Quis unir todas as estrelas em uma só
Um céu de um único brilho polar
Mares revoltos e mares de Mármara
Reflexos do meu ímpeto e do meu destino
Na sonoridade dos tambores e citaras
Entre o Cáucaso e Takla Makan uma linha
Cavalgo a noite estrelada e imantada
Ligo o destino conhecido ao desconhecido
Tudo começa com um irresistível chamado
O vento sopra minha alma nesta jornada
Todos que deixei na terra dos césares
Todos os sonhos com distantes lugares
Agora são todos meus lares
Tomei da pena e contei historias incontadas
Eis que então eles lembrarão meu nome
Eis que jamais esquecerei seus nomes
Recife,16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
181> ULTIMO CÁLICE
Quase nas asas de março
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
Lembro do amor e do inverno
Atordoado em dissabores
Pequenas e profundas lembranças
O sabor do primeiro beijo
E o esquecimento do ultimo
Saúdo uma nova primavera
Que promete vencer o inverno
Aqueço-me em antigas fotografias
Conheço bem aqueles dizeres
Ofereço ao mundo esse fruto
Nascido do abismo do meu ser
Ergo o cálice de minha juventude
Na superação de todo esse mal
Algo que não mais provarás
Recife,27 de janeiro de 2010
180> OS ULTIMOS DIAS *
Nos meus últimos dias de vida percebo
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
O pássaro atravessa a rua como sempre o fez
Em um majestoso vôo na pequena distância
Vejo seres que lamentam e evitam a travessia
Um sol que espectrava entra a luz e o calor
Formas que espectravam entre o medo e a dor
E sorri sozinho sobre tanto maniqueísmo
Os milhões de tons de cinza eram ignorados
Perdidos no poder visual do preto e do branco
E quem é totalmente mau?
E quem é totalmente bom?
Às vezes vejo paredes feitas de sonhos
E às vezes podia ate voar
Muitas vezes cai
Algumas vezes sorri
Mas todas às vezes estive sempre ali
E nenhuma vez perdi
A vontade de voar
O que restou e o que ficou afinal?
Quem serão aqueles no funeral?
E os reais motivos dessa aventura
Todos os choros e gargalhadas
Todos os sonhos e desilusões
Despertaram um gigante que dormia
Então o velho descama e muta
Assim saberei que nada é em vão
Que não foram lagrimas na chuva...
Recife 27 de janeiro de 2010
179> PRIVAÇÃO
E um impulso faz calar o iminente soluço
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
Não é certo alterar novamente o curso
Ao som de enormes lustres de cristais
Em queda livre dentro do meu ser
Nem sempre se tem tudo a se ter
Uma luz que se apaga restando a penumbra
Não mais aquela fria escuridão de outrora
Mas ainda se podia chorar sem lagrimas
Não mais pela dor eu era agora guiado
Apresento-vos o perdão meu novo norte
Clareia mais um destes dias nublado
No meu porão o passado esta selado
Após as confusas e incertas noites
A certeza que de algo fui privado
A convicção que submergi no tempo
Recife,17 de janeiro de 2010
178> INFINITO CAMINHO DA ALMA

O vento soprava macio e continuo quase sussurrando
Murmúrios e lamentos que já não importam mais
Seu frio não mais congela meu coração
Sua força não mais assola meu espírito
A memória daqueles deturpados anos enferruja
Oxidando tudo que agora vive no passado
Imantando tudo que agora chamo de presente
E cada vez mais coeso ante ao iminente futuro
Vozes, faces, imagens, sonhos agonizavam
Num ultimo esforço de manter seus feudos
Como os últimos suspiros de alguém que jaz
Eram desligados um a um das ativas sinapses
O peito vazio como uma taça agora límpida
Refletido os momentos impregnados no livro
Um dia isso tudo fez tanto sentido, e por anos!
Como se o tempo de fato importasse
Como se eu soubesse o que é o hoje...
Do alto dos alicerces que eu mesmo construí
Vislumbro o próximo vale a próxima jornada
Alem dos escombros descartados do meu ser
Difícil entender o que não se precisa entender
Certas leis são mesmo imutáveis e isso basta
O universo apontava os rumos nas estrelas
Aquela maravilhosa dança dinâmica dos astros
Sempre aguardando um novo dançarino
Dar os primeiros passos rumo ao infinito
Recife,13 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
177> FÁBULAS DA TERRA E DO AR *
Morgana
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
Apressadamente veio do leste
No ultimo rodopio do vento
Em seu tapete escarlate
A areia despejada em jatos na face
Não impediria a visão de seu sorriso
Eram flautas ou outra miragem sonora
Gerou frio epigástrico no tórrido calor
Agora coberto pelo manto da noite
Preto e prata
O Senhor das areias
A força do seu elemento aqui presente
A inconfundível caravana nas dunas
Mesclando os vários tons dourados
Às vezes ele olhava para o alto
Instintivamente sabia que era observado
A pele em brasa os olhos em fogo
Movendo-se sempre e a todo o momento
Dentro do visível reino do dia
Vermelho e amarelo
O ar e a terra em complô magistral
Fugiram do fogo que traiu a água
Pois no deserto estariam sempre unidos
Sem se tocarem e pouco se vendo
Mas sentindo-se plenamente
Completando-se no éter
Recife,10 de janeiro de 2010
176> ALÉM DO SÉTIMO CIRCULO

Eis o grande braço que me sustenta
Impedindo a iminente queda no abismo
Dentro e fora emanava por toda parte
Corria os campos ceifando o que devia
Com furor transformava em sangue
As lagrimas dos últimos lamentos
E dos vales estabilizava o instável
Mantendo fixo o que era então volátil
Assim o suor era mantido por mais suor
Voltava das montanhas tão ameno
Maternalmente retransformava sangue
Nas lagrimas do primeiro choro
Retirava, mantinha e dava vida
Iluminava, clareava e escurecia
A dinâmica, o equilíbrio e a estática
E salve o povo de cima
E salve o povo de baixo
E salvemos nós o povo do meio
Mil séculos depois do ano mais longo
E um milésimo antes do inicio de tudo
Fez das ondas o que chamamos tempo
Recife,7 de janeiro de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
175> MINHA LEMBRANÇAS IMEMORIAIS *
Cruzando as imagens de longicuos campos
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
Os olhos cansados não serviam ao intento
Não os mesmos olhos...
Rajadas eletrificadas e sutis tremores
As mãos não mais firmes
O semblante imóvel e fixo na imagem
Congelando os segundos tornados infinitos
Cinco sentidos e outros mais agora te servem
Em um aparelho preparado para esta natureza
E como um veio de água enchendo o solo
Sulcado e seco como as marcas da vida
A vida novamente apresentou-se no Oasis
Tomando cada gota de orvalho da noite
Transformando em suspiros uma a uma
As nuvens dispostas em mandalas
Não eram as únicas testemunhas.
E assim me fora revelado pelo mensageiro
A historia daquele momento imemorial
Fragmentado e jogado no sonho coletivo
A verdade em pedaços a cada noite...
Saber e fazer parte de todo sincronismo
Pode às vezes perturbar e secar a alma
Medo e privações dominaram os sonhos
Como um leito seco de rio na alma
Morrendo no cinza da saudade
Da alegre corrente que outrora jorrava
Mas existem outros córregos e outras águas
Aquelas também ainda existem
Como a esperança também se esconde
Nas profundezas do solo ou do ser
O amor é invisível as feridas que cura
O amor é sempre amor
Nem mais nem menos
Tão indefinido e tão completo.
Recife,5 de janeiro de 2010
Também postado na Fabrica de Letras
174> AFÉLIO
Quão longe fui para melhor ver o que estava perto
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
Ouvir dos outros o que minha pueril mente dizia
Quantas fantasias distorceram meu verdadeiro eu
E os obscuros pensamentos buscando a pureza
Vagando na noite das inominadas sombras
Esperando a primeira luz da manha antes de deitar
Longe de tudo e tão perto do nada
Buscando alguns fragmentos de mim noutros olhares
Perdidos
Um labirinto com mil minotauros famintos
Fui como um andarilho invisível nas trevas
Mas bem visível a algumas bestas legionárias
O coração sendo a única e fiel bussola
Lições do alem e seus maravilhosos desígnios
Magistrais e elaborados planos dentro de planos
O retorno trará novas cores na primavera
E tudo se torna memórias
Recife,3 de dezembro de 2009
173> FOGO DIVINO *
Encontrando o que não quer ser encontrado
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
Cantando o que foi a muito esquecido
A visão obstruída naqueles cabelos negros
Transporto-me para a minha doce ilusão
Pedaços de sonhos condensam na janela
Deixei todos meus livros não lidos
A lua se encheu da sua ausência
E naquele sonho teu era eu na porta
E aquela era minha filha em ti
E você sussurrou uma bela canção
Um sorriso me alimentava
Um silencio me destroçava
Meu destino de Prometeu
Na tua estrada de Morfeu
Recife,3 de dezembro de 2009
172> ENTARDECER *
Por aqueles que ficaram nas estradas da vida
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
Plantei rosas para sempre lembrar
Como o ser humano é belo e frágil
Como seca e floresce em ciclos
E aqui estou com meus espinhos
Seguro mãos tremulas antes que eles voltem
Estranhamente subjugados pelos Jovianos
Após o quinto agora girar em fragmentos
Como posso ignorar o que há sob nossos pés?
E La estão eles com seus inimigos
Dor e medo tornaram em trevas o mundo
Perderam-se muitos pela mão do orgulho
Alguns preferiram um sono profundo
Olhando para o chão com sangue derramado
Esquecemos de olhar para o alto celeste
Procuro uma sombra para ler os Vedas
Decompondo todas as vibrações da luz
Vejo kali no intervalo das freqüências
E uma infinita teia em todas as coisas
Eis porque acredito no que acredito.
Recife,22 de novembro de 2009
171> COISAS SOBRE NOSSO TEMPO
Eles desperdiçavam a vida esperando
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
Tantos esgotados ficavam para trás
Dizendo coisas sem sentido
A vida seguia insana sem parar
Passava por aqui, passava por mim
Mergulhava no fim da linha azul
Rodeando o globo cheio de sonhos
Esses pensamentos não são do nosso tempo
Essas infinitas estrelas também não
Mas as idéias são mesmo imortais
Mas o brilho é mesmo tão atemporal
Mirando o horizonte e o coração partido
Escuto as rajadas de vento e o silencio
Simples fatos ainda me são estranhos
E o jogo da vida me parece tão claro
Eles enfim conseguiram achar água na lua
Eu encontrei alguns dos meus caminhos
Alguém viu um fantasma ao meu lado
De fato em alguns finais ninguém acreditaria
Um anjo justamente para os descrentes
E outra flor somente para os ausentes
Recife,14 de novembro de 2009
sexta-feira, 4 de junho de 2010
170> BEM ALÉM DA VISÃO
Respirei o ar carregado a som dos trovoes
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
Respondo a todas as perguntas a mim externas
Às vezes o sol se torna minha lança
Quando tudo se enche de fogo etéreo
Nosso tempo assume proporções épicas
A espera silenciosa e necessária a luz
Amigos em sonho vêem do passado
Acordados pelo medo estar atrasados
Os espectros tomam distancia involuntária
Desaparecendo em explosões elétricas
Olhando as maravilhas do céu iluminado
Sentindo na pele os tremores telúricos
Atravessando o vale da segunda morte
Lavando os três frutos em água cristalina
Enfrentando de vez as três serpentes
Recife,11 de novembro de 2009
169> DIA DOS ESPIRITOS *
A águia de duas cabeças cruzava o infravermelho
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
Numa sonora atmosfera separada desta dimensão
Pude ver os raios que emanavam do meu rosto
Refletidos nos outros cavaleiros da liberdade
Pensamento firme e indivisível alem do portal
O céu não era aqui, mas salvação não estava longe
O brilho das lanças de rubi e das espadas de safira
Cinzas e farrapos soprados pelos redemoinhos de vento
Ondas eletromagnéticas paralisavam tudo ao redor
A verdade era mesmo o seu signo fixo no punho
Mas eles não fugiriam ao confronto jamais
Os sombras viriam nas mais diversas formas
Desorientados pelos dispositivos elétricos
Ou pelo reflexo do sol contido nos nossos olhos
As velhas fardas caquis e os velhos emblemas
Então amigos é chegada a hora de partirmos
Deixando estas paisagens de faces petrificadas
De volta à superfície de uma noite estrelada.
Recife(astral),2 de novembro de 2009
168> CIRANDAS ANTIGAS
Olhei-os com o canto dos olhos
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
Na verdade evitava qualquer contato
Cada passo e gesto dado reportavam-me
Aquele sorriso
Existiria um lugar milhas daqui
E ao mesmo tempo tão perto
Onde o coração em seu bater
Fosse como o das crianças
E apenas toquei seu braço
Cerrei os olhos e imaginei
Toda ternura passando por mim
Como cirandas antigas
Recife,2 de novembro de 2009
167> DOIS SONHOS
O encontro de dois afluentes era admirado
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
Aquarela das águas em suas cores distintas
As nuvens descreviam a forma de um olho
Como se o divino resolvera espreitar-nos
E fomos tão ao norte só para testemunhar
Aquela lua que talvez não fosse bem lua
Teimava em não estar imóvel sobre o mar
Discordando de sua orbita e de minha lógica
A caixa de botões simples produzia o som
Levá-la-ei ao corcel ate poder encontrá-los
Após saber de tudo o que direi ao acordar?
Eles preferem as revelações pela manhã
Mas levam-me ate minha única amada
E assim projetam a ausência de alguém
E assim deixo registrado o que esta além...
Recife,27 de outubro de 2009
166> CONTOS DA GUERRA OCULTA *

No espaço onde toda essa dor se encontra
Na fronteira deste orbe assolado pelo medo
E os insurgentes nas profundezas oceânicas
E nos só tentávamos achar nosso caminho
E se todo esse medo instigado apagasse?
E se víssemos pedaços de deus em todos os olhares
Exatamente no brilho da luz refletida da retina
Ainda haveria motivo para tanto ódio?
Demorei a ver o quanto eram organizados
Envolvido nos revoltos mares da vida
Enfim pude perceber algo alem de meus desejos
E bem acima no prateado lunar também me viam
Ergam os braços e protejam o rosto das fagulhas
E quando o chão afundar roubando o equilíbrio
E na queda o sol se tornar escuro privado da luz
Estarei onde deveria estar e todos saberão
Solidão me assusta mais que a morte indesejada
Futilidade ainda me irrita mais que a maldade
Estas são palavras do mais novo guerreiro secreto
Que sonhava com luzes no bosque das amoras...
Recife,26 de outubro de 2009
165> 4 DE COPAS

