A luz enfim rompeu uma longa treva
Um beijo que paralisou os malévolos
Cavaleiros rompem o rio das duas cidades
Onze níveis acima os sentidos em mim
Usando o olhar da mais bela de outubro
Congelaram meus ímpetos corrompidos
Causando terror nos tais sombras
Depois da explosão, o doloroso exílio
Fomos entregues a nos mesmos
Um campo de força isolava o resto
Eu não podia fugir de mim mesmo
Mas o vento trazia os teus fluidos
Atirava-me de joelhos ante as memórias
Agora vejo a obra dos engenheiros alados
A dor e solidão sentida naquelas noites
As capitais tão perto e tão distantes
Ascendeu o fogo e este a tudo transforma
Mas existia a eterna lei da atração
Como a sutil água que corrói a rocha
A semente do destino não mais latente
As cordas cada vez mais harmônicas
Após o fim da auto-obsessão da mente
Prontos enfim para a união dos dois poderes
Decididamente planos surgindo de planos
Um sentimento novo, mas nasceu maduro
Dividimos o mesmo ar que respiramos
Multiplicamos a luz que nos guia
E o céu nos presenteia com a lua cheia
Recife,18 de julho de 2009
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
144> CÉU DE UMA ESTRELA

Eu dizia que as coisas podiam ser maravilhosas
Você permanecia em silencio
Você dizia que não conseguiria ir tão longe
Eu te deixei ir para ver-te voltar
Um vento varreu de vez nossos medos
A noite abrandou seu espírito inquieto
O dia aqueceu a alma fria
Trinta e cinco invernos encontraram
Vinte e seis outonos mágicos
Quem deu esse poder aos teus olhos ?
E quem da poder as minhas palavras ?
Ela sentiu uma conspiração do universo
Eu sinto um imenso propósito ...
Viajar sem se mover e amar sem morrer
Não tenho mais as tantas palavras !
Conheço as constelações e suas lendas
Temendo o escuro centro da galáxia
Deixo apenas minha estrela entrar ...
Recife,17 de julho de 2009
iImagem da web
143> A PRAÇA DO CRUZEIRO
A trilha de pedra subia não íngreme
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
Vamos descer ate o caminho a baixo
Já posso ver a praça e seus cães
Ele acreditou passar impune
Os cães não o atacaram ate a diante
Naquele cruzeiro terrível mal se abateu
A cabeça em fogo e transfigurando-se
Capacetes e elmos eram vistos
Loucura e extremo martírio
Não seriam aliviados por minha Thompson
Quando dei por mim era tarde
Aquilo se voltara contra mim
Gemidos e murmúrios na minha cabeça
Chamas e labaredas antes da partida
Assim me vou envolto por abissais trevas
Volto ao mundo físico em alerta
Vejo corpos etéreos ao meu redor
Alguns fluidos ligando-me a um
Imediatamente rompo o laço
Convoco os guardiões, serão eles guardiões ?
A paz se estabelece e a duvida permanece
Então por cautela me desculpo
Ainda os observo
Apresentem-se !
Recife(astral),11 de julho de 2009
142> INTENSO ESPLENDOR DA VIDA
Eles teimam em quebrar a magia
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
E tudo vira a mesma engrenagem
Onde esta o sincero brilho no sorrir ?
Só vejo cumprimentos plásticos
Opacos como a tristeza dessas almas
Ardem-se em ver a alegria da vida
Segurando livros de palavras repetidas
Rezam para um deus que não entendem
E quem entende ?
Olhe os curumins tupinambás no campo
Cantavam para mim como um coral
A encarnação das vozes primordiais
Minha essência flutua nessa pureza
Transpor a lama ate a Boca-do-Rio
Esse foi sim um belo e digno sacerdócio
Nestes dias de outrora cheios de trevas
Vi, bebi, comi, cantei, dormi, tudo luz
Afoguei-me em sorrisos e alegrias
Seguro as lagrimas, pois vivi profundamente
Imerso no intenso esplendor da vida
Só aqueles que desceram a mansão dos mortos
Subirão aos céus !
Aos céus !
Recife,6 de julho de 2009
141> 12 DE OUTUBRO DE 1942

Toda força da vontade dos exilados
Silenciosamente a aprovação do alto
Focalizada determinação de um homem
A maquina do tempo agora se curva
Onde todos no futuro se curvarão
Os dois olhos nos dois horizontes
Um celeste e outro navegável
Observavam as estrelas dançarem
Enquanto eram observados...
Naus aladas em riscos cintilantes
Umidade doce pesava salgado ar
O silencio do corpo e o grito da alma
Cautelosa manobra a estibordo
Bandeirolas, estandartes ao mar
Presente e futuro agora em terra firme
Quem mais veria o Novo Éden ?
Onde toda maldade foi interrompida
Serão dignos os meus zeladores ?
Em nome da aliança de Aragão & Castela
E no nome do nobre florentino Vespúcio
Que venham os outros filhos de Atlântida
Seus irmãos perdidos e a muito separados
Amor e ódio, sangue e ouro, ambição e sonho
Novamente fundidos em mais um continente
Herdando a grandiosa saga humana na Terra ...
Recife,5 de julho de 2009
140> BOSQUES DA BAVARIA
A farda limpa e bem passada
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
O brilho das medalhas
O brilho do olhar
Felicitações aos bravos
Medidos os dias em despedidas
Encantamento no exato retorno
O espírito jovem nos ásperos dias
A morte precoce, mas esperada
Straus e uma ultima valsa
Dancemos como se fosse a ultima vez
Antes do aroma e fresco da juventude
Se dissipar em sangue, suor sem lagrimas.
Aquele ruído de vespas metálicas
Transfixado por duas vezes
Inerte no ar as pupilas dilatam
E refletem a doce infância
Risos nos bosques da Bavária
Tomba um homem, mas viam um inimigo.
A guerra acaba, mas besta permanece,
Viva naqueles que viveram...
Recife, 4 de julho de 2009
139> A LUZ VELADA

Sagitario aponta o risco
Maya nao via a ameaça
O fim do ciclo do laço
Os generais de Irshu se vão
E com eles o codigo
Tudo precisto e orquestrado
No governo oculto do mundo ...
Mais de cinco milenios depois
Ainda se compra e vende ilusões
Mimetizadas em um arcano a mais
Elitizando as forças naturais
Estilizndo-se em trajes rituais
Caidos no outro lado e despreparados
Para o abismo de horrores
Blasfemia e pretenção desta matematica
Serão varridas dos treze mundos
Pelos filhos da luz velada
Escute a "sublime canção"
Este som que a tudo integra
O reflexo do cone da vida
Nas petalas de uma margarida
Recife(astral),12 de junho de 2009
Não se iludam , essas palavras são para pouquíssimos seres viventes .
138> ANJOS DE UMA ASA SÓ
Som de gotas contra o chão
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
Poeira que se envergonha do arido
Havia outros grandes mistérios
Não estou mais do lado de fora
Jure que não mudará de lado
Anjos de uma asa só
Anos com um só proposito
A agua enchia o navio gota a gota
No escuro labios frios me asfixiam
As pinturas perdiam-se manchadas
O pintor morrerá se não as abandonar
Sua névoa obscureu os horizontes
Existiria alguem em terra firme
Mas o farol sempre estara lá ...
Brilhando sobre a ilusão
Das trevas dos nossos dias
Um eterno aviso a escuridão
De que sempre será transitoria ...
Recife,1 de julho de 2009
137> QUARTO ANO
A lógica era cruel com os sentimentos
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
Muito tarde para se lamentar
Ou muito cedo para comemorar
Mundo incansvelmente preciso
Um ser podia estar milhas longe
Inconstantes medidas materiais
Tenho agora que ir e voltar
O fim logo estará de volta
Velhos semblantes se renovam
O jogo dos anos esta retrocedendo
Como um dia o universo se unirá
Em um plasma chamado amor ...
Recife, 30 de junho de 2009
136> RECOMEÇAR
Acordou de um sono de tres anos
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
Mostrei-a um novo sorriso
Esperando durar para sempre
Redefini os espectro das cores
Para tudo ser mais belo
singelo ...
Jupter brilhava tanto este mes
Na curva bem ao nosso lado
Cada movimento meu
Cruzava o horizonte visivel
Buscando mover sua sombra
Estatica ...
Algo nasceu apos uma morte
Na ultima maré cheia
Não desista de ser voce
Não desisto de ter você
E na atual maré vazia
Recomeçar ...
Recife,30 de junho de 2009
135> PROCULO

REFLETIA O BRILHO NO POÇO INFINITO
A PALIDA AMALGMA TRIDIMENSIONAL
AS PONTES VELADAS POR GUARDIÕES
INABALAVEL FÉ A MUITO INCOMPREENDIDA
E AGORA TÃO LONGE DAS PLEIADES
NUNCA NOS DECEPCIONOU
MESMO DECEPCIONADO
NUNCA NOS ABANDOU
MESMO ABANDONADO
SEMPRE NOS AMOU
MESMO TÃO ODIADO
TROQUE SUAS VESTES CELESTES
ABRA PASSAGEM PARA QUEM SE DEVE
ONDE FACHOS DE LUZ NÃO SE CRUZAM
NA ORBITA ESCURA DESTE ORBE
O REAL EXERCITO DA SALVAÇÃO
PORQUE AS VEZES
NOS ESCURECEMOS NAS LUZES
E NOS CLAREAMOS NAS TREVAS ...
Recife,28 de junho de 2009
134> UM OUTRO PUJA *
DEITADO NO LEITO NO MAR
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
COBERTO POR ESTRELAS
NO TECIDO IMANIFESTO
FLUTUA ALÉM DO ATMA
REAL CORRENTE SONORA
VENHO TRAZER UM PUJA
SENHOR DOS CAMPOS ETÉREOS
OLHA ATRAVÊZ DESTA ALMA
QUE VIBRA NO TEU DAMARU
ALÉM DA VIDA E DA MORTE
E QUANDO SE PERDER O CALOR
AOS TEUS INIMIGOS O TERROR
ALIMENTO DA NOBRE CANÇÃO
VEM RENOVAR COM TEU FOGO
NOSSOS DIAS DE LOUVOR
Recife,22 de junho de 2009
133> REDEMOINHO DE LUZ

A paz retornou naqueles tres dias
Um momentaneo descanço ao anjo
Ja que estas tão longe do diluvio
E o mar silenciosamente avança
Mas esta noite minha calmaria
Cinza-prata, cinza-cinza, cinza-azul
A troca de tons e o vento vem avisar
A tempestade que vai chegar
E nossas vidas definitivamente mudar
Varrer toda a ferrugem da alma
O fim do tempo como nós conheciamos
A grande armação do divino
inevitavel, fatalmente impossivel
So unidos pode-se atravesar
A pior tormenta do seculo
Mas nos é deixado a escolha
Vencer juntos ou cair sozinhos ...
Preparem-se, o circulo será fechado
Recife,22 de junho de 2009
132> CIRCULO DE FOGO
Sempre corriam da luz do sol
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
Abrigados na curvatura da terra
Alem da linha terminal
Nessa fuga eterna, perdiam-se
Distraido pela insanidade da paixão
Cego aos chacais que se aglomeram
Novamente no circulo de fogo
Alvejado depois daquela chuva
vermelho dilue-se em laranja
e esta dilue-se ainda mais
Uma imparcial legião observa
Apta a romper as infames mandibulas
Com os verdadeiros executores-da-lei
Nesta hora você se apresenta
Aliviando essa tormenta
Como algo que vem no ar
a me endorfinar
Tudo uma conspiração do universo
A força vem de todos lugares
Sento-me outra vez perto do céu azul
Os astros unidos em um novo abraço
Assistindo os inimigos em colapso
Recife,21 de junho de 2009
131> MADRUGADA COM BEETHOVEN E FORMALHAUT *
UM PASSO POR VEZ
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
ASSIM TALVEZ
SOMENTE TALVEZ
MEU PIANO E O GÊNIO SURDO
O CÉU E MEUS MAPAS
SE ENCONTRARÃO ENTRE RABISCOS
UMA BRISA ME ROUBA
SO ALGUNS INSTANTES
ATE OUTRO IRREVOGAVEL FATO
TRAZER ALGO DISTANTE
DE VOLTA AO SENSORIO
SO MAIS ALGUNS INSTANTES ...
VENHO DESFRUTAR DO SOM
DEGUSTAR A NOITE MINHA
O ECCO CHEGA A FORMALHAUT
QUE ME DEVOLVE BELEZA
E PEDE MINHA TRISTEZA
COM JUPTER TRIANGULANDO A LUA
DEIXO-OS COMO ESTÃO
CHEIOS DE VAIDADES
LEMBRO DOS TEUS SEGREDOS
TODOS QUE NAO CONTASTE
INSPIRAÇÃO LEVADA DESTES MOMENTOS
SUPERA A MORTE E SEUS MEDOS
Recife,15 de junho de 2009
130> VALSA DO DESESPERO
La fora um novo palco
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
Sem os olhares indiferentes
Essas ruas quase vazias
Emolduram ideias descrentes
Assim finda uma batalha
Dentre varias...
Me permita a contra-dança
E permita-se
Gire, gire rápido, me abraça
Ainda com luzes acesas
Por não ver as trevas
Não importa mais
Feche os olhos e valsemos
Ao som inquietante das almas
No ritmo dos corações partidos
Na frieza de um mundo torpe
Recife,14 de junho de 2009
segunda-feira, 24 de maio de 2010
129> IRMÃ SEMENTE E A SOMBRA DIVINA

Eis que soprava forte o vento sul
Então temos o sentido mais reto
Serenidade arriscada em percepção
Envolto por matéria tranformada
Chapéu, crucifixo, telescopio
Envolto em energia transbordada
Lua cheia,fluidos magneticos
Envolto em emoções indescritiveis
Fervor, paciencia , firmeza
Clima, coraçao e mente revoltos
Além de meus intrumentos ópticos
Bem alem...
E se apresenta o sentido oculto
Mais e mais vem e nao se vai
Morfeu e as viagens aos umbrais
Mares psiquicos e sombrios
Aos quais não faço parte jamais
Mas em missão este barco me tras
Continencia as guerras inacabadas !
Civilizacões todas atormentadas
No fim so eu e minha irmã semente
O conjuto da obra se glorifica
Afogando em pseudo-fe os clementes
Afrontando a motivaçao dos tementes
Recife, 9 de junho de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
128> FRENTE A FRENTE
Salto para a dimensão do meio
Sons, sinos e tudo lentificado
Terrível dor do conhecimento
As vezes tudo parecia feio
Lava, espectros e carvão calcinado
Pelo fogo tudo consumido
Um brilho verde vem
"Ah, que cheiro de jasmim"
Aproxime-se e deixe acontencer
Folhas de louro são proteção
Em fim estamos frente a frente
Sempre que assim proceder
Recife,10 de junho de 2009
Sons, sinos e tudo lentificado
Terrível dor do conhecimento
As vezes tudo parecia feio
Lava, espectros e carvão calcinado
Pelo fogo tudo consumido
Um brilho verde vem
"Ah, que cheiro de jasmim"
Aproxime-se e deixe acontencer
Folhas de louro são proteção
Em fim estamos frente a frente
Sempre que assim proceder
Recife,10 de junho de 2009
127> UM DIA
Me levou tão alto
E amei o azul
Aquele meu sorriso
E o tempo não para
Mas quando juntos
Criamos realidade
A cadeira proxima
E a canção italiana
Você fecha os olhos
E a emoção salta
Algumas meias verdades
E tantas saudades !
Sem amor para brindar
As fontes secam
As flores murcham
Cores acinzentam
Ate que um dia...
Bom dia ...
Recife,10 de junho de 2009
E amei o azul
Aquele meu sorriso
E o tempo não para
Mas quando juntos
Criamos realidade
A cadeira proxima
E a canção italiana
Você fecha os olhos
E a emoção salta
Algumas meias verdades
E tantas saudades !
Sem amor para brindar
As fontes secam
As flores murcham
Cores acinzentam
Ate que um dia...
Bom dia ...
Recife,10 de junho de 2009
126> ZELADOR DA LUZ

Com as roupas de fluidos gastas
Sentado na saida do tunel
Eu e minhas vividas memorias
O que zelou em silencio
O sobrevivente da solidão
Aquele que se fez luz nas trevas
Quem foi alvo agora reivindica
Sem temer o peso da lei
Ansiedade e amargura vem, sempre vem
Mas deixo que atravessem
e passem, passem
A explicação em duas variaveis
Em que caminho de sombras estas
Agora que estou tão perto
Do reverso de todo esse mal
Aqui nas palmas de nossas mãos
Mas tocar-lhe a alma assim era proibido,
Dependeria da força de sua vontade
Acabar de vez com essa maldade
Queria destruir o livre-arbitrio
E te tomar da escuridão
Esquecer a lei-de-pemba
e dissolver as obscuras legiões.
Zelo enquanto a hora se aproxima
De começar o que não pode ser parado...
Recife,6 de junho de 2009, imagem da web
quinta-feira, 20 de maio de 2010
125> A ULTIMA ESQUADRILHA

