempre fazemos as perguntas erradas
E perguntas só levam a mais perguntas
Muitos foram os que fugiam da noite
Alguns decidiram pelo veludo escarlate
Com todo aquele sangue na lembrança
Aquelas montanhas que nunca vi
Era tão minhas quanto deles
Braços estendidos nos campos
Embriagado pelo perfume de lavanda
Ligado aos acordes frios do Cáucaso
Do deserto eu amava quando o sol caia
Do pólo norte eu amava as auroras
Das estações adorava a linha indefinida
Entre outono e o inverno
Outro sublime caso de amor
Corria e sempre correrei fugindo
Do tempo que resseca a carne
Imobilizando o que antes era móvel
Tudo somente atingível por um sopro
De pensamento que nunca se apaga
Recife,6 de maio de 2010
E perguntas só levam a mais perguntas
Muitos foram os que fugiam da noite
Alguns decidiram pelo veludo escarlate
Com todo aquele sangue na lembrança
Aquelas montanhas que nunca vi
Era tão minhas quanto deles
Braços estendidos nos campos
Embriagado pelo perfume de lavanda
Ligado aos acordes frios do Cáucaso
Do deserto eu amava quando o sol caia
Do pólo norte eu amava as auroras
Das estações adorava a linha indefinida
Entre outono e o inverno
Outro sublime caso de amor
Corria e sempre correrei fugindo
Do tempo que resseca a carne
Imobilizando o que antes era móvel
Tudo somente atingível por um sopro
De pensamento que nunca se apaga
Recife,6 de maio de 2010
192> COCHEIRO

OUTRO SABADO CHUVOSO NA MINHA VIDA
MAS UM MOMENTO EM OUTRO TEMPO
SEM SAUDADE, MAS TAMBEM SEM NADA
LEMBRO CANÇOES ANTIGAS JAPONESAS
AS PONTES QUE NOS LIGAM A NÓS
A RAREFEITA LUZ NATURAL DO RECINTO
CLAREIA A MENTE COMO TOCHAS
TODOS OS ANEIS DOS PLANETAS DISTANTES
TODAS AS ALIANÇAS QUE NÃO USEI
SORRISOS QUE OS LABIOS NÃO MOSTRAM
LAGRIMAS QUE O OLHAR ESCONDE
MEMORIAS QUE O CEREBRO NÃO ENTENDE
GESTOS QUE AS PALAVRAS NEM CONHECEM
ONDE DEIXEI MINHAS ASAS NESTA CASA?
E QUANDO DELAS DEIXEI DE PRECISAR?
OS PASSAROS CATIVOS AINDA PODEM VOAR?
AGORA OS PES DOEM E CORPO PESA
O SENSORIO SE ENCHE DE DUALIDADE
A CHUVA INICIA A QUEDA DAS ALTURAS
ASSIM COMO OS ANJOS CAIRAM
ASSIM COMO NOS CAIMOS
AGORA OLHOS ATENTOS NOS ASTROS
OLHAR O CÉU EM REVERENCIA SUPREMA
COM O PESAR DE UM SENSO DE JUSTIÇA
QUE NÃO SE PERDEU NAS MIL GERAÇOES
EM NOME DE UMA HISTORIA INCONTADA
EM NOME DA NOBREZA DO CORAÇÃO
Recife,17 de abril de 2010
191> OUTRA ESTAÇÃO
Na mesma linha, mas bem distante
Outro segmento surge do fim da noite
Pessoas dizem e só dizem
Dias solitários no ponto das chamas
Hora de ser para sempre
Sombras que não nos cobrem
Batalhas seguidas de deformação
O vento que se vira e volta
Outra primavera sem flores
Hora de deixar a luz entrar
Quase certo como estou aqui
Exato como sol que brilha
O afastamento não é um sonho
E o ocaso não será multicolorido
Mas o que é um sonho?