Lembrei de você tão linda naquela noite
Toda vestida de lua
Exalando o perfume das mais delicadas flores
Enquanto refletia a aspereza no olhar,
Algo impaciente
Recuei um pouco a fim de vê-la mover-se
Com sua típica e apaixonante altivez
Mas com os passos mais pesados
Traduzindo uma resistência inercial
Ao movimento e as mudanças...
Tive medo do seu olhar se perder no vazio
Mas desta vez só evitavas inconscientemente
A minha leitura da tua alma
Ainda alheia ao novo brinde ofertado,
Ainda...
E se tudo fosse um pesadelo, eu te acordaria!
E se tudo fosse um sonho, você me amaria?
Volte para a parte mais alta da cidade
Vamos para casa,
Vamos para casa...
Recife,21 de outubro de 2009
164> ASAS DE OUTUBRO *
Tempos varridos por ventos que não voltam mais
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
A única lembrança ainda presa no fio da memória
Incompreendida historia com tantas sutis entrelinhas
Nas mais belas nuances proporcionadas pelo destino
Açoita meus olhos, meu rosto e toda minha vida
Regente escolhida para a opera triste dessas auroras
A mais bela canção vinda nas asas de outubro...
Brilhantes de uma beleza indistinguível a todos
Reluzem onde reside os sonhos e os desígnios
Inflamando meu desejo de viver e ser vida
Traço mais provável do que seria o divino
O templo vivo das minhas preces mais altas
Deixe-me a sos um pouco
Entre meus tantos sonhos
Brinda a singularidade de nossa existência
Alem, muito alem do que é chamado racional
Rondando sempre nos recantos das minhas noites
Rondando sempre nos lampejos da minha mente
O único propósito possível nas lagrimas de alegria
Sol que enche de calor e sentido esse mundo frio
Recife,6 de outubro de 2009
163> NOITE DAS VOZES SILENCIOSAS

Notas cruas naquela harpa invisível aos olhos
Derramavam-se em ondas nos raios da lua
Às vezes cobravam o vigor peculiar da noite
Para voltar ao tom misterioso como a vida
Um sublime maestro com dedos de galáxias
Pendurou no preto fixo aquele sonoro satélite
Obrigado por poder ouvir a musica da luz
Obrigado por poder ver a cor do teu som
E o ritual seguirá toda madrugada a fora
Uma criança surge assoviando em uma visão
Tão sublime quanto a inesperada aparição
Filha do lado bom da noite, minha filha
Faz sorrir teu pai que não teme os outros...
Salta nove dimensões ate o ventre da mãe
E com cautela avançamos cada vez mais
Sempre imprimindo vida em nossas vidas
Ao lado minha arma mística e a luz verde
Lentos passos largos rumo a plenitude
As vezes tudo se enchia de luminosa graça
E ouvia-se as silenciosas vozes chamando
Para o novo amanhecer de nossa existência
Recife,29 de setembro de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
162> HISTORIAS DO TEMPO *
Corria levemente nos vales suaves da face
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
Aquela lagrima que nunca quis atirar-se
E nem sempre carregava tanta felicidade
Um testemunho de contrários harmônicos
A isso chamam de lagrimas de alegria...
A vibração que precede o novo encontro
Um sorriso fica no espaço do social
Ate que a mutua visão encerre as convenções
Cheio do aroma de outra cidade distante
Irradiando as luzes artificiais do recinto
Caminhando em passos bem simétricos
Algo circulava de um lado ao outro
As mãos dadas faziam o contato etéreo
E o mundo começava a girar ao redor
Fatalmente como essa historia é escrita
Recife,29 de setembro de 2009
161> O QUE ELA ESCREVIA
Leio e releio as coisas que ela me escrevia
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
As vozes através das poucas entrelinhas
Privações e alguns reflexos traumáticos
Seus gritos sozinhos nas infestadas ruas
Vozes que nunca estariam de todo nuas
Era tão real quanto às noites solitárias
Como um pendulo instável e temperamental
Era tão estranho quando se balançava ate mim
Com a típica aspereza do ferro enferrujando
Conte ate três e o pesadelo acaba enfim
Aquelas frases me faziam ver o que ela não via
Aquelas frases me faziam ver quem ela não via
Através de mim a tentativa de saber da outra nela
E quando a resposta estava emergindo em calor
O papel sempre queimava, sempre queimava...
Recife,22 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de junho de 2010
160> NO TOPO DO MUNDO

Por vezes achei-o inatingível em meus planos
Mas o agora sentado no topo do mundo
Meus olhos divagam a miséria nas planícies
Tantos caminhos e estradas entrelaçadas
Como um rio serpenteando eterna e lentamente
As guerras dos homens e meus conflitos
O orgulho e egoísmo chocam minha altivez
E vêm as nuvens alvas e superiores
Sopradas de um novo mundo desconhecido
O luto pelo que ficou e morte simbólica
Impropriamente às vezes acinzenta a mente
Eis que surge a primeira estrela da noite
Quando o vale da matéria se enche de sombras
E o sol procura por novos alvos ávidos de luz
Impelido pela lei mais bela do universo
Num imperativo histórico tenho de continuar
Movendo-se ao longo desse jogo de cores e formas
Idiossincrasica bolha de idéias chamada existência
Recife,12 de setembro de 2009
159> TERRA DAS LUZES DO CÉU
Consigo ver o invisível nesta temporalidade
Afinal os sonhos não eram somente lúdicos
Cubos sobrepostos girando uniformemente
Realidades multiformes vislumbradas na madrugada
Se vi aquela matilha morta no distante jardim
Ou se era eu aquele arqueiro com seu felino
Sobrevivendo na reservada ala entre as dimensões
Os infames eliminados ante os senhores regentes
A onda de fertilidade espalhada nos campos
Um copo fundo de vinho e o vilarejo na rodovia
A ultima cidade se aproximava da agenda
Exatas treze horas predeterminadas noutro sonho
O ritual do beijo causou o choque do divino
Acontecia quando gerações se cruzavam
Mas aquele pulso varrerá as terras do planalto
E acordaremos como que tomados de assalto
Recife(astral),15 de setembro de 2009
"Se tem ouvidos que ouçam"
Afinal os sonhos não eram somente lúdicos
Cubos sobrepostos girando uniformemente
Realidades multiformes vislumbradas na madrugada
Se vi aquela matilha morta no distante jardim
Ou se era eu aquele arqueiro com seu felino
Sobrevivendo na reservada ala entre as dimensões
Os infames eliminados ante os senhores regentes
A onda de fertilidade espalhada nos campos
Um copo fundo de vinho e o vilarejo na rodovia
A ultima cidade se aproximava da agenda
Exatas treze horas predeterminadas noutro sonho
O ritual do beijo causou o choque do divino
Acontecia quando gerações se cruzavam
Mas aquele pulso varrerá as terras do planalto
E acordaremos como que tomados de assalto
Recife(astral),15 de setembro de 2009
"Se tem ouvidos que ouçam"
158> O COMPLEXO (PARTE 1)
Nada além do branco naquele mundo gelado
O obelisco como um marco agora atingido
Estranhos transportes ao longe avistados
Que raios eram lançados ? E por que fugir ?
Um lapso imensurável de tempo ocorreu
Ate a visão daquele imenso complexo na neve
Torres geladas desafiavam a paisagem fria
Insólita, insólita .
Movia-me silenciosamente nos corredores vazios
Mas sentia a sensação da proximidade
Subir, subir no teto do elevador
Dez ou cem ? Não me recordo ao certo !
A saída estava no subsolo do nível n
Assim como a visão daqueles seres grosseiros
Rebelados, lembravam os homens de madeira
retirados cheios de azul do antigo popo-vuh
Agora via sombrias sentinelas do complexo
Fardas bege-caque com detalhes vermelhos
Abaterem-se sobre os prisioneiros-experimentos
Uma dantesca visão só possível para poucos ...
Recife(astral),9 de setembro de 2009
"Quem tem ouvidos que ouça.."
O obelisco como um marco agora atingido
Estranhos transportes ao longe avistados
Que raios eram lançados ? E por que fugir ?
Um lapso imensurável de tempo ocorreu
Ate a visão daquele imenso complexo na neve
Torres geladas desafiavam a paisagem fria
Insólita, insólita .
Movia-me silenciosamente nos corredores vazios
Mas sentia a sensação da proximidade
Subir, subir no teto do elevador
Dez ou cem ? Não me recordo ao certo !
A saída estava no subsolo do nível n
Assim como a visão daqueles seres grosseiros
Rebelados, lembravam os homens de madeira
retirados cheios de azul do antigo popo-vuh
Agora via sombrias sentinelas do complexo
Fardas bege-caque com detalhes vermelhos
Abaterem-se sobre os prisioneiros-experimentos
Uma dantesca visão só possível para poucos ...
Recife(astral),9 de setembro de 2009
"Quem tem ouvidos que ouça.."
157> OCULTO NA BALANÇA
Um raio e outra tentativa dos desagregantes
Mas já não contaram com o elemento surpresa
Despido dessas energias e de antigas reações
Uma força parecia me guiar, então que guie !
Não houve outro ponto riscado nos corredores
Uma serenidade confrontava o inexplicável
Que todos saibam ate onde a luz alcança
Iluminando tudo que era visto como deplorável
O equilíbrio exige um novo peso na balança
Eis o que os senhores vieram revelar e velar
Ando com os imperceptíveis, ignorados mas poderosos
Orgulho e confiança enchem meu semblante
As setas, as retas, os semicírculos na conta de três
Abram os portões com uma luz tão envolvente
Que sempre ajudarei a regar suas sementes.
Recife,3 de setembro de 2009
Mas já não contaram com o elemento surpresa
Despido dessas energias e de antigas reações
Uma força parecia me guiar, então que guie !
Não houve outro ponto riscado nos corredores
Uma serenidade confrontava o inexplicável
Que todos saibam ate onde a luz alcança
Iluminando tudo que era visto como deplorável
O equilíbrio exige um novo peso na balança
Eis o que os senhores vieram revelar e velar
Ando com os imperceptíveis, ignorados mas poderosos
Orgulho e confiança enchem meu semblante
As setas, as retas, os semicírculos na conta de três
Abram os portões com uma luz tão envolvente
Que sempre ajudarei a regar suas sementes.
Recife,3 de setembro de 2009
156> A FINA LINHA DO CÉU *
A passividade e impulsividade das crianças
Atenuava a lei marcial dos jogos da vida
Amados e odiados os seres desse singelo orbe
Algo incomum às legiões de seres astrais
O ar se enche cada vez mais de inevitabilidade
O aroma do destino envolve e desenvolve
Outros trouxeram as palavras e as ações corretas
O que antes se via nas constelações vive em nós
Procurando sentido, mas este estava em tudo
Desejando o divino que também estava em tudo
Ironicamente o véu era tão tênue quanto opaco
Uma oitava separava a harmonia do caos
Ao universo perdão por temos medo da morte
Ao demais seres perdão por sermos preferidos
Ao nosso eu perdão por toda essa cegueira
Que nos impede de ver a fina linha do céu
Recife, 1 de setembro de 2009
Atenuava a lei marcial dos jogos da vida
Amados e odiados os seres desse singelo orbe
Algo incomum às legiões de seres astrais
O ar se enche cada vez mais de inevitabilidade
O aroma do destino envolve e desenvolve
Outros trouxeram as palavras e as ações corretas
O que antes se via nas constelações vive em nós
Procurando sentido, mas este estava em tudo
Desejando o divino que também estava em tudo
Ironicamente o véu era tão tênue quanto opaco
Uma oitava separava a harmonia do caos
Ao universo perdão por temos medo da morte
Ao demais seres perdão por sermos preferidos
Ao nosso eu perdão por toda essa cegueira
Que nos impede de ver a fina linha do céu
Recife, 1 de setembro de 2009
155> CARTA ABERTA A UMA ALMA AMADA