A marca das asas douradas
Na ultima esquadrilha
Decidir entre o amor e a distancia
Vem tomar minha alma
Vem evitar essa partida
Sem mais lagrimas
E vejo novos confrontos
Pele a pele
Face a face
Um ultimo mergulho evasivo
E a Luftwaffe via seus garotos
Desaparecerem no mar...
Renda-se, renda-se
Vamos para nossa casa
Aquecer meus lábios frios
Só esta noite...
124> O BEAGLE PERDIDO
Avançava ano a dentro
Quando pensei que acabaria
Me vi nos retrovisores
Enxarcado de resignação
Em tudo buscava um sinal
Como que do nada ele veio
Apareceu meio timido, desconfiado
Tricolor era aquele Beagle
Vagando numa fria Recife
Também buscando por algo
Acabo por sorrir deste paralelo
Percebo que nesta sexta
Cedo alguem pensava em mim
Bate teu coração no meu peito
Desaparece todo essa medo
Recife,5 de junho de 2009
Quando pensei que acabaria
Me vi nos retrovisores
Enxarcado de resignação
Em tudo buscava um sinal
Como que do nada ele veio
Apareceu meio timido, desconfiado
Tricolor era aquele Beagle
Vagando numa fria Recife
Também buscando por algo
Acabo por sorrir deste paralelo
Percebo que nesta sexta
Cedo alguem pensava em mim
Bate teu coração no meu peito
Desaparece todo essa medo
Recife,5 de junho de 2009
123> LEVANTA-TE
Pensei naquele nome
Respirei lento e profundo
O clima se altera a contento
Muitas palavras ao vento
Mas eu estive lá
Mas eu estive lá
Ofereci o que será meu
Sem sorrisos no fim
Fugi da verdade que se arvora
Com lagrimas no fim
Mas novamente vou mudar
Eu e oito anjos te observamos
Criamos espaços bem diferentes
Atento aquele canto da cama
Um abraço que te libertará
Levanta-te e grite meu nome !
E você entenderá ...
Recife, 1 de junho de 2009
Respirei lento e profundo
O clima se altera a contento
Muitas palavras ao vento
Mas eu estive lá
Mas eu estive lá
Ofereci o que será meu
Sem sorrisos no fim
Fugi da verdade que se arvora
Com lagrimas no fim
Mas novamente vou mudar
Eu e oito anjos te observamos
Criamos espaços bem diferentes
Atento aquele canto da cama
Um abraço que te libertará
Levanta-te e grite meu nome !
E você entenderá ...
Recife, 1 de junho de 2009
122> LUZ DE AZEITE
Uma única luz havia
A lamparina queimava azeite
O cômodo era privado
O portador da espada templária
Apreciava aqueles elementais
Em sonho o aviso fora dado
Ele entendeu sem saber
Sem mais ter poder, afastou-se
Tendo feito o antigo resgate
Liberando aquele karma
Uma nova porta que se abre
Não gastaria os anos do céu
Cego a toda luz do sol
E eu era este sol invisível
Imensurável aos pequenos mortais
E agora o frio aumenta
A conta de tudo se aproxima
Desde que você escolheu a morte
Eu vivi no fim do mundo
Mas a primavera muda tudo...
Recife,30 de maio de 2009
A lamparina queimava azeite
O cômodo era privado
O portador da espada templária
Apreciava aqueles elementais
Em sonho o aviso fora dado
Ele entendeu sem saber
Sem mais ter poder, afastou-se
Tendo feito o antigo resgate
Liberando aquele karma
Uma nova porta que se abre
Não gastaria os anos do céu
Cego a toda luz do sol
E eu era este sol invisível
Imensurável aos pequenos mortais
E agora o frio aumenta
A conta de tudo se aproxima
Desde que você escolheu a morte
Eu vivi no fim do mundo
Mas a primavera muda tudo...
Recife,30 de maio de 2009
121> O DOMADOR DE CAVALOS
Surdez para tudo que tenho a dizer
Tal mecanismo não permite retroceder
O domador de cavalos indomáveis
E aqueles cabelos negros...
Logo quando você veio levar
Acho que não consigo voltar
Cheio dos meus milagres
E aquela mesma voz...
Eu pensei e pensei em você
Do estar medico via-se a roseira
E também tudo aquilo
E aquela antiga escultura...
Tentei ir longe de mais
Mas sempre te tive em mente
Realmente pulei a janela aberta
Sem aquela tua calma...
Apostando contra o próprio eu
Eu me esforcei tanto, tanto
E enfim você se importou
Quando aquele vento soprou...
Recife,30 de maio de 2009
Tal mecanismo não permite retroceder
O domador de cavalos indomáveis
E aqueles cabelos negros...
Logo quando você veio levar
Acho que não consigo voltar
Cheio dos meus milagres
E aquela mesma voz...
Eu pensei e pensei em você
Do estar medico via-se a roseira
E também tudo aquilo
E aquela antiga escultura...
Tentei ir longe de mais
Mas sempre te tive em mente
Realmente pulei a janela aberta
Sem aquela tua calma...
Apostando contra o próprio eu
Eu me esforcei tanto, tanto
E enfim você se importou
Quando aquele vento soprou...
Recife,30 de maio de 2009
120> REQUIEM PARA UMA ESTRELA
Chore pela criança morta em mim
Aquela que um dia você amou
E os anos são tão implacáveis
E essas dores são tão implacáveis
Darei-te o que dela restou
Costumava cantar em voz baixa
Contava os mais singelos momentos
Enterrava toda negação cética
Sonhava em receber seus cumprimentos
Um vaso de beleza eclética
O enforcado e a torre invertida
Novamente o carro... oh minha sete saias
Sobrevivi a tudo e a todos
Para queimar assim ?
Impotente de joelhos ao grande destino ...
Ouvia piano quando você nasceu
Meus olhos brilharam pela primeira vez
Estava no inferno quando você chegou
Meu coração amou na primeira vez
Aprendi a lição enquanto você sofria
Amor assim em vida, uma unica vez ...
Recife, 28 de maio de 2009
Aquela que um dia você amou
E os anos são tão implacáveis
E essas dores são tão implacáveis
Darei-te o que dela restou
Costumava cantar em voz baixa
Contava os mais singelos momentos
Enterrava toda negação cética
Sonhava em receber seus cumprimentos
Um vaso de beleza eclética
O enforcado e a torre invertida
Novamente o carro... oh minha sete saias
Sobrevivi a tudo e a todos
Para queimar assim ?
Impotente de joelhos ao grande destino ...
Ouvia piano quando você nasceu
Meus olhos brilharam pela primeira vez
Estava no inferno quando você chegou
Meu coração amou na primeira vez
Aprendi a lição enquanto você sofria
Amor assim em vida, uma unica vez ...
Recife, 28 de maio de 2009
119> ALÉM
Todos disseram que estava morto,
Mas não enterrei
Quando pareceu não ter sentido,
Eu insisti
Avancei ate onde era o dito fim
E fui alem
Mesmo no gelo do inverno
Eu continuei plantando
Mesmo quando sozinho
Continuei amando
E quando todos estavam estáticos
Eu continuei mudando ...
Então deixo um aviso
Aos em rota de colisão
Eis que encontrarão uma rocha
De firmeza e propósito
Então recolho este momento
Aos que roubaram meu tempo
Eis que cegarão em uma tocha
De fé e devoção
Recife,25 de maio de 2009
Mas não enterrei
Quando pareceu não ter sentido,
Eu insisti
Avancei ate onde era o dito fim
E fui alem
Mesmo no gelo do inverno
Eu continuei plantando
Mesmo quando sozinho
Continuei amando
E quando todos estavam estáticos
Eu continuei mudando ...
Então deixo um aviso
Aos em rota de colisão
Eis que encontrarão uma rocha
De firmeza e propósito
Então recolho este momento
Aos que roubaram meu tempo
Eis que cegarão em uma tocha
De fé e devoção
Recife,25 de maio de 2009
118> AMOR, A DIVINA ARTE DA CRIAÇÃO
Olhei de volta e não me vi
Percebi acima deste mar
A natureza do nosso amor
Sem mais nada para falar
Sem medo de toda dor
Jurei que nunca mais iria voltar
Promessas que adoro quebrar
Te chamo nos ares do vento
A fim de quebrar teu tempo
Para perfumar toda uma vida
Olhos que derrubaram um anjo do céu
Sentimentos que inundaram as ruas
As estrelas em um sistema binário
Geram agora todos elementos essenciais
Ao amor que é a arte divina da criação ...
Um desejo de unir tudo que foi separado
Explodir tudo que a vida implodiu
Ferver os oceanos, derreter as calotas
Aceder a chamas da noite e tombar o sol
Enluarado, enluarado ...
Recife, 24 de maio de 2009
Percebi acima deste mar
A natureza do nosso amor
Sem mais nada para falar
Sem medo de toda dor
Jurei que nunca mais iria voltar
Promessas que adoro quebrar
Te chamo nos ares do vento
A fim de quebrar teu tempo
Para perfumar toda uma vida
Olhos que derrubaram um anjo do céu
Sentimentos que inundaram as ruas
As estrelas em um sistema binário
Geram agora todos elementos essenciais
Ao amor que é a arte divina da criação ...
Um desejo de unir tudo que foi separado
Explodir tudo que a vida implodiu
Ferver os oceanos, derreter as calotas
Aceder a chamas da noite e tombar o sol
Enluarado, enluarado ...
Recife, 24 de maio de 2009
117> NOITE REVELADA
Cada encontro cedia o véu
Pelos deuses como posso lembra?
Não esta certo saber ...
Mas a noite clareava-me tua alma
Os desejos íntimos compartilhados
Revelação
Mas ela guardava vaga recordação
Eu impregnado de cada segundo
Ela vem sempre à noite
Nos vivíamos sempre à noite
Mas leve esse amor para o dia
E traga mais dia para a vida
Recife,23 de maio
Pelos deuses como posso lembra?
Não esta certo saber ...
Mas a noite clareava-me tua alma
Os desejos íntimos compartilhados
Revelação
Mas ela guardava vaga recordação
Eu impregnado de cada segundo
Ela vem sempre à noite
Nos vivíamos sempre à noite
Mas leve esse amor para o dia
E traga mais dia para a vida
Recife,23 de maio
segunda-feira, 17 de maio de 2010
116> IV LEGIÃO

Acalma-te sob teus novos desígnios
Guerreiros da luz não podem ser feridos
Ergue tua espada sob tua fronte
E que gire o mundo sob tua lamina
Que caiam os obscuros a tua frente
Assim foi dito e assim foi feito
A visão se estendeu ao futuro
A dor do tempo voltou aos tolos
Almas jovens, inquietas e perdidas
Presas fáceis dos antigos lobos
A quarta legião do exército celeste
Vigia através do olho do touro
Guardando no céu a porta do leste
Derrama teu brilho vermelho-ouro
Guia-me ante ao caos e as trevas
Recife,22 de maio de 2009
115> OUTRA NOITE DE SONHOS REAIS
Eram tantas salas escuras
Algumas pessoas bem conhecidas
Portas que levavam a portas
Mas sei como te encontrar
No canto frio de uma sala
Encolhida para a noite
E para a vida
E venho e trago calor
Eu vou levo tua cor
E já era hora de ir
Imperativa era tua queixa
Ele teria de desistir da queda
Um caminho entre dois mundos
Dessa vez não vi tua real face
Não tive teu real beijo
Minha mão agora sente a bainha
Da minha velha angelical espada
Vejo os olhos pesados de outono
Sem saber da vinda de um inverno
Pronto para cristalizar teu sangue
Esperei alem da hora de partir
E me fui em terrível negação
O céu derramado nos cabelos
Assim estava ela, intangível
Prisioneira de suas escolhas
Privando-se de conhecer o amor
Por acreditar que já o tinha
Parto para alem dos olhos como fora sugerido
Deixando um rastro de pureza que consumirá
Nossa casa de ladrilhos e tijolos aparentes...
Recife,22 de maio de 2009
Algumas pessoas bem conhecidas
Portas que levavam a portas
Mas sei como te encontrar
No canto frio de uma sala
Encolhida para a noite
E para a vida
E venho e trago calor
Eu vou levo tua cor
E já era hora de ir
Imperativa era tua queixa
Ele teria de desistir da queda
Um caminho entre dois mundos
Dessa vez não vi tua real face
Não tive teu real beijo
Minha mão agora sente a bainha
Da minha velha angelical espada
Vejo os olhos pesados de outono
Sem saber da vinda de um inverno
Pronto para cristalizar teu sangue
Esperei alem da hora de partir
E me fui em terrível negação
O céu derramado nos cabelos
Assim estava ela, intangível
Prisioneira de suas escolhas
Privando-se de conhecer o amor
Por acreditar que já o tinha
Parto para alem dos olhos como fora sugerido
Deixando um rastro de pureza que consumirá
Nossa casa de ladrilhos e tijolos aparentes...
Recife,22 de maio de 2009
114> PORTO DO ALÉM-MAR *
O espaço dos devotos do amor
Revertia todas as historias perdidas
Embala um impulso sem medida
No tom de musicas cheias de dor
Não foi possível no atalho
E o caminho era longo
O caminho para casa ...
Nesta arvore o belíssimo galho
Deixe-o passar solitário novamente
Assim como veio ao presente
E como rompeu com o passado
Atravessando um rio de desventuras
O amor venceu todos males
Náufragos nos sete mares da vida
À noite em prontidão no porto
Ninguém retorna da água gélida
E em meus braços quentes
O calor da mesma febre ...
Recife,20 de maio de 2009
Revertia todas as historias perdidas
Embala um impulso sem medida
No tom de musicas cheias de dor
Não foi possível no atalho
E o caminho era longo
O caminho para casa ...
Nesta arvore o belíssimo galho
Deixe-o passar solitário novamente
Assim como veio ao presente
E como rompeu com o passado
Atravessando um rio de desventuras
O amor venceu todos males
Náufragos nos sete mares da vida
À noite em prontidão no porto
Ninguém retorna da água gélida
E em meus braços quentes
O calor da mesma febre ...
Recife,20 de maio de 2009
113> SÃO JOSÉ DO HORTENCIO

E corria livre de tudo
Nada podia impedir as fadas
E sob lagrimas vi o sentido do amor
O fogo recobria meu coração
A visão se intensificava
Como que mais perto do passado
Bem alem das coisas objetivas
Minha vela de toda fé
Uma historia tão mal contada
O curtume perto da ponte
Que deus o tenha senhor Max
Dei tudo de mim
Um mundo de bondade
Que deixou tanta saudade
Prepare o cavalo do doutor
Traga a cuca e cuidado com o trator
Diga a Débora que sonhei com Raquel
No inverno que nunca passou...
Recife,18 de maio de 2009
Dedicado a todos do posto de saude de Sao jose do Hortencio - Rs, lembrando Darci e familia e Debora que eh uma grande alma ! Dedico tb a Raquelzinha ! Vcs todos sao INESQUECIVEIS ...
112> SIAMESA
Fazei a nova vida brotar do seio da terra
A caverna do deserto a fonte e o ninho
O símbolo de vida em minhas mãos
Mas mãos muitos jovens ...
Quem nascerá sob o vermelho Antares
O que trará a forca do céu estrelado
Unindo tudo que foi afastado
Poemas, palavras e meus temas solares
Tenho certeza de estar preparado
Planos dentro de mil lugares
De fora te vejo dar as mesmas voltas
Era tão nova minha alma siamesa
A bússola que usei com destreza
Na mira das flechas de sagitário
Ainda bem que te apontei a certeza
Ainda bem que você veio me ver
Ainda bem que tive um pressagio
Recife,20 de maio de 2009
A caverna do deserto a fonte e o ninho
O símbolo de vida em minhas mãos
Mas mãos muitos jovens ...
Quem nascerá sob o vermelho Antares
O que trará a forca do céu estrelado
Unindo tudo que foi afastado
Poemas, palavras e meus temas solares
Tenho certeza de estar preparado
Planos dentro de mil lugares
De fora te vejo dar as mesmas voltas
Era tão nova minha alma siamesa
A bússola que usei com destreza
Na mira das flechas de sagitário
Ainda bem que te apontei a certeza
Ainda bem que você veio me ver
Ainda bem que tive um pressagio
Recife,20 de maio de 2009
111> O GIGANTE