Recife,17 de abril de 2010
Outro segmento surge do fim da noite
Pessoas dizem e só dizem
Dias solitários no ponto das chamas
Hora de ser para sempre
Sombras que não nos cobrem
Batalhas seguidas de deformação
O vento que se vira e volta
Outra primavera sem flores
Hora de deixar a luz entrar
Quase certo como estou aqui
Exato como sol que brilha
O afastamento não é um sonho
E o ocaso não será multicolorido
Mas o que é um sonho?
Recife,17 de abril de 2010
190> RODA DA FORTUNA
Referencias que se apagam na linha do tempo
Bases abandonadas em um velho saber
Raios que se cruzam no céu e na terra
Ansiedade e o medo a cada novo giro
Tremores não mais sentidos a beira do leito
Como locomotivas de puro vapor mental
Tudo segue seu fluxo a menor resistência
Levantem-se os opositores das leis
Guias infactíveis no caos e nas revoluções
Teu futuro em sangue e concreto desarmado
Corram como as crianças o fazem
Acreditem como os amantes o fazem
Encontrem-se como os sábios o fazem
Abracem tudo que os braços não alcançam
Em fim o salão nas nuvens onde todos riem
Recife,24 de março de 2010
Bases abandonadas em um velho saber
Raios que se cruzam no céu e na terra
Ansiedade e o medo a cada novo giro
Tremores não mais sentidos a beira do leito
Como locomotivas de puro vapor mental
Tudo segue seu fluxo a menor resistência
Levantem-se os opositores das leis
Guias infactíveis no caos e nas revoluções
Teu futuro em sangue e concreto desarmado
Corram como as crianças o fazem
Acreditem como os amantes o fazem
Encontrem-se como os sábios o fazem
Abracem tudo que os braços não alcançam
Em fim o salão nas nuvens onde todos riem
Recife,24 de março de 2010
189> DAIGORO

Atravessando um raio de luz no meio
Entre o que sobrou da minha infância
Entre as revoltas águas e as labaredas
Das montanhas ate Edo
E de lá ate o inferno
Contos tão falsos naquela zankanjo
Deixe o yomi para minha mãe
Sou do meifumado
Sou do meu pai
E com ele ate o inferno
O código inflexível como a dotanuki
Segredos do berço e do carrinho
Suio ryu técnica Ross posição media
Que venham e que se vão
E sem norte ate o inferno
Eis as lembranças que flertem a lamina
Eis as lagrimas no olhar do guerreiro
Um pai conhece o coração do filho
Como só o filho conhece o do pai
Um estranho não entenderia...
Recife,17 de março
188> TREM DE URANO A NETUNO
Segui vigiado de urano a netuno
Em meio a essas bênçãos eu fui
Outrora uma criatura da noite
Não foi fácil
Não sei dizer
Costumava olhar o passar das horas
Essa era minha vida e minhas pinturas
Ainda ouço aquelas canções solitárias
Ainda vejo aqueles distantes olhos
Tão negros e tão perdidos
Agora que as estações mudaram
Agora que eu as mudei
Eu também amei
Amei
Violinos e a musicalidade do inverno
Ainda estava frio quando sai do sul
Encaro todas essas lembranças
Ainda sinto o pulso mais cheio
Chorei
As estradas estão mais retilíneas
Não se vê mais suas sinuosidades
Os anos levaram aquela fome
Vejo meu reflexo no trem
Sorrindo antes de partir
Recife,10 de março de 2009
Em meio a essas bênçãos eu fui
Outrora uma criatura da noite
Não foi fácil
Não sei dizer
Costumava olhar o passar das horas
Essa era minha vida e minhas pinturas
Ainda ouço aquelas canções solitárias
Ainda vejo aqueles distantes olhos
Tão negros e tão perdidos
Agora que as estações mudaram
Agora que eu as mudei
Eu também amei
Amei
Violinos e a musicalidade do inverno