Hoje quando penso em todo um universo paralelo que iniciou no dia em que percebi algo superior regia nosso encontro nesta vida tão arida e tempestuosa, percebo o quanto o universo tem mecanismos precisos e desconhecidos.
A especificidade do meu ser manifesta na mais terna idade muitas vezes maculada pela assombrosa necessidade de existir como animal, percebo a beleza da alegoria de Adão e Eva no paraíso justamente retratando essa inevitável perda da nossa pureza pueril.
Corri o mundo mas ainda sem saber ao certo o que buscava e muitas vezes encontrando o que não deveria e vários borrões tentando desfigurar a pintura de minha alma, todos os cegos e todos os cadáveres que povoam esse mundo expiatório regido pelo medo chocando-se uns contra os outros, a fim de não verem seus próprios reflexos.
Alguém uma vez apareceu no mais intenso caos, sem saber ou sem acreditar nos reais motivos que regiam sua vida, uma luz acendeu de imediato uma incontrolável seqüência de eventos sincrônicos às vezes mascarados em coincidências que teria o potencial de modificar tudo ao redor .
Eu vi a claridade e também fui testado, então padrões foram mudados e só assim dor existencial foi gradativamente diminuindo, pois me sentia como um exercito sem nação ou uma ferramenta sem uso .
Se te chamei de estrela é por que mesmo sem saberes foste um guia constante em meio às trevas, eu te fiz assim, e se mesmo sem entender tu me chamaste de sol é porque no intimo tua alma sabe o que vim fazer no teu ser que é incendiar essa singularidade que é você, a fim de irradiar luz assim como você pode polarizar a minha luz que brilhava descoordenadamente .
Não importa o que pareça para ti mas realmente acredito que o universo espera algo gigantesco de nós, realmente acredito em uma força maior regendo cada segundo da nossa historia, realmente acredito que seremos cobrados por isso e que no final estaremos juntos e idosos chorando por todos os lugares belos que não fomos, pelos sonhos desfeitos, por todas as palavras não ditas, por tudo que não fomos podendo ter sido, e agora impossibilitados pelo desgaste dos nossos corpos de carne querendo retornar a seu estado primordial que é e sempre será poeira de estrelas ...
Recife,1 de setembro de 2009
Foi muito importante enquanto durou ...
154> O ULTIMO SOPRO
Um pouco antes do final do mundo
Tudo se define em temporalidade
O real sentido a muito buscado
Agora e tão somente agora surgido
Mesmo em uma fração de segundo
Tão efêmera quanto à contagem
Da linha de nossa fugaz vida
Que se passe e se perca no infinito
Que se sinta e se apague a chama
Dentre todos o maior dos ciclos
Dentre tantas a única realidade
Messiânica verdade só impressa
No derradeiro sopro de vida ...
Recife,28 de agosto de 2009
Tudo se define em temporalidade
O real sentido a muito buscado
Agora e tão somente agora surgido
Mesmo em uma fração de segundo
Tão efêmera quanto à contagem
Da linha de nossa fugaz vida
Que se passe e se perca no infinito
Que se sinta e se apague a chama
Dentre todos o maior dos ciclos
Dentre tantas a única realidade
Messiânica verdade só impressa
No derradeiro sopro de vida ...
Recife,28 de agosto de 2009
153> A RAINHA DO MILHO
Uma mão balança e move o berço
Como um pendulo e seu tesouro
Iguais aqueles incontáveis dias
Na meia altura do muro de pedra
Os cães do quintal disputam atenção
A dona da casa só tinha sete anos
Deixe-me mostrar o avião a passar
E como brilhava aquele verão...
E como todos foram subjugados
Sob o antigo olhar de uma criança
Instrumentos de corda eram ouvidos
Patchuli e pólvora eram os aromas
Sempre senti fome daquela alma
E o São João gostoso vai ficar
Com o milho que acaba de chegar...
Recife,25 de agosto de 2009
Como um pendulo e seu tesouro
Iguais aqueles incontáveis dias
Na meia altura do muro de pedra
Os cães do quintal disputam atenção
A dona da casa só tinha sete anos
Deixe-me mostrar o avião a passar
E como brilhava aquele verão...
E como todos foram subjugados
Sob o antigo olhar de uma criança
Instrumentos de corda eram ouvidos
Patchuli e pólvora eram os aromas
Sempre senti fome daquela alma
E o São João gostoso vai ficar
Com o milho que acaba de chegar...
Recife,25 de agosto de 2009
152> SENHORES DE TODAS AS DIREÇÕES
Como eu poderia saber o que aconteceria
Tudo ficou escuro, solitário e frio
Foram noites fugindo de mim mesmo
A batalha se processava em duas frentes
Essa mesma dualidade que nos viola
Não imaginei o tamanho do interesse divino
Pesadelos e madrugadas não edificantes
E quem foi minha Antares e meu Aldebaran ?
E agora pude ver os senhores de todas as direções
A fim de ser reapresentado a mim mesmo ...
Quem fez a mais alta aposta e ficou ate aqui ?
Reivindicado esta tudo que o tempo me roubou
E tudo que eu deixe o tempo me roubar ...
Nunca acreditei mesmo em ser derrotado
Então deixe-me entrar, deixe-me entrar .
Recife,24 de agosto de 2009
Tudo ficou escuro, solitário e frio
Foram noites fugindo de mim mesmo
A batalha se processava em duas frentes
Essa mesma dualidade que nos viola
Não imaginei o tamanho do interesse divino
Pesadelos e madrugadas não edificantes
E quem foi minha Antares e meu Aldebaran ?
E agora pude ver os senhores de todas as direções
A fim de ser reapresentado a mim mesmo ...
Quem fez a mais alta aposta e ficou ate aqui ?
Reivindicado esta tudo que o tempo me roubou
E tudo que eu deixe o tempo me roubar ...
Nunca acreditei mesmo em ser derrotado
Então deixe-me entrar, deixe-me entrar .
Recife,24 de agosto de 2009
151> O INEXPLICAVEL MEDO DO FIM
Chegou como se o tempo fosse seu escravo
E tudo se tornou lentamente estático
Alterações na percepção da realidade exterior
Apenas uma nova forma de ver o mundo interior
Era possível se ver alem das mascaras densas
As espumas fluíam na intermitência das ondas
Universos feitos dos puros cristais do sal da terra
A mesma mão que fixou os astros na abobada do céu
Velou a infância da vida em um berço de estrelas
Tudo esta imerso nessa plenamente grandiosa ligação
Propaguem esse saber ate as marés mais distantes
Onde se teme ainda um fim inexplicável para tudo
Quem se deixou levar pelas correntes do nobre pensar
Palmas e sorrisos infantis esperam no fim desta via
Veja que o escuro so existe para realçar a beleza da luz ...
Recife,23 de agosto de 2009
E tudo se tornou lentamente estático
Alterações na percepção da realidade exterior
Apenas uma nova forma de ver o mundo interior
Era possível se ver alem das mascaras densas
As espumas fluíam na intermitência das ondas
Universos feitos dos puros cristais do sal da terra
A mesma mão que fixou os astros na abobada do céu
Velou a infância da vida em um berço de estrelas
Tudo esta imerso nessa plenamente grandiosa ligação
Propaguem esse saber ate as marés mais distantes
Onde se teme ainda um fim inexplicável para tudo
Quem se deixou levar pelas correntes do nobre pensar
Palmas e sorrisos infantis esperam no fim desta via
Veja que o escuro so existe para realçar a beleza da luz ...
Recife,23 de agosto de 2009
150> O FIO

Naquele mural no recinto surreal da várzea fria
Emerson abriu caminho de volta aos Vedas
Com vidas, fatos, mundos e objetos transpassados
Todos unidos no infinito fio e seus arcos espiralados
Qual a única realidade que nos cerca, envolve e nutre ?
E sobre esse fio ,
Quem o segura ?
De que é feito ?
O que ele liga ?
Com que propósito ?
Quem entrará neste saber secreto e sagrado
Secreto para os que não podem ver
Sagrado para os que podem ver
Eu ou você ? Nós ? Melina ou o irmão dela ?
Veja o fio que nos une em diferentes dimensões.
Recife,14 de agosto de 2009
segunda-feira, 31 de maio de 2010
149> CARNEIROS

Ocorreu no instável e quase perdido agosto
Algumas vozes dispunham em contrario
Mas foram silenciadas
Alguns pensamentos ecoavam duvidas
Mas foram afastados
A hora de despertar e a temperatura
A forma de acordar e a desenvoltura
Resumo das preocupações onde tudo era lúdico
Então espero no balanço
Então vamos novamente ao zoológico
Sol e chuva, mas sem raposa alguma
Silencio e segredos, mas sem palavra alguma
O sopro do tão falado vento veiculava
A tão cantada chuva da nossa historia
Fértil, fértil .
A roupa de marinheira e passeio de barco
As mãos com pedrinhas e os arrecifes
Disse-me que as coisas ocorrem naturalmente
E que o depois podia não ser tão ruim
Então se deite aqui, eternamente aqui...
Recife,12 de agosto de 2009
148> OS SERES DA CHUVA E DO TEMPO *
Por que a chuva insiste em cantar aos meus ouvidos ?
Sua voz eólica sopra pequenos mundos em gotículas
Quase me perco em tantos sentidos trazidos de fora
O clarão precede o estrondo como um aviso prévio
O medo de morrer e de renascer sem ver os sinais
Sabe aquele frio que percorre a frágil carne jovem ?
Por vezes podem vir e riem-se de nossos temores
Vão enchendo o ar de uma nostalgia elétrica e telúrica
Cada vez que abro as janelas do meu próprio refugio ...
Seus filhos emanam do solo primeiro com seu aroma
Invadem o ciclo gerador que tornou-se em vida
A lembrança tão imaculada das eras mais remotas
Então o calor de outra mão me torna ao mundo visível
Como um samurai que reverencia seu único senhor
Meu elo incorruptível com o outro ver das coisas...
E quem habita na chuva, na areia, na neve e no tempo ?
E quando poderei ve-los novamente cingindo o espaço ?
E para minha jornada um vasto e incessante mundo novo .
Recife,4 de agosto de 2009
Sua voz eólica sopra pequenos mundos em gotículas
Quase me perco em tantos sentidos trazidos de fora
O clarão precede o estrondo como um aviso prévio
O medo de morrer e de renascer sem ver os sinais
Sabe aquele frio que percorre a frágil carne jovem ?
Por vezes podem vir e riem-se de nossos temores
Vão enchendo o ar de uma nostalgia elétrica e telúrica
Cada vez que abro as janelas do meu próprio refugio ...
Seus filhos emanam do solo primeiro com seu aroma
Invadem o ciclo gerador que tornou-se em vida
A lembrança tão imaculada das eras mais remotas
Então o calor de outra mão me torna ao mundo visível
Como um samurai que reverencia seu único senhor
Meu elo incorruptível com o outro ver das coisas...
E quem habita na chuva, na areia, na neve e no tempo ?
E quando poderei ve-los novamente cingindo o espaço ?
E para minha jornada um vasto e incessante mundo novo .
Recife,4 de agosto de 2009
147> SINCRONICIDADE *
Lua crescente no fim do sétimo mês
Mais vivos que em todos os outros
A força gravitacional decomposta
Dois eixos e planos agora harmônicos
As palmas vinham do seres alados
Tão lindos ...
Vamos corre para ver os sinais !
A lua agora regia uma orquestra de estrelas
Às vezes um lapso dimensional era causado
A fenda da ponte entre os dois mundos
Por onde podia-se distorcer o tempo
Que escorria liquido entre a matéria
Acontecia quando eles se encontravam
Saiam de casa para ouvir nossa causa
Algo escondido no destino se mostrava
Simplesmente não podia ser parado
Luz, paz e amor eu já ouvi dos mestres
E tive ...
Ofereço o saber do olho que tudo vê
A serviço do coração que nunca se cansa
Como momentos efêmeros no tempo
Podem ser imensamente grandiosos ?
Como tudo fica claro quando fecho os olhos ?
No sentido contrario todos estão de joelhos
Se somos os verdadeiros filhos de Cain
E de uma infinidade de outros orbes
A ancestralidade permeia nosso olhar...
Recife,28 de julho de 2009
Mais vivos que em todos os outros
A força gravitacional decomposta
Dois eixos e planos agora harmônicos
As palmas vinham do seres alados
Tão lindos ...
Vamos corre para ver os sinais !
A lua agora regia uma orquestra de estrelas
Às vezes um lapso dimensional era causado
A fenda da ponte entre os dois mundos
Por onde podia-se distorcer o tempo
Que escorria liquido entre a matéria
Acontecia quando eles se encontravam
Saiam de casa para ouvir nossa causa
Algo escondido no destino se mostrava
Simplesmente não podia ser parado
Luz, paz e amor eu já ouvi dos mestres
E tive ...
Ofereço o saber do olho que tudo vê
A serviço do coração que nunca se cansa
Como momentos efêmeros no tempo
Podem ser imensamente grandiosos ?
Como tudo fica claro quando fecho os olhos ?
No sentido contrario todos estão de joelhos
Se somos os verdadeiros filhos de Cain
E de uma infinidade de outros orbes
A ancestralidade permeia nosso olhar...
Recife,28 de julho de 2009
146> A CHEGADA
O paraíso não tinha espaço para meu coração
O universo não tinha fim para minha visão
As letras não têm alimento para minha emoção
É porque tudo se agiganta
Diante da energia da vida
O baile sob o os lençóis lunares
Algo que nunca duvidei em sentir
Por isso senti !
E me confirme se foi o vento que te trouxe
E se anuncie se foi a felicidade tua escolha
Olhe bem tuas irmãs todas no céu
Sorrido, brincando e refletindo-se
No mar escuro dos nossos olhos
Meus escritos tentaram te dizer
Dez mil mundos em mil palavras
Ainda não ditas ...
Recife,20 de julho de 2009
O universo não tinha fim para minha visão
As letras não têm alimento para minha emoção
É porque tudo se agiganta
Diante da energia da vida
O baile sob o os lençóis lunares
Algo que nunca duvidei em sentir
Por isso senti !
E me confirme se foi o vento que te trouxe
E se anuncie se foi a felicidade tua escolha
Olhe bem tuas irmãs todas no céu
Sorrido, brincando e refletindo-se
No mar escuro dos nossos olhos
Meus escritos tentaram te dizer
Dez mil mundos em mil palavras
Ainda não ditas ...
Recife,20 de julho de 2009
145> OS DOIS PODERES
A luz enfim rompeu uma longa treva
Um beijo que paralisou os malévolos
Cavaleiros rompem o rio das duas cidades
Onze níveis acima os sentidos em mim
Usando o olhar da mais bela de outubro
Congelaram meus ímpetos corrompidos
Causando terror nos tais sombras
Depois da explosão, o doloroso exílio
Fomos entregues a nos mesmos
Um campo de força isolava o resto
Eu não podia fugir de mim mesmo
Mas o vento trazia os teus fluidos
Atirava-me de joelhos ante as memórias
Agora vejo a obra dos engenheiros alados
A dor e solidão sentida naquelas noites
As capitais tão perto e tão distantes
Ascendeu o fogo e este a tudo transforma
Mas existia a eterna lei da atração
Como a sutil água que corrói a rocha
A semente do destino não mais latente
As cordas cada vez mais harmônicas
Após o fim da auto-obsessão da mente
Prontos enfim para a união dos dois poderes
Decididamente planos surgindo de planos
Um sentimento novo, mas nasceu maduro
Dividimos o mesmo ar que respiramos
Multiplicamos a luz que nos guia
E o céu nos presenteia com a lua cheia
Recife,18 de julho de 2009
Um beijo que paralisou os malévolos
Cavaleiros rompem o rio das duas cidades
Onze níveis acima os sentidos em mim
Usando o olhar da mais bela de outubro
Congelaram meus ímpetos corrompidos
Causando terror nos tais sombras
Depois da explosão, o doloroso exílio
Fomos entregues a nos mesmos
Um campo de força isolava o resto
Eu não podia fugir de mim mesmo
Mas o vento trazia os teus fluidos
Atirava-me de joelhos ante as memórias
Agora vejo a obra dos engenheiros alados
A dor e solidão sentida naquelas noites
As capitais tão perto e tão distantes
Ascendeu o fogo e este a tudo transforma
Mas existia a eterna lei da atração
Como a sutil água que corrói a rocha
A semente do destino não mais latente
As cordas cada vez mais harmônicas
Após o fim da auto-obsessão da mente
Prontos enfim para a união dos dois poderes
Decididamente planos surgindo de planos
Um sentimento novo, mas nasceu maduro
Dividimos o mesmo ar que respiramos
Multiplicamos a luz que nos guia
E o céu nos presenteia com a lua cheia
Recife,18 de julho de 2009
sábado, 29 de maio de 2010
144> CÉU DE UMA ESTRELA