Diário da madrugada abstrata
Encruzilhada da meia vida
Sentado tomo a devida medida
Os vejo todos na sala rindo
Não alcançam o rio profundo
Não importa para onde estou indo
Agigantam-se minhas aspirações
Duvidas que não mais me vem
Veja todas aquelas direções
Creia quantas opções se tem
Os passos não mais aceleram
No entanto tornam-se mais largos
Posso caminhar com tua ausência !
Podes ficar sem minha presença ?
Sinta toda essa essência
O tempo trará a sentença
Olhemos firmemente adiante
Enterrando esses falsos desejos
O fardo de tantos anseios
Fizeram surgir um ser gigante !
Recife,17 de maio de 2009
110> TEU JEITO
Vem me embalar ao ar
Salta-me a retina em paz
Mundo mágico que construí
Aqui esta !
Mãos dadas atravesse a rua
Via tua sombra toda nua
Acolhe minhas asas cansadas
Teu colo uma enseada
Nada destrói as cordas
Atrevesse o mar inquieto
Cruzo o ar rarefeito
Te toco daquela forma
Tudo fica radiantemente azul
Quando unimos
O teu jeito ao meu beijo
O meu céu a tua terra
A mistura de encanto e pesar
Minha seriíssima criança
Meu néctar na casca amarga
Teu jeito, teu único jeito ..
Recife,17 de maio de 2009
...
Salta-me a retina em paz
Mundo mágico que construí
Aqui esta !
Mãos dadas atravesse a rua
Via tua sombra toda nua
Acolhe minhas asas cansadas
Teu colo uma enseada
Nada destrói as cordas
Atrevesse o mar inquieto
Cruzo o ar rarefeito
Te toco daquela forma
Tudo fica radiantemente azul
Quando unimos
O teu jeito ao meu beijo
O meu céu a tua terra
A mistura de encanto e pesar
Minha seriíssima criança
Meu néctar na casca amarga
Teu jeito, teu único jeito ..
Recife,17 de maio de 2009
...
109> O SOL SEMPRE VEM
Posso ensaiar ate um sorriso
A vida e suas largas margens
O amanha sempre vem
Algumas parecem tão longe
Ate que o sol vem de vez
O envelope já esta pronto
Cheio do que quiseres ver
Teu porto seguro na vidamar
Ou mais bobagens pueris
Só sei que o sol sempre vem !
E como amo suas roupas cinzas
Sempre quis ver-te naquela roxa
E sonhava com a blusa amarela
A aquarela que me iluminava
Espere que o sol sempre vem
Recife,15 de maio de 2009
A vida e suas largas margens
O amanha sempre vem
Algumas parecem tão longe
Ate que o sol vem de vez
O envelope já esta pronto
Cheio do que quiseres ver
Teu porto seguro na vidamar
Ou mais bobagens pueris
Só sei que o sol sempre vem !
E como amo suas roupas cinzas
Sempre quis ver-te naquela roxa
E sonhava com a blusa amarela
A aquarela que me iluminava
Espere que o sol sempre vem
Recife,15 de maio de 2009
108> BELA TARDE DE OUTUBRO
Quase uma lua após aquela cruzada
As trevas em sua momentânea vitória
Iludidas pela minha inerente dor
Perdidas por não serem atemporais
Um acido veneno corroí o peito
Afastando-me do que me afasta !
Vinde socorrer o teu socorro
Vinde se socorrer em meu socorro
A lua viu a relutância em ver
A rua viu-te tombar em meus braços
O anjo que ouviu tuas promessas
Numa bela tarde de outubro
Recife,15 de maio de 2009
As trevas em sua momentânea vitória
Iludidas pela minha inerente dor
Perdidas por não serem atemporais
Um acido veneno corroí o peito
Afastando-me do que me afasta !
Vinde socorrer o teu socorro
Vinde se socorrer em meu socorro
A lua viu a relutância em ver
A rua viu-te tombar em meus braços
O anjo que ouviu tuas promessas
Numa bela tarde de outubro
Recife,15 de maio de 2009
107> LA BELLE EPOQUE
XIV
De sete em sete tudo avança
Mansão da avenida velha saneamento
Angelita vai voltar estas férias ?
Mas estou na casa de Colin
XXI
Luzes no painel na rodovia escura
Calculei todos espaços possíveis
A arte da velha física que abandonei
Na guerra referente à saúde
XXVIII
Meu ultimo adeus na navegantes
Aquela cidade era inconstante
Estratégia da terra devastada
Ordinário marche !
XXXV
Um amor e uma dor em maio
Decreto la belle epoque
Terra pronta e as sementes triadas
Le jour de gloire est arrivé !
Recife,14 de maio de 2009
Aracaju, Recife, Porto Seguro, Salvador, Cidades separadas por sete anos ...
De sete em sete tudo avança
Mansão da avenida velha saneamento
Angelita vai voltar estas férias ?
Mas estou na casa de Colin
XXI
Luzes no painel na rodovia escura
Calculei todos espaços possíveis
A arte da velha física que abandonei
Na guerra referente à saúde
XXVIII
Meu ultimo adeus na navegantes
Aquela cidade era inconstante
Estratégia da terra devastada
Ordinário marche !
XXXV
Um amor e uma dor em maio
Decreto la belle epoque
Terra pronta e as sementes triadas
Le jour de gloire est arrivé !
Recife,14 de maio de 2009
Aracaju, Recife, Porto Seguro, Salvador, Cidades separadas por sete anos ...
106> NA SOMBRA DA LUA
Três anos após a besta interna
Começar a ser derrotada
Desperto ou a morte condenado
E ando oculto entre os vivos
Vigiado e conhecido pelos mortos
Ainda choro na sombra da lua
Escondido deste mundo
E daquele olhar profundo
Quem é o filho que espera para nascer ?
Quem era o terceiro aliado
Emergindo na piscina do tempo
A resposta bem a sua frente
Em outra decisão atormentada
Respostas inspiram mais perguntas
Algo que espanta o sono
Será bem diferente mas acontecerá
Uma esperança suavizará os semblantes
E nada será mais como antes
Recife,11 de maio de 2009
Começar a ser derrotada
Desperto ou a morte condenado
E ando oculto entre os vivos
Vigiado e conhecido pelos mortos
Ainda choro na sombra da lua
Escondido deste mundo
E daquele olhar profundo
Quem é o filho que espera para nascer ?
Quem era o terceiro aliado
Emergindo na piscina do tempo
A resposta bem a sua frente
Em outra decisão atormentada
Respostas inspiram mais perguntas
Algo que espanta o sono
Será bem diferente mas acontecerá
Uma esperança suavizará os semblantes
E nada será mais como antes
Recife,11 de maio de 2009
105> NA TERRA OU NO CÉU *
O vento frio que entrava
Alimentando as tristes notas
Um piano executava o dia
Passos distantes nas escadarias
Momentos tão rebuscados
Aqui almas perderam o compasso
Naquela noite foram desgarradas
E pousa a fina neblina
Queria apenas saber
Em que abismo ela se inclina
Às vezes assustava-se com esse poder
Procurando algo que a defina
Encontrando algo que não devia ter ...
A musica eleva o tom
Para uma alma que vibra
Palavras não mais sintetizam
Será que o tempo desistiu de nos ?
Ou desistiu apenas de passar ?
Um dia subiras estas escadas
Com passos não mais distantes
Seja na terra ou seja no céu ...
Recife 9 de maio de 2009
Alimentando as tristes notas
Um piano executava o dia
Passos distantes nas escadarias
Momentos tão rebuscados
Aqui almas perderam o compasso
Naquela noite foram desgarradas
E pousa a fina neblina
Queria apenas saber
Em que abismo ela se inclina
Às vezes assustava-se com esse poder
Procurando algo que a defina
Encontrando algo que não devia ter ...
A musica eleva o tom
Para uma alma que vibra
Palavras não mais sintetizam
Será que o tempo desistiu de nos ?
Ou desistiu apenas de passar ?
Um dia subiras estas escadas
Com passos não mais distantes
Seja na terra ou seja no céu ...
Recife 9 de maio de 2009
104> DESPERTO
Às vezes sou convocado
Em verdade arrancado
Parto sem saber
Nem os porquês
Som metálico e magnético
Faíscas e fagulhas
Uso do som forte
Paredes perdem definição
O tempo é cortado
O espaço violado
Imagens, imagens, imagens
Tenho meu papel
Não sou acompanhado
E tudo recomeça
Uma batalha sem fim
Enfim sou conhecido
Agora que estou desperto .
Recife,9 de maio de 2009
Em verdade arrancado
Parto sem saber
Nem os porquês
Som metálico e magnético
Faíscas e fagulhas
Uso do som forte
Paredes perdem definição
O tempo é cortado
O espaço violado
Imagens, imagens, imagens
Tenho meu papel
Não sou acompanhado
E tudo recomeça
Uma batalha sem fim
Enfim sou conhecido
Agora que estou desperto .
Recife,9 de maio de 2009
103> FUGAS FUGAZES
Como posso fugir de mim
Se agora sou eu mesmo ?
Como podes fugir de ti
Se não es tu mesma ?
Levas-me pelas ondas
Para longe do teu sono
Não era assim que querias ?
Tanto querias ...
Trago-te pelas mãos
Para junto de ti mesma
Era isso que tanto temias ?
Tanto temias ...
Me trazes pela noite
Para junto do teu corpo
Que será só meu ,
Só meu ...
Recife,9 de maio de 2009
Se agora sou eu mesmo ?
Como podes fugir de ti
Se não es tu mesma ?
Levas-me pelas ondas
Para longe do teu sono
Não era assim que querias ?
Tanto querias ...
Trago-te pelas mãos
Para junto de ti mesma
Era isso que tanto temias ?
Tanto temias ...
Me trazes pela noite
Para junto do teu corpo
Que será só meu ,
Só meu ...
Recife,9 de maio de 2009
102> TRÊS PARTIDAS
Meu suor após as três partidas
Reflete a dedicação
Respeito à mudança de estação
Deixem apenas lembranças queridas
Ela sofreu nove meses e se foi
Um novo parto no alem
Ele logo chegou e partiu
A mais velha não me sorriu
E todos levaram meu rosto
Como ultima lembrança
Como ultima palavra
E como uma nova vitória ...
Recife,9 de maio de 2009
Três obitos neste dia ...
Reflete a dedicação
Respeito à mudança de estação
Deixem apenas lembranças queridas
Ela sofreu nove meses e se foi
Um novo parto no alem
Ele logo chegou e partiu
A mais velha não me sorriu
E todos levaram meu rosto
Como ultima lembrança
Como ultima palavra
E como uma nova vitória ...
Recife,9 de maio de 2009
Três obitos neste dia ...
101> NÓS ANJOS...
O destino sincrônico...
Enquanto suava
Tua voz me falava
Mas o trabalho era árduo
Sexta feira da passagem
Enquanto suava
Trovoes apareceram e trouxeram
Ate mim a chuva
A mesma que caiu em ti
Lagrimas do céu de maio
Que choravam por nos
Minha dor inundou tua cidade
Não por impulso ou maldade
Mas por pura saudade !
Um deva mostrando o sinal
Que supera tua vontade
Nos anjos seremos lembrados
Quando houver necessidade...
Recife,9 de maio de 2009
Enquanto suava
Tua voz me falava
Mas o trabalho era árduo
Sexta feira da passagem
Enquanto suava
Trovoes apareceram e trouxeram
Ate mim a chuva
A mesma que caiu em ti
Lagrimas do céu de maio
Que choravam por nos
Minha dor inundou tua cidade
Não por impulso ou maldade
Mas por pura saudade !
Um deva mostrando o sinal
Que supera tua vontade
Nos anjos seremos lembrados
Quando houver necessidade...
Recife,9 de maio de 2009
100> A SETE DIAS
A garota parecia chorar
O lar agora solitário
Separei o óleo para ofertar
Ao coração que não quer parar
Quem fez o ultimo comentário ?
A madrugada veio reprovar
E uma brecha na telha
Me faz fugir ao luar
Ela pareceu tão velha
Na sua fase crescente
O que fizeste há sete dias
A meia noite a minha queda
Surge outra silenciosa lagrima
E por tudo que passei
Nada mais me deterá ...
Sei que estarás protegida
Com tua estrela no peito
Minha mão treme agora
Lembro da sussurrada voz
“ainda não chegou a hora”
Recife,8 de maio de 2009
O lar agora solitário
Separei o óleo para ofertar
Ao coração que não quer parar
Quem fez o ultimo comentário ?
A madrugada veio reprovar
E uma brecha na telha
Me faz fugir ao luar
Ela pareceu tão velha
Na sua fase crescente
O que fizeste há sete dias
A meia noite a minha queda
Surge outra silenciosa lagrima
E por tudo que passei
Nada mais me deterá ...
Sei que estarás protegida
Com tua estrela no peito
Minha mão treme agora
Lembro da sussurrada voz
“ainda não chegou a hora”
Recife,8 de maio de 2009
99> CINCO ANOS EM CINCO DIAS
Em instante só as paredes
E tudo se fechou
Quando fui exigido
Silencio
Fuga
Velho sentimento de perda
Triste emergir do passado
E se faz a ilusão
Toda baseada em posse
Toda busca por teu toque
Vacilante ela se vai
Retrocedo para avançar
Com ela foram meus anos
Comigo vieram seus danos
Sem saber ate quando ...
Recife,5 de maio de 2009
E tudo se fechou
Quando fui exigido
Silencio
Fuga
Velho sentimento de perda
Triste emergir do passado
E se faz a ilusão
Toda baseada em posse
Toda busca por teu toque
Vacilante ela se vai
Retrocedo para avançar
Com ela foram meus anos
Comigo vieram seus danos
Sem saber ate quando ...
Recife,5 de maio de 2009
98> ULTIMA NOITE DE ABRIL
O que você faz agora ?
O que fará amanha a noite ?
Por onde eu for
Terei que olhar para os lados
E por sinal sei bem onde olhar
E ela se aproxima invisível
Como as pecas do destino
Pálida me observa
Desligue por vinte minutos ...
Me fez rir e chorar
Me deu e tirou
Mortes foram evitadas
Uma mãe foi preservada
Tudo foi medido
Mas eu não sabia
E ela não esperava
Os cabelos derramados no colo
Olhar fixo no chão
A voz rouca e presa
Tua duvida
Nossa dor
Recife,5 de maio de 2009
O que fará amanha a noite ?
Por onde eu for
Terei que olhar para os lados
E por sinal sei bem onde olhar
E ela se aproxima invisível
Como as pecas do destino
Pálida me observa
Desligue por vinte minutos ...
Me fez rir e chorar
Me deu e tirou
Mortes foram evitadas
Uma mãe foi preservada
Tudo foi medido
Mas eu não sabia
E ela não esperava
Os cabelos derramados no colo
Olhar fixo no chão
A voz rouca e presa
Tua duvida
Nossa dor
Recife,5 de maio de 2009
97> MINHA ALQUIMIA
O destino me sorriu
Depois que me partiu
Terei tudo que perdi
Serei o que deveria ser
Um grande foco
Na mesma vibração
Um lindo horizonte
A mais bela historia
Poucos se motivam com a dor
E se transformam no fogo
A mesma substancia de uma estrela
Reflete a beleza de uma flor
Lagrimas me farão rir
Espíritos me fizeram ver
Tudo que me faz sofrer
Me trará mais poder
Recife,5 de maio de 2009
Depois que me partiu
Terei tudo que perdi
Serei o que deveria ser
Um grande foco
Na mesma vibração
Um lindo horizonte
A mais bela historia
Poucos se motivam com a dor
E se transformam no fogo
A mesma substancia de uma estrela
Reflete a beleza de uma flor
Lagrimas me farão rir
Espíritos me fizeram ver
Tudo que me faz sofrer
Me trará mais poder
Recife,5 de maio de 2009
96> PARTIDO
Minha varanda toda molhada
Meu céu encoberto pelas nuvens
Minha respiração pesada
Meu deus como dói...
Meu sentimento iludido
Meu coração dilacerado
Minha alma agoniza
Por que tão fria ?
Choro no chão e no ar
Chora o céu e a terra
Minhas lagrimas representadas
Na chuva que trouxe e levei
Incondicional ou leviano ?
Que escolha insana...
Realmente a fronteira
Entre felicidade e tristeza .
Recife, 2 de maio de 2009
Meu céu encoberto pelas nuvens
Minha respiração pesada
Meu deus como dói...
Meu sentimento iludido
Meu coração dilacerado
Minha alma agoniza
Por que tão fria ?
Choro no chão e no ar
Chora o céu e a terra
Minhas lagrimas representadas
Na chuva que trouxe e levei
Incondicional ou leviano ?
Que escolha insana...
Realmente a fronteira
Entre felicidade e tristeza .
Recife, 2 de maio de 2009
95> O TERROR DOS TROVÕES *
Chegou a tempestade e seus trovoes
Quem foi falar com Zeus ?
Era sabido que era dos teus
O zunido metálico dos zangões
Mas o terror não varia
Não se assuste nesta agonia
A natureza só seu rumo seguia
Sinta apenas o que te valia
As fendas do céu flamejantes
Não terão em nos pontaria
E que levem teu grito
A chuva tua dor escorria
Quem retira teus pés do chão
Levanta-te para mostrar
Com inerente emoção
Que as tormentas que se vão
Existem apenas lembrar
Que em tudo existe razão
Recife, 2 de maio de 2009
Quem foi falar com Zeus ?
Era sabido que era dos teus
O zunido metálico dos zangões
Mas o terror não varia
Não se assuste nesta agonia
A natureza só seu rumo seguia
Sinta apenas o que te valia
As fendas do céu flamejantes
Não terão em nos pontaria
E que levem teu grito
A chuva tua dor escorria
Quem retira teus pés do chão
Levanta-te para mostrar
Com inerente emoção
Que as tormentas que se vão
Existem apenas lembrar
Que em tudo existe razão
Recife, 2 de maio de 2009
domingo, 16 de maio de 2010
94> UMA BRILHANTE PASSAGEM
A geografia foi a única mudança
Venho de longe para ficar longe
Uma teimosia remota a infância
Traços que não se dissipam
Ladrilhos unidos em fractais
E nada mais obstrui a vida
E nada mais me distancia
Perfeito, doloroso e completo
Um exercício infinito
Saio com a mala cheia de lembranças
Terras distantes em tempos vindouros
Quase sempre olhamos para trás
Esta instabilidade assemelha-se ao universo
Nosso universo
Meu alfa, meu Omega desconhecidos
Castelos de areia todos habitados
Uma vida paralela nos sonhos
Vapores de um passado abençoado
Dissabores moldam os verdadeiros
Existência é efêmera e infinitamente bela
Então que se abrilhante minha passagem !
Recife,29 de abril de 2009
Venho de longe para ficar longe
Uma teimosia remota a infância
Traços que não se dissipam
Ladrilhos unidos em fractais
E nada mais obstrui a vida
E nada mais me distancia
Perfeito, doloroso e completo
Um exercício infinito
Saio com a mala cheia de lembranças
Terras distantes em tempos vindouros
Quase sempre olhamos para trás
Esta instabilidade assemelha-se ao universo
Nosso universo
Meu alfa, meu Omega desconhecidos
Castelos de areia todos habitados
Uma vida paralela nos sonhos
Vapores de um passado abençoado
Dissabores moldam os verdadeiros
Existência é efêmera e infinitamente bela
Então que se abrilhante minha passagem !
Recife,29 de abril de 2009
93> A ILHA
Uma flauta doce era o chamado
O trabalho quase completo
Ao sobrevivente boas vindas !
Na construção do novo reinado
Vem de longe e deixa
Vai para perto e leva
O fim do nada
O começo de tudo
Mas o aviso fora dado
Teu mar agitado
Nele fui um naufrago
A ilha agora minha
Desabitada e sozinha
Espera a calmaria
Recife,2 de maio de 2009
O trabalho quase completo
Ao sobrevivente boas vindas !
Na construção do novo reinado
Vem de longe e deixa
Vai para perto e leva
O fim do nada
O começo de tudo
Mas o aviso fora dado
Teu mar agitado
Nele fui um naufrago
A ilha agora minha
Desabitada e sozinha
Espera a calmaria
Recife,2 de maio de 2009
92> DANÇA SOLAR
Mas eis que vem um novo sol
A sombras são afastadas
Passos mais largos podem ser dados
Uma forca incessante
Nada podia encarar o brilho
Tome de sua centelha
Abasteça o âmago da vida
Saltos atômicos e vibrações
Nos tambores de sua canção
Abra os braços para receber
Ele e suas lareiras de fusões
Regente de uma grande nação
E surge tudo novo
E em cinzas o antigo
A luz que tudo vê
Os olhos de deus
Mostram então
Tudo que é teu
Recife, 1 de maio de 2009
A sombras são afastadas
Passos mais largos podem ser dados
Uma forca incessante
Nada podia encarar o brilho
Tome de sua centelha
Abasteça o âmago da vida
Saltos atômicos e vibrações
Nos tambores de sua canção
Abra os braços para receber
Ele e suas lareiras de fusões
Regente de uma grande nação
E surge tudo novo
E em cinzas o antigo
A luz que tudo vê
Os olhos de deus
Mostram então
Tudo que é teu
Recife, 1 de maio de 2009
91> MEU JARDIM CHUVOSO
Aos saltos chegou a manhã
O chão escorregadio
No corredor vazio
Acaso era demais familiar
A precipitação de pensamentos
O orvalho ainda úmido
O sol ainda mudo
Um sentimento impertinente
Escondido e sempre presente
Cautela nos curativos
Prontidão dos sentidos
Assim procede a alma
Quando o amor se cala
O encanto quase se perdeu
Mas ainda falo com as rosas
Apesar do sangue que escorreu...
Guardião de todas belezas,
O espinho que crime cometeu ?
Recife,14 de abril de 2009
O chão escorregadio
No corredor vazio
Acaso era demais familiar
A precipitação de pensamentos
O orvalho ainda úmido
O sol ainda mudo
Um sentimento impertinente
Escondido e sempre presente
Cautela nos curativos
Prontidão dos sentidos
Assim procede a alma
Quando o amor se cala
O encanto quase se perdeu
Mas ainda falo com as rosas
Apesar do sangue que escorreu...
Guardião de todas belezas,
O espinho que crime cometeu ?
Recife,14 de abril de 2009
90> O ANJO E A CIDADE
Tamanha era a tristeza daquele anjo
Contaminou toda uma cidade
Estava no frio das manhas
Nas almas flutuando perdidas
Invadiu todas enfermarias
Lembrei-me da criança e da piscina
A água paralisante
Otavio Mangabeira, três da manha
A rua toda minha
O sentimento não era mais o mesmo
A realidade visível
Vislumbro o seu tecido invisível
Uso de critérios técnicos
Mas foi uma boa tentativa
Sua atenção volta-se a mim
Como uma luz polarizada
Aquela vibração que volta
Poe a prova tua firmeza
A vontade de perder o controle
Não é bom afrontar um anjo
A menos que se seja outro ...
Salvador, 28 de abril de 2009
Contaminou toda uma cidade
Estava no frio das manhas
Nas almas flutuando perdidas
Invadiu todas enfermarias
Lembrei-me da criança e da piscina
A água paralisante
Otavio Mangabeira, três da manha
A rua toda minha
O sentimento não era mais o mesmo
A realidade visível
Vislumbro o seu tecido invisível
Uso de critérios técnicos
Mas foi uma boa tentativa
Sua atenção volta-se a mim
Como uma luz polarizada
Aquela vibração que volta
Poe a prova tua firmeza
A vontade de perder o controle
Não é bom afrontar um anjo
A menos que se seja outro ...
Salvador, 28 de abril de 2009
89> FIM DAS PRIMAVERAS INCOMPLETAS
Outono te trará a chuva
E tudo que desejas abraçar
Noites enevoadas e enluaradas
Um relâmpago na mente
E um trovão no peito
O descanso almejado
De fato era a tua liberdade
A volta ao mundo dos sonhos
O nosso mundo !
Lembro das primaveras incompletas
E de como você me tomou
Sentiram minha falta os anjos ?
Só mais alguns anos...
Só mais alguns anos...
Recife,22 de abril de 2009
E tudo que desejas abraçar
Noites enevoadas e enluaradas
Um relâmpago na mente
E um trovão no peito
O descanso almejado
De fato era a tua liberdade
A volta ao mundo dos sonhos
O nosso mundo !
Lembro das primaveras incompletas
E de como você me tomou
Sentiram minha falta os anjos ?
Só mais alguns anos...
Só mais alguns anos...
Recife,22 de abril de 2009
88> PÁSSARO NA JANELA
Um passaro na minha janela
Veio me revelar
Uma nova abertura
E a cor dos cabelos dela
Vem me lembrar
A atual conjectura
Nem mesmo ela sabia
Vai me desvencilhar ?
Hora de esvaziar as ruas
De rever os nascidos
Sob o sinal do sol
De esquecer os vencidos
Um corpo alvo e sem marcas
A mente marcada e obscura
E naquele jogo de cartas
Tudo que fiz foi com ternura.
Recife,20 de abril de 2009
Veio me revelar
Uma nova abertura
E a cor dos cabelos dela
Vem me lembrar
A atual conjectura
Nem mesmo ela sabia
Vai me desvencilhar ?
Hora de esvaziar as ruas
De rever os nascidos
Sob o sinal do sol
De esquecer os vencidos
Um corpo alvo e sem marcas
A mente marcada e obscura
E naquele jogo de cartas
Tudo que fiz foi com ternura.
Recife,20 de abril de 2009
87> DUAS JOIAS DO CÉU
Do outro lado da cidade
Alguém tenta manter-se firme
Escrevendo a infelicidade
Sozinho em seu auto crime
Ninguém sabia de onde ele vinha
Disseram que das luzes do céu
Pelo brilho que tinha ...
Na outra cidade estava ela
Encolhida em seus mistérios
Retratava sua invisível aquarela
Escondia-se nas horas do dia
Às vezes ela o buscava
Às vezes ela o amava
Resguardava-se de tudo que temia
Um belo par !
lindos, altivos, orgulhos
incompletos, solitários e tristes
a natureza os fez assim
diamantes brilhantes, brilhantes...
Recife,15 de abril de 2009
Alguém tenta manter-se firme
Escrevendo a infelicidade
Sozinho em seu auto crime
Ninguém sabia de onde ele vinha
Disseram que das luzes do céu
Pelo brilho que tinha ...
Na outra cidade estava ela
Encolhida em seus mistérios
Retratava sua invisível aquarela
Escondia-se nas horas do dia
Às vezes ela o buscava
Às vezes ela o amava
Resguardava-se de tudo que temia
Um belo par !
lindos, altivos, orgulhos
incompletos, solitários e tristes
a natureza os fez assim
diamantes brilhantes, brilhantes...
Recife,15 de abril de 2009
86> DOCE AMARGO
Continue falando ate eu adormecer
E deixar este mundo mais uma vez
Antes do dia que clareia
Verei ainda aquelas crianças
Que se perderam em danças
Depois conte tudo que você fez
Enquanto te faço tranças
Meu amor
Não dizia nada para mim
Ao se entreter em seu mundo
Dizia para si que era o fim
Vendo diante de si o vale profundo
Algumas palavras em atenção
A quem um dia foi só coração
Parabéns por sua obscura maneira
Minha querida companheira
Se a infelicidade te bater a porta,
Olhe se ainda estou a sua volta...
Recife,15 de abril de 2009
E deixar este mundo mais uma vez
Antes do dia que clareia
Verei ainda aquelas crianças
Que se perderam em danças
Depois conte tudo que você fez
Enquanto te faço tranças
Meu amor
Não dizia nada para mim
Ao se entreter em seu mundo
Dizia para si que era o fim
Vendo diante de si o vale profundo
Algumas palavras em atenção
A quem um dia foi só coração
Parabéns por sua obscura maneira
Minha querida companheira
Se a infelicidade te bater a porta,
Olhe se ainda estou a sua volta...
Recife,15 de abril de 2009
85> HISTORIAS DO OLIMPO
Enquanto a porta se fechava
Vi escoar lentamente
O ultimo facho de luz
Projetava uma sombra feminina
Um destino em forma de cruz
Com abafados suspiros de devoção
O que será desse destino ?
A vida atropela o peregrino
Uma matemática precisamente incerta
A maré esta cheia,
O céu carregado,
Meu espírito pesado
Um grito contido no intimo.
O primeiro encontro,
Um capricho de Zeus
O primeiro beijo
Fez ate sorrir Afrodite...
Quem juntou, separou e juntou de novo
Não viu quem te cegou
E fui impelido a continuar
Ainda sonho que a porta se abra
Ainda sinto a vida amarga ...
Recife,13 de abril de 2009
Vi escoar lentamente
O ultimo facho de luz
Projetava uma sombra feminina
Um destino em forma de cruz
Com abafados suspiros de devoção
O que será desse destino ?
A vida atropela o peregrino
Uma matemática precisamente incerta
A maré esta cheia,
O céu carregado,
Meu espírito pesado
Um grito contido no intimo.
O primeiro encontro,
Um capricho de Zeus
O primeiro beijo
Fez ate sorrir Afrodite...
Quem juntou, separou e juntou de novo
Não viu quem te cegou
E fui impelido a continuar
Ainda sonho que a porta se abra
Ainda sinto a vida amarga ...
Recife,13 de abril de 2009
84> TEU NOME *
Dei teu nome a uma flor
Assim posso observá-la
Tuas marés altas
Tuas marés baixas
Assim pude chamá-la
Dei tua alma a uma cor
Então pude roubá-la
Tuas alegrias
Tuas tristezas
Assim posso equilibrá-la
Dei teu corpo ao vento
Assim pude senti-la
Teu cheiro
Teu gosto
Assim posso aquecê-la
Dei teu coração ao tempo
Então posso imortalizá-la
Teu brilho
Tua singularidade
Assim pude amá-la
Recife, 13 de abril de 2099
Singelo, gosto muito .
Assim posso observá-la
Tuas marés altas
Tuas marés baixas
Assim pude chamá-la
Dei tua alma a uma cor
Então pude roubá-la
Tuas alegrias
Tuas tristezas
Assim posso equilibrá-la
Dei teu corpo ao vento
Assim pude senti-la
Teu cheiro
Teu gosto
Assim posso aquecê-la
Dei teu coração ao tempo
Então posso imortalizá-la
Teu brilho
Tua singularidade
Assim pude amá-la
Recife, 13 de abril de 2099
Singelo, gosto muito .
83> JIHAD
A guerra foi estendida
Chegou aos recantos da minha alma
A seda do tempo se rasgou
Uma forca vem e acalma
Sonhos de existências passadas
Aquela certeza que aflorou
Nas frentes de batalhas preparadas
Os combates na Bavária
O descanso no teto do mundo
Os mais enfurecidos mares
O encontro da nova Índia
Preces junto ao tumulo
A mão que oferta a rosa
Em homenagem aos esquecidos
O passado agora é presente
E juntos teremos o futuro
Sem aberrações em nome da fé
Acorrentados a tamanha ignorância
Julgam-se representantes e escolhidos
Incapazes de lutarem a verdadeira guerra
Aquela contra eles mesmos...
Recife, 12 de abril de 2009
Chegou aos recantos da minha alma
A seda do tempo se rasgou
Uma forca vem e acalma
Sonhos de existências passadas
Aquela certeza que aflorou
Nas frentes de batalhas preparadas
Os combates na Bavária
O descanso no teto do mundo
Os mais enfurecidos mares
O encontro da nova Índia
Preces junto ao tumulo
A mão que oferta a rosa
Em homenagem aos esquecidos
O passado agora é presente
E juntos teremos o futuro
Sem aberrações em nome da fé
Acorrentados a tamanha ignorância
Julgam-se representantes e escolhidos
Incapazes de lutarem a verdadeira guerra
Aquela contra eles mesmos...
Recife, 12 de abril de 2009
82> SENDA DO ESCOLHIDO
Aqueles seres cheios de esperança
A corda vibrava harmônica
Não esperarei ate a ultima taça
Nunca mais os decepcionarei
Por tudo que um dia amei
Sem um único abraço
Cerro os olhos para sentir
Os redemoinhos de areia
Desconheço o capitulo fracasso
Releio de outra maneira
Quem acendeu as fogueiras ?
Quem era solitário à noite ?
Quem carregou suas bandeiras ?
Os mesmos olhos profundos ...
Os mesmos medos absurdos ...
Não vou olhar para trás
A jornada da alma e longa
E a historia toda se refaz
Nada mais me assombra
Serei a memória mais bela
Recife, 8 de aril de 2009
A corda vibrava harmônica
Não esperarei ate a ultima taça
Nunca mais os decepcionarei
Por tudo que um dia amei
Sem um único abraço
Cerro os olhos para sentir
Os redemoinhos de areia
Desconheço o capitulo fracasso
Releio de outra maneira
Quem acendeu as fogueiras ?
Quem era solitário à noite ?
Quem carregou suas bandeiras ?
Os mesmos olhos profundos ...
Os mesmos medos absurdos ...
Não vou olhar para trás
A jornada da alma e longa
E a historia toda se refaz
Nada mais me assombra
Serei a memória mais bela
Recife, 8 de aril de 2009
81> CATACLISMAS
Cincos eras são cobradas
Um sopro apagou tudo
E foram tão protegidos
Uma miríade de agentes
A vida torna-se em luto
Aquela leva foi perdida
Verde ar de sulfeto e metano
A dupla hélice rompida
Mais um desafio
A terra e o astro profano
Historia sepultada em camadas
Lembra-nos o quanto somos efêmeros
Um sonho de contadas alvoradas
Uma brisa tão ligeira
Uma fogueira passageira
Recife, 8 de abril de 2009
Uma lembrença e um aviso ...
Um sopro apagou tudo
E foram tão protegidos
Uma miríade de agentes
A vida torna-se em luto
Aquela leva foi perdida
Verde ar de sulfeto e metano
A dupla hélice rompida
Mais um desafio
A terra e o astro profano
Historia sepultada em camadas
Lembra-nos o quanto somos efêmeros
Um sonho de contadas alvoradas
Uma brisa tão ligeira
Uma fogueira passageira
Recife, 8 de abril de 2009
Uma lembrença e um aviso ...
80> POR TAINARA