Ainda estava frio quando sai do sul
Encaro todas essas lembranças
Ainda sinto o pulso mais cheio
Chorei
As estradas estão mais retilíneas
Não se vê mais suas sinuosidades
Os anos levaram aquela fome
Vejo meu reflexo no trem
Sorrindo antes de partir
Recife,10 de março de 2009
segunda-feira, 7 de junho de 2010
187> ALMAS DA NOITE

Do antigo banco na encruzilhada dos caminhos
O velho semi-translucido senhor observava
Toda a celeridade de todas as almas da noite
Vividas como a muito não se tinha noticia
Sentia-se o odor da batalha vindoura
Falava-se no mais unificado código astral
A linguagem dos agentes e almas da noite
Alguns faziam sombras outros chamas
Vejam as múltiplas legiões em colunas
Longe o portal da lua do Nilo esperava
Alguns hieróglifos foram as vozes
Únicos registros do evento magistral
Um templo perdido nas areias do tempo
Onde outrora reis abrigavam-se no vale
Uma egregora ainda tão presente
A lembrança de um ancestral
O calor e ardor do momento
E o imutável passar do tempo
Recife(astral),29 de janeiro de 2010
Foto da web
186> A DANÇA DOS DESEJOS REAIS *
Os reis das mais longínquas nuvens
Seus desejos flutuavam noite a fora
Contavam historias perdidas na vastidão
Perto dali como uma aparição
Um manto negro aveludado
A bainha da espada e o elmo de bronze
Olhos de puro rubi saltavam a nevoa
O ar saturado de saudade
O espírito cheio de vontade
Observava o cavaleiro no vale abaixo
Cavalgando a noite e o coração
A rosa branca indicava o caminho
A rosa branca refletia o luar
O aroma de carvalho e o sabor do sal
Suor e relva unidos ate o céu tombar
Algo estava em suas mãos
Alheio aos poderes que o espreitavam
É claro que ele não olhava para trás
É claro que era quase meia noite
A escuridão camuflava as sombras
Nos encontraremos na próxima encruzilhada
Elas diziam ao mesmo vento norte
Um imenso corcel negro surge
Rasgando em ondas sonoras o ar
Rasgando o plasma das nuvens
Uma espada flamejante no alto da colina
Cortava o espaço entre os dois mundos
Uma a uma as sombras submergiram
Seladas com o lótus real
O cavaleiro na estrada cego em determinação
Ignorava o mundo dentro do mundo
Tudo transcorreu conforme a realeza
O reinado oculto governa
E sempre governará..
Recife(astral),3 de fevereiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
Seus desejos flutuavam noite a fora
Contavam historias perdidas na vastidão
Perto dali como uma aparição
Um manto negro aveludado
A bainha da espada e o elmo de bronze
Olhos de puro rubi saltavam a nevoa
O ar saturado de saudade
O espírito cheio de vontade
Observava o cavaleiro no vale abaixo
Cavalgando a noite e o coração
A rosa branca indicava o caminho
A rosa branca refletia o luar
O aroma de carvalho e o sabor do sal
Suor e relva unidos ate o céu tombar
Algo estava em suas mãos
Alheio aos poderes que o espreitavam
É claro que ele não olhava para trás
É claro que era quase meia noite
A escuridão camuflava as sombras
Nos encontraremos na próxima encruzilhada
Elas diziam ao mesmo vento norte
Um imenso corcel negro surge
Rasgando em ondas sonoras o ar
Rasgando o plasma das nuvens
Uma espada flamejante no alto da colina
Cortava o espaço entre os dois mundos
Uma a uma as sombras submergiram
Seladas com o lótus real
O cavaleiro na estrada cego em determinação
Ignorava o mundo dentro do mundo
Tudo transcorreu conforme a realeza
O reinado oculto governa
E sempre governará..