Eu dizia que as coisas podiam ser maravilhosas
Você permanecia em silencio
Você dizia que não conseguiria ir tão longe
Eu te deixei ir para ver-te voltar
Um vento varreu de vez nossos medos
A noite abrandou seu espírito inquieto
O dia aqueceu a alma fria
Trinta e cinco invernos encontraram
Vinte e seis outonos mágicos
Quem deu esse poder aos teus olhos ?
E quem da poder as minhas palavras ?
Ela sentiu uma conspiração do universo
Eu sinto um imenso propósito ...
Viajar sem se mover e amar sem morrer
Não tenho mais as tantas palavras !
Conheço as constelações e suas lendas
Temendo o escuro centro da galáxia
Deixo apenas minha estrela entrar ...
Recife,17 de julho de 2009
iImagem da web
143> A PRAÇA DO CRUZEIRO
A trilha de pedra subia não íngreme
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
142> INTENSO ESPLENDOR DA VIDA
Eles teimam em quebrar a magia
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
141> 12 DE OUTUBRO DE 1942

Toda força da vontade dos exilados
Silenciosamente a aprovação do alto
Focalizada determinação de um homem
A maquina do tempo agora se curva
Onde todos no futuro se curvarão
Os dois olhos nos dois horizontes
Um celeste e outro navegável
Observavam as estrelas dançarem
Enquanto eram observados...
Naus aladas em riscos cintilantes
Umidade doce pesava salgado ar
O silencio do corpo e o grito da alma
Cautelosa manobra a estibordo
Bandeirolas, estandartes ao mar
Presente e futuro agora em terra firme
Quem mais veria o Novo Éden ?
Onde toda maldade foi interrompida
Serão dignos os meus zeladores ?
Em nome da aliança de Aragão & Castela
E no nome do nobre florentino Vespúcio
Que venham os outros filhos de Atlântida
Seus irmãos perdidos e a muito separados
Amor e ódio, sangue e ouro, ambição e sonho
Novamente fundidos em mais um continente
Herdando a grandiosa saga humana na Terra ...
Recife,5 de julho de 2009
140> BOSQUES DA BAVARIA
A farda limpa e bem passada
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
139> A LUZ VELADA

Sagitario aponta o risco
Maya nao via a ameaça
O fim do ciclo do laço
Os generais de Irshu se vão
E com eles o codigo
Tudo precisto e orquestrado
No governo oculto do mundo ...
Mais de cinco milenios depois
Ainda se compra e vende ilusões
Mimetizadas em um arcano a mais
Elitizando as forças naturais
Estilizndo-se em trajes rituais
Caidos no outro lado e despreparados
Para o abismo de horrores
Blasfemia e pretenção desta matematica
Serão varridas dos treze mundos
Pelos filhos da luz velada
Escute a "sublime canção"
Este som que a tudo integra
O reflexo do cone da vida
Nas petalas de uma margarida
Recife(astral),12 de junho de 2009
Não se iludam , essas palavras são para pouquíssimos seres viventes .
138> ANJOS DE UMA ASA SÓ
Som de gotas contra o chão
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
137> QUARTO ANO
A lógica era cruel com os sentimentos
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
136> RECOMEÇAR
Acordou de um sono de tres anos
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
135> PROCULO

REFLETIA O BRILHO NO POÇO INFINITO
A PALIDA AMALGMA TRIDIMENSIONAL
AS PONTES VELADAS POR GUARDIÕES
INABALAVEL FÉ A MUITO INCOMPREENDIDA
E AGORA TÃO LONGE DAS PLEIADES
NUNCA NOS DECEPCIONOU
MESMO DECEPCIONADO
NUNCA NOS ABANDOU
MESMO ABANDONADO
SEMPRE NOS AMOU
MESMO TÃO ODIADO
TROQUE SUAS VESTES CELESTES
ABRA PASSAGEM PARA QUEM SE DEVE
ONDE FACHOS DE LUZ NÃO SE CRUZAM
NA ORBITA ESCURA DESTE ORBE
O REAL EXERCITO DA SALVAÇÃO
PORQUE AS VEZES
NOS ESCURECEMOS NAS LUZES
E NOS CLAREAMOS NAS TREVAS ...
Recife,28 de junho de 2009
134> UM OUTRO PUJA *
DEITADO NO LEITO NO MAR
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
133> REDEMOINHO DE LUZ

A paz retornou naqueles tres dias
Um momentaneo descanço ao anjo
Ja que estas tão longe do diluvio
E o mar silenciosamente avança
Mas esta noite minha calmaria
Cinza-prata, cinza-cinza, cinza-azul
A troca de tons e o vento vem avisar
A tempestade que vai chegar
E nossas vidas definitivamente mudar
Varrer toda a ferrugem da alma
O fim do tempo como nós conheciamos
A grande armação do divino
inevitavel, fatalmente impossivel
So unidos pode-se atravesar
A pior tormenta do seculo
Mas nos é deixado a escolha
Vencer juntos ou cair sozinhos ...
Preparem-se, o circulo será fechado
Recife,22 de junho de 2009
132> CIRCULO DE FOGO
Sempre corriam da luz do sol
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
131> MADRUGADA COM BEETHOVEN E FORMALHAUT *
UM PASSO POR VEZ
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
130> VALSA DO DESESPERO
La fora um novo palco
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
segunda-feira, 24 de maio de 2010
129> IRMÃ SEMENTE E A SOMBRA DIVINA

Eis que soprava forte o vento sul
Então temos o sentido mais reto
Serenidade arriscada em percepção
Envolto por matéria tranformada
Chapéu, crucifixo, telescopio
Envolto em energia transbordada
Lua cheia,fluidos magneticos
Envolto em emoções indescritiveis
Fervor, paciencia , firmeza
Clima, coraçao e mente revoltos
Além de meus intrumentos ópticos
Bem alem...
E se apresenta o sentido oculto
Mais e mais vem e nao se vai
Morfeu e as viagens aos umbrais
Mares psiquicos e sombrios
Aos quais não faço parte jamais
Mas em missão este barco me tras
Continencia as guerras inacabadas !
Civilizacões todas atormentadas
No fim so eu e minha irmã semente
O conjuto da obra se glorifica
Afogando em pseudo-fe os clementes
Afrontando a motivaçao dos tementes
Recife, 9 de junho de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
128> FRENTE A FRENTE
Salto para a dimensão do meio
Sons, sinos e tudo lentificado
Terrível dor do conhecimento
As vezes tudo parecia feio
Lava, espectros e carvão calcinado
Pelo fogo tudo consumido
Um brilho verde vem
"Ah, que cheiro de jasmim"
Aproxime-se e deixe acontencer
Folhas de louro são proteção
Em fim estamos frente a frente
Sempre que assim proceder
Recife,10 de junho de 2009
Sons, sinos e tudo lentificado
Terrível dor do conhecimento
As vezes tudo parecia feio
Lava, espectros e carvão calcinado
Pelo fogo tudo consumido
Um brilho verde vem
"Ah, que cheiro de jasmim"
Aproxime-se e deixe acontencer
Folhas de louro são proteção
Em fim estamos frente a frente
Sempre que assim proceder
Recife,10 de junho de 2009
127> UM DIA
Me levou tão alto
E amei o azul
Aquele meu sorriso
E o tempo não para
Mas quando juntos
Criamos realidade
A cadeira proxima
E a canção italiana
Você fecha os olhos
E a emoção salta
Algumas meias verdades
E tantas saudades !
Sem amor para brindar
As fontes secam
As flores murcham
Cores acinzentam
Ate que um dia...
Bom dia ...
Recife,10 de junho de 2009
E amei o azul
Aquele meu sorriso
E o tempo não para
Mas quando juntos
Criamos realidade
A cadeira proxima
E a canção italiana
Você fecha os olhos
E a emoção salta
Algumas meias verdades
E tantas saudades !
Sem amor para brindar
As fontes secam
As flores murcham
Cores acinzentam
Ate que um dia...
Bom dia ...
Recife,10 de junho de 2009
126> ZELADOR DA LUZ

Com as roupas de fluidos gastas
Sentado na saida do tunel
Eu e minhas vividas memorias
O que zelou em silencio
O sobrevivente da solidão
Aquele que se fez luz nas trevas
Quem foi alvo agora reivindica
Sem temer o peso da lei
Ansiedade e amargura vem, sempre vem
Mas deixo que atravessem
e passem, passem
A explicação em duas variaveis
Em que caminho de sombras estas
Agora que estou tão perto
Do reverso de todo esse mal
Aqui nas palmas de nossas mãos
Mas tocar-lhe a alma assim era proibido,
Dependeria da força de sua vontade
Acabar de vez com essa maldade
Queria destruir o livre-arbitrio
E te tomar da escuridão
Esquecer a lei-de-pemba
e dissolver as obscuras legiões.
Zelo enquanto a hora se aproxima
De começar o que não pode ser parado...
Recife,6 de junho de 2009, imagem da web
quinta-feira, 20 de maio de 2010
125> A ULTIMA ESQUADRILHA

A marca das asas douradas
Na ultima esquadrilha
Decidir entre o amor e a distancia
Vem tomar minha alma
Vem evitar essa partida
Sem mais lagrimas
E vejo novos confrontos
Pele a pele
Face a face
Um ultimo mergulho evasivo
E a Luftwaffe via seus garotos
Desaparecerem no mar...
Renda-se, renda-se
Vamos para nossa casa
Aquecer meus lábios frios
Só esta noite...
124> O BEAGLE PERDIDO
Avançava ano a dentro
Quando pensei que acabaria
Me vi nos retrovisores
Enxarcado de resignação
Em tudo buscava um sinal
Como que do nada ele veio
Apareceu meio timido, desconfiado
Tricolor era aquele Beagle
Vagando numa fria Recife
Também buscando por algo
Acabo por sorrir deste paralelo
Percebo que nesta sexta
Cedo alguem pensava em mim
Bate teu coração no meu peito
Desaparece todo essa medo
Recife,5 de junho de 2009
Quando pensei que acabaria
Me vi nos retrovisores
Enxarcado de resignação
Em tudo buscava um sinal
Como que do nada ele veio
Apareceu meio timido, desconfiado
Tricolor era aquele Beagle
Vagando numa fria Recife
Também buscando por algo
Acabo por sorrir deste paralelo
Percebo que nesta sexta
Cedo alguem pensava em mim
Bate teu coração no meu peito
Desaparece todo essa medo
Recife,5 de junho de 2009
123> LEVANTA-TE
Pensei naquele nome
Respirei lento e profundo
O clima se altera a contento
Muitas palavras ao vento
Mas eu estive lá
Mas eu estive lá
Ofereci o que será meu
Sem sorrisos no fim
Fugi da verdade que se arvora
Com lagrimas no fim
Mas novamente vou mudar
Eu e oito anjos te observamos
Criamos espaços bem diferentes
Atento aquele canto da cama
Um abraço que te libertará
Levanta-te e grite meu nome !
E você entenderá ...
Recife, 1 de junho de 2009
Respirei lento e profundo
O clima se altera a contento
Muitas palavras ao vento
Mas eu estive lá
Mas eu estive lá
Ofereci o que será meu
Sem sorrisos no fim
Fugi da verdade que se arvora
Com lagrimas no fim
Mas novamente vou mudar
Eu e oito anjos te observamos
Criamos espaços bem diferentes
Atento aquele canto da cama
Um abraço que te libertará
Levanta-te e grite meu nome !
E você entenderá ...
Recife, 1 de junho de 2009
122> LUZ DE AZEITE
Uma única luz havia
A lamparina queimava azeite
O cômodo era privado
O portador da espada templária
Apreciava aqueles elementais
Em sonho o aviso fora dado
Ele entendeu sem saber
Sem mais ter poder, afastou-se
Tendo feito o antigo resgate
Liberando aquele karma
Uma nova porta que se abre
Não gastaria os anos do céu
Cego a toda luz do sol
E eu era este sol invisível
Imensurável aos pequenos mortais
E agora o frio aumenta
A conta de tudo se aproxima
Desde que você escolheu a morte
Eu vivi no fim do mundo
Mas a primavera muda tudo...
Recife,30 de maio de 2009
A lamparina queimava azeite
O cômodo era privado
O portador da espada templária
Apreciava aqueles elementais
Em sonho o aviso fora dado
Ele entendeu sem saber
Sem mais ter poder, afastou-se
Tendo feito o antigo resgate
Liberando aquele karma
Uma nova porta que se abre
Não gastaria os anos do céu
Cego a toda luz do sol
E eu era este sol invisível
Imensurável aos pequenos mortais
E agora o frio aumenta
A conta de tudo se aproxima
Desde que você escolheu a morte
Eu vivi no fim do mundo
Mas a primavera muda tudo...
Recife,30 de maio de 2009
121> O DOMADOR DE CAVALOS
Surdez para tudo que tenho a dizer
Tal mecanismo não permite retroceder
O domador de cavalos indomáveis
E aqueles cabelos negros...
Logo quando você veio levar
Acho que não consigo voltar
Cheio dos meus milagres
E aquela mesma voz...
Eu pensei e pensei em você
Do estar medico via-se a roseira
E também tudo aquilo
E aquela antiga escultura...
Tentei ir longe de mais
Mas sempre te tive em mente
Realmente pulei a janela aberta
Sem aquela tua calma...
Apostando contra o próprio eu
Eu me esforcei tanto, tanto
E enfim você se importou
Quando aquele vento soprou...
Recife,30 de maio de 2009
Tal mecanismo não permite retroceder
O domador de cavalos indomáveis
E aqueles cabelos negros...
Logo quando você veio levar
Acho que não consigo voltar
Cheio dos meus milagres
E aquela mesma voz...
Eu pensei e pensei em você
Do estar medico via-se a roseira
E também tudo aquilo
E aquela antiga escultura...
Tentei ir longe de mais
Mas sempre te tive em mente
Realmente pulei a janela aberta
Sem aquela tua calma...
Apostando contra o próprio eu
Eu me esforcei tanto, tanto
E enfim você se importou
Quando aquele vento soprou...
Recife,30 de maio de 2009
120> REQUIEM PARA UMA ESTRELA
Chore pela criança morta em mim
Aquela que um dia você amou
E os anos são tão implacáveis
E essas dores são tão implacáveis
Darei-te o que dela restou
Costumava cantar em voz baixa
Contava os mais singelos momentos
Enterrava toda negação cética
Sonhava em receber seus cumprimentos
Um vaso de beleza eclética
O enforcado e a torre invertida
Novamente o carro... oh minha sete saias
Sobrevivi a tudo e a todos
Para queimar assim ?
Impotente de joelhos ao grande destino ...
Ouvia piano quando você nasceu
Meus olhos brilharam pela primeira vez
Estava no inferno quando você chegou
Meu coração amou na primeira vez
Aprendi a lição enquanto você sofria
Amor assim em vida, uma unica vez ...
Recife, 28 de maio de 2009
Aquela que um dia você amou
E os anos são tão implacáveis
E essas dores são tão implacáveis
Darei-te o que dela restou
Costumava cantar em voz baixa
Contava os mais singelos momentos
Enterrava toda negação cética
Sonhava em receber seus cumprimentos
Um vaso de beleza eclética
O enforcado e a torre invertida
Novamente o carro... oh minha sete saias
Sobrevivi a tudo e a todos
Para queimar assim ?
Impotente de joelhos ao grande destino ...
Ouvia piano quando você nasceu
Meus olhos brilharam pela primeira vez
Estava no inferno quando você chegou
Meu coração amou na primeira vez
Aprendi a lição enquanto você sofria
Amor assim em vida, uma unica vez ...
Recife, 28 de maio de 2009
119> ALÉM
Todos disseram que estava morto,
Mas não enterrei
Quando pareceu não ter sentido,
Eu insisti
Avancei ate onde era o dito fim
E fui alem
Mesmo no gelo do inverno
Eu continuei plantando
Mesmo quando sozinho
Continuei amando
E quando todos estavam estáticos
Eu continuei mudando ...
Então deixo um aviso
Aos em rota de colisão
Eis que encontrarão uma rocha
De firmeza e propósito
Então recolho este momento
Aos que roubaram meu tempo
Eis que cegarão em uma tocha
De fé e devoção
Recife,25 de maio de 2009
Mas não enterrei
Quando pareceu não ter sentido,
Eu insisti
Avancei ate onde era o dito fim
E fui alem
Mesmo no gelo do inverno
Eu continuei plantando
Mesmo quando sozinho
Continuei amando
E quando todos estavam estáticos
Eu continuei mudando ...
Então deixo um aviso
Aos em rota de colisão
Eis que encontrarão uma rocha
De firmeza e propósito
Então recolho este momento
Aos que roubaram meu tempo
Eis que cegarão em uma tocha
De fé e devoção
Recife,25 de maio de 2009
118> AMOR, A DIVINA ARTE DA CRIAÇÃO
Olhei de volta e não me vi
Percebi acima deste mar
A natureza do nosso amor
Sem mais nada para falar
Sem medo de toda dor
Jurei que nunca mais iria voltar
Promessas que adoro quebrar
Te chamo nos ares do vento
A fim de quebrar teu tempo
Para perfumar toda uma vida
Olhos que derrubaram um anjo do céu
Sentimentos que inundaram as ruas
As estrelas em um sistema binário
Geram agora todos elementos essenciais
Ao amor que é a arte divina da criação ...
Um desejo de unir tudo que foi separado
Explodir tudo que a vida implodiu
Ferver os oceanos, derreter as calotas
Aceder a chamas da noite e tombar o sol
Enluarado, enluarado ...
Recife, 24 de maio de 2009
Percebi acima deste mar
A natureza do nosso amor
Sem mais nada para falar
Sem medo de toda dor
Jurei que nunca mais iria voltar
Promessas que adoro quebrar
Te chamo nos ares do vento
A fim de quebrar teu tempo
Para perfumar toda uma vida
Olhos que derrubaram um anjo do céu
Sentimentos que inundaram as ruas
As estrelas em um sistema binário
Geram agora todos elementos essenciais
Ao amor que é a arte divina da criação ...
Um desejo de unir tudo que foi separado
Explodir tudo que a vida implodiu
Ferver os oceanos, derreter as calotas
Aceder a chamas da noite e tombar o sol
Enluarado, enluarado ...
Recife, 24 de maio de 2009
117> NOITE REVELADA
Cada encontro cedia o véu
Pelos deuses como posso lembra?
Não esta certo saber ...
Mas a noite clareava-me tua alma
Os desejos íntimos compartilhados
Revelação
Mas ela guardava vaga recordação
Eu impregnado de cada segundo
Ela vem sempre à noite
Nos vivíamos sempre à noite
Mas leve esse amor para o dia
E traga mais dia para a vida
Recife,23 de maio
Pelos deuses como posso lembra?
Não esta certo saber ...
Mas a noite clareava-me tua alma
Os desejos íntimos compartilhados
Revelação
Mas ela guardava vaga recordação
Eu impregnado de cada segundo
Ela vem sempre à noite
Nos vivíamos sempre à noite
Mas leve esse amor para o dia
E traga mais dia para a vida
Recife,23 de maio
segunda-feira, 17 de maio de 2010
116> IV LEGIÃO