Sempre lembro como devia ser meu amor
Sutil como um dente de leao à brisa
perdido nos teus furacões
No teu mar de Mármara
A semelhença e contraste do nosso sofrer
As vidas divididas no antes e no depois
De um beijo fatalmente velado
No berço de nossas vidas
Lembranças lapidadas no fogo
No reverso de tanto ardor
Um toque tão puro que o ceu se abriu
Para ouvir o amor tres vezes negado
Um exilio biblico que castigava
Os sonhos perdidos neste sentimento
O silêncio duro como ferro
A saudade umida como lagrimas
Mãos atadas e faces separadas
Pai nosso que estas no ceu,
Clareia as nuvens que obstruem a luz
Sopra em cinzas o passado amargo
E que venha a nós o reino do amor !
Recife, 12 de junho de 2009
Também postado na Fabrica de Letras
quarta-feira, 12 de maio de 2010
79> ANTARES
Que se veja o largo das nebulosas
Nos espectros visíveis
Vermelho amado por marte
Pulsa o sangue do oeste
Tecendo o sonho de Isis
Da Índia veio o bastão
Mas que lindo passaro persa ...
A forca do vencedor de Orion
Eleva-se mais uma noite
Leva-me a mais bela corte
Revela os segredos do coração
Abandonado fui à própria sorte
E sublimando o venenoso escorpião
Tornei-me assim tão mais forte
Recife,8 de abril de 2009
Nos espectros visíveis
Vermelho amado por marte
Pulsa o sangue do oeste
Tecendo o sonho de Isis
Da Índia veio o bastão
Mas que lindo passaro persa ...
A forca do vencedor de Orion
Eleva-se mais uma noite
Leva-me a mais bela corte
Revela os segredos do coração
Abandonado fui à própria sorte
E sublimando o venenoso escorpião
Tornei-me assim tão mais forte
Recife,8 de abril de 2009
78> VISÕES
O gigante ser da arvore,
O obreiro aos seus pés
Um passaro rompe o silencio,
Nenhum latido, nenhuma voz
Tímidas as flores temem o tempo,
Solene eu observava...
Onze-horas e damas da noite
Suas belezas protegidas das trevas
E tão vulneráveis ao concreto
Ninguém se perdeu na sala das dores.
Só por hoje,
Só por hoje !
Abençôo toda esta chuva
Perdôo toda esta indiferença
Mãos tocam meus cabelos
Invisíveis,
Invisíveis...
Recife,6 de abril de 2009
O obreiro aos seus pés
Um passaro rompe o silencio,
Nenhum latido, nenhuma voz
Tímidas as flores temem o tempo,
Solene eu observava...
Onze-horas e damas da noite
Suas belezas protegidas das trevas
E tão vulneráveis ao concreto
Ninguém se perdeu na sala das dores.
Só por hoje,
Só por hoje !
Abençôo toda esta chuva
Perdôo toda esta indiferença
Mãos tocam meus cabelos
Invisíveis,
Invisíveis...
Recife,6 de abril de 2009
77> PRIMEIRO DOMINGO DE ABRIL
Duas da madrugada, mesma longitude
Escorpião agora a sudeste,
Elevado era o azimute,
Elevado eram meus princípios.
A calmaria será tomada,
Os anéis serão cerrados
E assim Abril se anuncia
Mais cético que o normal,
Mais serio que o usual,
Muito mais cansado
Mas muito mais amado ?
O que mais será anunciado ?
Sei que torrentes cairão
Não sei o quanto serei molhado
Sei que tempestades se abaterão
Não sei permanecer estático
Sei que tudo foi plantado
Não sei continuar calado ...
Recife,6 de abril de 2009
Escorpião agora a sudeste,
Elevado era o azimute,
Elevado eram meus princípios.
A calmaria será tomada,
Os anéis serão cerrados
E assim Abril se anuncia
Mais cético que o normal,
Mais serio que o usual,
Muito mais cansado
Mas muito mais amado ?
O que mais será anunciado ?
Sei que torrentes cairão
Não sei o quanto serei molhado
Sei que tempestades se abaterão
Não sei permanecer estático
Sei que tudo foi plantado
Não sei continuar calado ...
Recife,6 de abril de 2009
76> AS PRIMEIRAS VERDADES
A verdade da vida era a dor
E todos vivem
A verdade da dor era o desejo
E todos sofrem
A verdade do desejo era o medo
E todos desejam
A verdade do medo era a duvida
E todos temem
A verdade da duvida era a ignorância
E todos duvidam
E toda ignorância leva
A duvidas
E toda duvida leva
A medos
E todo medo leva
A desejos
E todo desejo leva
A dores
E toda dor leva
A marca de nossa existência
Recife, 2 de abril de 2009
E todos vivem
A verdade da dor era o desejo
E todos sofrem
A verdade do desejo era o medo
E todos desejam
A verdade do medo era a duvida
E todos temem
A verdade da duvida era a ignorância
E todos duvidam
E toda ignorância leva
A duvidas
E toda duvida leva
A medos
E todo medo leva
A desejos
E todo desejo leva
A dores
E toda dor leva
A marca de nossa existência
Recife, 2 de abril de 2009
75> O REENCONTRO
O palco foi novamente preparado
Sob nossos íntimos reflexos.
A chave do coração encantado
Zelada por dois seres complexos,
Pouco a pouco nos torna
Os únicos discretos conhecedores
Da messiânica energia que se forma.
Ninguém na platéia via os nexos
Para nos não havia platéia
Os presentes estarão perplexos
Mas não serão feitos de matéria
Teu pulso crescia fortemente
Quando sagitário volta a sudeste
O desejo volta inexplicavelmente
A aprovação chega dos astros
Dizia a profecia secular
“Deles vira o novo mundo.”
A todos que ali pisar
Não será facultado intervir
E após usar a estrela do colar
Destruirão o abismo profundo
Nada que foi dito esta esquecido,
Tudo que não foi então será !
Os dissidentes estarão cegos,
Veremos os clarões do portão
E do alto seremos observados.
Não estaremos mais desolados
Porque não nascemos em vão
Recife,31 de março de 2009
Sob nossos íntimos reflexos.
A chave do coração encantado
Zelada por dois seres complexos,
Pouco a pouco nos torna
Os únicos discretos conhecedores
Da messiânica energia que se forma.
Ninguém na platéia via os nexos
Para nos não havia platéia
Os presentes estarão perplexos
Mas não serão feitos de matéria
Teu pulso crescia fortemente
Quando sagitário volta a sudeste
O desejo volta inexplicavelmente
A aprovação chega dos astros
Dizia a profecia secular
“Deles vira o novo mundo.”
A todos que ali pisar
Não será facultado intervir
E após usar a estrela do colar
Destruirão o abismo profundo
Nada que foi dito esta esquecido,
Tudo que não foi então será !
Os dissidentes estarão cegos,
Veremos os clarões do portão
E do alto seremos observados.
Não estaremos mais desolados
Porque não nascemos em vão
Recife,31 de março de 2009
74> DILUVIOS
Acendi a luz antes do escuro
Iluminei meu rosto
Não podiam ver minha idade
E eu não sabia a sua.
Com tantos olhos ao redor
Fingi ser apenas um garoto
Sem medo da tempestade
Enfim eu não ligo
Para aqueles seres tolos,
Tentei amar na sombra
E sem poder entender
O destino não muda seus rumos
Apologias que tive de criar
No fim das feridas e dilúvios
De fato o tempo contava
A historia calada das estrelas,
Me senti tão fora da cidade
De imagens vividas nos postais,
Rápido demais para acreditarmos
Nas voltas que demos...
Na noite que perdemos...
Recife,28 de março de 2009
Iluminei meu rosto
Não podiam ver minha idade
E eu não sabia a sua.
Com tantos olhos ao redor
Fingi ser apenas um garoto
Sem medo da tempestade
Enfim eu não ligo
Para aqueles seres tolos,
Tentei amar na sombra
E sem poder entender
O destino não muda seus rumos
Apologias que tive de criar
No fim das feridas e dilúvios
De fato o tempo contava
A historia calada das estrelas,
Me senti tão fora da cidade
De imagens vividas nos postais,
Rápido demais para acreditarmos
Nas voltas que demos...
Na noite que perdemos...
Recife,28 de março de 2009
segunda-feira, 10 de maio de 2010
73> ADIMENSIONAL
Os trovoes agora eram internos
A única realidade era intrínseca
Tão ativos quanto discretos
Modelavam a massa pronta
Salmos, mantras e cânticos
O poço esvaziava e enchia
As camadas eram dissecadas
Antes só dor havia
Não se via a doce prasada
O chão tremia no fim da cruzada
Perde o sentindo a matéria
Força fraca e força forte
Geradas no som primordial
Algo muito alem da morte
Em seu trilho helicoidal
A devoção destrói os medos
A retidão que constrói templos
Guia-nos no vale amorfo
O desapego em toda plenitude
Confere-nos maior magnitude
Recife, 25 de março de 2009
A única realidade era intrínseca
Tão ativos quanto discretos
Modelavam a massa pronta
Salmos, mantras e cânticos
O poço esvaziava e enchia
As camadas eram dissecadas
Antes só dor havia
Não se via a doce prasada
O chão tremia no fim da cruzada
Perde o sentindo a matéria
Força fraca e força forte
Geradas no som primordial
Algo muito alem da morte
Em seu trilho helicoidal
A devoção destrói os medos
A retidão que constrói templos
Guia-nos no vale amorfo
O desapego em toda plenitude
Confere-nos maior magnitude
Recife, 25 de março de 2009
quarta-feira, 5 de maio de 2010
72> A ROSA-VOZ DO TEMPO
A voz que vem e acalma,
Intensa como as constelações.
Noite a fora de joelhos me chama.
A forca que muda as estações
Fez desta a noite mais bela,
Finda uma longa espera
Imprevista nas minhas equações
Onde existiu ansiedade
Existe agora saudade
“De tudo que não fizemos”.
A artificial luz da cidade
Não é mais no que cremos
Olhei a frente do destino,
Convergi em todas jornadas,
Vi meus sonhos de menino
Um botão de rosa estendido
Apontando o velho caminho
Me pego então sorrindo
Recife,23 de março de 2009
Intensa como as constelações.
Noite a fora de joelhos me chama.
A forca que muda as estações
Fez desta a noite mais bela,
Finda uma longa espera
Imprevista nas minhas equações
Onde existiu ansiedade
Existe agora saudade
“De tudo que não fizemos”.
A artificial luz da cidade
Não é mais no que cremos
Olhei a frente do destino,
Convergi em todas jornadas,
Vi meus sonhos de menino
Um botão de rosa estendido
Apontando o velho caminho
Me pego então sorrindo
Recife,23 de março de 2009
71> A FOME DE KALI *
Protegido em seu manto branco
O guia do verde e azul
Nos portões do sansara
Medita e determina o rito
Aqui estou, aqui estou ...
Três foram os libertos
De todo sangue escuro
Uma iluminou o saguão
Outro saiu da escuridão
O penúltimo foi soturno
Quem os leva ?
Para onde irão ?
O que sustenta minha mão ?
Presente sempre no fim
Da fome de Kali ...
Recife,23 de março de 2009
Dedicado a Reginaldo, dona Francisca e seu Agenor .
Que se libertaram da morte para viverem uma "outra vida"
O guia do verde e azul
Nos portões do sansara
Medita e determina o rito
Aqui estou, aqui estou ...
Três foram os libertos
De todo sangue escuro
Uma iluminou o saguão
Outro saiu da escuridão
O penúltimo foi soturno
Quem os leva ?
Para onde irão ?
O que sustenta minha mão ?
Presente sempre no fim
Da fome de Kali ...
Recife,23 de março de 2009
Dedicado a Reginaldo, dona Francisca e seu Agenor .
Que se libertaram da morte para viverem uma "outra vida"
70> A ESTRELA TRISTE DO PARQUE
Por mim passam o sol e lua,
Abaixo este imenso parque de diversão.
Uma mulher em meus sonhos nua
Sem a grossa roupagem da ilusão,
As vezes era difícil e ela chorava
A represa não suportava tamanha emoção
Um carrossel subia e descia girando
Enquanto tocava mais uma canção !
E como eram lindos os meus sonhos...
Aqueles balões eram pensamentos,
Muitos reunidos nas mãos das crianças
Outros partiam e ganhavam o firmamento,
Por vezes sumiam como nossas esperanças.
Refleti que estavam cheios de ar,
Exatamente o mesmo que nos rodeia
Então por que insistes em chorar agora ?
Nestes momentos ela dizia para si mesma :
Se recomponha,voçe ainda tem doze horas...
Recife, 21 de março de 2009
Abaixo este imenso parque de diversão.
Uma mulher em meus sonhos nua
Sem a grossa roupagem da ilusão,
As vezes era difícil e ela chorava
A represa não suportava tamanha emoção
Um carrossel subia e descia girando
Enquanto tocava mais uma canção !
E como eram lindos os meus sonhos...
Aqueles balões eram pensamentos,
Muitos reunidos nas mãos das crianças
Outros partiam e ganhavam o firmamento,
Por vezes sumiam como nossas esperanças.
Refleti que estavam cheios de ar,
Exatamente o mesmo que nos rodeia
Então por que insistes em chorar agora ?
Nestes momentos ela dizia para si mesma :
Se recomponha,voçe ainda tem doze horas...
Recife, 21 de março de 2009
terça-feira, 4 de maio de 2010
69> VUQUB KAQIX
Antes da ponta da lança
A fogueira era natural
A fronteira onde a visão alcança
Algo mudara de forma descomunal
A plumagem, o bico e seu brilho
Jovens montanhas eram movidas
Claro desafio aos filhos do milho
Um dardo nas mandíbulas rompidas
Instintos foram subjugados
Vênus trouxe a mensagem
E os animais foram domados
O inicio invariável da reciclagem
Na morte de dois filhos amados
Enfim pronta estava a engrenagem
Recife, 19 de março de 2009
Mitologia Maia ...
A fogueira era natural
A fronteira onde a visão alcança
Algo mudara de forma descomunal
A plumagem, o bico e seu brilho
Jovens montanhas eram movidas
Claro desafio aos filhos do milho
Um dardo nas mandíbulas rompidas
Instintos foram subjugados
Vênus trouxe a mensagem
E os animais foram domados
O inicio invariável da reciclagem
Na morte de dois filhos amados
Enfim pronta estava a engrenagem
Recife, 19 de março de 2009
Mitologia Maia ...
68> DUNAS DA VIDA
Um toque de mão na face
Nenhuma sombra nos protege
Um silencio amargo aparece
O orgulho é o filho herege
Magoa é vida que apodrece
Um rastro lentamente desaparece
Na densa poeira que reflete
O calor de destinos abrasivos
Julgar não mais nos compete
A dureza nos torna evasivos
A compreensão destes acontecimentos
Supera o tempo de uma existência
Alguns passam-na buscando clemência
Não suportam a dor dos ferimentos
Esperam um perdão que nunca virá
E tudo permanecerá escrito
Nas imensas dunas da vida...
E lá sou a voz bendita,
Aquela pegada proscrita,
A que o vento não apaga !
Recife, 18 de março de 2009
Também postado para http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/
Lembrando sempre que existem outros tipos de paixões e talvêz a melhor delas seja a paixão pela propia vida ...
Nenhuma sombra nos protege
Um silencio amargo aparece
O orgulho é o filho herege
Magoa é vida que apodrece
Um rastro lentamente desaparece
Na densa poeira que reflete
O calor de destinos abrasivos
Julgar não mais nos compete
A dureza nos torna evasivos
A compreensão destes acontecimentos
Supera o tempo de uma existência
Alguns passam-na buscando clemência
Não suportam a dor dos ferimentos
Esperam um perdão que nunca virá
E tudo permanecerá escrito
Nas imensas dunas da vida...
E lá sou a voz bendita,
Aquela pegada proscrita,
A que o vento não apaga !
Recife, 18 de março de 2009
Também postado para http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/
Lembrando sempre que existem outros tipos de paixões e talvêz a melhor delas seja a paixão pela propia vida ...
67> ORFANATO DE SONHOS
É uma pena quando acordo
Meu lado direito completamente vazio
Meu lado esquerdo o clarão do dia
A mente rebusca as memórias da noite
Escuto o som que faz pensar
Vejo a velocidade da manhã
Comprimento meu psiquismo
Tento afastar todo meu pesar
Sempre encontro um motivo
Um pequeno fato-evento
Ligado a um momento contigo
O mundo diferente que apresento
Por tudo que a vida deixará
Agora uma imposição histórica
Esta poesia o livro não citará
Outrora uma evolução heróica
Aparento não ter mais assunto
De fato não para os surdos
Procuro uma nova definição
E encontro um orfanato de sonhos
Recife, 19 de maio de 2009
Meu lado direito completamente vazio
Meu lado esquerdo o clarão do dia
A mente rebusca as memórias da noite
Escuto o som que faz pensar
Vejo a velocidade da manhã
Comprimento meu psiquismo
Tento afastar todo meu pesar
Sempre encontro um motivo
Um pequeno fato-evento
Ligado a um momento contigo
O mundo diferente que apresento
Por tudo que a vida deixará
Agora uma imposição histórica
Esta poesia o livro não citará
Outrora uma evolução heróica
Aparento não ter mais assunto
De fato não para os surdos
Procuro uma nova definição
E encontro um orfanato de sonhos
Recife, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 30 de abril de 2010
66> TRANSLAÇÃO *