Recife(astral),3 de fevereiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
185> LAGRIMAS PARA MABUS
A cada vez que procuro por um sonho distante
Vejo lentamente um rio atravessar meu caminho
Sorrisos e faces desfazem-se em longas ondas
Pálido no céu espero por todas as promessas
E cada momento belo nesse berço de morte
Onde jazem as crianças dos nossos corações
Faço uma prece à grande força do céu
Por outra vinda entre estes dois mundos
Pai
Desde que voltei do Hades
Desde os antigos votos
No tempo de Mabus
Pai
Mil e poucas lagrimas dos anjos e estrelas
Lavaram as feridas de uma antiga alma
O capuz negro e braços líquidos
Pai
vi os que despencaram do alto
Mundos bem diante de nos
Os adormecidos do antigo orbe
Pai
Morreria tantas vezes ate saber
O abraço que me levou
A benção que me salvou
Em todos os lugares serei dos primeiros
Pois os degradados serão os segundos
Então no ato final dessa peça espiralada
Olhares dirão o que as palavras escondem
Palavras serão ditas em símbolos
E não serão ditas em vão...
Recife,8 de março de 2010
Vejo lentamente um rio atravessar meu caminho
Sorrisos e faces desfazem-se em longas ondas
Pálido no céu espero por todas as promessas
E cada momento belo nesse berço de morte
Onde jazem as crianças dos nossos corações
Faço uma prece à grande força do céu
Por outra vinda entre estes dois mundos
Pai
Desde que voltei do Hades
Desde os antigos votos
No tempo de Mabus
Pai
Mil e poucas lagrimas dos anjos e estrelas
Lavaram as feridas de uma antiga alma
O capuz negro e braços líquidos
Pai
vi os que despencaram do alto
Mundos bem diante de nos
Os adormecidos do antigo orbe
Pai
Morreria tantas vezes ate saber
O abraço que me levou
A benção que me salvou
Em todos os lugares serei dos primeiros
Pois os degradados serão os segundos
Então no ato final dessa peça espiralada
Olhares dirão o que as palavras escondem
Palavras serão ditas em símbolos
E não serão ditas em vão...
Recife,8 de março de 2010
184> O REINO
Letras em chamas do velho idioma hebreu
Apagarem-se em um novelo de serpentes
Toquei o livro das incontáveis paginas
Como por encanto pude ler o selo do filho
Falava da divina matemática de seu reino
Pequenos intervalos separam 1641 do 1358
As lagrimas jorravam como uma fonte
As águas que formaram um rio
Um rio que corre para o coração
Um coração que pulsa para o sol
Um sol que aquece os desertos
Desertos que nos mostram
A beleza dos teus Oasis
Recife(astral),27 de fevereiro de 2010
Apagarem-se em um novelo de serpentes
Toquei o livro das incontáveis paginas
Como por encanto pude ler o selo do filho
Falava da divina matemática de seu reino
Pequenos intervalos separam 1641 do 1358
As lagrimas jorravam como uma fonte
As águas que formaram um rio
Um rio que corre para o coração
Um coração que pulsa para o sol
Um sol que aquece os desertos
Desertos que nos mostram
A beleza dos teus Oasis
Recife(astral),27 de fevereiro de 2010
183> APARIÇÃO
Lilith, a noite e seu brilho
No alto a lua e seu diadema estrelado
Um laço que gira e envolve
Lendo a conjuração dos quatro
Ainda que se comunique comigo
Quem sois?
Santa Catarina e o fruto maduro!
E ela tão sozinha disse-me:
“Escolha aquela velha casa
Com pétalas no jardim
E com fontes cristalinas”
Recife(astral),21 de fevereiro de 2010
No alto a lua e seu diadema estrelado
Um laço que gira e envolve
Lendo a conjuração dos quatro
Ainda que se comunique comigo
Quem sois?
Santa Catarina e o fruto maduro!