Acalma-te sob teus novos desígnios
Guerreiros da luz não podem ser feridos
Ergue tua espada sob tua fronte
E que gire o mundo sob tua lamina
Que caiam os obscuros a tua frente
Assim foi dito e assim foi feito
A visão se estendeu ao futuro
A dor do tempo voltou aos tolos
Almas jovens, inquietas e perdidas
Presas fáceis dos antigos lobos
A quarta legião do exército celeste
Vigia através do olho do touro
Guardando no céu a porta do leste
Derrama teu brilho vermelho-ouro
Guia-me ante ao caos e as trevas
Recife,22 de maio de 2009
115> OUTRA NOITE DE SONHOS REAIS
Eram tantas salas escuras
Algumas pessoas bem conhecidas
Portas que levavam a portas
Mas sei como te encontrar
No canto frio de uma sala
Encolhida para a noite
E para a vida
E venho e trago calor
Eu vou levo tua cor
E já era hora de ir
Imperativa era tua queixa
Ele teria de desistir da queda
Um caminho entre dois mundos
Dessa vez não vi tua real face
Não tive teu real beijo
Minha mão agora sente a bainha
Da minha velha angelical espada
Vejo os olhos pesados de outono
Sem saber da vinda de um inverno
Pronto para cristalizar teu sangue
Esperei alem da hora de partir
E me fui em terrível negação
O céu derramado nos cabelos
Assim estava ela, intangível
Prisioneira de suas escolhas
Privando-se de conhecer o amor
Por acreditar que já o tinha
Parto para alem dos olhos como fora sugerido
Deixando um rastro de pureza que consumirá
Nossa casa de ladrilhos e tijolos aparentes...
Recife,22 de maio de 2009
Algumas pessoas bem conhecidas
Portas que levavam a portas
Mas sei como te encontrar
No canto frio de uma sala
Encolhida para a noite
E para a vida
E venho e trago calor
Eu vou levo tua cor
E já era hora de ir
Imperativa era tua queixa
Ele teria de desistir da queda
Um caminho entre dois mundos
Dessa vez não vi tua real face
Não tive teu real beijo
Minha mão agora sente a bainha
Da minha velha angelical espada
Vejo os olhos pesados de outono
Sem saber da vinda de um inverno
Pronto para cristalizar teu sangue
Esperei alem da hora de partir
E me fui em terrível negação
O céu derramado nos cabelos
Assim estava ela, intangível
Prisioneira de suas escolhas
Privando-se de conhecer o amor
Por acreditar que já o tinha
Parto para alem dos olhos como fora sugerido
Deixando um rastro de pureza que consumirá
Nossa casa de ladrilhos e tijolos aparentes...
Recife,22 de maio de 2009
114> PORTO DO ALÉM-MAR *
O espaço dos devotos do amor
Revertia todas as historias perdidas
Embala um impulso sem medida
No tom de musicas cheias de dor
Não foi possível no atalho
E o caminho era longo
O caminho para casa ...
Nesta arvore o belíssimo galho
Deixe-o passar solitário novamente
Assim como veio ao presente
E como rompeu com o passado
Atravessando um rio de desventuras
O amor venceu todos males
Náufragos nos sete mares da vida
À noite em prontidão no porto
Ninguém retorna da água gélida
E em meus braços quentes
O calor da mesma febre ...
Recife,20 de maio de 2009
Revertia todas as historias perdidas
Embala um impulso sem medida
No tom de musicas cheias de dor
Não foi possível no atalho
E o caminho era longo
O caminho para casa ...
Nesta arvore o belíssimo galho
Deixe-o passar solitário novamente
Assim como veio ao presente
E como rompeu com o passado
Atravessando um rio de desventuras
O amor venceu todos males
Náufragos nos sete mares da vida
À noite em prontidão no porto
Ninguém retorna da água gélida
E em meus braços quentes
O calor da mesma febre ...
Recife,20 de maio de 2009
113> SÃO JOSÉ DO HORTENCIO

E corria livre de tudo
Nada podia impedir as fadas
E sob lagrimas vi o sentido do amor
O fogo recobria meu coração
A visão se intensificava
Como que mais perto do passado
Bem alem das coisas objetivas
Minha vela de toda fé
Uma historia tão mal contada
O curtume perto da ponte
Que deus o tenha senhor Max
Dei tudo de mim
Um mundo de bondade
Que deixou tanta saudade
Prepare o cavalo do doutor
Traga a cuca e cuidado com o trator
Diga a Débora que sonhei com Raquel
No inverno que nunca passou...
Recife,18 de maio de 2009
Dedicado a todos do posto de saude de Sao jose do Hortencio - Rs, lembrando Darci e familia e Debora que eh uma grande alma ! Dedico tb a Raquelzinha ! Vcs todos sao INESQUECIVEIS ...
112> SIAMESA
Fazei a nova vida brotar do seio da terra
A caverna do deserto a fonte e o ninho
O símbolo de vida em minhas mãos
Mas mãos muitos jovens ...
Quem nascerá sob o vermelho Antares
O que trará a forca do céu estrelado
Unindo tudo que foi afastado
Poemas, palavras e meus temas solares
Tenho certeza de estar preparado
Planos dentro de mil lugares
De fora te vejo dar as mesmas voltas
Era tão nova minha alma siamesa
A bússola que usei com destreza
Na mira das flechas de sagitário
Ainda bem que te apontei a certeza
Ainda bem que você veio me ver
Ainda bem que tive um pressagio
Recife,20 de maio de 2009
A caverna do deserto a fonte e o ninho
O símbolo de vida em minhas mãos
Mas mãos muitos jovens ...
Quem nascerá sob o vermelho Antares
O que trará a forca do céu estrelado
Unindo tudo que foi afastado
Poemas, palavras e meus temas solares
Tenho certeza de estar preparado
Planos dentro de mil lugares
De fora te vejo dar as mesmas voltas
Era tão nova minha alma siamesa
A bússola que usei com destreza
Na mira das flechas de sagitário
Ainda bem que te apontei a certeza
Ainda bem que você veio me ver
Ainda bem que tive um pressagio
Recife,20 de maio de 2009
111> O GIGANTE