O verão ajusta a partida
O universo parece me sorrir
Não desperdiçarei um só momento
Um vendaval levou meu tormento
Também quase me fez cair
Vou varrer as folhas mortas
No outono carregado de energia
A terra exige suas cotas
O sacrifício do antigo
Para a provação que se aproxima
Incrível a vida sobreviver ao inverno
E também meu gosto por seu frio
Introspecção, nosso dom mais fraterno.
Jure que ficarás ao meu lado
Na proteção e calor de um abraço
E então vem a celebrada rainha
Com a respiração exalando seus amores
A tão bela primavera não espera
Que percebas a beleza de suas flores,
Amor de pétalas se expressa em cores...
Recife, 16 de março de 2009
Tambem postado na http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/
65> AQUELA NOITE
Figuras de um desenho animado
Ela nunca tinha tempo
Eu nunca tinha medo
Pude fechar os olhos
Sem deixar de ver a luz
Revoluções que urgenciam os modos
Divida o peso de nossa cruz
Algo que não se muda
Coisas em que acreditar
E jamais serão as mesmas
A escada ate o paraíso
Aquela noite e seus fantasmas
O orbe não se move
Se assim o desejar
Todo um universo nasce
Quando duas órbitas se cruzam
Ignoramos o poder que temos
Quando deixamos de acreditar
Recefi, 15 de março de 2009
Ela nunca tinha tempo
Eu nunca tinha medo
Pude fechar os olhos
Sem deixar de ver a luz
Revoluções que urgenciam os modos
Divida o peso de nossa cruz
Algo que não se muda
Coisas em que acreditar
E jamais serão as mesmas
A escada ate o paraíso
Aquela noite e seus fantasmas
O orbe não se move
Se assim o desejar
Todo um universo nasce
Quando duas órbitas se cruzam
Ignoramos o poder que temos
Quando deixamos de acreditar
Recefi, 15 de março de 2009
quinta-feira, 29 de abril de 2010
64> NOSSA SENHORA DA RUA
Ontem fui ate o quintal,
Abri os braços a quem me olhava,
Um ontem de quase trinta anos.
No quarto minha mãe repousava,
Imãs nos brinquedos que quebramos
O sofá virado, minha tartaruga...
A nossa senhora da rua
Só eu que via !
Uma quadra um primo
Duas quadras outro.
Dos bichos eu era o cachorro,
Da vida eu era o rei,
Da noite eu era o dono.
Meu vira-lata o trem levou,
Meu coração Melina roubou,
Meus dias o tempo mudou...
Recife,15 de março de 2009
Ecos da infância ...
Abri os braços a quem me olhava,
Um ontem de quase trinta anos.
No quarto minha mãe repousava,
Imãs nos brinquedos que quebramos
O sofá virado, minha tartaruga...
A nossa senhora da rua
Só eu que via !
Uma quadra um primo
Duas quadras outro.
Dos bichos eu era o cachorro,
Da vida eu era o rei,
Da noite eu era o dono.
Meu vira-lata o trem levou,
Meu coração Melina roubou,
Meus dias o tempo mudou...
Recife,15 de março de 2009
Ecos da infância ...
63> O PRIMEIRO VOO
Você, a torre invertida
Eu, o sol invertido
O que fazer, a morte
Cem vezes Chalisa
Quarenta Chaupais a cantar
Não conto com a sorte
Disciplino para libertar
Me dirijo a nordeste
A esta fonte fui proibido
Ainda tenho sede
De tudo que foi suprimido
Observo a jovem águia
Divida entre o vôo e o ninho
Abril revelara o destino
Recife, 12 de março de 2009
Eu, o sol invertido
O que fazer, a morte
Cem vezes Chalisa
Quarenta Chaupais a cantar
Não conto com a sorte
Disciplino para libertar
Me dirijo a nordeste
A esta fonte fui proibido
Ainda tenho sede
De tudo que foi suprimido
Observo a jovem águia
Divida entre o vôo e o ninho
Abril revelara o destino
Recife, 12 de março de 2009
quarta-feira, 21 de abril de 2010
62> RODA DA VIDA *
Respire, respire bem fundo
Por tudo que fizemos
Deixei ate de sentir
A marcha incessante das horas
Atordoado acordei tarde
Cético fui um tolo
Inocente de ser culpado
Culpado por não saber
Que somos todos completos
Gritei nos corredores
Chorei nas janelas
Noites e noites em claro
De manhã sonhos acordados
Um cetim, uma tiara
Os cabelos bem partidos
Minha pintura de Da Vinci
A cada alvorada nova
A vida se esvai
E a roda gira ,
Com seus oito raios anuncia
A fatalidade de tudo que fugi
O mecanismo inexorável
O susto de Teseu
O sorriso de Ariadne
O medo devorando tudo
Abissal corruptor de homens
Me vejo nos labirintos
Faminto e muito decidido
Escolhi o que encontrar
A chave perdida...
Então a nevoa avança,
O pesadelo se materializa
Mas estou acordado,
Estou acordado !
Recife, 11 de março de 2009
Analiso o que se perde para encontrar... a derrota para vencer ...
Gosto muito dessa é bem auto-motivante !
Por tudo que fizemos
Deixei ate de sentir
A marcha incessante das horas
Atordoado acordei tarde
Cético fui um tolo
Inocente de ser culpado
Culpado por não saber
Que somos todos completos
Gritei nos corredores
Chorei nas janelas
Noites e noites em claro
De manhã sonhos acordados
Um cetim, uma tiara
Os cabelos bem partidos
Minha pintura de Da Vinci
A cada alvorada nova
A vida se esvai
E a roda gira ,
Com seus oito raios anuncia
A fatalidade de tudo que fugi
O mecanismo inexorável
O susto de Teseu
O sorriso de Ariadne
O medo devorando tudo
Abissal corruptor de homens
Me vejo nos labirintos
Faminto e muito decidido
Escolhi o que encontrar
A chave perdida...
Então a nevoa avança,
O pesadelo se materializa
Mas estou acordado,
Estou acordado !
Recife, 11 de março de 2009
Analiso o que se perde para encontrar... a derrota para vencer ...
Gosto muito dessa é bem auto-motivante !
61> LUX AETERNA
Faces distantes filhos da dor
Nadam perdidos em prantos
Em todo lugar a negação
O sol eleva-se lentamente
Corpos desfalecem rapidamente
Velhos para a nova geração
Afogam-se em descrença
Nenhum porto a vista
Nenhum sorriso se arrisca
Nas ondas e suas cristas
A brisa me toca solenemente
Abrigando-me da maré arisca
Agora tudo esta claro
Todas as luzes acesas
Só um pensamento me trás
A sombra de uma ausência
Corações e mãos feridas
Em mim tudo se dissipa...
Recife, 9 de março de 2009
Nadam perdidos em prantos
Em todo lugar a negação
O sol eleva-se lentamente
Corpos desfalecem rapidamente
Velhos para a nova geração
Afogam-se em descrença
Nenhum porto a vista
Nenhum sorriso se arrisca
Nas ondas e suas cristas
A brisa me toca solenemente
Abrigando-me da maré arisca
Agora tudo esta claro
Todas as luzes acesas
Só um pensamento me trás
A sombra de uma ausência
Corações e mãos feridas
Em mim tudo se dissipa...
Recife, 9 de março de 2009
60> O ERRO DE PANDORA
Se a espera é longa
Olha o firmamento,
Se a saudade te fere
Lembra o juramento.
Quando a solidão se faz desespero
Relembra a fogueira acendida
Quando o amor parecer uma causa perdida
Faz do fel teu tempero
As vezes não se ve razão em insistir
Bem conhecido também
Que nunca se deve desistir
A morte é nova vida que vem
Turbulento mundo tenta impedir
O Amor que me mantém ...
Recife, 8 de março de 2009
Sonetinho bobinho, so para treinar , rsrs .
Olha o firmamento,
Se a saudade te fere
Lembra o juramento.
Quando a solidão se faz desespero
Relembra a fogueira acendida
Quando o amor parecer uma causa perdida
Faz do fel teu tempero
As vezes não se ve razão em insistir
Bem conhecido também
Que nunca se deve desistir
A morte é nova vida que vem
Turbulento mundo tenta impedir
O Amor que me mantém ...
Recife, 8 de março de 2009
Sonetinho bobinho, so para treinar , rsrs .
segunda-feira, 19 de abril de 2010
59> MA'ADI
Sobrou apenas esperança
Algo vira nos redimir
Um mar de areia será o berço
Não será daqui
O mestre das tormentas
Sua capa intransponível
Seu olhar cruzara o deserto
E o tempo se aproxima
Do invisível torna-se visível
Do adormecido despertar
Um punhal forjado na lava
O portado será enfim conhecido
Mil trezentos e trinta e três
Serão seus guerreiros sagrados
A terra se partirá de vez
Inimigos paralisarão impotentes,
O brilho azul anuncia
A queda de generais e seus tenentes
Em nome da justiça
Seu nome não será esquecido .
Recife, 7 de março
Algo vira nos redimir
Um mar de areia será o berço
Não será daqui
O mestre das tormentas
Sua capa intransponível
Seu olhar cruzara o deserto
E o tempo se aproxima
Do invisível torna-se visível
Do adormecido despertar
Um punhal forjado na lava
O portado será enfim conhecido
Mil trezentos e trinta e três
Serão seus guerreiros sagrados
A terra se partirá de vez
Inimigos paralisarão impotentes,
O brilho azul anuncia
A queda de generais e seus tenentes
Em nome da justiça
Seu nome não será esquecido .
Recife, 7 de março
58> O OBSERVADOR DE ESTRELAS
O senhor do céu azul
Esta noite mentiu
Lamina escarlate em orion
Deixou um vazio quando partiu
Incontáveis pontos incandescentes
Preguiçosos repousam no leite
Na sombra do sol poente
Vejo sua imagem de frente
Saúdo um claustro escuro
Historias de um passado encerrado
Que não representam nosso futuro
Luz liquida em um céu estrelado
Podemos transpor estes muros
Em nosso cavalo alado ...
Recife, 7 de março de 2009
Esta noite mentiu
Lamina escarlate em orion
Deixou um vazio quando partiu
Incontáveis pontos incandescentes
Preguiçosos repousam no leite
Na sombra do sol poente
Vejo sua imagem de frente
Saúdo um claustro escuro
Historias de um passado encerrado
Que não representam nosso futuro
Luz liquida em um céu estrelado
Podemos transpor estes muros
Em nosso cavalo alado ...
Recife, 7 de março de 2009
57> BELA INFANCIA
Vamos correr ate o fim da rua,
Vem ver os cachorros, tem filhotes !
Pular a cerca para roubar jambo
Tua mãe viu o que nós fizemos ?
Eu te empurro no balanço,
Saia que agora é minha vez
Te protejo dos malinos da outra rua
Não servem para estar ao teu lado
Concerto o cesto da tua bicicleta
Mas você quebra de novo
Com sono você me desperta
Para ver a “paquinha” na caixinha
Os peixinhos da casa alagada
Tua boneca toda molhada
Sei que na época da chuva
Meu aniversario esta perto
E se houver festinha,
Põe teu vestido de bolinha !
Recife, 6 de março de 2009
Vem ver os cachorros, tem filhotes !
Pular a cerca para roubar jambo
Tua mãe viu o que nós fizemos ?
Eu te empurro no balanço,
Saia que agora é minha vez
Te protejo dos malinos da outra rua
Não servem para estar ao teu lado
Concerto o cesto da tua bicicleta
Mas você quebra de novo
Com sono você me desperta
Para ver a “paquinha” na caixinha
Os peixinhos da casa alagada
Tua boneca toda molhada
Sei que na época da chuva
Meu aniversario esta perto
E se houver festinha,
Põe teu vestido de bolinha !
Recife, 6 de março de 2009
56> RIO VERMELHO
As avenidas tornam-se sinuosas,
Olho para todos os carros
Não vou mudar o rumo
E vem o calor na minha face,
Esqueço de respirar
O ruído que vem do mar
O sal emerge das pedras
Em instantes me perco do mundo.
Estudo todos os semblantes
Espelhos e faróis a todo instante
Um céu se pinta de chuva
O vento se enche de vozes
Mas agora estou surdo
Mil palavras a falar,
Uma voz ira me calar
Sempre volto para lembrar
Que somos cálice e rosa
Não irei esquecer a inquietude
Naquela bela imagem que vem
De uma Federação de sonhos
Olho para todos os carros
Não vou mudar o rumo
E vem o calor na minha face,
Esqueço de respirar
O ruído que vem do mar
O sal emerge das pedras
Em instantes me perco do mundo.
Estudo todos os semblantes
Espelhos e faróis a todo instante
Um céu se pinta de chuva
O vento se enche de vozes
Mas agora estou surdo
Mil palavras a falar,
Uma voz ira me calar
Sempre volto para lembrar
Que somos cálice e rosa
Não irei esquecer a inquietude
Naquela bela imagem que vem
De uma Federação de sonhos
55> TRES NONAS PARA ALIA
Es tão sensível ao mundo
Por isso andas tão decepcionada
Predadores em um flanco
Teu amado no outro
Predadores te dão flores
Teu amado parece louco
Assim pretendem te iludir
Assim desejam te afastar
Impedem então teu despertar
Melancólica, insatisfeita, cansada
O coração partido
A garganta apertada
Os dias passam lentos
Teus amigos não te alegram, que amigos ?
Antigas malévolas energias
Iludem teus sentidos e te entorpecem
Te fazem sofrer pelo desejo,
E não pelo erro ...
Mas o dono do destino
Reservou-te uma historia
Os anjos não te tiram da memória
E apresentam os sinais
Te jogam de encontro ao teu destino
A humanidade se desfaz
E es como um vulcão latente ...
Junta tuas forcas e desperta
Da-me tua mão, vamos em frente !
Recife, 3 de março de 2009
Por isso andas tão decepcionada
Predadores em um flanco
Teu amado no outro
Predadores te dão flores
Teu amado parece louco
Assim pretendem te iludir
Assim desejam te afastar
Impedem então teu despertar
Melancólica, insatisfeita, cansada
O coração partido
A garganta apertada
Os dias passam lentos
Teus amigos não te alegram, que amigos ?
Antigas malévolas energias
Iludem teus sentidos e te entorpecem
Te fazem sofrer pelo desejo,
E não pelo erro ...
Mas o dono do destino
Reservou-te uma historia
Os anjos não te tiram da memória
E apresentam os sinais
Te jogam de encontro ao teu destino
A humanidade se desfaz
E es como um vulcão latente ...
Junta tuas forcas e desperta
Da-me tua mão, vamos em frente !
Recife, 3 de março de 2009
54> DEJA VU
Era o único som que ouvia,
O soberbo cantar dos pássaros
E aquele riso de mulher
Corria a grama fria
Aquela linda vastidão lúdica
Situava-nos ao passado,
Sempre tão presente
Discreta nevoa do bosque
Como aquela que vem a mente
E apaga esses momentos
Mas as vezes sem escolher a hora
Nos brinda de retorno novamente
Em Deja Vu volto à flora
Um raio súbito ativa o laço
Que nos liga ao passado
A vibração que nos invade
Liberta a alma latente
E nos faz quebrar correntes
Recife,3 de março de 2009
O soberbo cantar dos pássaros
E aquele riso de mulher
Corria a grama fria
Aquela linda vastidão lúdica
Situava-nos ao passado,
Sempre tão presente
Discreta nevoa do bosque
Como aquela que vem a mente
E apaga esses momentos
Mas as vezes sem escolher a hora
Nos brinda de retorno novamente
Em Deja Vu volto à flora
Um raio súbito ativa o laço
Que nos liga ao passado
A vibração que nos invade
Liberta a alma latente
E nos faz quebrar correntes
Recife,3 de março de 2009
53> FEITO DE SONHOS
Aquele tempo vem e vai
Uma noite que não acaba
A chuva que não molha
A lua que não cai
Minha alvorada é triste
Cidade que não mais existe
Lembro que você me disse
Do que somos feitos
“Eles” ate mim vieram
e novamente foram vencidos
Orgulho-me da vitória que me deram
O calendário não passa despercebido
Os sentimentos me revelam
Em um retrato ungido ...
Recife, 2 de março de 2009
Uma noite que não acaba
A chuva que não molha
A lua que não cai
Minha alvorada é triste
Cidade que não mais existe
Lembro que você me disse
Do que somos feitos
“Eles” ate mim vieram
e novamente foram vencidos
Orgulho-me da vitória que me deram
O calendário não passa despercebido
Os sentimentos me revelam
Em um retrato ungido ...
Recife, 2 de março de 2009
52> ALAS VAZIAS
Pálidas cores de uma manha chuvosa
Na varanda do velho hospital
Ondas melancólicas, tantos detalhes ...
Minhas flores encharcadas
Em sua jornada buscam
O brilho que não veio.
Corredores e alas vazias
Ainda vai chover mais
Ninguém me chama
Mas estou aqui,
Acredite !
Em um domingo desolado
Com o peito meio pesado
Um semblante triste me espreita
Com uma semente germinada
Acho que florescemos
Vejo os frutos e percebo
Em breve será a colheita .
Recife,primeiro de março de 2009
Na varanda do velho hospital
Ondas melancólicas, tantos detalhes ...
Minhas flores encharcadas
Em sua jornada buscam
O brilho que não veio.
Corredores e alas vazias
Ainda vai chover mais
Ninguém me chama
Mas estou aqui,
Acredite !
Em um domingo desolado
Com o peito meio pesado
Um semblante triste me espreita
Com uma semente germinada
Acho que florescemos
Vejo os frutos e percebo
Em breve será a colheita .
Recife,primeiro de março de 2009
sábado, 17 de abril de 2010
51> O ABISMO
Alguns sons no verde, azul e azul escuro
Um mergulho desacompanhado da luz
O manto negro que recobre o abismo
Silencio perturbador no tumulo da terra
Na sua geologia o abrigo do sem fim
Quem preservou teus segredos
Incontáveis eram os selados naufrágios
Agora frias prisões cheias de fantasmas
Um aviso no portal do desafio profundo
“aqui jazem aqueles que nunca retornam”
Seres bizarros serpenteiam em colunas
Em reverencia a “eles” seus senhores
Algo incontado e proibido, agora revelado
Mas todos precisam saber
E todos têm o direito de saber...
Recife, 17 de fevereiro de 2010
Um mergulho desacompanhado da luz
O manto negro que recobre o abismo
Silencio perturbador no tumulo da terra
Na sua geologia o abrigo do sem fim
Quem preservou teus segredos
Incontáveis eram os selados naufrágios
Agora frias prisões cheias de fantasmas
Um aviso no portal do desafio profundo
“aqui jazem aqueles que nunca retornam”
Seres bizarros serpenteiam em colunas
Em reverencia a “eles” seus senhores
Algo incontado e proibido, agora revelado
Mas todos precisam saber
E todos têm o direito de saber...
Recife, 17 de fevereiro de 2010
50> O SENHOR DOS SONHOS
Rapidamente eu surgi
Plastificando o sólido salão
Vi reunida a beleza perdida
Senti o som da luz
De cada raio imperceptível
Um gigante lótus brilhava
Rios e seus afluentes
Corriam de todas as mentes,
Argamassa de plasma
Criou imensos castelos
Juntei-me aos festejos
Notei-te ausente
Tomei de assalto um vórtice
Cingi os sete céus
Descendo em espiral
Vejo o topo dos prédios
Estremeço nas vibrações da cidade
Penetro então teu sonho !
Não me via mas sentia
Teu coração dispara subitamente
Girava sobre o gramado
Em seu solitário petit ballet lunar
Em tempo ainda posso te dizer:
Estarás sempre junto a mim ...
Recife, 28 de fevereiro de 2009
Plastificando o sólido salão
Vi reunida a beleza perdida
Senti o som da luz
De cada raio imperceptível
Um gigante lótus brilhava
Rios e seus afluentes
Corriam de todas as mentes,
Argamassa de plasma
Criou imensos castelos
Juntei-me aos festejos
Notei-te ausente
Tomei de assalto um vórtice
Cingi os sete céus
Descendo em espiral
Vejo o topo dos prédios
Estremeço nas vibrações da cidade
Penetro então teu sonho !
Não me via mas sentia
Teu coração dispara subitamente
Girava sobre o gramado
Em seu solitário petit ballet lunar
Em tempo ainda posso te dizer:
Estarás sempre junto a mim ...
Recife, 28 de fevereiro de 2009
49> O SOL E A ESTRELA
Encruzilhada de caminhos asfaltados
A insegurança procria medos.
Tomo o caminho de terra úmida
Tão cheio de vida e flores
O orvalho pode livrar-nos das dores
Ignorar o sol ate que seu calor
Se inrusta na pele e na alma
E em sua constancia
evapore todas as duvidas...
Mas sinceramente creio :
No sorriso das crianças,
Na pureza de uma mão sempre estendida
Na alegria do cão ao ver seu dono
Nos olhares que se encontram
E sobre tudo no amor
Com sua perfeita visão
Que nos permite perdoar e aceitar
Que nos cura da cegueira do orgulho
O intenso brilho que não ofusca
A luz que polariza o curso celeste do sol
E este buscando as estrelas mergulha no horizonte
Levando deste mundo minha alma
E chega os novos habitantes do orbe
Amo a noite e sua paz
Mesmo quando trás a lembrança
Da falta que uma Estrela faz...
Mas assim a vida foi criada
Pois o sol também é uma estrela,
E uma estrela também é um sol...
Recefe, 27 de fevereiro de 2009
Crenças e mais crenças ...
Também publicado na fabrica de letras
A insegurança procria medos.
Tomo o caminho de terra úmida
Tão cheio de vida e flores
O orvalho pode livrar-nos das dores
Ignorar o sol ate que seu calor
Se inrusta na pele e na alma
E em sua constancia
evapore todas as duvidas...
Mas sinceramente creio :
No sorriso das crianças,
Na pureza de uma mão sempre estendida
Na alegria do cão ao ver seu dono
Nos olhares que se encontram
E sobre tudo no amor
Com sua perfeita visão
Que nos permite perdoar e aceitar
Que nos cura da cegueira do orgulho
O intenso brilho que não ofusca
A luz que polariza o curso celeste do sol
E este buscando as estrelas mergulha no horizonte
Levando deste mundo minha alma
E chega os novos habitantes do orbe
Amo a noite e sua paz
Mesmo quando trás a lembrança
Da falta que uma Estrela faz...
Mas assim a vida foi criada
Pois o sol também é uma estrela,
E uma estrela também é um sol...
Recefe, 27 de fevereiro de 2009
Crenças e mais crenças ...
Também publicado na fabrica de letras
48> DOENÇAS, GUERRAS E CARNAVAL
A noite estava mais fria
Mudava o tom daquelas vidas
Cúmulos opacificavam a abobada
Não via a estrela
Mas estava lá
Voltei-me às pessoas nas ruas
Tantas cores não escondiam
O cinza das as almas
Quatro luas e quatro sois
Desejei retornar ao meu lar
Cenas e pessoas diferentemente iguais
Historias de dor dançavam
Tambores se fantasiavam de musica
Hipnotizados fingiam fúteis alegrias
Prefiro a realidade da minha luta
Fevereiro cheirava a carne
Mas não das crianças palestinas
Nem das feridas dos doentes
Eis os odores que me compadecem
A demais reservo aos abutres
Recife, 27 de fevereiro de 2009
Mudava o tom daquelas vidas
Cúmulos opacificavam a abobada
Não via a estrela
Mas estava lá
Voltei-me às pessoas nas ruas
Tantas cores não escondiam
O cinza das as almas
Quatro luas e quatro sois
Desejei retornar ao meu lar
Cenas e pessoas diferentemente iguais
Historias de dor dançavam
Tambores se fantasiavam de musica
Hipnotizados fingiam fúteis alegrias
Prefiro a realidade da minha luta
Fevereiro cheirava a carne
Mas não das crianças palestinas
Nem das feridas dos doentes
Eis os odores que me compadecem
A demais reservo aos abutres
Recife, 27 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 16 de abril de 2010
47> A ESTRELA DO ABISMO