E ela tão sozinha disse-me:
“Escolha aquela velha casa
Com pétalas no jardim
E com fontes cristalinas”
Recife(astral),21 de fevereiro de 2010
182> MARCO POLO
Quis unir todas as estrelas em uma só
Um céu de um único brilho polar
Mares revoltos e mares de Mármara
Reflexos do meu ímpeto e do meu destino
Na sonoridade dos tambores e citaras
Entre o Cáucaso e Takla Makan uma linha
Cavalgo a noite estrelada e imantada
Ligo o destino conhecido ao desconhecido
Tudo começa com um irresistível chamado
O vento sopra minha alma nesta jornada
Todos que deixei na terra dos césares
Todos os sonhos com distantes lugares
Agora são todos meus lares
Tomei da pena e contei historias incontadas
Eis que então eles lembrarão meu nome
Eis que jamais esquecerei seus nomes
Recife,16 de fevereiro de 2010
Um céu de um único brilho polar
Mares revoltos e mares de Mármara
Reflexos do meu ímpeto e do meu destino
Na sonoridade dos tambores e citaras
Entre o Cáucaso e Takla Makan uma linha
Cavalgo a noite estrelada e imantada
Ligo o destino conhecido ao desconhecido
Tudo começa com um irresistível chamado
O vento sopra minha alma nesta jornada
Todos que deixei na terra dos césares
Todos os sonhos com distantes lugares
Agora são todos meus lares
Tomei da pena e contei historias incontadas
Eis que então eles lembrarão meu nome
Eis que jamais esquecerei seus nomes
Recife,16 de fevereiro de 2010
181> ULTIMO CÁLICE
Quase nas asas de março
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
180> OS ULTIMOS DIAS *
Nos meus últimos dias de vida percebo
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
179> PRIVAÇÃO
E um impulso faz calar o iminente soluço
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
178> INFINITO CAMINHO DA ALMA

O vento soprava macio e continuo quase sussurrando
Murmúrios e lamentos que já não importam mais
Seu frio não mais congela meu coração
Sua força não mais assola meu espírito
A memória daqueles deturpados anos enferruja
Oxidando tudo que agora vive no passado
Imantando tudo que agora chamo de presente
E cada vez mais coeso ante ao iminente futuro
Vozes, faces, imagens, sonhos agonizavam
Num ultimo esforço de manter seus feudos
Como os últimos suspiros de alguém que jaz
Eram desligados um a um das ativas sinapses
O peito vazio como uma taça agora límpida
Refletido os momentos impregnados no livro
Um dia isso tudo fez tanto sentido, e por anos!
Como se o tempo de fato importasse
Como se eu soubesse o que é o hoje...
Do alto dos alicerces que eu mesmo construí
Vislumbro o próximo vale a próxima jornada
Alem dos escombros descartados do meu ser
Difícil entender o que não se precisa entender
Certas leis são mesmo imutáveis e isso basta
O universo apontava os rumos nas estrelas
Aquela maravilhosa dança dinâmica dos astros
Sempre aguardando um novo dançarino
Dar os primeiros passos rumo ao infinito
Recife,13 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
177> FÁBULAS DA TERRA E DO AR *
Morgana
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
176> ALÉM DO SÉTIMO CIRCULO

Eis o grande braço que me sustenta
Impedindo a iminente queda no abismo
Dentro e fora emanava por toda parte
Corria os campos ceifando o que devia
Com furor transformava em sangue
As lagrimas dos últimos lamentos
E dos vales estabilizava o instável
Mantendo fixo o que era então volátil
Assim o suor era mantido por mais suor
Voltava das montanhas tão ameno
Maternalmente retransformava sangue
Nas lagrimas do primeiro choro
Retirava, mantinha e dava vida
Iluminava, clareava e escurecia
A dinâmica, o equilíbrio e a estática
E salve o povo de cima
E salve o povo de baixo
E salvemos nós o povo do meio
Mil séculos depois do ano mais longo
E um milésimo antes do inicio de tudo
Fez das ondas o que chamamos tempo
Recife,7 de janeiro de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
175> MINHA LEMBRANÇAS IMEMORIAIS *
Cruzando as imagens de longicuos campos
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
174> AFÉLIO
Quão longe fui para melhor ver o que estava perto
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
173> FOGO DIVINO *
Encontrando o que não quer ser encontrado
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
172> ENTARDECER *
Por aqueles que ficaram nas estradas da vida
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
171> COISAS SOBRE NOSSO TEMPO
Eles desperdiçavam a vida esperando
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
sexta-feira, 4 de junho de 2010
170> BEM ALÉM DA VISÃO
Respirei o ar carregado a som dos trovoes
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
169> DIA DOS ESPIRITOS *
A águia de duas cabeças cruzava o infravermelho
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
168> CIRANDAS ANTIGAS
Olhei-os com o canto dos olhos
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
167> DOIS SONHOS
O encontro de dois afluentes era admirado
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
166> CONTOS DA GUERRA OCULTA *

No espaço onde toda essa dor se encontra
Na fronteira deste orbe assolado pelo medo
E os insurgentes nas profundezas oceânicas
E nos só tentávamos achar nosso caminho
E se todo esse medo instigado apagasse?