Diário da madrugada abstrata
Encruzilhada da meia vida
Sentado tomo a devida medida
Os vejo todos na sala rindo
Não alcançam o rio profundo
Não importa para onde estou indo
Agigantam-se minhas aspirações
Duvidas que não mais me vem
Veja todas aquelas direções
Creia quantas opções se tem
Os passos não mais aceleram
No entanto tornam-se mais largos
Posso caminhar com tua ausência !
Podes ficar sem minha presença ?
Sinta toda essa essência
O tempo trará a sentença
Olhemos firmemente adiante
Enterrando esses falsos desejos
O fardo de tantos anseios
Fizeram surgir um ser gigante !
Recife,17 de maio de 2009
110> TEU JEITO
Vem me embalar ao ar
Salta-me a retina em paz
Mundo mágico que construí
Aqui esta !
Mãos dadas atravesse a rua
Via tua sombra toda nua
Acolhe minhas asas cansadas
Teu colo uma enseada
Nada destrói as cordas
Atrevesse o mar inquieto
Cruzo o ar rarefeito
Te toco daquela forma
Tudo fica radiantemente azul
Quando unimos
O teu jeito ao meu beijo
O meu céu a tua terra
A mistura de encanto e pesar
Minha seriíssima criança
Meu néctar na casca amarga
Teu jeito, teu único jeito ..
Recife,17 de maio de 2009
...
Salta-me a retina em paz
Mundo mágico que construí
Aqui esta !
Mãos dadas atravesse a rua
Via tua sombra toda nua
Acolhe minhas asas cansadas
Teu colo uma enseada
Nada destrói as cordas
Atrevesse o mar inquieto
Cruzo o ar rarefeito
Te toco daquela forma
Tudo fica radiantemente azul
Quando unimos
O teu jeito ao meu beijo
O meu céu a tua terra
A mistura de encanto e pesar
Minha seriíssima criança
Meu néctar na casca amarga
Teu jeito, teu único jeito ..
Recife,17 de maio de 2009
...
109> O SOL SEMPRE VEM
Posso ensaiar ate um sorriso
A vida e suas largas margens
O amanha sempre vem
Algumas parecem tão longe
Ate que o sol vem de vez
O envelope já esta pronto
Cheio do que quiseres ver
Teu porto seguro na vidamar
Ou mais bobagens pueris
Só sei que o sol sempre vem !
E como amo suas roupas cinzas
Sempre quis ver-te naquela roxa
E sonhava com a blusa amarela
A aquarela que me iluminava
Espere que o sol sempre vem
Recife,15 de maio de 2009
A vida e suas largas margens
O amanha sempre vem
Algumas parecem tão longe
Ate que o sol vem de vez
O envelope já esta pronto
Cheio do que quiseres ver
Teu porto seguro na vidamar
Ou mais bobagens pueris
Só sei que o sol sempre vem !
E como amo suas roupas cinzas
Sempre quis ver-te naquela roxa
E sonhava com a blusa amarela
A aquarela que me iluminava
Espere que o sol sempre vem
Recife,15 de maio de 2009
108> BELA TARDE DE OUTUBRO
Quase uma lua após aquela cruzada
As trevas em sua momentânea vitória
Iludidas pela minha inerente dor
Perdidas por não serem atemporais
Um acido veneno corroí o peito
Afastando-me do que me afasta !
Vinde socorrer o teu socorro
Vinde se socorrer em meu socorro
A lua viu a relutância em ver
A rua viu-te tombar em meus braços
O anjo que ouviu tuas promessas
Numa bela tarde de outubro
Recife,15 de maio de 2009
As trevas em sua momentânea vitória
Iludidas pela minha inerente dor
Perdidas por não serem atemporais
Um acido veneno corroí o peito
Afastando-me do que me afasta !
Vinde socorrer o teu socorro
Vinde se socorrer em meu socorro
A lua viu a relutância em ver
A rua viu-te tombar em meus braços
O anjo que ouviu tuas promessas
Numa bela tarde de outubro
Recife,15 de maio de 2009
107> LA BELLE EPOQUE
XIV
De sete em sete tudo avança
Mansão da avenida velha saneamento
Angelita vai voltar estas férias ?
Mas estou na casa de Colin
XXI
Luzes no painel na rodovia escura
Calculei todos espaços possíveis
A arte da velha física que abandonei
Na guerra referente à saúde
XXVIII
Meu ultimo adeus na navegantes
Aquela cidade era inconstante
Estratégia da terra devastada
Ordinário marche !
XXXV
Um amor e uma dor em maio
Decreto la belle epoque
Terra pronta e as sementes triadas
Le jour de gloire est arrivé !
Recife,14 de maio de 2009
Aracaju, Recife, Porto Seguro, Salvador, Cidades separadas por sete anos ...
De sete em sete tudo avança
Mansão da avenida velha saneamento
Angelita vai voltar estas férias ?
Mas estou na casa de Colin
XXI
Luzes no painel na rodovia escura
Calculei todos espaços possíveis
A arte da velha física que abandonei
Na guerra referente à saúde
XXVIII
Meu ultimo adeus na navegantes
Aquela cidade era inconstante
Estratégia da terra devastada
Ordinário marche !
XXXV
Um amor e uma dor em maio
Decreto la belle epoque
Terra pronta e as sementes triadas
Le jour de gloire est arrivé !
Recife,14 de maio de 2009
Aracaju, Recife, Porto Seguro, Salvador, Cidades separadas por sete anos ...
106> NA SOMBRA DA LUA
Três anos após a besta interna
Começar a ser derrotada
Desperto ou a morte condenado
E ando oculto entre os vivos
Vigiado e conhecido pelos mortos
Ainda choro na sombra da lua
Escondido deste mundo
E daquele olhar profundo
Quem é o filho que espera para nascer ?
Quem era o terceiro aliado
Emergindo na piscina do tempo
A resposta bem a sua frente
Em outra decisão atormentada
Respostas inspiram mais perguntas
Algo que espanta o sono
Será bem diferente mas acontecerá
Uma esperança suavizará os semblantes
E nada será mais como antes
Recife,11 de maio de 2009
Começar a ser derrotada
Desperto ou a morte condenado
E ando oculto entre os vivos
Vigiado e conhecido pelos mortos
Ainda choro na sombra da lua
Escondido deste mundo
E daquele olhar profundo
Quem é o filho que espera para nascer ?
Quem era o terceiro aliado
Emergindo na piscina do tempo
A resposta bem a sua frente
Em outra decisão atormentada
Respostas inspiram mais perguntas
Algo que espanta o sono
Será bem diferente mas acontecerá
Uma esperança suavizará os semblantes
E nada será mais como antes
Recife,11 de maio de 2009
105> NA TERRA OU NO CÉU *
O vento frio que entrava
Alimentando as tristes notas
Um piano executava o dia
Passos distantes nas escadarias
Momentos tão rebuscados
Aqui almas perderam o compasso
Naquela noite foram desgarradas
E pousa a fina neblina
Queria apenas saber
Em que abismo ela se inclina
Às vezes assustava-se com esse poder
Procurando algo que a defina
Encontrando algo que não devia ter ...
A musica eleva o tom
Para uma alma que vibra
Palavras não mais sintetizam
Será que o tempo desistiu de nos ?
Ou desistiu apenas de passar ?
Um dia subiras estas escadas
Com passos não mais distantes
Seja na terra ou seja no céu ...
Recife 9 de maio de 2009
Alimentando as tristes notas
Um piano executava o dia
Passos distantes nas escadarias
Momentos tão rebuscados
Aqui almas perderam o compasso
Naquela noite foram desgarradas
E pousa a fina neblina
Queria apenas saber
Em que abismo ela se inclina
Às vezes assustava-se com esse poder
Procurando algo que a defina
Encontrando algo que não devia ter ...
A musica eleva o tom
Para uma alma que vibra
Palavras não mais sintetizam
Será que o tempo desistiu de nos ?
Ou desistiu apenas de passar ?
Um dia subiras estas escadas
Com passos não mais distantes
Seja na terra ou seja no céu ...
Recife 9 de maio de 2009
104> DESPERTO
Às vezes sou convocado
Em verdade arrancado
Parto sem saber
Nem os porquês
Som metálico e magnético
Faíscas e fagulhas
Uso do som forte
Paredes perdem definição
O tempo é cortado
O espaço violado
Imagens, imagens, imagens
Tenho meu papel
Não sou acompanhado
E tudo recomeça
Uma batalha sem fim
Enfim sou conhecido
Agora que estou desperto .
Recife,9 de maio de 2009
Em verdade arrancado
Parto sem saber
Nem os porquês
Som metálico e magnético
Faíscas e fagulhas
Uso do som forte
Paredes perdem definição
O tempo é cortado
O espaço violado
Imagens, imagens, imagens
Tenho meu papel
Não sou acompanhado
E tudo recomeça
Uma batalha sem fim
Enfim sou conhecido
Agora que estou desperto .
Recife,9 de maio de 2009
103> FUGAS FUGAZES
Como posso fugir de mim
Se agora sou eu mesmo ?
Como podes fugir de ti
Se não es tu mesma ?
Levas-me pelas ondas
Para longe do teu sono
Não era assim que querias ?
Tanto querias ...
Trago-te pelas mãos
Para junto de ti mesma
Era isso que tanto temias ?
Tanto temias ...
Me trazes pela noite
Para junto do teu corpo
Que será só meu ,
Só meu ...
Recife,9 de maio de 2009
Se agora sou eu mesmo ?
Como podes fugir de ti
Se não es tu mesma ?
Levas-me pelas ondas
Para longe do teu sono
Não era assim que querias ?
Tanto querias ...
Trago-te pelas mãos
Para junto de ti mesma
Era isso que tanto temias ?
Tanto temias ...
Me trazes pela noite
Para junto do teu corpo
Que será só meu ,
Só meu ...
Recife,9 de maio de 2009
102> TRÊS PARTIDAS
Meu suor após as três partidas
Reflete a dedicação
Respeito à mudança de estação
Deixem apenas lembranças queridas
Ela sofreu nove meses e se foi
Um novo parto no alem
Ele logo chegou e partiu
A mais velha não me sorriu
E todos levaram meu rosto
Como ultima lembrança
Como ultima palavra
E como uma nova vitória ...
Recife,9 de maio de 2009
Três obitos neste dia ...
Reflete a dedicação
Respeito à mudança de estação
Deixem apenas lembranças queridas
Ela sofreu nove meses e se foi
Um novo parto no alem
Ele logo chegou e partiu
A mais velha não me sorriu
E todos levaram meu rosto
Como ultima lembrança
Como ultima palavra
E como uma nova vitória ...
Recife,9 de maio de 2009
Três obitos neste dia ...
101> NÓS ANJOS...
O destino sincrônico...
Enquanto suava
Tua voz me falava
Mas o trabalho era árduo
Sexta feira da passagem
Enquanto suava
Trovoes apareceram e trouxeram
Ate mim a chuva
A mesma que caiu em ti
Lagrimas do céu de maio
Que choravam por nos
Minha dor inundou tua cidade
Não por impulso ou maldade
Mas por pura saudade !
Um deva mostrando o sinal
Que supera tua vontade
Nos anjos seremos lembrados
Quando houver necessidade...
Recife,9 de maio de 2009
Enquanto suava
Tua voz me falava
Mas o trabalho era árduo
Sexta feira da passagem
Enquanto suava
Trovoes apareceram e trouxeram
Ate mim a chuva
A mesma que caiu em ti
Lagrimas do céu de maio
Que choravam por nos
Minha dor inundou tua cidade
Não por impulso ou maldade
Mas por pura saudade !
Um deva mostrando o sinal
Que supera tua vontade
Nos anjos seremos lembrados
Quando houver necessidade...
Recife,9 de maio de 2009
100> A SETE DIAS
A garota parecia chorar
O lar agora solitário
Separei o óleo para ofertar
Ao coração que não quer parar
Quem fez o ultimo comentário ?
A madrugada veio reprovar
E uma brecha na telha
Me faz fugir ao luar
Ela pareceu tão velha
Na sua fase crescente
O que fizeste há sete dias
A meia noite a minha queda
Surge outra silenciosa lagrima
E por tudo que passei
Nada mais me deterá ...
Sei que estarás protegida
Com tua estrela no peito
Minha mão treme agora
Lembro da sussurrada voz
“ainda não chegou a hora”
Recife,8 de maio de 2009
O lar agora solitário
Separei o óleo para ofertar
Ao coração que não quer parar
Quem fez o ultimo comentário ?
A madrugada veio reprovar
E uma brecha na telha
Me faz fugir ao luar
Ela pareceu tão velha
Na sua fase crescente
O que fizeste há sete dias
A meia noite a minha queda
Surge outra silenciosa lagrima
E por tudo que passei
Nada mais me deterá ...
Sei que estarás protegida
Com tua estrela no peito
Minha mão treme agora
Lembro da sussurrada voz
“ainda não chegou a hora”
Recife,8 de maio de 2009
99> CINCO ANOS EM CINCO DIAS
Em instante só as paredes
E tudo se fechou
Quando fui exigido
Silencio
Fuga
Velho sentimento de perda
Triste emergir do passado
E se faz a ilusão
Toda baseada em posse
Toda busca por teu toque
Vacilante ela se vai
Retrocedo para avançar
Com ela foram meus anos
Comigo vieram seus danos
Sem saber ate quando ...
Recife,5 de maio de 2009
E tudo se fechou
Quando fui exigido
Silencio
Fuga
Velho sentimento de perda
Triste emergir do passado
E se faz a ilusão
Toda baseada em posse
Toda busca por teu toque
Vacilante ela se vai
Retrocedo para avançar
Com ela foram meus anos
Comigo vieram seus danos
Sem saber ate quando ...
Recife,5 de maio de 2009
98> ULTIMA NOITE DE ABRIL
O que você faz agora ?
O que fará amanha a noite ?
Por onde eu for
Terei que olhar para os lados
E por sinal sei bem onde olhar
E ela se aproxima invisível
Como as pecas do destino
Pálida me observa
Desligue por vinte minutos ...
Me fez rir e chorar
Me deu e tirou
Mortes foram evitadas
Uma mãe foi preservada
Tudo foi medido
Mas eu não sabia
E ela não esperava
Os cabelos derramados no colo
Olhar fixo no chão
A voz rouca e presa
Tua duvida
Nossa dor
Recife,5 de maio de 2009
O que fará amanha a noite ?
Por onde eu for
Terei que olhar para os lados
E por sinal sei bem onde olhar
E ela se aproxima invisível
Como as pecas do destino
Pálida me observa
Desligue por vinte minutos ...
Me fez rir e chorar
Me deu e tirou
Mortes foram evitadas
Uma mãe foi preservada
Tudo foi medido
Mas eu não sabia
E ela não esperava
Os cabelos derramados no colo
Olhar fixo no chão
A voz rouca e presa
Tua duvida
Nossa dor
Recife,5 de maio de 2009
97> MINHA ALQUIMIA
O destino me sorriu
Depois que me partiu
Terei tudo que perdi
Serei o que deveria ser
Um grande foco
Na mesma vibração
Um lindo horizonte
A mais bela historia
Poucos se motivam com a dor
E se transformam no fogo
A mesma substancia de uma estrela
Reflete a beleza de uma flor
Lagrimas me farão rir
Espíritos me fizeram ver
Tudo que me faz sofrer
Me trará mais poder
Recife,5 de maio de 2009
Depois que me partiu
Terei tudo que perdi
Serei o que deveria ser
Um grande foco
Na mesma vibração
Um lindo horizonte
A mais bela historia
Poucos se motivam com a dor
E se transformam no fogo
A mesma substancia de uma estrela
Reflete a beleza de uma flor
Lagrimas me farão rir
Espíritos me fizeram ver
Tudo que me faz sofrer
Me trará mais poder
Recife,5 de maio de 2009
96> PARTIDO
Minha varanda toda molhada
Meu céu encoberto pelas nuvens
Minha respiração pesada
Meu deus como dói...
Meu sentimento iludido
Meu coração dilacerado
Minha alma agoniza
Por que tão fria ?
Choro no chão e no ar
Chora o céu e a terra
Minhas lagrimas representadas
Na chuva que trouxe e levei
Incondicional ou leviano ?
Que escolha insana...
Realmente a fronteira
Entre felicidade e tristeza .
Recife, 2 de maio de 2009
Meu céu encoberto pelas nuvens
Minha respiração pesada
Meu deus como dói...
Meu sentimento iludido
Meu coração dilacerado
Minha alma agoniza
Por que tão fria ?
Choro no chão e no ar
Chora o céu e a terra
Minhas lagrimas representadas
Na chuva que trouxe e levei
Incondicional ou leviano ?
Que escolha insana...
Realmente a fronteira
Entre felicidade e tristeza .
Recife, 2 de maio de 2009
95> O TERROR DOS TROVÕES *
Chegou a tempestade e seus trovoes
Quem foi falar com Zeus ?
Era sabido que era dos teus
O zunido metálico dos zangões
Mas o terror não varia
Não se assuste nesta agonia
A natureza só seu rumo seguia
Sinta apenas o que te valia
As fendas do céu flamejantes
Não terão em nos pontaria
E que levem teu grito
A chuva tua dor escorria
Quem retira teus pés do chão
Levanta-te para mostrar