Onde tudo estava em trevas, me vi cego
Em instantes o chão colapsou sob meus pés
Frio, fétido e solitário era o tempo de La
Mais perto de um enorme distanciamento
A minha desolação foi o odor do abandono
Outra vez a pseudo-certeza da solidão
Andando em círculos de dor em dor
As luzes parecem longínquos fantasmas
E sempre aquelas memórias
Aquelas memórias
Desilusões nascem das ilusões que criamos
Cheguei a julgar-me aprisionado
E foi em um relâmpago preto e branco
Em uma melancólica noite de sexta-feira
Alguém perdido no tempo das brumas
O semblante elevado para ver acima
A brisa quente que cruzou mares gelados
Atirada de uma época perdida nos anos
Simplesmente muitíssimo especifico
E que se faça a luz
E que se faça um universo para ela reinar
E assim foi feito
E tudo foi selado em pura serenidade
Mas aquelas memória
Àquelas memórias
Perdoa-me se nesta vida ou em outra
Ofendi-te ou mesmo aos teus
Perdoa-me por teus atos absurdos
E me perdoa pela sombra da duvida
Por esse profundo mundo de Camus
E que eu possa ver meu farol outra vez
Brilhando como uma rosa branca
Ate onde nunca se soube,
Nem nunca se saberá...
Recife,16 de janeiro de 2010
46> O SOL DE LIBRA
Quando mais um ciclo se fecha
Comprimindo o passado na brecha
Do que restou de nossa meta
E vem uma pausa dos sentidos
Uma espera incerta
Um ultimo suspiro dos sonhos
O derradeiro nostálgico gole .
Duas mãos dadas ao caminharem
Em analogia as rodas de um trem
E seus possantes movimentos
Circulares e cíclicos
A forca motriz que desbravava
Que arrastava a pesada carga
Através de gerações e tormentas .
A solidão e a dor perfeita
Perfeita por ser pura
Pura por ser bela
A emoção do reencontro
A tristeza da partida
Verdadeira essência da balança
Escrito no sol de libra
Recife, 17 de abril de 2009
Comprimindo o passado na brecha
Do que restou de nossa meta
E vem uma pausa dos sentidos
Uma espera incerta
Um ultimo suspiro dos sonhos
O derradeiro nostálgico gole .
Duas mãos dadas ao caminharem
Em analogia as rodas de um trem
E seus possantes movimentos
Circulares e cíclicos
A forca motriz que desbravava
Que arrastava a pesada carga
Através de gerações e tormentas .
A solidão e a dor perfeita
Perfeita por ser pura
Pura por ser bela
A emoção do reencontro
A tristeza da partida
Verdadeira essência da balança
Escrito no sol de libra
Recife, 17 de abril de 2009
45> COMEÇO,MEIO E FIM