E se víssemos pedaços de deus em todos os olhares
Exatamente no brilho da luz refletida da retina
Ainda haveria motivo para tanto ódio?
Demorei a ver o quanto eram organizados
Envolvido nos revoltos mares da vida
Enfim pude perceber algo alem de meus desejos
E bem acima no prateado lunar também me viam
Ergam os braços e protejam o rosto das fagulhas
E quando o chão afundar roubando o equilíbrio
E na queda o sol se tornar escuro privado da luz
Estarei onde deveria estar e todos saberão
Solidão me assusta mais que a morte indesejada
Futilidade ainda me irrita mais que a maldade
Estas são palavras do mais novo guerreiro secreto
Que sonhava com luzes no bosque das amoras...
Recife,26 de outubro de 2009
165> 4 DE COPAS

Lembrei de você tão linda naquela noite
Toda vestida de lua
Exalando o perfume das mais delicadas flores
Enquanto refletia a aspereza no olhar,
Algo impaciente
Recuei um pouco a fim de vê-la mover-se
Com sua típica e apaixonante altivez
Mas com os passos mais pesados
Traduzindo uma resistência inercial
Ao movimento e as mudanças...
Tive medo do seu olhar se perder no vazio
Mas desta vez só evitavas inconscientemente
A minha leitura da tua alma
Ainda alheia ao novo brinde ofertado,
Ainda...
E se tudo fosse um pesadelo, eu te acordaria!
E se tudo fosse um sonho, você me amaria?
Volte para a parte mais alta da cidade
Vamos para casa,
Vamos para casa...
Recife,21 de outubro de 2009
164> ASAS DE OUTUBRO *
Tempos varridos por ventos que não voltam mais
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
163> NOITE DAS VOZES SILENCIOSAS

Notas cruas naquela harpa invisível aos olhos
Derramavam-se em ondas nos raios da lua
Às vezes cobravam o vigor peculiar da noite
Para voltar ao tom misterioso como a vida
Um sublime maestro com dedos de galáxias
Pendurou no preto fixo aquele sonoro satélite
Obrigado por poder ouvir a musica da luz
Obrigado por poder ver a cor do teu som
E o ritual seguirá toda madrugada a fora
Uma criança surge assoviando em uma visão
Tão sublime quanto a inesperada aparição
Filha do lado bom da noite, minha filha
Faz sorrir teu pai que não teme os outros...
Salta nove dimensões ate o ventre da mãe
E com cautela avançamos cada vez mais
Sempre imprimindo vida em nossas vidas
Ao lado minha arma mística e a luz verde
Lentos passos largos rumo a plenitude
As vezes tudo se enchia de luminosa graça
E ouvia-se as silenciosas vozes chamando
Para o novo amanhecer de nossa existência
Recife,29 de setembro de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
162> HISTORIAS DO TEMPO *
Corria levemente nos vales suaves da face
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
161> O QUE ELA ESCREVIA
Leio e releio as coisas que ela me escrevia
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
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