Com inerente emoção
Que as tormentas que se vão
Existem apenas lembrar
Que em tudo existe razão
Recife, 2 de maio de 2009
Quem foi falar com Zeus ?
Era sabido que era dos teus
O zunido metálico dos zangões
Mas o terror não varia
Não se assuste nesta agonia
A natureza só seu rumo seguia
Sinta apenas o que te valia
As fendas do céu flamejantes
Não terão em nos pontaria
E que levem teu grito
A chuva tua dor escorria
Quem retira teus pés do chão
Levanta-te para mostrar
Com inerente emoção
Que as tormentas que se vão
Existem apenas lembrar
Que em tudo existe razão
Recife, 2 de maio de 2009
domingo, 16 de maio de 2010
94> UMA BRILHANTE PASSAGEM
A geografia foi a única mudança
Venho de longe para ficar longe
Uma teimosia remota a infância
Traços que não se dissipam
Ladrilhos unidos em fractais
E nada mais obstrui a vida
E nada mais me distancia
Perfeito, doloroso e completo
Um exercício infinito
Saio com a mala cheia de lembranças
Terras distantes em tempos vindouros
Quase sempre olhamos para trás
Esta instabilidade assemelha-se ao universo
Nosso universo
Meu alfa, meu Omega desconhecidos
Castelos de areia todos habitados
Uma vida paralela nos sonhos
Vapores de um passado abençoado
Dissabores moldam os verdadeiros
Existência é efêmera e infinitamente bela
Então que se abrilhante minha passagem !
Recife,29 de abril de 2009
Venho de longe para ficar longe
Uma teimosia remota a infância
Traços que não se dissipam
Ladrilhos unidos em fractais
E nada mais obstrui a vida
E nada mais me distancia
Perfeito, doloroso e completo
Um exercício infinito
Saio com a mala cheia de lembranças
Terras distantes em tempos vindouros
Quase sempre olhamos para trás
Esta instabilidade assemelha-se ao universo
Nosso universo
Meu alfa, meu Omega desconhecidos
Castelos de areia todos habitados
Uma vida paralela nos sonhos
Vapores de um passado abençoado
Dissabores moldam os verdadeiros
Existência é efêmera e infinitamente bela
Então que se abrilhante minha passagem !
Recife,29 de abril de 2009
93> A ILHA
Uma flauta doce era o chamado
O trabalho quase completo
Ao sobrevivente boas vindas !
Na construção do novo reinado
Vem de longe e deixa
Vai para perto e leva
O fim do nada
O começo de tudo
Mas o aviso fora dado
Teu mar agitado
Nele fui um naufrago
A ilha agora minha
Desabitada e sozinha
Espera a calmaria
Recife,2 de maio de 2009
O trabalho quase completo
Ao sobrevivente boas vindas !
Na construção do novo reinado
Vem de longe e deixa
Vai para perto e leva
O fim do nada
O começo de tudo
Mas o aviso fora dado
Teu mar agitado
Nele fui um naufrago
A ilha agora minha
Desabitada e sozinha
Espera a calmaria
Recife,2 de maio de 2009
92> DANÇA SOLAR
Mas eis que vem um novo sol
A sombras são afastadas
Passos mais largos podem ser dados
Uma forca incessante
Nada podia encarar o brilho
Tome de sua centelha
Abasteça o âmago da vida
Saltos atômicos e vibrações
Nos tambores de sua canção
Abra os braços para receber
Ele e suas lareiras de fusões
Regente de uma grande nação
E surge tudo novo
E em cinzas o antigo
A luz que tudo vê
Os olhos de deus
Mostram então
Tudo que é teu
Recife, 1 de maio de 2009
A sombras são afastadas
Passos mais largos podem ser dados
Uma forca incessante
Nada podia encarar o brilho
Tome de sua centelha
Abasteça o âmago da vida
Saltos atômicos e vibrações
Nos tambores de sua canção
Abra os braços para receber
Ele e suas lareiras de fusões
Regente de uma grande nação
E surge tudo novo
E em cinzas o antigo
A luz que tudo vê
Os olhos de deus
Mostram então
Tudo que é teu
Recife, 1 de maio de 2009
91> MEU JARDIM CHUVOSO
Aos saltos chegou a manhã
O chão escorregadio
No corredor vazio
Acaso era demais familiar
A precipitação de pensamentos
O orvalho ainda úmido
O sol ainda mudo
Um sentimento impertinente
Escondido e sempre presente
Cautela nos curativos
Prontidão dos sentidos
Assim procede a alma
Quando o amor se cala
O encanto quase se perdeu
Mas ainda falo com as rosas
Apesar do sangue que escorreu...
Guardião de todas belezas,
O espinho que crime cometeu ?
Recife,14 de abril de 2009
O chão escorregadio
No corredor vazio
Acaso era demais familiar
A precipitação de pensamentos
O orvalho ainda úmido
O sol ainda mudo
Um sentimento impertinente
Escondido e sempre presente
Cautela nos curativos
Prontidão dos sentidos
Assim procede a alma
Quando o amor se cala
O encanto quase se perdeu
Mas ainda falo com as rosas
Apesar do sangue que escorreu...
Guardião de todas belezas,
O espinho que crime cometeu ?
Recife,14 de abril de 2009
90> O ANJO E A CIDADE
Tamanha era a tristeza daquele anjo
Contaminou toda uma cidade
Estava no frio das manhas
Nas almas flutuando perdidas
Invadiu todas enfermarias
Lembrei-me da criança e da piscina
A água paralisante
Otavio Mangabeira, três da manha
A rua toda minha
O sentimento não era mais o mesmo
A realidade visível
Vislumbro o seu tecido invisível
Uso de critérios técnicos
Mas foi uma boa tentativa
Sua atenção volta-se a mim
Como uma luz polarizada
Aquela vibração que volta
Poe a prova tua firmeza
A vontade de perder o controle
Não é bom afrontar um anjo
A menos que se seja outro ...
Salvador, 28 de abril de 2009
Contaminou toda uma cidade
Estava no frio das manhas
Nas almas flutuando perdidas
Invadiu todas enfermarias
Lembrei-me da criança e da piscina
A água paralisante
Otavio Mangabeira, três da manha
A rua toda minha
O sentimento não era mais o mesmo
A realidade visível
Vislumbro o seu tecido invisível
Uso de critérios técnicos
Mas foi uma boa tentativa
Sua atenção volta-se a mim
Como uma luz polarizada
Aquela vibração que volta
Poe a prova tua firmeza
A vontade de perder o controle
Não é bom afrontar um anjo
A menos que se seja outro ...
Salvador, 28 de abril de 2009
89> FIM DAS PRIMAVERAS INCOMPLETAS
Outono te trará a chuva
E tudo que desejas abraçar
Noites enevoadas e enluaradas
Um relâmpago na mente
E um trovão no peito
O descanso almejado
De fato era a tua liberdade
A volta ao mundo dos sonhos
O nosso mundo !
Lembro das primaveras incompletas
E de como você me tomou
Sentiram minha falta os anjos ?
Só mais alguns anos...
Só mais alguns anos...
Recife,22 de abril de 2009
E tudo que desejas abraçar
Noites enevoadas e enluaradas
Um relâmpago na mente
E um trovão no peito
O descanso almejado
De fato era a tua liberdade
A volta ao mundo dos sonhos
O nosso mundo !
Lembro das primaveras incompletas
E de como você me tomou
Sentiram minha falta os anjos ?
Só mais alguns anos...
Só mais alguns anos...
Recife,22 de abril de 2009
88> PÁSSARO NA JANELA
Um passaro na minha janela
Veio me revelar
Uma nova abertura
E a cor dos cabelos dela
Vem me lembrar
A atual conjectura
Nem mesmo ela sabia
Vai me desvencilhar ?
Hora de esvaziar as ruas
De rever os nascidos
Sob o sinal do sol
De esquecer os vencidos
Um corpo alvo e sem marcas
A mente marcada e obscura
E naquele jogo de cartas
Tudo que fiz foi com ternura.
Recife,20 de abril de 2009
Veio me revelar
Uma nova abertura
E a cor dos cabelos dela
Vem me lembrar
A atual conjectura
Nem mesmo ela sabia
Vai me desvencilhar ?
Hora de esvaziar as ruas
De rever os nascidos
Sob o sinal do sol
De esquecer os vencidos
Um corpo alvo e sem marcas
A mente marcada e obscura
E naquele jogo de cartas
Tudo que fiz foi com ternura.
Recife,20 de abril de 2009
87> DUAS JOIAS DO CÉU
Do outro lado da cidade
Alguém tenta manter-se firme
Escrevendo a infelicidade
Sozinho em seu auto crime
Ninguém sabia de onde ele vinha
Disseram que das luzes do céu
Pelo brilho que tinha ...
Na outra cidade estava ela
Encolhida em seus mistérios
Retratava sua invisível aquarela
Escondia-se nas horas do dia
Às vezes ela o buscava
Às vezes ela o amava
Resguardava-se de tudo que temia
Um belo par !
lindos, altivos, orgulhos
incompletos, solitários e tristes
a natureza os fez assim
diamantes brilhantes, brilhantes...
Recife,15 de abril de 2009
Alguém tenta manter-se firme
Escrevendo a infelicidade
Sozinho em seu auto crime
Ninguém sabia de onde ele vinha
Disseram que das luzes do céu
Pelo brilho que tinha ...
Na outra cidade estava ela
Encolhida em seus mistérios
Retratava sua invisível aquarela
Escondia-se nas horas do dia
Às vezes ela o buscava
Às vezes ela o amava
Resguardava-se de tudo que temia
Um belo par !
lindos, altivos, orgulhos
incompletos, solitários e tristes
a natureza os fez assim
diamantes brilhantes, brilhantes...
Recife,15 de abril de 2009
86> DOCE AMARGO
Continue falando ate eu adormecer
E deixar este mundo mais uma vez
Antes do dia que clareia
Verei ainda aquelas crianças
Que se perderam em danças
Depois conte tudo que você fez
Enquanto te faço tranças
Meu amor
Não dizia nada para mim
Ao se entreter em seu mundo
Dizia para si que era o fim
Vendo diante de si o vale profundo
Algumas palavras em atenção
A quem um dia foi só coração
Parabéns por sua obscura maneira
Minha querida companheira
Se a infelicidade te bater a porta,
Olhe se ainda estou a sua volta...
Recife,15 de abril de 2009
E deixar este mundo mais uma vez
Antes do dia que clareia
Verei ainda aquelas crianças
Que se perderam em danças
Depois conte tudo que você fez
Enquanto te faço tranças
Meu amor
Não dizia nada para mim
Ao se entreter em seu mundo
Dizia para si que era o fim
Vendo diante de si o vale profundo
Algumas palavras em atenção
A quem um dia foi só coração
Parabéns por sua obscura maneira
Minha querida companheira
Se a infelicidade te bater a porta,
Olhe se ainda estou a sua volta...
Recife,15 de abril de 2009
85> HISTORIAS DO OLIMPO
Enquanto a porta se fechava
Vi escoar lentamente
O ultimo facho de luz
Projetava uma sombra feminina
Um destino em forma de cruz
Com abafados suspiros de devoção
O que será desse destino ?
A vida atropela o peregrino
Uma matemática precisamente incerta
A maré esta cheia,
O céu carregado,
Meu espírito pesado
Um grito contido no intimo.
O primeiro encontro,
Um capricho de Zeus
O primeiro beijo
Fez ate sorrir Afrodite...
Quem juntou, separou e juntou de novo
Não viu quem te cegou
E fui impelido a continuar
Ainda sonho que a porta se abra
Ainda sinto a vida amarga ...
Recife,13 de abril de 2009
Vi escoar lentamente
O ultimo facho de luz
Projetava uma sombra feminina
Um destino em forma de cruz
Com abafados suspiros de devoção
O que será desse destino ?
A vida atropela o peregrino
Uma matemática precisamente incerta
A maré esta cheia,
O céu carregado,
Meu espírito pesado
Um grito contido no intimo.
O primeiro encontro,
Um capricho de Zeus
O primeiro beijo
Fez ate sorrir Afrodite...
Quem juntou, separou e juntou de novo
Não viu quem te cegou
E fui impelido a continuar
Ainda sonho que a porta se abra
Ainda sinto a vida amarga ...
Recife,13 de abril de 2009
84> TEU NOME *
Dei teu nome a uma flor
Assim posso observá-la
Tuas marés altas
Tuas marés baixas
Assim pude chamá-la
Dei tua alma a uma cor
Então pude roubá-la
Tuas alegrias
Tuas tristezas
Assim posso equilibrá-la
Dei teu corpo ao vento
Assim pude senti-la
Teu cheiro
Teu gosto
Assim posso aquecê-la
Dei teu coração ao tempo
Então posso imortalizá-la
Teu brilho
Tua singularidade
Assim pude amá-la
Recife, 13 de abril de 2099
Singelo, gosto muito .
Assim posso observá-la
Tuas marés altas
Tuas marés baixas
Assim pude chamá-la
Dei tua alma a uma cor
Então pude roubá-la
Tuas alegrias
Tuas tristezas
Assim posso equilibrá-la
Dei teu corpo ao vento
Assim pude senti-la
Teu cheiro
Teu gosto
Assim posso aquecê-la
Dei teu coração ao tempo
Então posso imortalizá-la
Teu brilho
Tua singularidade
Assim pude amá-la
Recife, 13 de abril de 2099
Singelo, gosto muito .
83> JIHAD
A guerra foi estendida
Chegou aos recantos da minha alma
A seda do tempo se rasgou
Uma forca vem e acalma
Sonhos de existências passadas
Aquela certeza que aflorou
Nas frentes de batalhas preparadas
Os combates na Bavária
O descanso no teto do mundo
Os mais enfurecidos mares
O encontro da nova Índia
Preces junto ao tumulo
A mão que oferta a rosa
Em homenagem aos esquecidos
O passado agora é presente
E juntos teremos o futuro
Sem aberrações em nome da fé
Acorrentados a tamanha ignorância
Julgam-se representantes e escolhidos
Incapazes de lutarem a verdadeira guerra
Aquela contra eles mesmos...
Recife, 12 de abril de 2009
Chegou aos recantos da minha alma
A seda do tempo se rasgou
Uma forca vem e acalma
Sonhos de existências passadas
Aquela certeza que aflorou
Nas frentes de batalhas preparadas
Os combates na Bavária
O descanso no teto do mundo
Os mais enfurecidos mares
O encontro da nova Índia
Preces junto ao tumulo
A mão que oferta a rosa
Em homenagem aos esquecidos
O passado agora é presente
E juntos teremos o futuro
Sem aberrações em nome da fé
Acorrentados a tamanha ignorância
Julgam-se representantes e escolhidos
Incapazes de lutarem a verdadeira guerra
Aquela contra eles mesmos...
Recife, 12 de abril de 2009
82> SENDA DO ESCOLHIDO
Aqueles seres cheios de esperança
A corda vibrava harmônica
Não esperarei ate a ultima taça
Nunca mais os decepcionarei
Por tudo que um dia amei
Sem um único abraço
Cerro os olhos para sentir
Os redemoinhos de areia
Desconheço o capitulo fracasso
Releio de outra maneira
Quem acendeu as fogueiras ?
Quem era solitário à noite ?
Quem carregou suas bandeiras ?
Os mesmos olhos profundos ...
Os mesmos medos absurdos ...
Não vou olhar para trás
A jornada da alma e longa
E a historia toda se refaz
Nada mais me assombra
Serei a memória mais bela
Recife, 8 de aril de 2009
A corda vibrava harmônica
Não esperarei ate a ultima taça
Nunca mais os decepcionarei
Por tudo que um dia amei
Sem um único abraço
Cerro os olhos para sentir
Os redemoinhos de areia
Desconheço o capitulo fracasso
Releio de outra maneira
Quem acendeu as fogueiras ?
Quem era solitário à noite ?
Quem carregou suas bandeiras ?
Os mesmos olhos profundos ...
Os mesmos medos absurdos ...
Não vou olhar para trás
A jornada da alma e longa
E a historia toda se refaz
Nada mais me assombra
Serei a memória mais bela
Recife, 8 de aril de 2009
81> CATACLISMAS
Cincos eras são cobradas
Um sopro apagou tudo
E foram tão protegidos
Uma miríade de agentes
A vida torna-se em luto
Aquela leva foi perdida
Verde ar de sulfeto e metano
A dupla hélice rompida
Mais um desafio
A terra e o astro profano
Historia sepultada em camadas
Lembra-nos o quanto somos efêmeros
Um sonho de contadas alvoradas
Uma brisa tão ligeira
Uma fogueira passageira
Recife, 8 de abril de 2009
Uma lembrença e um aviso ...
Um sopro apagou tudo
E foram tão protegidos
Uma miríade de agentes
A vida torna-se em luto
Aquela leva foi perdida
Verde ar de sulfeto e metano
A dupla hélice rompida
Mais um desafio
A terra e o astro profano
Historia sepultada em camadas
Lembra-nos o quanto somos efêmeros
Um sonho de contadas alvoradas
Uma brisa tão ligeira
Uma fogueira passageira
Recife, 8 de abril de 2009
Uma lembrença e um aviso ...
80> POR TAINARA