Eu sou submetido à solidão
Tu es vitima dos teus medos
Eles são eles e nada mais
Elas são todas iguais
Nos estamos tão distantes
Vos Anjos, choram petrificados
Eu de fato não estou só
Tu não tens nada a temer
Eles e elas não preencheram
Nos estamos tão próximos
Vos dissonantes, serão banidos
Eu tenho a ti
Tu terás um novo mundo
Eles e elas não importam mais
Nos somos únicos
Vos Deuses, nos abençoem !
Recife, 23 de janeiro de 2009
44> CARTA A PRINCESA SITA
Desço na luz do luar
Ei ! você a chorar
Me deixe entrar
Ate parece que acredito
Que tudo foi esquecido
Como lorde Hanuman
Uma montanha vou te dar
O dia esta para expirar,
Para o lar, levo uma sombra
Espero um rio que vá ao mar
Vão me levar, as correntes
Sei bem onde vou aportar
Descrevo as constelações
Refiz todo o zodíaco
Inverti as cartas do tarot
Me levantei ante ao abismo
Segurando uma mão de Shiva
Invisível ao teu lado
Recife, 21 de fevereiro de 2009
Ei ! você a chorar
Me deixe entrar
Ate parece que acredito
Que tudo foi esquecido
Como lorde Hanuman
Uma montanha vou te dar
O dia esta para expirar,
Para o lar, levo uma sombra
Espero um rio que vá ao mar
Vão me levar, as correntes
Sei bem onde vou aportar
Descrevo as constelações
Refiz todo o zodíaco
Inverti as cartas do tarot
Me levantei ante ao abismo
Segurando uma mão de Shiva
Invisível ao teu lado
Recife, 21 de fevereiro de 2009
43> LÁGRIMAS DO CÉU
Nos dias chuvosos
Me volto à janela
Quando o vento sul trás teu cheiro
Quando meu atma pede calor
A solidão torna-se tão evidente
Que novamente o céu parece chorar
Lagrimas que espancam minha janela
A eletricidade do ar
Transmite meu pensamento
Que foge de mim
Agora sem controle...
Vai te levar o mantra
Vai tomar tua alma
Ate o ultimo trovão
Selar seu fim na terra .
Recife, 20 de fevereiro de 2009
Me volto à janela
Quando o vento sul trás teu cheiro
Quando meu atma pede calor
A solidão torna-se tão evidente
Que novamente o céu parece chorar
Lagrimas que espancam minha janela
A eletricidade do ar
Transmite meu pensamento
Que foge de mim
Agora sem controle...
Vai te levar o mantra
Vai tomar tua alma
Ate o ultimo trovão
Selar seu fim na terra .
Recife, 20 de fevereiro de 2009
42> 500 MILHAS
Quase nada mudou,
alguns moveis e altares mudados,
os ventos mais frios
e o verão começa a perder fôlego.
Apago a luz mais cedo
outras luzes se acendem,
temo por suas asas partidas
A eficácia da linguagem não verbal,
o insucesso da escrita
bolhas momentâneas de idéias
não contadas e mal entendidas
lagrimas que caem secas da alma.
Salto em estações que vem e vão
com o tempo na contramão.
Teu orgulho apunhala teu amor
que teima em nascer de novo...
Deus permitira que vivas assim ?
Tenho agora meu coração roubado.
Tens agora tua alma roubada.
Pensamentos em parabólicas trajetórias
Vão a 500 milhas daqui .
Recife, 20 de fevereiro de 2009
alguns moveis e altares mudados,
os ventos mais frios
e o verão começa a perder fôlego.
Apago a luz mais cedo
outras luzes se acendem,
temo por suas asas partidas
A eficácia da linguagem não verbal,
o insucesso da escrita
bolhas momentâneas de idéias
não contadas e mal entendidas
lagrimas que caem secas da alma.
Salto em estações que vem e vão
com o tempo na contramão.
Teu orgulho apunhala teu amor
que teima em nascer de novo...
Deus permitira que vivas assim ?
Tenho agora meu coração roubado.
Tens agora tua alma roubada.
Pensamentos em parabólicas trajetórias
Vão a 500 milhas daqui .
Recife, 20 de fevereiro de 2009
41> COMO UM MILAGRE
Na distancia entre os prédios,
Media-se o inferno
Podia-se ir mais longe
Suavemente através do concreto.
Pássaros sobrevoam tudo,
A cima e alheios
Mas a pedra continua rígida.
Uma mágica trouxe o brilho
Esquecido das retinas,
O coração pulsa e as mãos vacilam.
Uma paz se apodera,
Ironizo a tristeza desses anos,
Meus pés doem, os sapatos gastam.
Perto ou longe, não importa !
Isto me mantém vivo
Meu espírito agora vibra
O sol tomba feliz
E alguns homens tombam idosos
Ergo um brinde comum,
A passagem dos anos...
Não podia ser diferente
Como um milagre :
Me distancio da dor
Me aproximo do fim ...
Recife, 15 de janeiro de 2009
Reflexões na varanda do Maria Lucinda descançando apos uma PCR (parada cardio respiratoria) de um paciente sobre a temporalidade diferente das construçoes humanas em relação a propia vida humana ...
Media-se o inferno
Podia-se ir mais longe
Suavemente através do concreto.
Pássaros sobrevoam tudo,
A cima e alheios
Mas a pedra continua rígida.
Uma mágica trouxe o brilho
Esquecido das retinas,
O coração pulsa e as mãos vacilam.
Uma paz se apodera,
Ironizo a tristeza desses anos,
Meus pés doem, os sapatos gastam.
Perto ou longe, não importa !
Isto me mantém vivo
Meu espírito agora vibra
O sol tomba feliz
E alguns homens tombam idosos
Ergo um brinde comum,
A passagem dos anos...
Não podia ser diferente
Como um milagre :
Me distancio da dor
Me aproximo do fim ...
Recife, 15 de janeiro de 2009
Reflexões na varanda do Maria Lucinda descançando apos uma PCR (parada cardio respiratoria) de um paciente sobre a temporalidade diferente das construçoes humanas em relação a propia vida humana ...
40> FILHOS DA LUZ
Intocável filha da luz
Atravessava as tormentas,
Tão puro era teu sorriso.
No sono sua alma fugia,
Costumava ir alem das montanhas
Dos verdejantes vales floridos,
Cantando e sorrindo
Apaziguava os espíritos errantes,
Estremecia o ar com sua voz
Eu doutrinava legiões
Selando os quatro cantos.
Quando podia adorava vê-la
Valsando nas nuvens de prata
Com sua amiga Soma,
Ao senti-la ameaçada pelos sombrios
Tocava o sabre dourado
Com suas ondas de choque,
A esmeralda na bainha os cegava
Alguns resistentes Rakshasas
Eram dragados no fio da lamina
Então flocos de luz caiam .
Sentia orgulho em protegê-la,
As trevas nos viam como flagelos.
Ela em sua natureza tão delicada
Alheia ao perigo dos Asuras,
Despedia-se me fitando com ternura,
Acordávamos então tão distantes
Para mais um dia na Terra ...
Recife,12 de fevereiro de 2009
Romance de inspiração na mitologia hindu e ocorrido em um sonho noturno ...
Atravessava as tormentas,
Tão puro era teu sorriso.
No sono sua alma fugia,
Costumava ir alem das montanhas
Dos verdejantes vales floridos,
Cantando e sorrindo
Apaziguava os espíritos errantes,
Estremecia o ar com sua voz
Eu doutrinava legiões
Selando os quatro cantos.
Quando podia adorava vê-la
Valsando nas nuvens de prata
Com sua amiga Soma,
Ao senti-la ameaçada pelos sombrios
Tocava o sabre dourado
Com suas ondas de choque,
A esmeralda na bainha os cegava
Alguns resistentes Rakshasas
Eram dragados no fio da lamina
Então flocos de luz caiam .
Sentia orgulho em protegê-la,
As trevas nos viam como flagelos.
Ela em sua natureza tão delicada
Alheia ao perigo dos Asuras,
Despedia-se me fitando com ternura,
Acordávamos então tão distantes
Para mais um dia na Terra ...
Recife,12 de fevereiro de 2009
Romance de inspiração na mitologia hindu e ocorrido em um sonho noturno ...
39> AOS SETE ANOS
Não sei porque as vezes
Me volto por um instante
A lugares tão distantes
Fora da mente de agora
Profundo lago do tempo
Vejo-me submerso
Nas imprecisas memórias
Sensações tão incompreensíveis
Quanto poderosas
Paraliso só de lembrar
Da íngreme subida em desolação
As flores majestosas eram pisadas
Ate portões de puro ferro
Com seus alvos leões alados
Prestes a devorar meu clan resignado
Em meio a todos estou só
Entre eu e eles, o ferrolho do portão
Sentia-me ali, mais velho que agora
Desperto toda hora
Durante tantos anos
A lembranca do que sinto
Sempre volta em ciclo...
Como pode um menino !
Ser assim tao temido ?
Recife, 11 de fevereiro de 2009
Me volto por um instante
A lugares tão distantes
Fora da mente de agora
Profundo lago do tempo
Vejo-me submerso
Nas imprecisas memórias
Sensações tão incompreensíveis
Quanto poderosas
Paraliso só de lembrar
Da íngreme subida em desolação
As flores majestosas eram pisadas
Ate portões de puro ferro
Com seus alvos leões alados
Prestes a devorar meu clan resignado
Em meio a todos estou só
Entre eu e eles, o ferrolho do portão
Sentia-me ali, mais velho que agora
Desperto toda hora
Durante tantos anos
A lembranca do que sinto
Sempre volta em ciclo...
Como pode um menino !
Ser assim tao temido ?
Recife, 11 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 15 de abril de 2010
38> YOURU

Veste a roupa azul
No pavilhão dos pilares
Viaje sem se mover
Deixa que o globo gire
Tome o assento central
Pois o orvalho cristaliza
Escuta-me contar
Historias de outono
A aparente distancia
Dos nossos mundos
Desfaz-se do outro lado
De um único mundo
Ontem sonhei com Youru
E te vi de novo
Atenta como uma lebre,
Branca como a neve ...
Recife, 10 de fevereiro de 2009
37> TUDO QUE NÃO FOI
Um quadro envelhecido,
Do sono de uma menina...
E sopra o vento sul
Com meu jasmim e minhas amêndoas
Terna face de carne macia
Lar de amargos e idosos olhos
Abertura rasgada da alma
Memórias tristes a correr
Campos e estradas rumo ao norte.
Subo as torres do forte,
Procuro no longo horizonte.
Atingido pelo dardo do desprezo
Me atiro ao vento
Levado por algo que me chama
Na estrada solitária,
Nunca mais aquela voz !
Tudo que não foi...
Tudo que seria...
Tua duvida será tua algoz .
Recife, 7 de fevereiro de 2009
Do sono de uma menina...
E sopra o vento sul
Com meu jasmim e minhas amêndoas
Terna face de carne macia
Lar de amargos e idosos olhos
Abertura rasgada da alma
Memórias tristes a correr
Campos e estradas rumo ao norte.
Subo as torres do forte,
Procuro no longo horizonte.
Atingido pelo dardo do desprezo
Me atiro ao vento
Levado por algo que me chama
Na estrada solitária,
Nunca mais aquela voz !
Tudo que não foi...
Tudo que seria...
Tua duvida será tua algoz .
Recife, 7 de fevereiro de 2009
36> DIARIO DA SENTINELA
A luz interna superou
O mar das incertezas
Cartográficos e impotentes mapas
Caminhos explodiam em numero.
Toque o coração e feche os olhos
Só então, somente então
Tomaras a estrada única
Fortalecido ante a escuridão
O poder intrínseco da inocência
A fraqueza insípida da maldade
O isolamento inevitável do saber
A nivelação confortante da ignorância
Formas plasmadas, sua opção !
Torno-me senhor de si
Cautelosamente vigio os portais
Cheios de obscuros sofredores
Desejam emergir e invadir
Reservo-lhes o lugar secreto
Um profundo olhar milenar
Traça a fronteira imaterial
Entre os puros e os sombrios ... .
Recife, 7 de fevereiro de 2009
Portões dimensionais.
O mar das incertezas
Cartográficos e impotentes mapas
Caminhos explodiam em numero.
Toque o coração e feche os olhos
Só então, somente então
Tomaras a estrada única
Fortalecido ante a escuridão
O poder intrínseco da inocência
A fraqueza insípida da maldade
O isolamento inevitável do saber
A nivelação confortante da ignorância
Formas plasmadas, sua opção !
Torno-me senhor de si
Cautelosamente vigio os portais
Cheios de obscuros sofredores
Desejam emergir e invadir
Reservo-lhes o lugar secreto
Um profundo olhar milenar
Traça a fronteira imaterial
Entre os puros e os sombrios ... .
Recife, 7 de fevereiro de 2009
Portões dimensionais.
35> O LIVRO E OS LEÕES *