Sempre lembro como devia ser meu amor
Sutil como um dente de leao à brisa
perdido nos teus furacões
No teu mar de Mármara
A semelhença e contraste do nosso sofrer
As vidas divididas no antes e no depois
De um beijo fatalmente velado
No berço de nossas vidas
Lembranças lapidadas no fogo
No reverso de tanto ardor
Um toque tão puro que o ceu se abriu
Para ouvir o amor tres vezes negado
Um exilio biblico que castigava
Os sonhos perdidos neste sentimento
O silêncio duro como ferro
A saudade umida como lagrimas
Mãos atadas e faces separadas
Pai nosso que estas no ceu,
Clareia as nuvens que obstruem a luz
Sopra em cinzas o passado amargo
E que venha a nós o reino do amor !
Recife, 12 de junho de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
quarta-feira, 12 de maio de 2010
79> ANTARES
Que se veja o largo das nebulosas
Nos espectros visíveis
Vermelho amado por marte
Pulsa o sangue do oeste
Tecendo o sonho de Isis
Da Índia veio o bastão
Mas que lindo passaro persa ...
A forca do vencedor de Orion
Eleva-se mais uma noite
Leva-me a mais bela corte
Revela os segredos do coração
Abandonado fui à própria sorte
E sublimando o venenoso escorpião
Tornei-me assim tão mais forte
Recife,8 de abril de 2009
Nos espectros visíveis
Vermelho amado por marte
Pulsa o sangue do oeste
Tecendo o sonho de Isis
Da Índia veio o bastão
Mas que lindo passaro persa ...
A forca do vencedor de Orion
Eleva-se mais uma noite
Leva-me a mais bela corte
Revela os segredos do coração
Abandonado fui à própria sorte
E sublimando o venenoso escorpião
Tornei-me assim tão mais forte
Recife,8 de abril de 2009
78> VISÕES
O gigante ser da arvore,
O obreiro aos seus pés
Um passaro rompe o silencio,
Nenhum latido, nenhuma voz
Tímidas as flores temem o tempo,
Solene eu observava...
Onze-horas e damas da noite
Suas belezas protegidas das trevas
E tão vulneráveis ao concreto
Ninguém se perdeu na sala das dores.
Só por hoje,
Só por hoje !
Abençôo toda esta chuva
Perdôo toda esta indiferença
Mãos tocam meus cabelos
Invisíveis,
Invisíveis...
Recife,6 de abril de 2009
O obreiro aos seus pés
Um passaro rompe o silencio,
Nenhum latido, nenhuma voz
Tímidas as flores temem o tempo,
Solene eu observava...
Onze-horas e damas da noite
Suas belezas protegidas das trevas
E tão vulneráveis ao concreto
Ninguém se perdeu na sala das dores.
Só por hoje,
Só por hoje !
Abençôo toda esta chuva
Perdôo toda esta indiferença
Mãos tocam meus cabelos
Invisíveis,
Invisíveis...
Recife,6 de abril de 2009
77> PRIMEIRO DOMINGO DE ABRIL
Duas da madrugada, mesma longitude
Escorpião agora a sudeste,
Elevado era o azimute,
Elevado eram meus princípios.
A calmaria será tomada,
Os anéis serão cerrados
E assim Abril se anuncia
Mais cético que o normal,
Mais serio que o usual,
Muito mais cansado
Mas muito mais amado ?
O que mais será anunciado ?
Sei que torrentes cairão
Não sei o quanto serei molhado
Sei que tempestades se abaterão
Não sei permanecer estático
Sei que tudo foi plantado
Não sei continuar calado ...
Recife,6 de abril de 2009
Escorpião agora a sudeste,
Elevado era o azimute,
Elevado eram meus princípios.
A calmaria será tomada,
Os anéis serão cerrados
E assim Abril se anuncia
Mais cético que o normal,
Mais serio que o usual,
Muito mais cansado
Mas muito mais amado ?
O que mais será anunciado ?
Sei que torrentes cairão
Não sei o quanto serei molhado
Sei que tempestades se abaterão
Não sei permanecer estático
Sei que tudo foi plantado
Não sei continuar calado ...
Recife,6 de abril de 2009
76> AS PRIMEIRAS VERDADES
A verdade da vida era a dor
E todos vivem
A verdade da dor era o desejo
E todos sofrem
A verdade do desejo era o medo
E todos desejam
A verdade do medo era a duvida
E todos temem
A verdade da duvida era a ignorância
E todos duvidam
E toda ignorância leva
A duvidas
E toda duvida leva
A medos
E todo medo leva
A desejos
E todo desejo leva
A dores
E toda dor leva
A marca de nossa existência
Recife, 2 de abril de 2009
E todos vivem
A verdade da dor era o desejo
E todos sofrem
A verdade do desejo era o medo
E todos desejam
A verdade do medo era a duvida
E todos temem
A verdade da duvida era a ignorância
E todos duvidam
E toda ignorância leva
A duvidas
E toda duvida leva
A medos
E todo medo leva
A desejos
E todo desejo leva
A dores
E toda dor leva
A marca de nossa existência
Recife, 2 de abril de 2009
75> O REENCONTRO
O palco foi novamente preparado
Sob nossos íntimos reflexos.
A chave do coração encantado
Zelada por dois seres complexos,
Pouco a pouco nos torna
Os únicos discretos conhecedores
Da messiânica energia que se forma.
Ninguém na platéia via os nexos
Para nos não havia platéia
Os presentes estarão perplexos
Mas não serão feitos de matéria
Teu pulso crescia fortemente
Quando sagitário volta a sudeste
O desejo volta inexplicavelmente
A aprovação chega dos astros
Dizia a profecia secular
“Deles vira o novo mundo.”
A todos que ali pisar
Não será facultado intervir
E após usar a estrela do colar
Destruirão o abismo profundo
Nada que foi dito esta esquecido,
Tudo que não foi então será !
Os dissidentes estarão cegos,
Veremos os clarões do portão
E do alto seremos observados.
Não estaremos mais desolados
Porque não nascemos em vão
Recife,31 de março de 2009
Sob nossos íntimos reflexos.
A chave do coração encantado
Zelada por dois seres complexos,
Pouco a pouco nos torna
Os únicos discretos conhecedores
Da messiânica energia que se forma.
Ninguém na platéia via os nexos
Para nos não havia platéia
Os presentes estarão perplexos
Mas não serão feitos de matéria
Teu pulso crescia fortemente
Quando sagitário volta a sudeste
O desejo volta inexplicavelmente
A aprovação chega dos astros
Dizia a profecia secular
“Deles vira o novo mundo.”
A todos que ali pisar
Não será facultado intervir
E após usar a estrela do colar
Destruirão o abismo profundo
Nada que foi dito esta esquecido,
Tudo que não foi então será !
Os dissidentes estarão cegos,
Veremos os clarões do portão
E do alto seremos observados.
Não estaremos mais desolados
Porque não nascemos em vão
Recife,31 de março de 2009
74> DILUVIOS
Acendi a luz antes do escuro
Iluminei meu rosto
Não podiam ver minha idade
E eu não sabia a sua.
Com tantos olhos ao redor
Fingi ser apenas um garoto
Sem medo da tempestade
Enfim eu não ligo
Para aqueles seres tolos,
Tentei amar na sombra
E sem poder entender
O destino não muda seus rumos
Apologias que tive de criar
No fim das feridas e dilúvios
De fato o tempo contava
A historia calada das estrelas,
Me senti tão fora da cidade
De imagens vividas nos postais,
Rápido demais para acreditarmos
Nas voltas que demos...
Na noite que perdemos...
Recife,28 de março de 2009
Iluminei meu rosto
Não podiam ver minha idade
E eu não sabia a sua.
Com tantos olhos ao redor
Fingi ser apenas um garoto
Sem medo da tempestade
Enfim eu não ligo
Para aqueles seres tolos,
Tentei amar na sombra
E sem poder entender
O destino não muda seus rumos
Apologias que tive de criar
No fim das feridas e dilúvios
De fato o tempo contava
A historia calada das estrelas,
Me senti tão fora da cidade
De imagens vividas nos postais,
Rápido demais para acreditarmos
Nas voltas que demos...
Na noite que perdemos...
Recife,28 de março de 2009
segunda-feira, 10 de maio de 2010
73> ADIMENSIONAL
Os trovoes agora eram internos
A única realidade era intrínseca
Tão ativos quanto discretos
Modelavam a massa pronta
Salmos, mantras e cânticos
O poço esvaziava e enchia
As camadas eram dissecadas
Antes só dor havia
Não se via a doce prasada
O chão tremia no fim da cruzada
Perde o sentindo a matéria
Força fraca e força forte
Geradas no som primordial
Algo muito alem da morte
Em seu trilho helicoidal
A devoção destrói os medos
A retidão que constrói templos
Guia-nos no vale amorfo
O desapego em toda plenitude
Confere-nos maior magnitude
Recife, 25 de março de 2009
A única realidade era intrínseca
Tão ativos quanto discretos
Modelavam a massa pronta
Salmos, mantras e cânticos
O poço esvaziava e enchia
As camadas eram dissecadas
Antes só dor havia
Não se via a doce prasada
O chão tremia no fim da cruzada
Perde o sentindo a matéria
Força fraca e força forte
Geradas no som primordial
Algo muito alem da morte
Em seu trilho helicoidal
A devoção destrói os medos
A retidão que constrói templos
Guia-nos no vale amorfo
O desapego em toda plenitude
Confere-nos maior magnitude
Recife, 25 de março de 2009
quarta-feira, 5 de maio de 2010
72> A ROSA-VOZ DO TEMPO
A voz que vem e acalma,
Intensa como as constelações.
Noite a fora de joelhos me chama.
A forca que muda as estações
Fez desta a noite mais bela,
Finda uma longa espera
Imprevista nas minhas equações
Onde existiu ansiedade
Existe agora saudade
“De tudo que não fizemos”.
A artificial luz da cidade
Não é mais no que cremos
Olhei a frente do destino,
Convergi em todas jornadas,
Vi meus sonhos de menino
Um botão de rosa estendido
Apontando o velho caminho
Me pego então sorrindo
Recife,23 de março de 2009
Intensa como as constelações.
Noite a fora de joelhos me chama.
A forca que muda as estações
Fez desta a noite mais bela,
Finda uma longa espera
Imprevista nas minhas equações
Onde existiu ansiedade
Existe agora saudade
“De tudo que não fizemos”.
A artificial luz da cidade
Não é mais no que cremos
Olhei a frente do destino,
Convergi em todas jornadas,
Vi meus sonhos de menino
Um botão de rosa estendido
Apontando o velho caminho
Me pego então sorrindo
Recife,23 de março de 2009
71> A FOME DE KALI *
Protegido em seu manto branco
O guia do verde e azul
Nos portões do sansara
Medita e determina o rito
Aqui estou, aqui estou ...
Três foram os libertos
De todo sangue escuro
Uma iluminou o saguão
Outro saiu da escuridão
O penúltimo foi soturno
Quem os leva ?
Para onde irão ?
O que sustenta minha mão ?
Presente sempre no fim
Da fome de Kali ...
Recife,23 de março de 2009
Dedicado a Reginaldo, dona Francisca e seu Agenor .
Que se libertaram da morte para viverem uma "outra vida"
O guia do verde e azul
Nos portões do sansara
Medita e determina o rito
Aqui estou, aqui estou ...
Três foram os libertos
De todo sangue escuro
Uma iluminou o saguão
Outro saiu da escuridão
O penúltimo foi soturno
Quem os leva ?
Para onde irão ?
O que sustenta minha mão ?
Presente sempre no fim
Da fome de Kali ...
Recife,23 de março de 2009
Dedicado a Reginaldo, dona Francisca e seu Agenor .
Que se libertaram da morte para viverem uma "outra vida"
70> A ESTRELA TRISTE DO PARQUE
Por mim passam o sol e lua,
Abaixo este imenso parque de diversão.
Uma mulher em meus sonhos nua
Sem a grossa roupagem da ilusão,
As vezes era difícil e ela chorava
A represa não suportava tamanha emoção
Um carrossel subia e descia girando
Enquanto tocava mais uma canção !
E como eram lindos os meus sonhos...
Aqueles balões eram pensamentos,
Muitos reunidos nas mãos das crianças
Outros partiam e ganhavam o firmamento,
Por vezes sumiam como nossas esperanças.
Refleti que estavam cheios de ar,
Exatamente o mesmo que nos rodeia
Então por que insistes em chorar agora ?
Nestes momentos ela dizia para si mesma :
Se recomponha,voçe ainda tem doze horas...
Recife, 21 de março de 2009
Abaixo este imenso parque de diversão.
Uma mulher em meus sonhos nua
Sem a grossa roupagem da ilusão,
As vezes era difícil e ela chorava
A represa não suportava tamanha emoção
Um carrossel subia e descia girando
Enquanto tocava mais uma canção !
E como eram lindos os meus sonhos...
Aqueles balões eram pensamentos,
Muitos reunidos nas mãos das crianças
Outros partiam e ganhavam o firmamento,
Por vezes sumiam como nossas esperanças.
Refleti que estavam cheios de ar,
Exatamente o mesmo que nos rodeia
Então por que insistes em chorar agora ?
Nestes momentos ela dizia para si mesma :
Se recomponha,voçe ainda tem doze horas...
Recife, 21 de março de 2009
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