Rogava por cuidados urgentes
Onde foi deixado
Nas moradas sombrias
Soluços quase audíveis
Seres quase visíveis
A mais bela mentira
Obscuramente divino
Passos tímidos se aproximam
Ultima brisa fina
A noite se derrama em pranto
Nuvens escondem as estrelas
Fechos os olhos as sombras
Encaro Zeus e seus trovoes
Abro o misterioso livro
Fraterno, magnífico e supremo
Pesam no peito as verdades
Olhos que se inundam
Inicio o capitulo dourado,
Amanhecer do meu destino
Abandono meus desejos
No antigo portão dos leões
Recife, 5 de fevereiro de 2009
Inspirado em um sonho de infancia ...
Também postado na Fabrica de Letras
34> DEVA
O caminho leva ao lago
A neblina como cobertor
O dia espera para nascer
A voz feminina cruza o bosque
Na cadencia dos sinos
Oferendas a nova manhã
Vislumbro sua curva imagem
O aroma de jasmim invade
De joelhos em seu retiro
Acima do solo dos mortais
Ria-se de nossas duvidas ...
Enquanto dizia ...
“Ofereço-lhes o pão da vida,
mas não tens desta fome “
“Estendem as mãos
a quem não toca o chão”
“olha o teu todo,
e verás o nada ... “
Recife, primeiro de fevereiro de 2009
A neblina como cobertor
O dia espera para nascer
A voz feminina cruza o bosque
Na cadencia dos sinos
Oferendas a nova manhã
Vislumbro sua curva imagem
O aroma de jasmim invade
De joelhos em seu retiro
Acima do solo dos mortais
Ria-se de nossas duvidas ...
Enquanto dizia ...
“Ofereço-lhes o pão da vida,
mas não tens desta fome “
“Estendem as mãos
a quem não toca o chão”
“olha o teu todo,
e verás o nada ... “
Recife, primeiro de fevereiro de 2009
33> GUARDIÃO
A alvorada nasce em silencio
Tinge e ilumina o céu
Aquarela sublime e imutável
Ondas elétricas por segundos
Tão mágicos e imperceptíveis
Sou imerso em esplendor
O resto da noite se vai
Hunahpu alimenta o giro
Arma-se a lona do circo
Olho para toda parte
E a mecânica da vida prossegue
Melancolia em tom de tristeza
Aos poucos meio mundo se ativa,
Aos poucos meio mundo se apaga...
Agora que a fumaça pesa o ar
Entrego-te a uma manha de outono.
Agora posso dormir,
Após velar teu sono ! .
Recife, primeiro de fevereiro de 2009
Gosto muito desta !
Tinge e ilumina o céu
Aquarela sublime e imutável
Ondas elétricas por segundos
Tão mágicos e imperceptíveis
Sou imerso em esplendor
O resto da noite se vai
Hunahpu alimenta o giro
Arma-se a lona do circo
Olho para toda parte
E a mecânica da vida prossegue
Melancolia em tom de tristeza
Aos poucos meio mundo se ativa,
Aos poucos meio mundo se apaga...
Agora que a fumaça pesa o ar
Entrego-te a uma manha de outono.
Agora posso dormir,
Após velar teu sono ! .
Recife, primeiro de fevereiro de 2009
Gosto muito desta !
32> DEUS
Meu deus não é bom nem mau
Meu deus não é claro nem escuro
Meu deus não tem forma
Meu deus não se chama deus
Meu deus não tem nome
Meu deus não escreveu livros
Meu deus não da ordens
Meu deus não criou infernos
Meu deus não condena
Meu deus não é, esta ou foi
Meu deus não tem povos
Meu deus não precisa de louvor
Meu deus não se importa se é acreditado
Meu deus não tem preferidos
Meu deus não é meu nem teu
A este deus atribuímos
Nossa imagem e semelhança
Nossas imperfeições e perfeições
Nossos sentimentos e emoções
Nossas palavras e idiomas
Nossas frustrações e expectativas
Nossos conhecimentos e ignorâncias
Nossas fraquezas e superações
Mas este deus não é humano
E este deus transcende a nos
E transcende o transcender
Meu deus posso afirmar
Que assemelha-se a vida e ao amor
E só posso afirmar
Por não saber ao certo
O que é a plenitude da vida ...
E o que é a perfeição do amor ...
Recife, 31 de janeiro de 2009
Meu deus não é claro nem escuro
Meu deus não tem forma
Meu deus não se chama deus
Meu deus não tem nome
Meu deus não escreveu livros
Meu deus não da ordens
Meu deus não criou infernos
Meu deus não condena
Meu deus não é, esta ou foi
Meu deus não tem povos
Meu deus não precisa de louvor
Meu deus não se importa se é acreditado
Meu deus não tem preferidos
Meu deus não é meu nem teu
A este deus atribuímos
Nossa imagem e semelhança
Nossas imperfeições e perfeições
Nossos sentimentos e emoções
Nossas palavras e idiomas
Nossas frustrações e expectativas
Nossos conhecimentos e ignorâncias
Nossas fraquezas e superações
Mas este deus não é humano
E este deus transcende a nos
E transcende o transcender
Meu deus posso afirmar
Que assemelha-se a vida e ao amor
E só posso afirmar
Por não saber ao certo
O que é a plenitude da vida ...
E o que é a perfeição do amor ...
Recife, 31 de janeiro de 2009
31> A QUEDA DO CÉU *
Cansado demais, repouso
Os fantasmas eram rápidos
A vida e fugaz,
Minutos procriam em frenesi
A cada hora insana,
Me sinto tão fora ...
A chuva densifica o ar que paira
Revive as memórias
A nevoa aveludada das nossas auroras
Papeis, personagens e mascaras
Nas gavetas da alma,
O diário de uma existência ...
A garota chorava na calçada
Alheia aos escravos cegos
Desejava a queda do céu
Então percebo o quanto:
Vivi aquelas vidas,
Morri aquelas mortes...
Recife, 29 de janeiro de 2009
A chuva sempre teve um efeito saudosista em mim, sinto saudades de algo que não sei o que seja... seria a vida que achamos individual um pouco coletiva ???
Também postado na Fabrica de Letras
Os fantasmas eram rápidos
A vida e fugaz,
Minutos procriam em frenesi
A cada hora insana,
Me sinto tão fora ...
A chuva densifica o ar que paira
Revive as memórias
A nevoa aveludada das nossas auroras
Papeis, personagens e mascaras
Nas gavetas da alma,
O diário de uma existência ...
A garota chorava na calçada
Alheia aos escravos cegos
Desejava a queda do céu
Então percebo o quanto:
Vivi aquelas vidas,
Morri aquelas mortes...
Recife, 29 de janeiro de 2009
A chuva sempre teve um efeito saudosista em mim, sinto saudades de algo que não sei o que seja... seria a vida que achamos individual um pouco coletiva ???
Também postado na Fabrica de Letras
30> IDIOSSINCRASIA ANGELICAL
E vens ate mim
Como um anjo arrependido
Deixa-me então :
Revelar-me nos teus olhos,
Parar de sofrer por desejos ...
Hora de retornar .
O gelo derretia no copo
No aconchego de um clube
Perdidos e unidos esta noite
Embriagados de emoção
Repito sua canção
Quase uma oração
Durma meu amor ,
Antes de te acharem
Estes que moram em ti
Os que congelam teu olhar,
Petrificam teus sonhos,
Odeiam minhalma incandescente
Fugir comigo esta noite
Trouxe-te sabor de liberdade.
Como chamas invisíveis
A corroer teus fantasmas .
Ieiazel e Mehiel juntos novamente,
Ate a ultima taça ...
Recife, 29 de janeiro de 2009
Como um anjo arrependido
Deixa-me então :
Revelar-me nos teus olhos,
Parar de sofrer por desejos ...
Hora de retornar .
O gelo derretia no copo
No aconchego de um clube
Perdidos e unidos esta noite
Embriagados de emoção
Repito sua canção
Quase uma oração
Durma meu amor ,
Antes de te acharem
Estes que moram em ti
Os que congelam teu olhar,
Petrificam teus sonhos,
Odeiam minhalma incandescente
Fugir comigo esta noite
Trouxe-te sabor de liberdade.
Como chamas invisíveis
A corroer teus fantasmas .
Ieiazel e Mehiel juntos novamente,
Ate a ultima taça ...
Recife, 29 de janeiro de 2009
29> HACHATTA
Vi Hachatta no espelho
Números multiplicam as duvidas
Tudo intrinsecamente etéreo
Não senti emoção ...
Fui tocado pelo fogo
Agora um impulso incontrolável
Mas algo mundano ainda resiste
Sempre em Maia, sempre ilusão
O átomo se une e desagrega
Mas o elo persiste ...
Recife, 29 de janeiro de 2009
Números multiplicam as duvidas
Tudo intrinsecamente etéreo
Não senti emoção ...
Fui tocado pelo fogo
Agora um impulso incontrolável
Mas algo mundano ainda resiste
Sempre em Maia, sempre ilusão
O átomo se une e desagrega
Mas o elo persiste ...
Recife, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de abril de 2010
28> O PERDÃO *
Quando a única estrela se apaga
Quando o doce amarga
Talvez, talvez
A noite volte a ser,
Verdadeiramente escura .
O coração retorna,
A sua essência solitária
Eu precisei tanto, desejei tanto
Então evitando o inevitável
Você se foi, se foi
Os anos abrandam a dor
As magoas desfocam com tempo
As feridas se fecham
Muito depois de você partir
Sinto vontade de me ferir,
Sinto falta de te ver sorrir.
Alguns lapsos trazem a tona
Uma pintura envelhecida
O vento simula teu toque delicado
Minha menina partida...
A estrela que ainda brilha na memória
Memórias que saltam empoeiradas
Quando vejo as cicatrizes ...
Recife, 24 de janeiro de 2009
Algo delicado e profundo, provando que se pode ser dar um tom romantico melancolico aos escritos sem ser piegas .. Adoro essa !
Quando o doce amarga
Talvez, talvez
A noite volte a ser,
Verdadeiramente escura .
O coração retorna,
A sua essência solitária
Eu precisei tanto, desejei tanto
Então evitando o inevitável
Você se foi, se foi
Os anos abrandam a dor
As magoas desfocam com tempo
As feridas se fecham
Muito depois de você partir
Sinto vontade de me ferir,
Sinto falta de te ver sorrir.
Alguns lapsos trazem a tona
Uma pintura envelhecida
O vento simula teu toque delicado
Minha menina partida...
A estrela que ainda brilha na memória
Memórias que saltam empoeiradas
Quando vejo as cicatrizes ...
Recife, 24 de janeiro de 2009
Algo delicado e profundo, provando que se pode ser dar um tom romantico melancolico aos escritos sem ser piegas .. Adoro essa !
27> MAKTUB
A caravana mística surge ao longe
Sete estrelas e sete camelos
Aproximem-se e bebam aqui !
Bege, laranja, vermelho e mostarda
Tons prestes a se dissiparem
Na fria mão da noite
Um deserto cheio de vida,
Na fronteira de vales e montes.
Levem esta rara flor,
Que nasce nos áridos rochedos
Deste imenso mar de areias
A quatro patas navegável
O sabor das tâmaras,
O ritmo dos tambores
Ar aquecido em ascendentes correntes
Esquecidos zeladores da vida terrena
Teu pó este mundo a cruzar
Na pele de teus fieis filhos .
Uma mágica a me encantar,
E quando a dor passar
Com teu profeta a vos guiar
Rios dos corações iram jorrar,
Mil e uma flores a brotar !
Recife, 24 de janeiro de 2009
O deserto e sua magica indiscritivel, lembro aqui dos viajantes da estrada da seda ...
Sete estrelas e sete camelos
Aproximem-se e bebam aqui !
Bege, laranja, vermelho e mostarda
Tons prestes a se dissiparem
Na fria mão da noite
Um deserto cheio de vida,
Na fronteira de vales e montes.
Levem esta rara flor,
Que nasce nos áridos rochedos
Deste imenso mar de areias
A quatro patas navegável
O sabor das tâmaras,
O ritmo dos tambores
Ar aquecido em ascendentes correntes
Esquecidos zeladores da vida terrena
Teu pó este mundo a cruzar
Na pele de teus fieis filhos .
Uma mágica a me encantar,
E quando a dor passar
Com teu profeta a vos guiar
Rios dos corações iram jorrar,
Mil e uma flores a brotar !
Recife, 24 de janeiro de 2009
O deserto e sua magica indiscritivel, lembro aqui dos viajantes da estrada da seda ...
26> O ADORMECIDO
APÓS ANOS ELE DESPERTOU
COM FOME DE SECULOS
VESTIA A TUNICA DE MORFEU
TRAZIA A HIPNOTICA FLAUTA
OS CAES TODOS LATIRAM
OS MAGOS TODOS SORRIRAM
DEMONIOS FUGIAM
ANJOS DESCIAM
“MINHA LUA E MEU PAI”
ERA O QUE ELE DIZIA !
E OS CAES LATIAM ...
ERGUEMOS UM MANTO ALVO
ENQUANTO ELE DISSIPAVA O VÉU
“QUANDO ELE CHEGAR, DEIXA-O ENTRAR”
ERA O QUE TODOS DIZIAM !
Recife, 24 de janeiro de 2009
Tons proféticos ...
COM FOME DE SECULOS
VESTIA A TUNICA DE MORFEU
TRAZIA A HIPNOTICA FLAUTA
OS CAES TODOS LATIRAM
OS MAGOS TODOS SORRIRAM
DEMONIOS FUGIAM
ANJOS DESCIAM
“MINHA LUA E MEU PAI”
ERA O QUE ELE DIZIA !
E OS CAES LATIAM ...
ERGUEMOS UM MANTO ALVO
ENQUANTO ELE DISSIPAVA O VÉU
“QUANDO ELE CHEGAR, DEIXA-O ENTRAR”
ERA O QUE TODOS DIZIAM !
Recife, 24 de janeiro de 2009
Tons proféticos ...
25> ANJOS DE GAZA

Espiral multicolorida gira lenta
Marcada em preto e branco
Deus meu, o que houve ?
Teu povo todo a chorar ...
As saias ao vento estendidas
Mães e filhas todas partidas
Gritam em uma só nota
"Que abençoe nossas feridas"
Macularam a infância dos teus filhos,
Roubaram o sorriso de tuas crianças .
Falcões, vespas e leopardos
Sempre perseguidos agora perseguem
Da paz também privados
O medo que invadiu as noites
Demônios e anjos ,
Anjos ou demônios ?
Tanto calor neste inverno
Tanta frieza nestas almas
Sob um sol ainda amarelo
Com o sangue ainda vermelho
Ergo-me com um céu todo azul
Só me resta sonhar,
Que ainda podemos amar...
Que toda essa dor se vá !
Recife, 22 de janeiro de 2009
A meu ver não existem palavras que expliquem o fato de vermos e aceitarmos um novo holocausto "às avessas" ...
Também postado na Fabrica de Letras
24> A MISSÃO
A voz que vibrava meu ser
A luz que transcende a carne
A sentinela conduz em silencio
A noite vem com seus portais
Acendo a fogueira
Queimo os desejos vis
Mil braços me apóiam
Mil seios me nutrem
Mil anos se passam
As mãos em brasa
Sinto tudo que não toco
O fio encantado do sabre
Cortava o tecido da realidade
Levado para alem de Maia
Faces de barro observam
Hierarquias descendentes se curvam
Correntes, claves e grilhões
Mantenho o sentido único
Como fora designado !
Recife, 17 de janeiro de 2009
A luz que transcende a carne
A sentinela conduz em silencio
A noite vem com seus portais
Acendo a fogueira
Queimo os desejos vis
Mil braços me apóiam
Mil seios me nutrem
Mil anos se passam
As mãos em brasa
Sinto tudo que não toco
O fio encantado do sabre
Cortava o tecido da realidade
Levado para alem de Maia
Faces de barro observam
Hierarquias descendentes se curvam
Correntes, claves e grilhões
Mantenho o sentido único
Como fora designado !
Recife, 17 de janeiro de 2009
23> TRES LUAS E POUCO
Tua respiração em minha face
Você era minha doce morte
Você era tão linda
Não me diga nada !
Usei tantas palavras
Para estar ao teu lado
E agora nesta cadeira
Não me deixe so !
Te ofereço este caminho
Toda uma existência
E eu acredito ,
Não te esqueças jamais !
Tuas escolhas sem palavras
A estatua o mar e as espumas
Um choque inevitável...
Não me olhe assim !
Aproveite as pequenas coisas
Eu estava nos detalhes,
As coisas que não vias
Não feche teus olhos !
Perdidos em iminente partida
O chão esmagado sob teus pes
As ondas afogavam meus anos
Não negue a quem amas !
Recife , 12 de janeiro de 2009
...Na orla de salvador ela sempre tinha a alma roubada pelo mar, pelas ondas ... a contagem de tempo no calendario lunar da ultima vez que presenciei esse transe .
Você era minha doce morte
Você era tão linda
Não me diga nada !
Usei tantas palavras
Para estar ao teu lado
E agora nesta cadeira
Não me deixe so !
Te ofereço este caminho
Toda uma existência
E eu acredito ,
Não te esqueças jamais !
Tuas escolhas sem palavras
A estatua o mar e as espumas
Um choque inevitável...
Não me olhe assim !
Aproveite as pequenas coisas
Eu estava nos detalhes,
As coisas que não vias
Não feche teus olhos !
Perdidos em iminente partida
O chão esmagado sob teus pes
As ondas afogavam meus anos
Não negue a quem amas !
Recife , 12 de janeiro de 2009
...Na orla de salvador ela sempre tinha a alma roubada pelo mar, pelas ondas ... a contagem de tempo no calendario lunar da ultima vez que presenciei esse transe .
22> AMA LLULA, AMA SUWA, AMA Q’UELLA
Rodas e linhas multicoloridas
As saias giravam ao vento
Chocalhos me traziam o frio
Que aquecia as almas
Todas flautas tocaram
Cabeças mexiam no compasso da musica
Abri os braços em louvor
As imagens esculpidas por deus
Em picos alvos e olhos escuros
Que eu volte aos Andes
Antes de morrer
Vem aqui partilhar o calor campesino
Trabalham sem nada esperar
Tão atentas aves de rapinas
A dança do condor
Entristeço com a partida
Navegando o Titicaca
Rumo aos espelhos incas
Intocável calor de sua gente
Intocável o frio de tuas montanha
Intocável retrato do céu
Recife, 12 de janeiro de 2009
PS1 : AMA LLULA, AMA SUWA, AMA Q’UELLA = nao roubar, nao mentir,nao ser preguiçoso
PS2 : Lema do imperio Inca ...
As saias giravam ao vento
Chocalhos me traziam o frio
Que aquecia as almas
Todas flautas tocaram
Cabeças mexiam no compasso da musica
Abri os braços em louvor
As imagens esculpidas por deus
Em picos alvos e olhos escuros
Que eu volte aos Andes
Antes de morrer
Vem aqui partilhar o calor campesino
Trabalham sem nada esperar
Tão atentas aves de rapinas
A dança do condor
Entristeço com a partida
Navegando o Titicaca
Rumo aos espelhos incas
Intocável calor de sua gente
Intocável o frio de tuas montanha
Intocável retrato do céu
Recife, 12 de janeiro de 2009
PS1 : AMA LLULA, AMA SUWA, AMA Q’UELLA = nao roubar, nao mentir,nao ser preguiçoso
PS2 : Lema do imperio Inca ...
Assinar:
Postagens (Atom)







